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Resumos · Psicologia BPT · Secundário

Processos biológicos do comportamento

Abre o tema «A Entrada na Vida»: antes de cada um de nós existir como pessoa, já estava lançado por uma história biológica. Estuda-se como o comportamento humano assenta em bases biológicas — a herança evolutiva, os genes e o cérebro — sem se reduzir a elas, e apresenta-se o quadro biopsicossocial que percorre toda a disciplina. É matéria de avaliação interna, pois Psicologia B não tem Exame Final Nacional.

4 secções·~14 min de leitura·3 competências·Nível Base 1 · Padrão 3

T·0111 / 16
Perfil de exame
Compreender que o comportamento humano tem raízes biológicas sem se reduzir a elasDistinguir filogénese de ontogéneseReconhecer a interação entre o biológico, o psicológico e o social
Operadores:explicadistinguerelacionadescrevejustifica

nível básico

Compreender que o ser humano é um ser vivo com uma história evolutiva e que o comportamento depende de bases biológicas em interação com o ambiente e a cultura.

nível avançado

Fundamentar por que nenhuma explicação puramente biológica basta para o comportamento humano e mobilizar o modelo biopsicossocial como quadro integrador.

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Conteúdo · 4 secções▾
  1. Processos biológicos do comportamento
    • 01A dimensão biológica do comportamento○
    • 02Filogénese e ontogénese: a herança evolutiva◐
    • 03Genótipo, fenótipo e a falsa questão inato/adquirido◐
    • 04Níveis de análise e o modelo biopsicossocial◐
§ 01

A dimensão biológica do comportamento#

●○○BaseLPAE-psicologia-b-entrada-na-vida

Pontos-chave

O tema inaugural de Psicologia B chama-se «A Entrada na Vida — antes de mim» e faz uma constatação simples e profunda: quando um ser humano nasce, já herda uma longuíssima história que não escolheu. Antes de haver um «eu» que pensa e decide, há um corpo, um cérebro e uma espécie moldados por milhões de anos de evolução, e um mundo cultural que espera o recém-nascido. Estudar os processos biológicos do comportamento é reconhecer que a mente não paira acima da matéria: ela emerge de um organismo vivo. A Psicologia parte, por isso, de uma dupla verdade — somos seres biológicos e somos muito mais do que biologia.
As Aprendizagens Essenciais resumem esse «antes de mim» em três grandes fatores que se estudam a seguir e que a Fig. 1 apresenta: a genética (a herança transmitida pelos genes), o cérebro (o órgão que torna possível toda a vida mental) e a cultura (o património de sentidos, línguas e técnicas em que nascemos). Nenhum destes fatores age isolado. Os genes constroem um cérebro; esse cérebro só se desenvolve plenamente imerso numa cultura; e a cultura, por sua vez, deixa marcas no próprio cérebro através da aprendizagem. O comportamento humano é o resultado desta convergência, não a soma de peças separadas.

Os três fatores da entrada na vida

A genética, o cérebro e a culturaGrafo, A genética → O cérebro, O cérebro → O indivíduo e o seu comportamento, A cultura → O cérebro, A genética → O indivíduo e o seu comportamento, A cultura → O indivíduo e o seu comportamentoA genéticaO cérebroA culturaO indivíduo e oseucomportamentoconstróimolda
Fig. 1Fig. 1 — «Antes de mim»: a genética, o cérebro e a cultura convergem, em interação, na construção do indivíduo.
Ter «bases biológicas» não significa estar «biologicamente determinado». Dizer que o medo tem um circuito cerebral, que a linguagem depende de áreas específicas ou que certos traços têm componente hereditária é descrever condições de possibilidade, não sentenças de destino. A mesma dotação biológica dá origem a percursos de vida muito diferentes consoante as experiências e os contextos. Confundir «ter uma base biológica» com «ser inevitável» é o erro reducionista que a disciplina ensina a evitar desde a primeira aula.
Este tópico funciona como um mapa do tema. Nas secções seguintes distingue-se a herança da espécie (filogénese) da história de cada indivíduo (ontogénese), esclarece-se a relação entre genótipo e fenótipo e mostra-se por que a velha oposição «inato versus adquirido» é hoje considerada uma falsa questão. No fim, apresenta-se o modelo biopsicossocial, o quadro que articula os níveis biológico, psicológico e social e que reaparecerá, como fio condutor, em todos os tópicos de Psicologia B.
Exemplo resolvido

Distinguir base biológica de determinismo

«O ser humano tem áreas cerebrais especializadas na linguagem, logo aprender a falar é inevitável e independente do meio.» Comenta a afirmação.

  1. 01Reconhecer a base biológica

    É verdade que existem áreas cerebrais (como as de Broca e de Wernicke) implicadas na linguagem: há uma predisposição biológica para falar.

  2. 02Mostrar a insuficiência

    Mas uma criança privada de contacto linguístico não desenvolve linguagem: a base biológica só se concretiza dentro de um ambiente cultural que a estimule.

  3. 03Concluir

    A base biológica é condição necessária, não suficiente: torna a linguagem possível, mas não a determina por si só.

Resultado: A afirmação confunde base biológica com determinismo. A biologia abre a possibilidade da linguagem; a sua realização depende da interação com a cultura. Explicar o comportamento exige, por isso, articular biologia e ambiente.

Foco no Exame Nacional

  • Explicar que o comportamento humano tem bases biológicas sem se reduzir a elas.
  • Identificar os três fatores da «entrada na vida»: a genética, o cérebro e a cultura, e a sua interação.

Erros frequentes

  • Reduzir o ser humano à sua biologia (reducionismo biológico), como se genes ou cérebro «determinassem» tudo.
  • Cair no extremo oposto e negar qualquer papel à biologia, tratando a mente como independente do corpo.

Revisão ativa

Explica, com um exemplo, a diferença entre dizer que um comportamento «tem bases biológicas» e dizer que está «biologicamente determinado».

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (A Entrada na Vida) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

Filogénese e ontogénese: a herança evolutiva#

●●○PadrãoLPAE-psicologia-b-entrada-na-vida

Pontos-chave

Para compreender a dimensão biológica do comportamento é essencial distinguir dois tempos. A filogénese é a história evolutiva da espécie: o longo processo, ao longo de milhões de anos, pelo qual o Homo sapiens se foi constituindo por seleção natural, herdando um corpo bípede, um cérebro grande e um conjunto de disposições. A ontogénese é a história de cada indivíduo, do óvulo fecundado à morte: o modo como aquele património da espécie se desenvolve numa biografia única. A pessoa que cada um é resulta do encontro entre a herança filogenética (o que é próprio da espécie) e o percurso ontogenético (o que é próprio da sua vida), como sintetiza a Fig. 2.

Filogénese e ontogénese

Filogénese × ontogéneseTabela com 3 colunas e 4 linhas, Dados: Aspeto · Filogénese · Ontogénese; O que descreve · A história evolutiva da espécie · A história de vida do indivíduo; Escala de tempo · Milhões de anos · Uma vida (do óvulo à morte); Sujeito · A espécie (Homo sapiens) · Cada pessoa concreta; Exemplo · Herdar um cérebro plástico e uma longa infância · Aprender uma língua, uma profissão, valoresASPETOFILOGÉNESEONTOGÉNESEO QUE DESCREVEA história evolutiva daespécieA história de vida doindivíduoESCALA DE TEMPOMilhões de anosUma vida (do óvulo à morte)SUJEITOA espécie (Homo sapiens)Cada pessoa concretaEXEMPLOHerdar um cérebro plástico euma longa infânciaAprender uma língua, umaprofissão, valores
Fig. 2Fig. 2 — Dois tempos que se cruzam em cada pessoa: a história da espécie e a história do indivíduo.
A herança evolutiva dotou o ser humano de estruturas e tendências vantajosas para a sobrevivência e a reprodução: reflexos que protegem o corpo, uma predisposição para reagir ao perigo com medo, o interesse pelos rostos desde os primeiros dias, a capacidade de estabelecer laços. Estas disposições não são «escolhidas» — são o legado da filogénese. Mas, no ser humano, o mais decisivo que a evolução legou não foi um repertório fixo de instintos e sim, precisamente, um cérebro extraordinariamente plástico e uma longa infância, que deixam quase tudo em aberto para a aprendizagem.
Aqui reside uma diferença central face aos outros animais. Muitas espécies dependem sobretudo de comportamentos instintivos — padrões rígidos, herdados, iguais em todos os membros da espécie e desencadeados por estímulos específicos (a teia da aranha, a migração das aves). O ser humano tem poucos instintos completos e depende maciçamente da aprendizagem: aquilo que noutras espécies vem «programado» é, em nós, construído ao longo da ontogénese, na relação com os outros e com a cultura. Por isso somos a espécie mais flexível e mais dependente do meio para se desenvolver.
Distinguir filogénese de ontogénese evita dois erros comuns. O primeiro é «naturalizar» comportamentos que são aprendidos, atribuindo à natureza humana (à filogénese) o que é fruto de uma cultura e de uma época (ontogénese e história) — por exemplo, tomar por «instinto» hábitos que variam de sociedade para sociedade. O segundo é ignorar a herança evolutiva e tratar o ser humano como uma folha em branco sem qualquer disposição prévia. A perspetiva correta articula os dois tempos: herdamos da espécie um ponto de partida, e cada vida desenvolve-o de maneira singular.
Exemplo resolvido

Instinto ou aprendizagem?

Compara o modo como uma aranha «sabe» tecer a teia e o modo como um ser humano «sabe» conduzir um automóvel, usando os conceitos de filogénese e ontogénese.

  1. 01Analisar a aranha

    A tecelagem é um comportamento instintivo: herdado (filogénese), igual em toda a espécie, executado sem aprendizagem prévia.

  2. 02Analisar o ser humano

    Conduzir é aprendido ao longo da vida (ontogénese): não vem programado, exige treino e varia de pessoa para pessoa e de cultura para cultura.

  3. 03Relacionar

    O que a evolução legou ao ser humano não foi o «saber conduzir», mas um cérebro capaz de aprender a fazê-lo — a plasticidade é a herança filogenética que torna possível a ontogénese.

Resultado: A teia é filogenética (instinto herdado); conduzir é ontogenético (competência aprendida). A grande vantagem evolutiva humana é justamente ter herdado, não comportamentos prontos, mas a capacidade de os construir pela aprendizagem.

Foco no Exame Nacional

  • Distinguir filogénese (história da espécie) de ontogénese (história do indivíduo).
  • Explicar que a principal herança evolutiva humana é a plasticidade e a dependência da aprendizagem, e não um repertório de instintos fixos.

Erros frequentes

  • Trocar os conceitos: usar «filogénese» para o desenvolvimento de um indivíduo ou «ontogénese» para a evolução da espécie.
  • Chamar «instinto» a comportamentos humanos que são, de facto, aprendidos e variáveis de cultura para cultura.

Revisão ativa

Classifica cada facto como filogenético ou ontogenético e justifica: (a) o cérebro humano ter grande córtex associativo; (b) uma pessoa aprender a tocar piano.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (A Entrada na Vida) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

Genótipo, fenótipo e a falsa questão inato/adquirido#

●●○PadrãoLPAE-psicologia-b-entrada-na-vida

Pontos-chave

A biologia distingue genótipo e fenótipo. O genótipo é a informação genética herdada, o conjunto de genes que um indivíduo possui. O fenótipo é o resultado observável — características físicas, fisiológicas e comportamentais — que emerge da expressão desse genótipo num determinado ambiente. A relação entre ambos não é uma cópia: o mesmo genótipo pode dar origem a fenótipos diferentes conforme o meio, e o ambiente atua sobre o que o genótipo torna possível. O fenótipo é, portanto, sempre um produto conjunto de genes e de ambiente, como mostra a Fig. 3.

Do genótipo ao fenótipo

Genótipo × ambiente → fenótipoGrafo, Genótipo (genes herdados) → Fenótipo (traço observável), Ambiente / experiência → Fenótipo (traço observável)Genótipo (genesherdados)Ambiente /experiênciaFenótipo (traçoobservável)
Fig. 3Fig. 3 — O fenótipo resulta sempre da interação entre o genótipo herdado e o ambiente.
É este ponto que dissolve a velha querela «inato versus adquirido» (natureza versus cultura). Durante muito tempo perguntou-se se o comportamento humano é fruto da natureza (o que se traz ao nascer) ou da educação (o que se adquire com a experiência). A resposta da ciência atual é que a pergunta está mal formulada: não se trata de escolher um dos lados nem de repartir percentagens fixas, mas de compreender a interação. Nenhum traço psicológico complexo — a inteligência, a personalidade, a linguagem — é «puramente» inato ou «puramente» adquirido; todos resultam de genes e ambiente a atuarem juntos, indissociavelmente.
Uma boa imagem é a da área de um retângulo. A área depende do comprimento e da largura; perguntar «qual dos dois é mais responsável pela área?» não faz sentido — sem qualquer um deles não há retângulo nenhum. Do mesmo modo, sem genótipo não há organismo, e sem ambiente o genótipo não se exprime. Por isso é errado dizer que a inteligência é «70% genética e 30% ambiental» como se fossem duas fatias que se somam: genes e ambiente multiplicam-se, não se adicionam, e a sua contribuição varia com as circunstâncias.
Compreender a relação genótipo-fenótipo tem consequências importantes. Mostra que herdar uma predisposição não é herdar um destino: uma vulnerabilidade genética pode nunca se manifestar num ambiente protetor, e uma potencialidade pode nunca se realizar num meio empobrecido. Abre, assim, espaço para a ação educativa e social, ao mesmo tempo que respeita a realidade da herança biológica. É a atitude equilibrada que a Psicologia científica adota: nem geneticismo (tudo nos genes), nem ambientalismo ingénuo (tudo no meio), mas interacionismo.
Exemplo resolvido

A falsa questão das percentagens

Um estudante afirma: «A inteligência é 80% genética, portanto a escola pouco pode fazer.» Critica a afirmação com os conceitos de genótipo, fenótipo e interação.

  1. 01Identificar o erro

    A afirmação trata genes e ambiente como fatias somáveis e transforma uma proporção estatística numa sentença sobre cada indivíduo.

  2. 02Esclarecer a heritabilidade

    Mesmo que estudos apontem forte componente hereditária na variação da inteligência numa população, isso não diz quanto do fenótipo de uma pessoa é «devido» aos genes: genótipo e ambiente interagem, não se adicionam.

  3. 03Retirar a consequência

    Um bom ambiente educativo pode elevar o fenótipo (o desempenho real) sem alterar o genótipo; a predisposição não é destino.

Resultado: A afirmação comete o erro de somar natureza e cultura e de confundir uma estatística de população com o caso individual. Genótipo e ambiente interagem: por isso a educação pode fazer muito, mesmo que a inteligência tenha forte componente hereditária.

Foco no Exame Nacional

  • Distinguir genótipo (informação herdada) de fenótipo (resultado observável em interação com o ambiente).
  • Justificar por que «inato versus adquirido» é hoje considerada uma falsa questão, substituída pela ideia de interação.

Erros frequentes

  • Tratar o fenótipo como cópia direta do genótipo, ignorando o papel do ambiente na sua expressão.
  • Repartir um traço em percentagens fixas de «natureza» e «cultura», como se genes e ambiente se somassem em vez de interagirem.

Revisão ativa

Explica, com o exemplo da estatura ou da inteligência, por que o mesmo genótipo pode originar fenótipos diferentes consoante o ambiente.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (A Entrada na Vida) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

Níveis de análise e o modelo biopsicossocial#

●●○PadrãoLPAE-psicologia-b-entrada-na-vida

Pontos-chave

Um mesmo comportamento pode ser explicado a vários níveis, sem que um deles anule os outros. Considere-se alguém que sente medo: há um nível biológico (a amígdala ativa-se, liberta-se adrenalina, o coração acelera), um nível psicológico (a pessoa interpreta a situação como ameaçadora e recorda experiências passadas) e um nível social e cultural (o que é temido, e como se exprime o medo, varia com a educação e a sociedade). Nenhuma destas descrições é «a verdadeira»: são níveis de análise complementares de um mesmo facto, como ilustra a Fig. 4.

O modelo biopsicossocial

Modelo biopsicossocialcírculos concêntricos, 3 anéis, Dados: Pessoa, Biológico (genes, cérebro), Psicológico (mente, emoções), Social e cultural (relações, cultura)Social e cultural (relações, cultura)Psicológico (mente, emoções)Biológico (genes, cérebro)PessoaDo biológico ao sociocultural, em interação
Fig. 4Fig. 4 — Três níveis de análise em interação: o biológico, o psicológico e o social/cultural formam a pessoa inteira.
É esta ideia que o modelo biopsicossocial formaliza. Proposto na medicina por George Engel e adotado pela Psicologia, sustenta que os fenómenos humanos — a saúde, a doença, o comportamento — resultam da interação de três dimensões: a biológica (genes, cérebro, fisiologia), a psicológica (pensamentos, emoções, aprendizagens, personalidade) e a social (relações, cultura, condições de vida). As três estão em interação permanente: o stress social afeta o corpo, um estado biológico altera o humor, uma crença muda a fisiologia. Explicar bem um comportamento é articular os três níveis, não escolher apenas um.
O modelo biopsicossocial é o antídoto contra os reducionismos. O reducionismo biológico quer explicar tudo por genes e neurónios; o reducionismo psicológico ignora o corpo e o contexto; o reducionismo sociológico dissolve o indivíduo na sociedade. Cada um capta uma parte e perde o conjunto. O ser humano é uma totalidade integrada em que os níveis se influenciam mutuamente, e é essa complexidade que a Psicologia se propõe compreender sem a amputar.
Este quadro será o fio condutor de toda a disciplina. Ao estudar a memória, a aprendizagem, as emoções, a identidade, a influência social ou a resiliência, veremos sempre em ação as três dimensões — o cérebro que torna possível, a mente que constrói significado, o meio social que molda e é moldado. Guardar desde já o modelo biopsicossocial ajuda a não perder de vista que, por muito que se analise uma peça de cada vez, o objeto real da Psicologia é sempre a pessoa inteira, situada num mundo.
Exemplo resolvido

Aplicar o modelo biopsicossocial

Uma pessoa desenvolve ansiedade perante exames. Explica o fenómeno mobilizando os três níveis do modelo biopsicossocial.

  1. 01Nível biológico

    Existe uma predisposição temperamental e uma resposta fisiológica de stress (ativação do sistema nervoso simpático, libertação de cortisol) perante a avaliação.

  2. 02Nível psicológico

    A pessoa interpreta o exame como uma ameaça à sua autoestima, antecipa o fracasso e tem pensamentos catastróficos que amplificam a ativação.

  3. 03Nível social

    A pressão familiar pelo sucesso, a competição escolar e o valor cultural atribuído às notas alimentam a ansiedade.

  4. 04Integrar

    Os três níveis reforçam-se: a interpretação psicológica intensifica a reação biológica, e o contexto social molda essa interpretação.

Resultado: A ansiedade de exame só se compreende articulando o biológico (reação de stress), o psicológico (interpretação de ameaça) e o social (pressão e valorização das notas). É a interação dos três — não um só — que produz e mantém o fenómeno.

Foco no Exame Nacional

  • Explicar que um comportamento admite vários níveis de análise complementares (biológico, psicológico, social).
  • Caracterizar o modelo biopsicossocial como quadro integrador e antirreducionista.

Erros frequentes

  • Achar que os níveis competem entre si — como se explicar biologicamente «desmentisse» a explicação psicológica ou social.
  • Reduzir o modelo biopsicossocial a uma simples lista de três fatores, esquecendo que o essencial é a sua interação.

Revisão ativa

Analisa o insucesso escolar de um aluno mobilizando os três níveis do modelo biopsicossocial e mostrando como interagem.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (A Entrada na Vida) (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01A dimensão biológica do comportamento○
    • 02Filogénese e ontogénese: a herança evolutiva◐
    • 03Genótipo, fenótipo e a falsa questão inato/adquirido◐
    • 04Níveis de análise e o modelo biopsicossocial◐

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Dos resumos à prática

Processos biológicos do comportamento

Consolida este tema com perguntas do banco de perguntas.

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Referências e fontes

Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (A Entrada na Vida)

Tópico seguinte

Influências genéticas e epigenéticas no comportamento

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