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Abre o tema «A Entrada na Vida»: antes de cada um de nós existir como pessoa, já estava lançado por uma história biológica. Estuda-se como o comportamento humano assenta em bases biológicas — a herança evolutiva, os genes e o cérebro — sem se reduzir a elas, e apresenta-se o quadro biopsicossocial que percorre toda a disciplina. É matéria de avaliação interna, pois Psicologia B não tem Exame Final Nacional.
4 secções~14 min de leitura3 competênciasNível Base 1 · Padrão 3
nível básico
Compreender que o ser humano é um ser vivo com uma história evolutiva e que o comportamento depende de bases biológicas em interação com o ambiente e a cultura.
nível avançado
Fundamentar por que nenhuma explicação puramente biológica basta para o comportamento humano e mobilizar o modelo biopsicossocial como quadro integrador.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Os três fatores da entrada na vida
«O ser humano tem áreas cerebrais especializadas na linguagem, logo aprender a falar é inevitável e independente do meio.» Comenta a afirmação.
É verdade que existem áreas cerebrais (como as de Broca e de Wernicke) implicadas na linguagem: há uma predisposição biológica para falar.
Mas uma criança privada de contacto linguístico não desenvolve linguagem: a base biológica só se concretiza dentro de um ambiente cultural que a estimule.
A base biológica é condição necessária, não suficiente: torna a linguagem possível, mas não a determina por si só.
Resultado: A afirmação confunde base biológica com determinismo. A biologia abre a possibilidade da linguagem; a sua realização depende da interação com a cultura. Explicar o comportamento exige, por isso, articular biologia e ambiente.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica, com um exemplo, a diferença entre dizer que um comportamento «tem bases biológicas» e dizer que está «biologicamente determinado».
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (A Entrada na Vida) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Filogénese e ontogénese
Compara o modo como uma aranha «sabe» tecer a teia e o modo como um ser humano «sabe» conduzir um automóvel, usando os conceitos de filogénese e ontogénese.
A tecelagem é um comportamento instintivo: herdado (filogénese), igual em toda a espécie, executado sem aprendizagem prévia.
Conduzir é aprendido ao longo da vida (ontogénese): não vem programado, exige treino e varia de pessoa para pessoa e de cultura para cultura.
O que a evolução legou ao ser humano não foi o «saber conduzir», mas um cérebro capaz de aprender a fazê-lo — a plasticidade é a herança filogenética que torna possível a ontogénese.
Resultado: A teia é filogenética (instinto herdado); conduzir é ontogenético (competência aprendida). A grande vantagem evolutiva humana é justamente ter herdado, não comportamentos prontos, mas a capacidade de os construir pela aprendizagem.
Erros frequentes
Revisão ativa
Classifica cada facto como filogenético ou ontogenético e justifica: (a) o cérebro humano ter grande córtex associativo; (b) uma pessoa aprender a tocar piano.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (A Entrada na Vida) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Do genótipo ao fenótipo
Um estudante afirma: «A inteligência é 80% genética, portanto a escola pouco pode fazer.» Critica a afirmação com os conceitos de genótipo, fenótipo e interação.
A afirmação trata genes e ambiente como fatias somáveis e transforma uma proporção estatística numa sentença sobre cada indivíduo.
Mesmo que estudos apontem forte componente hereditária na variação da inteligência numa população, isso não diz quanto do fenótipo de uma pessoa é «devido» aos genes: genótipo e ambiente interagem, não se adicionam.
Um bom ambiente educativo pode elevar o fenótipo (o desempenho real) sem alterar o genótipo; a predisposição não é destino.
Resultado: A afirmação comete o erro de somar natureza e cultura e de confundir uma estatística de população com o caso individual. Genótipo e ambiente interagem: por isso a educação pode fazer muito, mesmo que a inteligência tenha forte componente hereditária.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica, com o exemplo da estatura ou da inteligência, por que o mesmo genótipo pode originar fenótipos diferentes consoante o ambiente.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (A Entrada na Vida) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)