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Pluralismo e Diversidade Cultural

Este domínio trata a diversidade cultural e o modo de viver com ela: a distinção entre multiculturalidade e interculturalidade, a escada que liga o estereótipo ao preconceito e à discriminação, as migrações e a diversidade em Portugal, e o diálogo intercultural, com destaque para a língua portuguesa no mundo e a CPLP. Sem Exame Nacional, o trabalho é transversal e a avaliação interna valoriza o respeito pela diferença, o combate à discriminação e a valorização do diálogo entre culturas.

4 secções·~14 min de leitura·4 competências·Nível Base 1 · Padrão 3

T·0333 / 8
Perfil de exame
Distinguir multiculturalidade de interculturalidadeCompreender a construção de estereótipos, preconceito e discriminaçãoAnalisar as migrações e a diversidade em PortugalValorizar o diálogo intercultural e a língua portuguesa no mundo
Operadores:distingueexplicaanalisaidentificarelacionajustifica

nível básico

Comum a todos os cursos: reconhecer a diversidade cultural como riqueza e respeitar a diferença, combatendo estereótipos e discriminação.

nível avançado

Aprofundamento: distinguir multi de interculturalidade, analisar a escada estereótipo-preconceito-discriminação e valorizar o papel da língua portuguesa e da CPLP.

Profundidade

Profundidade de leitura: Aprofundado

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Conteúdo · 4 secções▾
  1. Pluralismo e Diversidade Cultural
    • 01Cultura, identidade e diversidade: multi vs interculturalidade○
    • 02Estereótipo, preconceito e discriminação◐
    • 03Migrações e diversidade em Portugal◐
    • 04Diálogo intercultural, língua portuguesa e CPLP◐
§ 01

Cultura, identidade e diversidade: multi vs interculturalidade#

●○○BaseLPAE-cidadania-e-desenvolvimento-pluralismo-e-diversidade-cultural

Pontos-chave

Cultura é o conjunto de valores, crenças, costumes, saberes, tradições, formas de arte e modos de vida que caracterizam um grupo humano e que se transmitem e transformam ao longo do tempo. Cada pessoa constrói a sua identidade cultural a partir de vários pertencimentos (a família, a língua, a religião, a região, os grupos a que pertence), pelo que a identidade não é única nem fixa — é plural e dinâmica. A diversidade cultural, isto é, a existência de muitas culturas diferentes, é uma característica das sociedades atuais e, tal como a biodiversidade, uma riqueza a preservar.
Perante a diversidade, importa distinguir dois modos de a viver, que muitas vezes se confundem (ver Fig. 1). A multiculturalidade é a simples coexistência de culturas diferentes no mesmo espaço: reconhece e respeita a diferença, mas pode ficar-se por aí — culturas que vivem lado a lado, sem verdadeira relação, como pessoas no mesmo prédio que não se falam. É um ponto de partida necessário, mas insuficiente.

Multiculturalidade e interculturalidade

Multi e interculturalidadeDiagrama de Venn com 2 conjuntos, Reconhecer a diferença, Interagir e dialogarReconhecer a diferençaInteragir e dialogarMulticulturalidadeInterculturalidade
Fig. 1Fig. 1 — A multiculturalidade reconhece a diferença; a interculturalidade acrescenta-lhe a interação e o diálogo.
A interculturalidade vai mais longe: parte do reconhecimento da diferença (multiculturalidade) e acrescenta a interação, o encontro e o diálogo entre as culturas, num plano de igualdade e respeito mútuo. Não se trata de apagar as diferenças nem de as manter isoladas, mas de as pôr em relação, de modo que umas aprendam com as outras e construam algo em comum. A interculturalidade é, por isso, o objetivo de uma cidadania que valoriza a diversidade — e o que a componente de Cidadania e Desenvolvimento procura promover.
Esta distinção tem consequências práticas. Uma escola multicultural tem alunos de várias origens; uma escola intercultural cria oportunidades para eles se conhecerem, trabalharem juntos e partilharem, transformando a diversidade numa fonte de aprendizagem para todos. Passar da multi à interculturalidade exige uma atitude ativa — curiosidade, abertura, disponibilidade para o diálogo — e o combate a tudo o que o impede, como os estereótipos e a discriminação, tema da secção seguinte.
Exemplo resolvido

Distinguir multi de interculturalidade

Numa turma há alunos de várias origens culturais, mas cada grupo convive apenas entre si e quase não interage com os outros. Classifica a situação e propõe como a tornar intercultural.

  1. 01Classificar

    Há diversidade cultural e coexistência (os grupos partilham o mesmo espaço), mas sem interação: é uma situação multicultural, não ainda intercultural.

  2. 02Identificar o que falta

    Falta o essencial da interculturalidade: o encontro, a interação e o diálogo entre os grupos, num plano de igualdade.

  3. 03Propor ação

    Criar oportunidades de trabalho e partilha conjuntos — projetos de grupo mistos, apresentação de tradições, atividades cooperativas — que levem os alunos a conhecer-se e a construir algo em comum.

Resultado: A situação é multicultural (coexistência sem interação). Torna-se intercultural criando ocasiões concretas de diálogo e cooperação entre os grupos, transformando a diversidade numa aprendizagem partilhada.

Foco no Exame Nacional

  • Definir cultura e identidade cultural (plural e dinâmica) e valorizar a diversidade.
  • Distinguir multiculturalidade (coexistência) de interculturalidade (interação e diálogo).
  • Reconhecer a interculturalidade como objetivo de uma cidadania que valoriza a diversidade.

Erros frequentes

  • Confundir multiculturalidade (culturas que coexistem) com interculturalidade (culturas que dialogam).
  • Pensar que valorizar a diversidade é apagar as diferenças ou, pelo contrário, mantê-las isoladas.
  • Ver a identidade cultural como algo único e fixo, ignorando que é plural e dinâmica.

Revisão ativa

Dá um exemplo, na tua escola ou comunidade, de uma situação apenas multicultural e explica o que seria preciso para a tornar intercultural.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (ENEC) — Pluralismo e Diversidade Cultural (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

Estereótipo, preconceito e discriminação#

●●○PadrãoLPAE-cidadania-e-desenvolvimento-pluralismo-e-diversidade-cultural

Pontos-chave

Três conceitos ajudam a compreender como nasce a rejeição do outro, numa espécie de escada com três degraus (ver Fig. 2). O estereótipo é uma crença generalizada e simplificada sobre um grupo, que atribui a todos os seus membros as mesmas características («os X são todos assim»). Os estereótipos são atalhos mentais: nem sempre são hostis, mas são sempre redutores, porque ignoram a diversidade dentro de cada grupo e tratam pessoas como se fossem cópias de um modelo.

Do estereótipo à discriminação

Estereótipo, preconceito, discriminaçãoGrafo, Estereótipo (crença generalizada) → Preconceito (atitude negativa), Preconceito (atitude negativa) → Discriminação (comportamento injusto), Discriminação (comportamento injusto) → Racismo, xenofobia (formas graves)Estereótipo(crençageneralizada)Preconceito(atitudenegativa)Discriminação(comportamentoinjusto)Racismo,xenofobia(formas graves)
Fig. 2Fig. 2 — A escada estereótipo → preconceito → discriminação: da ideia à atitude e ao ato. Intervir é possível em cada degrau.
O preconceito é o degrau seguinte: é uma atitude, em regra negativa, dirigida a um grupo ou aos seus membros, com base no estereótipo e não no conhecimento real. Enquanto o estereótipo está no plano das ideias (o que penso que o grupo é), o preconceito está no plano das emoções e das atitudes (o que sinto em relação ao grupo) — desconfiança, antipatia, medo. Julga-se antes (pré-julga-se), sem conhecer a pessoa concreta.
A discriminação é o terceiro degrau: é o comportamento, a ação de tratar alguém de forma desigual e injusta por pertencer a um grupo — negar-lhe um emprego, uma casa, um serviço ou um direito. É a passagem do pensamento e do sentimento ao ato, e é a mais grave, porque causa dano concreto. Quando assenta na «raça», etnia ou origem, fala-se de racismo e xenofobia; pode ainda atingir formas extremas de segregação e violência. A discriminação é proibida por lei (princípio da igualdade, art. 13.º da Constituição).
Compreender esta escada — estereótipo (ideia), preconceito (atitude), discriminação (ato) — é essencial para a combater, e mostra que se pode intervir em cada degrau. Podemos questionar os estereótipos (procurando conhecer as pessoas na sua individualidade), reconhecer e corrigir os nossos preconceitos, e recusar e denunciar a discriminação. A diversidade só é uma riqueza numa sociedade que faz este trabalho; caso contrário, torna-se pretexto para a divisão.
Exemplo resolvido

Identificar os três degraus

«As pessoas de determinada origem são pouco trabalhadoras» (afirmação); um empregador sente desconfiança perante candidatos dessa origem; e acaba por não os contratar só por isso. Identifica o estereótipo, o preconceito e a discriminação.

  1. 01Estereótipo

    A afirmação «são pouco trabalhadoras» é um estereótipo: uma crença generalizada e redutora atribuída a todo um grupo, no plano das ideias.

  2. 02Preconceito

    A desconfiança sentida pelo empregador perante esses candidatos, com base no estereótipo e não no conhecimento de cada pessoa, é o preconceito — no plano da atitude.

  3. 03Discriminação

    Não os contratar apenas por causa da origem é a discriminação — a passagem ao comportamento, tratando alguém de forma injusta por pertencer a um grupo. É proibida por lei.

Resultado: O estereótipo é a crença («são pouco trabalhadoras»), o preconceito é a atitude (desconfiança) e a discriminação é o ato (não contratar por causa da origem). Distinguir os degraus permite combater a rejeição em cada um deles.

Foco no Exame Nacional

  • Distinguir estereótipo (ideia/crença), preconceito (atitude) e discriminação (comportamento).
  • Relacionar racismo e xenofobia com a discriminação em razão da origem ou etnia.
  • Reconhecer que a discriminação é proibida por lei e como intervir em cada degrau.

Erros frequentes

  • Usar «estereótipo», «preconceito» e «discriminação» como sinónimos, quando são degraus distintos (ideia, atitude, ato).
  • Achar que um estereótipo é inofensivo por ser «positivo» — é sempre redutor e pode alimentar preconceito.
  • Confundir o plano das atitudes (preconceito) com o dos atos (discriminação).

Revisão ativa

Num caso à tua escolha, identifica o estereótipo, o preconceito e a discriminação, distinguindo o que é ideia, o que é atitude e o que é comportamento.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (ENEC) — Pluralismo e Diversidade Cultural (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

Migrações e diversidade em Portugal#

●●○PadrãoLPAE-cidadania-e-desenvolvimento-pluralismo-e-diversidade-cultural

Pontos-chave

As migrações são os movimentos de pessoas que mudam de lugar para viver, e existem desde sempre na história da humanidade. Distingue-se a emigração — sair do próprio país para viver noutro — da imigração — entrar e instalar-se num país que não é o de origem (ver Fig. 3). São dois nomes para o mesmo movimento, vistos de lados diferentes: a mesma pessoa é emigrante para o país que deixa e imigrante para o país que a acolhe. As causas são variadas — procura de trabalho e de melhores condições de vida, estudos, reunião com a família, ou a fuga a guerras e perseguições (no caso dos refugiados).

Emigração e imigração

Emigração e imigraçãoGrafo, Migração (mudar de lugar para viver) → Emigração (sair do país), Migração (mudar de lugar para viver) → Imigração (entrar no país), Emigração (sair do país) → Portugal: país de emigração e de imigração, Imigração (entrar no país) → Portugal: país de emigração e de imigraçãoMigração (mudarde lugar paraviver)Emigração (sairdo país)Imigração(entrar no país)Portugal: paísde emigração ede imigração
Fig. 3Fig. 3 — Emigração e imigração são o mesmo movimento visto de lados diferentes. Portugal é país de ambas.
Portugal é, de forma marcante, um país simultaneamente de emigração e de imigração. Ao longo da sua história, muitos portugueses emigraram, espalhando-se por vários continentes e formando grandes comunidades no estrangeiro; ao mesmo tempo, Portugal acolhe pessoas de muitas origens que aqui vivem, trabalham e estudam. Esta dupla experiência faz da diversidade uma característica da sociedade portuguesa e ajuda a compreender, «de dentro», o que é migrar.
A imigração traz desafios e contributos. Do lado dos contributos, as pessoas que chegam trazem trabalho, competências, juventude e riqueza cultural, e participam na vida económica e social do país. Do lado dos desafios, está a integração: garantir o acesso a direitos (educação, saúde, trabalho digno), o domínio da língua, o respeito mútuo e a igualdade de oportunidades. A integração é uma via de dois sentidos — exige esforço de quem chega e acolhimento de quem recebe.
É importante analisar as migrações sem cair em estereótipos e sem números inventados: são um fenómeno complexo, com muitas causas e efeitos, que deve ser compreendido com rigor e humanidade. Cada migrante é uma pessoa com a sua história, e não um número ou um rótulo. Uma cidadania esclarecida recusa os preconceitos sobre os migrantes, informa-se em fontes fiáveis e valoriza o contributo da diversidade para a sociedade de acolhimento.
Exemplo resolvido

Emigrante e imigrante: uma questão de ponto de vista

Uma jovem portuguesa muda-se para França para trabalhar. Explica por que é, ao mesmo tempo, emigrante e imigrante, e indica o que favoreceria a sua integração.

  1. 01Do ponto de vista de Portugal

    Para Portugal, o país que ela deixa, é uma emigrante: saiu do seu país de origem para viver noutro.

  2. 02Do ponto de vista de França

    Para França, o país que a acolhe, é uma imigrante: entrou e instalou-se num país que não é o seu de origem. É o mesmo movimento, visto dos dois lados.

  3. 03Integração

    Favorecem a integração o domínio da língua, o acesso a trabalho digno e a serviços (saúde, habitação), o respeito e a igualdade de oportunidades, e o acolhimento da sociedade francesa — a par do seu próprio esforço.

Resultado: A jovem é emigrante para Portugal e imigrante para França: o mesmo movimento, dois pontos de vista. A sua integração depende de fatores como a língua, o trabalho e o acolhimento — uma via de dois sentidos.

Foco no Exame Nacional

  • Distinguir emigração de imigração e reconhecer que descrevem o mesmo movimento de lados diferentes.
  • Caracterizar Portugal como país de emigração e de imigração.
  • Explicar o conceito de integração como via de dois sentidos e reconhecer contributos e desafios.

Erros frequentes

  • Confundir emigrante com imigrante (depende do ponto de vista: do país que se deixa ou do que acolhe).
  • Analisar as migrações a partir de estereótipos ou de números não fundamentados.
  • Ver a integração como tarefa apenas de quem chega, esquecendo o papel da sociedade de acolhimento.

Revisão ativa

Explica por que uma pessoa que sai de Portugal para trabalhar noutro país é, ao mesmo tempo, emigrante e imigrante, e indica duas condições que favorecem a sua integração no país de acolhimento.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (ENEC) — Pluralismo e Diversidade Cultural (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

Diálogo intercultural, língua portuguesa e CPLP#

●●○PadrãoLPAE-cidadania-e-desenvolvimento-pluralismo-e-diversidade-cultural

Pontos-chave

O diálogo intercultural é o encontro respeitador entre pessoas de culturas diferentes, feito de escuta, curiosidade e disponibilidade para compreender o outro sem renunciar à própria identidade. É a prática concreta da interculturalidade e o melhor antídoto contra os estereótipos e a discriminação: conhecer pessoas reais desfaz as generalizações. O diálogo não exige concordar em tudo — exige respeitar a dignidade e os direitos de cada um e procurar o que se pode construir em comum.
A língua é um dos maiores instrumentos de diálogo e de identidade, e a língua portuguesa é, neste aspeto, um caso notável. Falada em vários continentes por mais de 250 milhões de pessoas, é uma das línguas mais faladas do mundo e uma língua de comunicação global. Nascida em Portugal, é hoje partilhada por muitos povos, cada um com a sua própria expressão e cultura — o que faz do português uma língua plural, património comum de comunidades muito diversas.
Essa comunidade tem uma expressão institucional: a CPLP — Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, criada em 1996 (ver Fig. 4). Reúne nove Estados-membros em vários continentes: na Europa, Portugal; na América, o Brasil; em África, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe; e, na Ásia, Timor-Leste. A CPLP promove a cooperação entre estes países e a difusão da língua portuguesa, unindo pela língua realidades geográficas e culturais muito distintas.

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

Estados-membros da CPLPTabela com 2 colunas e 4 linhas, Dados: Continente · Estados-membros da CPLP; Europa · Portugal; América · Brasil; África · Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe; Ásia · Timor-Leste, célula destacada: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e PríncipeCONTINENTEESTADOS-MEMBROS DACPLPEUROPAPortugalAMÉRICABrasilÁFRICAAngola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial,Moçambique, São Tomé ePríncipeÁSIATimor-Leste
Fig. 4Fig. 4 — Os nove Estados-membros da CPLP (criada em 1996), unidos pela língua portuguesa em vários continentes.
Valorizar a língua portuguesa e a diversidade dos povos que a falam é, também, um exercício de cidadania e de diálogo intercultural. Reconhecer que a mesma língua é vivida de formas diferentes — sotaques, palavras, expressões, literaturas —, e que essa variedade é uma riqueza e não um erro, é a atitude intercultural aplicada à própria língua. Do respeito pela diversidade cultural ao respeito pela diversidade linguística vai um passo — e ambos fazem parte de uma cidadania aberta ao mundo.
Exemplo resolvido

Diálogo intercultural e língua

Explica como o diálogo intercultural ajuda a combater estereótipos e ilustra, com a língua portuguesa, como uma mesma língua pode unir povos e culturas diferentes.

  1. 01Diálogo contra estereótipos

    O estereótipo é uma generalização sobre um grupo; o diálogo intercultural põe-nos em contacto com pessoas reais desse grupo, cuja diversidade e individualidade desmentem a generalização — conhecer desfaz o preconceito.

  2. 02A língua como laço

    A língua portuguesa é falada por povos de vários continentes (a CPLP reúne nove países). A mesma língua permite-lhes comunicar, partilhar literatura, música e ideias, criando laços apesar das distâncias e das diferenças.

  3. 03A diversidade como riqueza

    Cada povo vive a língua à sua maneira (sotaques, palavras, expressões). Reconhecer essa variedade como riqueza, e não como erro, é aplicar a atitude intercultural à própria língua.

Resultado: O diálogo intercultural combate estereótipos porque o contacto real com o outro desfaz as generalizações. A língua portuguesa ilustra como uma língua partilhada une povos diversos (CPLP), sendo a sua variedade uma riqueza a valorizar.

Foco no Exame Nacional

  • Explicar o diálogo intercultural como prática da interculturalidade e antídoto contra a discriminação.
  • Reconhecer a língua portuguesa como língua global, partilhada por povos diversos.
  • Identificar a CPLP (1996) e os seus nove Estados-membros.

Erros frequentes

  • Confundir diálogo intercultural com «concordar em tudo» ou com renunciar à própria identidade.
  • Indicar mal os Estados-membros da CPLP ou a data da sua criação (1996).
  • Ver a variedade da língua portuguesa (sotaques, expressões) como «erro», e não como riqueza.

Revisão ativa

Explica de que forma o diálogo intercultural ajuda a combater estereótipos e dá um exemplo de como a língua portuguesa liga povos e culturas diferentes.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (ENEC) — Pluralismo e Diversidade Cultural (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01Cultura, identidade e diversidade: multi vs interculturalidade○
    • 02Estereótipo, preconceito e discriminação◐
    • 03Migrações e diversidade em Portugal◐
    • 04Diálogo intercultural, língua portuguesa e CPLP◐

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Pluralismo e Diversidade Cultural

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Referências e fontes

Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (ENEC) — Pluralismo e Diversidade Cultural

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