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Resumos · Cidadania e DesenvolvimentoPT · Secundário

Desenvolvimento Sustentável

Este domínio explica o conceito de desenvolvimento sustentável (Relatório Brundtland, 1987) e os seus três pilares — ambiental, económico e social; a Agenda 2030 e os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável; a pegada ecológica e as alterações climáticas (Acordo de Paris, 2015); e a cidadania ambiental, do consumo responsável à economia circular. Sem Exame Nacional, o trabalho é transversal e frequentemente feito em projeto; a avaliação interna valoriza a compreensão dos conceitos e a ação sustentável.

4 secções·~13 min de leitura·4 competências·Nível Base 1 · Padrão 3

T·0444 / 8
Perfil de exame
Definir desenvolvimento sustentável e relacionar os três pilaresConhecer a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento SustentávelExplicar a pegada ecológica e as alterações climáticasAdotar comportamentos de cidadania ambiental e conceber ação
Operadores:definerelacionaexplicaanalisapropõejustifica

nível básico

Comum a todos os cursos: compreender o que é o desenvolvimento sustentável, conhecer os ODS e adotar comportamentos ambientalmente responsáveis.

nível avançado

Aprofundamento: relacionar os três pilares, analisar as causas e efeitos das alterações climáticas e conceber um projeto de sustentabilidade.

Profundidade

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Conteúdo · 4 secções▾
  1. Desenvolvimento Sustentável
    • 01Conceito e os três pilares○
    • 02A Agenda 2030 e os 17 ODS◐
    • 03Pegada ecológica e alterações climáticas◐
    • 04Cidadania ambiental e ação◐
§ 01

Conceito e os três pilares#

●○○BaseLPAE-cidadania-e-desenvolvimento-desenvolvimento-sustentavel

Pontos-chave

A definição de referência de desenvolvimento sustentável vem do Relatório Brundtland, publicado pela ONU em 1987 com o título «O Nosso Futuro Comum»: é «o desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades». A ideia central é a solidariedade no tempo — uma responsabilidade para com quem virá depois de nós — e a consciência de que os recursos do planeta são finitos: não se pode consumir hoje de um modo que deixe um mundo empobrecido às gerações seguintes.
O desenvolvimento sustentável assenta em três pilares ou dimensões, que devem ser considerados em conjunto (ver Fig. 1): o pilar ambiental (proteger os ecossistemas, os recursos e o clima), o pilar económico (assegurar uma economia próspera e viável) e o pilar social (garantir bem-estar, equidade e coesão para todas as pessoas). Nenhum destes pilares deve sacrificar os outros: um crescimento económico que destrói o ambiente ou que aumenta as desigualdades não é sustentável.

Os três pilares do desenvolvimento sustentável

Três pilaresDiagrama de Venn com 3 conjuntos, Ambiental, Económico, SocialAmbientalEconómicoSocialViávelEquitativoVivívelSustentável
Fig. 1Fig. 1 — O desenvolvimento sustentável é a interseção dos três pilares. Cruzar apenas dois deixa sempre algo por assegurar.
É a interseção dos três pilares que define a sustentabilidade. Quando se cruzam apenas dois, obtêm-se situações incompletas: um projeto ambiental e económico pode ser «viável», mas se ignorar o social não é justo; um projeto económico e social pode ser «equitativo», mas se destrói o ambiente não dura; um projeto ambiental e social pode ser «vivível», mas sem sustento económico não se mantém. Só quando as três dimensões se conjugam há verdadeiro desenvolvimento sustentável.
Este conceito veio substituir a ideia de que desenvolvimento é apenas crescimento económico. Desenvolver-se de forma sustentável é melhorar a qualidade de vida das pessoas respeitando os limites do planeta e a justiça entre pessoas e entre gerações. É um critério que se pode aplicar a decisões concretas — de uma política pública a uma escolha de consumo — perguntando sempre: que efeito tem isto no ambiente, na economia e nas pessoas, hoje e no futuro?
Exemplo resolvido

Avaliar um projeto pelos três pilares

Uma fábrica gera muitos empregos e lucro, mas polui um rio de que dependem outras atividades e a população. Analisa a situação à luz dos três pilares do desenvolvimento sustentável.

  1. 01Pilar económico

    A fábrica cria emprego e riqueza: satisfaz o pilar económico, pelo menos no imediato.

  2. 02Pilar ambiental

    A poluição do rio degrada o ecossistema e um recurso essencial: falha no pilar ambiental, e essa degradação pode até comprometer a economia futura.

  3. 03Pilar social

    A população e outras atividades são prejudicadas pela poluição: falha no pilar social. Conjugando os três, o projeto não é sustentável tal como está.

Resultado: Apesar do benefício económico, o projeto falha nos pilares ambiental e social e não é sustentável. A solução sustentável passaria por manter o emprego e o lucro eliminando a poluição (tratar efluentes, tecnologia limpa), conciliando as três dimensões.

Foco no Exame Nacional

  • Enunciar a definição de desenvolvimento sustentável (Brundtland, 1987) e explicar a solidariedade intergeracional.
  • Identificar e relacionar os três pilares (ambiental, económico, social).
  • Distinguir desenvolvimento sustentável de mero crescimento económico.

Erros frequentes

  • Reduzir a sustentabilidade à dimensão ambiental, esquecendo os pilares económico e social.
  • Confundir desenvolvimento sustentável com crescimento económico sem limites.
  • Datar mal o Relatório Brundtland ou atribuir-lhe outro nome.

Revisão ativa

Explica, com um exemplo concreto, por que um projeto que só respeita um ou dois dos três pilares não pode considerar-se sustentável.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (ENEC) — Desenvolvimento Sustentável (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

A Agenda 2030 e os 17 ODS#

●●○PadrãoLPAE-cidadania-e-desenvolvimento-desenvolvimento-sustentavel

Pontos-chave

Em 2015, todos os Estados-membros da ONU adotaram a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, um plano de ação global com um horizonte temporal — o ano de 2030. O seu núcleo são os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), desdobrados em 169 metas mais concretas. Os ODS são universais (aplicam-se a todos os países, ricos e pobres), integrados (articulam as três dimensões da sustentabilidade) e assentam no princípio de «não deixar ninguém para trás».
Os 17 objetivos costumam agrupar-se em cinco grandes dimensões, os «5 P» (ver Fig. 2): Pessoas, Planeta, Prosperidade, Paz e Parcerias. A dimensão Pessoas reúne os objetivos que garantem dignidade e igualdade (erradicar a pobreza e a fome, saúde, educação, igualdade de género); a dimensão Planeta protege os recursos naturais e o clima; a dimensão Prosperidade promove uma economia inclusiva; a Paz visa sociedades justas e instituições eficazes; e as Parcerias reconhecem que nenhum objetivo se alcança isoladamente.

Os 17 ODS agrupados pelos «5 P»

Os 17 ODS pelos 5 PTabela com 3 colunas e 5 linhas, Dados: Dimensão · ODS · Foco; Pessoas · 1 a 5 · Erradicar a pobreza e a fome; saúde; educação; igualdade de género; Planeta · 6, 12 a 15 · Água; consumo responsável; ação climática; vida marinha e terrestre; Prosperidade · 7 a 11 · Energia; trabalho digno; indústria e inovação; menos desigualdades; cidades sustentáveis; Paz · 16 · Paz, justiça e instituições eficazes; Parcerias · 17 · Parcerias para alcançar os objetivos, célula destacada: Água; consumo responsável; ação climática; vida marinha e terrestreDIMENSÃOODSFOCOPESSOAS1 a 5Erradicar a pobreza e afome; saúde; educação;igualdade de géneroPLANETA6, 12 a 15Água; consumo responsável;ação climática; vida marinhae terrestrePROSPERIDADE7 a 11Energia; trabalho digno;indústria e inovação; menosdesigualdades; cidadessustentáveisPAZ16Paz, justiça e instituiçõeseficazesPARCERIAS17Parcerias para alcançar osobjetivos
Fig. 2Fig. 2 — Os 17 ODS da Agenda 2030 organizados pelas cinco dimensões «Pessoas, Planeta, Prosperidade, Paz e Parcerias».
Alguns objetivos ilustram bem o alcance da Agenda: o ODS 4 (Educação de qualidade), o ODS 5 (Igualdade de género), o ODS 13 (Ação climática) ou o ODS 16 (Paz, justiça e instituições eficazes). A grande novidade dos ODS face a agendas anteriores é a sua interligação: por exemplo, educar as raparigas (ODS 4 e 5) contribui para reduzir a pobreza (ODS 1) e melhorar a saúde (ODS 3). Não são metas isoladas, mas um sistema.
Os ODS não são apenas assunto de governos. São um quadro de referência que qualquer pessoa, escola, empresa ou associação pode usar para orientar a sua ação e avaliar o seu contributo. Muitos projetos de Cidadania e Desenvolvimento nas escolas partem, precisamente, da escolha de um ODS e da conceção de uma ação concreta para o promover na comunidade — o que torna este objetivo global numa tarefa local e pessoal.
Exemplo resolvido

Relacionar uma ação com um ODS

Uma escola cria um ponto de recolha e reparação de material informático usado, dando-lhe nova vida. Indica a que ODS esta ação se liga e a que dimensão dos «5 P» pertence.

  1. 01Identificar o objetivo principal

    Reparar e reutilizar equipamentos, evitando resíduos, promove padrões de consumo e produção sustentáveis: liga-se sobretudo ao ODS 12 (Produção e consumo sustentáveis).

  2. 02Situar na dimensão

    O ODS 12 integra a dimensão Planeta dos «5 P», por proteger os recursos naturais e reduzir o desperdício.

  3. 03Reconhecer as ligações

    A ação toca ainda o ODS 4 (educar para a sustentabilidade) e, ao reduzir custos e criar competências, aproxima-se do ODS 8 — ilustrando a interligação dos objetivos.

Resultado: A ação liga-se principalmente ao ODS 12 (dimensão Planeta), com ligações ao ODS 4 e ao ODS 8. Mostra como um gesto local e concreto concretiza objetivos globais e interligados.

Foco no Exame Nacional

  • Situar a Agenda 2030 (ONU, 2015) e caracterizar os 17 ODS como universais e integrados.
  • Associar objetivos concretos às cinco dimensões (5 P) e reconhecer a sua interligação.
  • Relacionar um ODS com uma ação de cidadania.

Erros frequentes

  • Confundir o número de objetivos (17) com o de metas (169) ou trocar a data de adoção (2015).
  • Ver os ODS como metas isoladas, ignorando a sua interligação.
  • Reduzir os ODS ao ambiente, esquecendo as dimensões social, económica e de paz.

Revisão ativa

Escolhe um ODS e descreve uma ação concreta que a tua turma ou escola poderia realizar para o promover, indicando a que dimensão dos «5 P» pertence.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (ENEC) — Desenvolvimento Sustentável (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

Pegada ecológica e alterações climáticas#

●●○PadrãoLPAE-cidadania-e-desenvolvimento-desenvolvimento-sustentavel

Pontos-chave

A pegada ecológica é um indicador que estima a área de território e de mar biologicamente produtivos necessária para sustentar o modo de vida de uma pessoa, de um país ou da humanidade — para produzir o que consome e absorver os resíduos que gera. Compara-se com a biocapacidade (o que o planeta consegue efetivamente regenerar). Quando a pegada ultrapassa a biocapacidade, vive-se em «défice ecológico»: consome-se mais do que a Terra repõe, esgotando o «capital natural». É uma forma concreta de tornar visível a ideia de que os recursos são finitos.
O maior desafio ambiental atual são as alterações climáticas (ver Fig. 3). O seu mecanismo é conhecido: a atividade humana — sobretudo a queima de combustíveis fósseis (carvão, petróleo, gás) para energia e transportes, mas também a desflorestação — liberta gases com efeito de estufa, em especial dióxido de carbono. Esses gases retêm parte do calor na atmosfera (intensificam o efeito de estufa natural), provocando o aquecimento global — a subida da temperatura média do planeta.

Cadeia causal das alterações climáticas

Alterações climáticasGrafo, Combustíveis fósseis e desflorestação → Emissão de gases com efeito de estufa (CO2), Emissão de gases com efeito de estufa (CO2) → Efeito de estufa intensificado, Efeito de estufa intensificado → Aquecimento global, Aquecimento global → Fenómenos extremos e subida do mar, Aquecimento global → Perda de biodiversidadeCombustíveisfósseis edesflorestaçãoEmissão de gasescom efeito deestufa (CO2)Efeito de estufaintensificadoAquecimentoglobalFenómenosextremos esubida do marPerda debiodiversidade
Fig. 3Fig. 3 — A cadeia causal das alterações climáticas, das emissões humanas aos efeitos encadeados.
As consequências são múltiplas e encadeadas: o degelo e a subida do nível médio do mar, o aumento da frequência e intensidade de fenómenos extremos (secas, ondas de calor, cheias, incêndios), a perda de biodiversidade e ameaças à agricultura e à saúde. Estes efeitos não se distribuem por igual: muitas vezes atingem mais quem menos contribuiu para o problema, o que liga a questão climática à justiça — a chamada justiça climática.
A resposta internacional tem um marco: o Acordo de Paris, adotado em 2015 na Conferência do Clima (COP21). Nele, os países comprometeram-se a limitar o aumento da temperatura média global «bem abaixo de 2 °C» em relação aos níveis pré-industriais, prosseguindo esforços para o conter a 1,5 °C. Alcançá-lo exige reduzir drasticamente as emissões (mitigação) e adaptar as sociedades aos impactos já inevitáveis (adaptação) — um esforço que combina políticas públicas, tecnologia e mudança de comportamentos.
Exemplo resolvido

Reduzir a pegada ecológica

Uma família quer reduzir a sua pegada ecológica. Propõe três medidas de áreas diferentes e explica, em cada caso, por que a pegada diminui.

  1. 01Energia e transportes

    Usar mais transportes públicos, bicicleta ou caminhada e reduzir o carro diminui a queima de combustíveis fósseis, logo as emissões — a maior componente da pegada.

  2. 02Alimentação

    Reduzir o desperdício alimentar e privilegiar produtos locais e de época diminui a área e a energia necessárias para produzir e transportar os alimentos.

  3. 03Consumo

    Reparar, reutilizar e reciclar, em vez de comprar e deitar fora, reduz os recursos extraídos e os resíduos gerados, baixando a pegada.

Resultado: Medidas nos transportes, na alimentação e no consumo reduzem a pegada por diminuírem as emissões, os recursos usados e os resíduos. Somadas a muitas famílias, aproximam a pegada da biocapacidade do planeta.

Foco no Exame Nacional

  • Explicar o conceito de pegada ecológica e a sua comparação com a biocapacidade.
  • Descrever o mecanismo das alterações climáticas (gases com efeito de estufa → aquecimento global → efeitos).
  • Situar o Acordo de Paris (2015) e as suas metas (bem abaixo de 2 °C, esforços para 1,5 °C).

Erros frequentes

  • Confundir o efeito de estufa natural (que torna a Terra habitável) com a sua intensificação pela atividade humana.
  • Atribuir as alterações climáticas a causas naturais apenas, ignorando o papel dos combustíveis fósseis.
  • Trocar as metas ou a data do Acordo de Paris (2015, COP21).

Revisão ativa

Explica, por uma cadeia de causas e efeitos, como a queima de combustíveis fósseis conduz ao aquecimento global e a fenómenos climáticos extremos.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (ENEC) — Desenvolvimento Sustentável (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

Cidadania ambiental e ação#

●●○PadrãoLPAE-cidadania-e-desenvolvimento-desenvolvimento-sustentavel

Pontos-chave

A cidadania ambiental é o conjunto de atitudes e ações através das quais cada pessoa assume a sua parte de responsabilidade na proteção do ambiente e na sustentabilidade. Começa em gestos quotidianos — poupar água e energia, separar resíduos, evitar o desperdício, escolher um consumo responsável — mas não se esgota neles: inclui também informar-se, participar em decisões (consultas públicas, associações) e exigir políticas ambientais. A ação individual e a ação coletiva/política completam-se: uma sem a outra é insuficiente.
Um princípio orientador do consumo responsável é a hierarquia dos «erres», por ordem de prioridade: primeiro reduzir (consumir menos e melhor), depois reutilizar (dar nova vida ao que já existe) e só então reciclar (transformar o resíduo em nova matéria-prima). Reduzir está em primeiro lugar porque o resíduo que não se produz é o que menos custa ao planeta; a reciclagem, apesar de importante, consome energia e nunca é total.
Estes princípios ganham escala no modelo da economia circular, que se opõe à economia linear tradicional (extrair, produzir, usar e deitar fora). Na economia circular, os materiais mantêm-se em uso o máximo de tempo possível, num ciclo em que os resíduos de um processo se tornam recursos de outro (ver Fig. 4): projeta-se para durar e reparar, reutiliza-se, recicla-se e regenera-se. É um modo de conciliar a atividade económica com os limites do planeta — de ligar o pilar económico ao ambiental.

Economia circular

Economia circularGrafo, Recursos / matérias-primas → Produção (projetar para durar), Produção (projetar para durar) → Consumo e reutilização, Consumo e reutilização → Reciclagem e regeneração, Reciclagem e regeneração → Recursos / matérias-primasRecursos /matérias-primasProdução(projetar paradurar)Consumo ereutilizaçãoReciclagem eregeneração
Fig. 4Fig. 4 — Na economia circular os materiais mantêm-se em uso num ciclo fechado, em vez do «extrair, usar e deitar fora» da economia linear.
A cidadania ambiental encontra na escola um terreno privilegiado de ação. Projetos como hortas escolares, campanhas de redução de plástico, recolha e reparação de equipamentos ou a candidatura a programas de escola sustentável transformam a aprendizagem em ação concreta, com efeitos reais na comunidade. É este passar «do saber ao agir» que a componente de Cidadania e Desenvolvimento procura, e que a avaliação interna valoriza.
Exemplo resolvido

Aplicar a hierarquia dos «erres»

Perante o problema das garrafas de água de plástico de uso único numa escola, ordena três soluções segundo a hierarquia reduzir–reutilizar–reciclar e justifica a ordem.

  1. 01Reduzir

    Instalar bebedouros e incentivar garrafas reutilizáveis elimina à partida a maior parte das garrafas de uso único: é a solução prioritária, porque o resíduo que não se produz é o que menos custa.

  2. 02Reutilizar

    Para as garrafas que ainda existirem, promover o seu reenchimento e reutilização prolonga a sua vida antes de se tornarem resíduo.

  3. 03Reciclar

    Só no fim, garantir a separação e a reciclagem das garrafas que não puderam ser evitadas nem reutilizadas, recuperando o material.

Resultado: A ordem correta é reduzir (bebedouros e garrafas reutilizáveis), depois reutilizar e, por último, reciclar. A prioridade de reduzir explica-se por evitar o resíduo na origem, poupando mais recursos e energia.

Foco no Exame Nacional

  • Distinguir e ordenar os «erres» (reduzir, reutilizar, reciclar) e justificar a prioridade de reduzir.
  • Explicar a economia circular por oposição à economia linear.
  • Relacionar a ação individual com a ação coletiva/política na cidadania ambiental.

Erros frequentes

  • Colocar a reciclagem em primeiro lugar, esquecendo que reduzir e reutilizar têm prioridade.
  • Reduzir a cidadania ambiental a gestos individuais, ignorando a dimensão coletiva e política.
  • Confundir economia circular com simples reciclagem (a circularidade começa na conceção e na reutilização).

Revisão ativa

Concebe, em linhas gerais, um projeto de sustentabilidade para a tua escola: identifica o problema, a ação, o(s) ODS a que se liga e como avaliarias o seu sucesso.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (ENEC) — Desenvolvimento Sustentável (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01Conceito e os três pilares○
    • 02A Agenda 2030 e os 17 ODS◐
    • 03Pegada ecológica e alterações climáticas◐
    • 04Cidadania ambiental e ação◐

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Desenvolvimento Sustentável

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Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (ENEC) — Desenvolvimento Sustentável

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