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Trata, transversalmente, o estatuto científico da Psicologia: o seu objeto e a passagem do senso comum à ciência, as grandes correntes que a constituíram, os métodos de investigação (com a distinção decisiva entre correlação e causa) e a especificidade do ser humano sintetizada no modelo biopsicossocial, que fecha a disciplina. Matéria de avaliação interna — Psicologia B não tem Exame Final Nacional.
4 secções~14 min de leitura3 competênciasNível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 1
nível básico
Compreender por que a Psicologia é uma ciência, conhecer as suas correntes e métodos e o modelo biopsicossocial.
nível avançado
Distinguir rigorosamente os métodos (correlação vs causa) e fundamentar a especificidade humana e a integração biopsicossocial.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Marcos da história da Psicologia
O senso comum diz «os opostos atraem-se» e também «cada qual com o seu igual». Mostra por que a Psicologia científica é diferente deste tipo de saber.
Os dois ditados afirmam o contrário um do outro, e ambos parecem «óbvios» — o senso comum acomoda afirmações contraditórias sem as testar.
A Psicologia investiga empiricamente a atração e conclui, com dados, que em geral a semelhança aproxima mais do que a diferença.
A diferença está no método: a ciência testa as afirmações e escolhe entre elas com evidência, em vez de aceitar provérbios contraditórios.
Resultado: O senso comum admite afirmações opostas sem as verificar; a Psicologia científica testa-as e decide com base em dados (aqui, a semelhança aproxima mais). O que distingue a ciência é o método rigoroso e a submissão à evidência, não a mera «intuição».
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica, com um exemplo, a diferença entre uma afirmação de senso comum sobre o comportamento e uma afirmação apoiada em investigação psicológica.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
As grandes correntes da Psicologia
Para explicar por que uma pessoa tem medo de cães, indica como abordariam a questão o behaviorismo, a psicanálise e o cognitivismo.
Procuraria uma aprendizagem: um condicionamento (por exemplo, um cão associado a uma experiência dolorosa) que criou a resposta de medo.
Procuraria significados inconscientes e experiências precoces que o medo poderia simbolizar ou deslocar.
Analisaria as crenças e interpretações da pessoa (por exemplo, «os cães são perigosos») que mantêm e alimentam o medo.
Resultado: Cada corrente ilumina uma faceta: o behaviorismo, a aprendizagem do medo; a psicanálise, os significados inconscientes; o cognitivismo, as interpretações. A Psicologia atual tende a integrar estes contributos, em vez de escolher só um.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica como o behaviorismo e o cognitivismo diferem quanto ao que a Psicologia deve estudar, e o que cada um legou.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Métodos de investigação em Psicologia
Um estudo verifica que crianças que dormem com a luz acesa têm mais miopia. Um jornal conclui: «Dormir com luz causa miopia.» Avalia a conclusão.
O estudo é correlacional: mede a associação entre dormir com luz e miopia, sem manipular nada.
Pode haver uma causa comum: pais míopes (a miopia é em parte hereditária) tendem a deixar a luz acesa E a transmitir a predisposição.
Da correlação não decorre a causa; concluir que a luz «causa» miopia é ilegítimo sem uma experiência controlada.
Resultado: A conclusão do jornal é indevida: de uma correlação não se infere causa. Uma terceira variável (a miopia dos pais) pode explicar ambas. Apenas um estudo experimental controlado poderia estabelecer causalidade — o erro «correlação = causa» é dos mais comuns.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que, de «as crianças que veem mais televisão violenta são mais agressivas», não se pode concluir sem mais que «ver televisão violenta torna as crianças agressivas».
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)