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Resumos · Psicologia BPT · Secundário

Influências genéticas e epigenéticas no comportamento

Aprofunda o primeiro fator da «entrada na vida»: a herança genética. Estuda-se o que são genes, genoma, genótipo e fenótipo, como genes e ambiente interagem, o que a epigenética veio acrescentar (o ambiente regula a expressão dos genes) e como interpretar com rigor a genética do comportamento, evitando o determinismo. Matéria de avaliação interna — Psicologia B não tem Exame Final Nacional.

4 secções·~13 min de leitura·3 competências·Nível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 1

T·0222 / 16
Perfil de exame
Explicar a relação entre genes, genótipo e fenótipoCompreender a interação entre genes e ambienteInterpretar corretamente a heritabilidade e os seus limites
Operadores:explicadistinguerelacionainterpretajustifica

nível básico

Compreender que os genes influenciam o comportamento em interação com o ambiente e que a herança não é um destino.

nível avançado

Distinguir com rigor genótipo e fenótipo, explicar a epigenética e interpretar a heritabilidade como propriedade de uma população, não de um indivíduo.

Profundidade

Profundidade de leitura: Aprofundado

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Conteúdo · 4 secções▾
  1. Influências genéticas e epigenéticas no comportamento
    • 01Genes, genoma e a herança biológica○
    • 02A interação entre genes e ambiente◐
    • 03A epigenética: o ambiente regula os genes◐
    • 04A genética do comportamento e a heritabilidade●
§ 01

Genes, genoma e a herança biológica#

●○○BaseLPAE-psicologia-b-genetica

Pontos-chave

A herança biológica transmite-se por unidades de informação chamadas genes. Um gene é um segmento de ADN (ácido desoxirribonucleico), a molécula que, no núcleo das células, contém as «instruções» para construir e regular o organismo. Os genes organizam-se em cromossomas (o ser humano tem 46, ou seja, 23 pares, metade herdada de cada progenitor), e o conjunto de todo o material genético de um indivíduo ou de uma espécie chama-se genoma. A Fig. 1 fixa estes conceitos-base, que são o vocabulário mínimo para falar de influências genéticas.

Conceitos-base da genética

Vocabulário da genéticaTabela com 2 colunas e 6 linhas, Dados: Conceito · O que é; ADN · Molécula que contém a informação genética; Gene · Segmento de ADN com instruções (unidade de herança); Cromossoma · Estrutura que agrupa genes (o ser humano tem 46); Genoma · Conjunto de todo o material genético; Genótipo · Os genes herdados por um indivíduo; Fenótipo · As características observáveis (genótipo + ambiente)CONCEITOO QUE ÉADNMolécula que contém ainformação genéticaGENESegmento de ADN cominstruções (unidade deherança)CROMOSSOMAEstrutura que agrupa genes(o ser humano tem 46)GENOMAConjunto de todo o materialgenéticoGENÓTIPOOs genes herdados por umindivíduoFENÓTIPOAs característicasobserváveis (genótipo +ambiente)
Fig. 1Fig. 1 — O vocabulário mínimo para falar de influências genéticas no comportamento.
Convém retomar, agora com mais precisão, a distinção entre genótipo e fenótipo. O genótipo é a dotação genética herdada — os genes que se possuem. O fenótipo é o conjunto de características observáveis que resultam da expressão desse genótipo em interação com o ambiente. Muitos genes existem em versões alternativas, os alelos; a combinação de alelos e o modo como se exprimem (com dominâncias, interações entre vários genes, influência do meio) fazem com que o fenótipo não seja uma leitura mecânica do genótipo.
É crucial reter que quase nenhum traço psicológico depende de um único gene. Ao contrário de certas doenças monogénicas, características como o temperamento, a inteligência ou a sociabilidade são poligénicas e multifatoriais: envolvem muitos genes, cada um com pequeno efeito, em interação com inúmeras condições ambientais. Falar «do gene da inteligência» ou «do gene da agressividade» é, por isso, cientificamente incorreto — não existem genes únicos para traços psicológicos complexos.
Os genes influenciam o comportamento sobretudo de forma indireta. Não codificam comportamentos, mas proteínas que constroem e regulam o sistema nervoso, os neurotransmissores, as hormonas — e é através destas estruturas e processos biológicos que se estabelecem predisposições. Entre o gene e o comportamento há, portanto, uma longa cadeia biológica e uma interação constante com o ambiente. Reconhecer isto evita imaginar uma ligação direta e simples entre um gene e uma conduta, que a realidade nunca confirma.
Exemplo resolvido

Genótipo e fenótipo num traço poligénico

Dois irmãos têm genótipos parcialmente semelhantes mas estaturas diferentes. Explica como é possível, usando os conceitos de genótipo, fenótipo e multifatorialidade.

  1. 01Reconhecer a partilha genética

    Irmãos partilham, em média, metade dos genes, mas não têm genótipos idênticos (exceto gémeos monozigóticos).

  2. 02Introduzir o ambiente

    A estatura é poligénica e multifatorial: depende de muitos genes e de fatores ambientais como a alimentação e a saúde durante o crescimento.

  3. 03Explicar a diferença

    Diferenças genéticas entre os irmãos e diferenças de ambiente produzem fenótipos distintos a partir de genótipos parecidos.

Resultado: Estaturas diferentes em irmãos são esperáveis: o fenótipo (a altura) resulta de um genótipo em parte diferente e de ambientes distintos. Num traço poligénico e multifatorial, genótipos semelhantes não garantem fenótipos iguais.

Foco no Exame Nacional

  • Definir gene, ADN, cromossoma, genoma, genótipo e fenótipo.
  • Explicar que os traços psicológicos são poligénicos e multifatoriais (não há «um gene» para cada traço).

Erros frequentes

  • Falar «do gene» de um traço psicológico complexo, como se um único gene o determinasse.
  • Confundir genótipo com fenótipo, ou tomar o fenótipo como leitura direta dos genes.

Revisão ativa

Explica por que é incorreto afirmar que existe «um gene da agressividade», usando as noções de traço poligénico e de influência indireta dos genes.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (A Entrada na Vida) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

A interação entre genes e ambiente#

●●○PadrãoLPAE-psicologia-b-genetica

Pontos-chave

Genes e ambiente não são forças rivais que se repartem o comportamento: atuam sempre em conjunto, e é a sua interação que importa. Um mesmo genótipo pode originar fenótipos diferentes em ambientes diferentes, e um mesmo ambiente pode ter efeitos diferentes em genótipos diferentes. A predisposição genética define, por assim dizer, um leque de possibilidades, e o ambiente determina qual delas se concretiza. A Fig. 2 mostra este cruzamento: o comportamento situa-se sempre na intersecção das duas influências.

A interação genes-ambiente

Genes × ambienteGrafo, Predisposição genética → Comportamento, Ambiente → Comportamento, Predisposição genética → AmbientePredisposiçãogenéticaAmbienteComportamentoseleciona /evoca
Fig. 2Fig. 2 — O comportamento situa-se na interação entre a predisposição genética e o ambiente.
Um caso particularmente esclarecedor é a interação genótipo-ambiente na vulnerabilidade. Certas predisposições só se traduzem em problemas quando encontram determinados ambientes (o chamado modelo diátese-stress): uma vulnerabilidade herdada pode permanecer «adormecida» num contexto favorável e manifestar-se num contexto adverso. Isto explica por que pessoas com predisposições semelhantes têm percursos diferentes, e por que a mesma adversidade afeta de modo desigual pessoas diferentes — a resposta depende sempre da combinação, não de cada fator isolado.
Além de interagirem, genes e ambiente correlacionam-se de formas subtis. Os pais transmitem aos filhos genes e, simultaneamente, um ambiente (correlação passiva); as características geneticamente influenciadas de uma criança suscitam reações no meio — uma criança sociável recebe mais interação (correlação evocativa); e cada pessoa procura ativamente ambientes que combinam com as suas disposições — quem tem talento musical procura música (correlação ativa). Assim, o próprio ambiente que vivemos é, em parte, moldado pelas nossas características herdadas.
A lição prática é dupla. Por um lado, não se pode prever o comportamento de alguém a partir só dos genes nem só do ambiente: é preciso conhecer a interação. Por outro, como o ambiente conta sempre e como as predisposições não se realizam no vazio, há amplo espaço para a intervenção educativa, familiar e social. O interacionismo é, ao mesmo tempo, mais rigoroso e mais esperançoso do que os determinismos: rigoroso porque respeita a herança, esperançoso porque reconhece o poder do meio.
Exemplo resolvido

Diátese-stress na prática

Explica, com o modelo diátese-stress, o facto de, entre dois jovens com predisposição para a ansiedade, apenas um desenvolver uma perturbação após um período de forte stress escolar.

  1. 01Identificar a diátese

    Ambos partilham uma vulnerabilidade herdada (a diátese) para a ansiedade.

  2. 02Identificar o stress

    Só um deles vive um ambiente muito adverso (stress escolar intenso, sem apoio); o outro tem uma rede de apoio protetora.

  3. 03Combinar

    A perturbação surge quando a predisposição encontra um ambiente stressor; num ambiente protetor, a mesma predisposição pode nunca se manifestar.

Resultado: O resultado diferente explica-se pela interação: a predisposição só se traduz em perturbação quando combinada com um ambiente adverso. Nem os genes sozinhos nem o stress sozinho bastam — é a combinação que decide.

Foco no Exame Nacional

  • Explicar que genes e ambiente interagem (o mesmo genótipo dá fenótipos diferentes conforme o meio).
  • Ilustrar a interação com o modelo diátese-stress (a predisposição só se manifesta em certos ambientes).

Erros frequentes

  • Pensar a interação como uma soma de dois fatores independentes, em vez de uma influência mútua.
  • Concluir, de uma predisposição genética, que o resultado é inevitável, ignorando o papel do ambiente.

Revisão ativa

Explica, com o modelo diátese-stress, por que duas pessoas com a mesma predisposição podem ter destinos diferentes consoante o ambiente em que vivem.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (A Entrada na Vida) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

A epigenética: o ambiente regula os genes#

●●○PadrãoLPAE-psicologia-b-genetica

Pontos-chave

A epigenética é uma das descobertas que mais transformou a forma de pensar a herança. Estuda os mecanismos que ligam e desligam os genes — que regulam a sua expressão — sem alterar a sequência do ADN. Ter um gene não basta para que ele atue: é preciso que esteja «ativo». A epigenética mostra que o ambiente (a alimentação, o stress, os cuidados recebidos, as toxinas) influencia quais genes se exprimem e com que intensidade, funcionando como um conjunto de interruptores sobre o genoma, tal como sugere a Fig. 3.

Como atua a epigenética

EpigenéticaGrafo, Ambiente / experiência → Marcas epigenéticas (interruptores), Marcas epigenéticas (interruptores) → Expressão dos genes, Expressão dos genes → FenótipoAmbiente /experiênciaMarcasepigenéticas(interruptores)Expressão dosgenesFenótiporegulaliga/desliga
Fig. 3Fig. 3 — O ambiente regula, através de marcas epigenéticas, quais genes se exprimem — sem alterar o ADN.
Isto significa que o ambiente entra literalmente «dentro» da biologia. Experiências de vida deixam marcas epigenéticas (por exemplo, padrões de metilação do ADN) que modulam a atividade dos genes ao longo do tempo. Assim, dois indivíduos com o mesmo genótipo — como gémeos monozigóticos — podem, com o passar dos anos e das vivências diferentes, apresentar perfis de expressão génica cada vez mais distintos. A epigenética dá um mecanismo concreto à velha ideia de que a experiência molda o organismo.
Uma característica importante das marcas epigenéticas é serem, em geral, reversíveis e dinâmicas — mudam ao longo da vida com as circunstâncias —, ao contrário da sequência do ADN, que é estável. Além disso, investiga-se a possibilidade de algumas marcas epigenéticas poderem ser transmitidas às gerações seguintes (herança epigenética transgeracional), um campo ainda em estudo e que deve ser apresentado com prudência, sem exageros nem conclusões precipitadas. O rigor científico exige distinguir o que está bem estabelecido do que ainda é hipótese.
A epigenética reforça, de forma poderosa, a mensagem central deste tema: os genes não são um destino. Não só o fenótipo depende da interação com o ambiente, como o próprio funcionamento dos genes é regulado pela experiência. Herdar uma predisposição é herdar uma possibilidade cuja concretização depende, em parte, de fatores modificáveis. É por isso que intervenções no ambiente — melhor nutrição, redução do stress, cuidados afetivos — podem ter efeitos biológicos reais, e não apenas psicológicos.
Exemplo resolvido

Distinguir mutação de epigenética

Um colega afirma: «Se o stress muda a atividade dos genes, então o stress muda o ADN.» Corrige e esclarece a afirmação.

  1. 01Localizar o erro

    Muda-se a expressão (a atividade) dos genes, não a sequência do ADN; alterar a sequência seria uma mutação.

  2. 02Explicar o mecanismo epigenético

    O stress pode induzir marcas epigenéticas (como a metilação) que reduzem ou aumentam a expressão de certos genes, deixando o ADN intacto.

  3. 03Acrescentar a reversibilidade

    Essas marcas são, em geral, reversíveis, ao contrário das mutações; podem mudar se o ambiente mudar.

Resultado: A afirmação confunde expressão génica com sequência génica. O stress atua epigeneticamente — regula a atividade dos genes sem alterar o ADN — e essas marcas são, tipicamente, reversíveis. Não há mutação.

Foco no Exame Nacional

  • Definir epigenética como a regulação da expressão dos genes pelo ambiente, sem alterar o ADN.
  • Explicar que as marcas epigenéticas são influenciadas pela experiência e, em geral, reversíveis.

Erros frequentes

  • Confundir epigenética com mutação: a epigenética não muda a sequência do ADN, regula a sua expressão.
  • Afirmar sem reservas que traços adquiridos se herdam, sobreinterpretando um campo ainda em investigação.

Revisão ativa

Explica como a epigenética permite que gémeos monozigóticos, com o mesmo genótipo, se tornem cada vez mais diferentes ao longo da vida.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (A Entrada na Vida) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

A genética do comportamento e a heritabilidade#

●●●AprofundamentoLPAE-psicologia-b-genetica

Pontos-chave

A genética do comportamento procura estimar em que medida as diferenças de comportamento entre pessoas se relacionam com diferenças genéticas. Como não pode manipular genes nem ambientes de pessoas, recorre a delineamentos engenhosos: os estudos de gémeos (comparam a semelhança de gémeos monozigóticos, geneticamente idênticos, com a de dizigóticos, que partilham cerca de metade dos genes) e os estudos de adoção (comparam crianças adotadas com os pais biológicos e com os pais adotivos). A Fig. 4 resume a lógica destes métodos, cuja interpretação exige muito cuidado.

Estudos de gémeos e de adoção

Métodos da genética do comportamentoTabela com 3 colunas e 3 linhas, Dados: Método · O que compara · Lógica; Estudo de gémeos · Gémeos MZ (100% dos genes) vs DZ (~50%) · Se os MZ forem mais semelhantes, sugere influência genética; Gémeos separados · MZ criados em famílias diferentes · Semelhança apesar de ambientes distintos sugere genes; Estudo de adoção · Adotado vs pais biológicos e adotivos · Semelhança com os biológicos sugere genes; com os adotivos, ambienteMÉTODOO QUE COMPARALÓGICAESTUDO DE GÉMEOSGémeos MZ (100% dos genes)vs DZ (~50%)Se os MZ forem maissemelhantes, sugereinfluência genéticaGÉMEOS SEPARADOSMZ criados em famíliasdiferentesSemelhança apesar deambientes distintos sugeregenesESTUDO DE ADOÇÃOAdotado vs pais biológicos eadotivosSemelhança com os biológicossugere genes; com osadotivos, ambiente
Fig. 4Fig. 4 — Dois métodos para separar (parcialmente) a contribuição dos genes e do ambiente para a variação de um traço.
A grande medida deste campo é a heritabilidade. É preciso enunciá-la com precisão: a heritabilidade é a proporção da VARIAÇÃO de um traço, NUMA POPULAÇÃO e num dado ambiente, que se pode atribuir à variação genética. É uma propriedade da população, não do indivíduo. Dizer que a inteligência tem heritabilidade de 0,5 numa população NÃO significa que, numa pessoa, «metade da inteligência vem dos genes» — essa leitura individual é simplesmente sem sentido. A heritabilidade fala de diferenças entre pessoas, não da origem de um traço numa pessoa.
Além disso, a heritabilidade depende do ambiente considerado e não é fixa. Numa população onde todos têm acesso a boa nutrição e educação, as diferenças de ambiente diminuem e a heritabilidade de um traço tende a subir (as diferenças que restam refletem mais os genes); numa população com ambientes muito desiguais, a heritabilidade do mesmo traço pode ser menor. Por isso, uma heritabilidade elevada não implica que o traço seja imutável nem que o ambiente não conte: continua a ser possível melhorar o traço mudando as condições de vida.
Lidos com honestidade, os estudos genético-comportamentais confirmam que quase todos os traços psicológicos têm alguma influência genética e, ao mesmo tempo, que o ambiente é sempre decisivo — as duas conclusões andam juntas. O erro a evitar é o determinismo genético: usar estas investigações para justificar desigualdades sociais, para «prever» destinos individuais ou para desvalorizar a educação. A ciência séria da genética do comportamento é interacionista e prudente; qualquer uso reducionista dos seus resultados trai os próprios dados.
Exemplo resolvido

Ler bem uma heritabilidade

Um estudo estima a heritabilidade da extroversão em 0,5 numa dada população. Um jornal titula: «Metade da nossa personalidade está nos genes.» Avalia o título.

  1. 01Recordar a definição

    Heritabilidade 0,5 significa que cerca de metade da VARIAÇÃO da extroversão NAQUELA população se associa a variação genética.

  2. 02Detetar o salto indevido

    O título aplica a um indivíduo («a nossa personalidade») uma medida que é de população; não faz sentido dizer que, numa pessoa, «metade» da extroversão vem dos genes.

  3. 03Acrescentar a dependência do contexto

    Além disso, o valor depende do ambiente amostrado e não implica que a extroversão seja imutável.

Resultado: O título é incorreto: transforma uma propriedade estatística de uma população numa afirmação sobre cada indivíduo e sugere imutabilidade. A heritabilidade descreve diferenças entre pessoas num contexto, não a origem de um traço numa pessoa.

Foco no Exame Nacional

  • Explicar a lógica dos estudos de gémeos e de adoção.
  • Definir corretamente a heritabilidade (proporção da variação numa população) e distinguir dessa leitura o erro de a aplicar a um indivíduo.

Erros frequentes

  • Interpretar a heritabilidade como «a percentagem de um traço, numa pessoa, que se deve aos genes».
  • Concluir de uma heritabilidade elevada que o traço é imutável e que o ambiente é irrelevante.

Revisão ativa

Explica por que a afirmação «a inteligência tem heritabilidade de 60%, logo cada aluno deve 60% da sua inteligência aos genes» está incorreta.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (A Entrada na Vida) (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01Genes, genoma e a herança biológica○
    • 02A interação entre genes e ambiente◐
    • 03A epigenética: o ambiente regula os genes◐
    • 04A genética do comportamento e a heritabilidade●

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Influências genéticas e epigenéticas no comportamento

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Referências e fontes

Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (A Entrada na Vida)

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