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Aprofunda o primeiro fator da «entrada na vida»: a herança genética. Estuda-se o que são genes, genoma, genótipo e fenótipo, como genes e ambiente interagem, o que a epigenética veio acrescentar (o ambiente regula a expressão dos genes) e como interpretar com rigor a genética do comportamento, evitando o determinismo. Matéria de avaliação interna — Psicologia B não tem Exame Final Nacional.
4 secções~13 min de leitura3 competênciasNível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 1
nível básico
Compreender que os genes influenciam o comportamento em interação com o ambiente e que a herança não é um destino.
nível avançado
Distinguir com rigor genótipo e fenótipo, explicar a epigenética e interpretar a heritabilidade como propriedade de uma população, não de um indivíduo.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Conceitos-base da genética
Dois irmãos têm genótipos parcialmente semelhantes mas estaturas diferentes. Explica como é possível, usando os conceitos de genótipo, fenótipo e multifatorialidade.
Irmãos partilham, em média, metade dos genes, mas não têm genótipos idênticos (exceto gémeos monozigóticos).
A estatura é poligénica e multifatorial: depende de muitos genes e de fatores ambientais como a alimentação e a saúde durante o crescimento.
Diferenças genéticas entre os irmãos e diferenças de ambiente produzem fenótipos distintos a partir de genótipos parecidos.
Resultado: Estaturas diferentes em irmãos são esperáveis: o fenótipo (a altura) resulta de um genótipo em parte diferente e de ambientes distintos. Num traço poligénico e multifatorial, genótipos semelhantes não garantem fenótipos iguais.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que é incorreto afirmar que existe «um gene da agressividade», usando as noções de traço poligénico e de influência indireta dos genes.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (A Entrada na Vida) (Direção-Geral da Educação (DGE))
A interação genes-ambiente
Explica, com o modelo diátese-stress, o facto de, entre dois jovens com predisposição para a ansiedade, apenas um desenvolver uma perturbação após um período de forte stress escolar.
Ambos partilham uma vulnerabilidade herdada (a diátese) para a ansiedade.
Só um deles vive um ambiente muito adverso (stress escolar intenso, sem apoio); o outro tem uma rede de apoio protetora.
A perturbação surge quando a predisposição encontra um ambiente stressor; num ambiente protetor, a mesma predisposição pode nunca se manifestar.
Resultado: O resultado diferente explica-se pela interação: a predisposição só se traduz em perturbação quando combinada com um ambiente adverso. Nem os genes sozinhos nem o stress sozinho bastam — é a combinação que decide.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica, com o modelo diátese-stress, por que duas pessoas com a mesma predisposição podem ter destinos diferentes consoante o ambiente em que vivem.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (A Entrada na Vida) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Como atua a epigenética
Um colega afirma: «Se o stress muda a atividade dos genes, então o stress muda o ADN.» Corrige e esclarece a afirmação.
Muda-se a expressão (a atividade) dos genes, não a sequência do ADN; alterar a sequência seria uma mutação.
O stress pode induzir marcas epigenéticas (como a metilação) que reduzem ou aumentam a expressão de certos genes, deixando o ADN intacto.
Essas marcas são, em geral, reversíveis, ao contrário das mutações; podem mudar se o ambiente mudar.
Resultado: A afirmação confunde expressão génica com sequência génica. O stress atua epigeneticamente — regula a atividade dos genes sem alterar o ADN — e essas marcas são, tipicamente, reversíveis. Não há mutação.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica como a epigenética permite que gémeos monozigóticos, com o mesmo genótipo, se tornem cada vez mais diferentes ao longo da vida.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (A Entrada na Vida) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Estudos de gémeos e de adoção
Um estudo estima a heritabilidade da extroversão em 0,5 numa dada população. Um jornal titula: «Metade da nossa personalidade está nos genes.» Avalia o título.
Heritabilidade 0,5 significa que cerca de metade da VARIAÇÃO da extroversão NAQUELA população se associa a variação genética.
O título aplica a um indivíduo («a nossa personalidade») uma medida que é de população; não faz sentido dizer que, numa pessoa, «metade» da extroversão vem dos genes.
Além disso, o valor depende do ambiente amostrado e não implica que a extroversão seja imutável.
Resultado: O título é incorreto: transforma uma propriedade estatística de uma população numa afirmação sobre cada indivíduo e sugere imutabilidade. A heritabilidade descreve diferenças entre pessoas num contexto, não a origem de um traço numa pessoa.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que a afirmação «a inteligência tem heritabilidade de 60%, logo cada aluno deve 60% da sua inteligência aos genes» está incorreta.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (A Entrada na Vida) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)