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Leitura crítica de textos (relato, apreciação, argumentativos)

O domínio da Leitura desenvolve a compreensão e a interpretação de textos não literários de géneros variados — relato de viagem, apreciação crítica, artigo de opinião, texto expositivo e argumentativo, artigo de divulgação científica. Ensina a reconstruir a organização argumentativa (tese, argumentos, conclusão), a distinguir facto de opinião e a fazer inferências. É avaliada no Grupo I da prova (parte de leitura) e é transversal a toda a resolução do Exame Nacional 639.

4 secções·~13 min de leitura·4 competências·Nível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 1

T·0222 / 20
Perfil de exame
Compreender e interpretar textos expositivos, argumentativos e de opiniãoReconstruir a estrutura argumentativa: tese, argumentos, contra-argumentos e conclusãoFazer inferências e distinguir informação explícita de implícitaAvaliar criticamente a validade e a força dos argumentos
Operadores:identificaexplicainterpretadistinguerelacionaavaliacomenta

nível básico

Formação geral: compreender o sentido global, identificar tese e argumentos e distinguir facto de opinião em textos de leitura.

nível avançado

Aprofundamento: avaliar a coerência e a validade da argumentação, reconhecer falácias e relacionar criticamente o texto com o seu contexto e intenção.

Profundidade

Profundidade de leitura: Aprofundado

Texto

Tamanho do texto: Padrão

Conteúdo · 4 secções▾
  1. Leitura crítica de textos (relato, apreciação, argumentativos)
    • 01Géneros de leitura e a sua finalidade○
    • 02A estrutura da argumentação: tese, argumentos, conclusão◐
    • 03Tipos de argumentos e falácias◐
    • 04Inferência, implícito e leitura crítica●
§ 01

Géneros de leitura e a sua finalidade#

●○○BaseLPAE-portugues-leitura

Pontos-chave

Ler com competência começa por reconhecer o género do texto, porque cada género tem uma finalidade, uma estrutura e um contrato de leitura próprios. Um relato de viagem informa e recria uma experiência; uma apreciação crítica avalia um objeto cultural; um artigo de opinião defende uma tese; um texto expositivo explica um assunto; um artigo de divulgação científica torna acessível um conhecimento especializado. Identificar o género orienta desde logo as expectativas do leitor sobre o que vai encontrar.
O texto expositivo tem por finalidade informar e explicar de forma objetiva. Organiza-se tipicamente por introdução, desenvolvimento (definições, exemplos, classificações, relações de causa-efeito) e conclusão, num registo neutro e com predomínio da terceira pessoa e do presente com valor intemporal. O seu critério de qualidade é a clareza e o rigor, não a persuasão: expõe o que se sabe, sem pretender convencer de uma posição.
O texto argumentativo e o artigo de opinião têm por finalidade convencer. Partem de uma tese (a posição defendida), sustentam-na com argumentos e exemplos, podem antecipar e refutar contra-argumentos e fecham com uma conclusão que reforça a tese. Distinguem-se do expositivo pela presença explícita de um ponto de vista e por marcas de subjetividade e de modalização (é evidente que, não se pode aceitar que). A apreciação crítica é um caso particular: argumenta um juízo de valor sobre uma obra.
Reconhecer a finalidade permite ler criticamente. Perante um texto que se apresenta como informativo mas defende insistentemente uma posição, o leitor competente identifica a intenção persuasiva oculta; perante uma opinião, não confunde a veemência com a prova. A leitura crítica consiste precisamente em não aceitar passivamente o texto, mas interrogar quem escreve, com que intenção, para quem e com que grau de fundamentação (ver Fig. 1).

Géneros de leitura e finalidades

Géneros de leitura e finalidadesTabela com 3 colunas e 5 linhas, Dados: Género · Finalidade · Marca distintiva; Expositivo · Informar / explicar · Objetividade, registo neutro; Argumentativo · Convencer · Tese + argumentos + conclusão; Artigo de opinião · Defender um ponto de vista · Subjetividade assumida; Apreciação crítica · Avaliar uma obra · Juízo de valor fundamentado; Divulgação científica · Tornar acessível o saber · Rigor + linguagem clara, célula destacada: Tese + argumentos + conclusãoGÉNEROFINALIDADEMARCA DISTINTIVAEXPOSITIVOInformar / explicarObjetividade, registo neutroARGUMENTATIVOConvencerTese + argumentos +conclusãoARTIGO DE OPINIÃODefender um ponto de vistaSubjetividade assumidaAPRECIAÇÃO CRÍTICAAvaliar uma obraJuízo de valor fundamentadoDIVULGAÇÃOCIENTÍFICATornar acessível o saberRigor + linguagem claraO argumentativo distingue-se pela presença de uma teseexplícita.
Fig. 1Fig. 1 — Cada género de leitura tem uma finalidade e uma marca distintiva.
Exemplo resolvido

Identificar o género pela finalidade e pelas marcas

Um texto termina assim: «Por tudo isto, é urgente que as escolas repensem os horários. Não podemos continuar a ignorar o sono dos adolescentes.» Que género é este e como o justificas?

  1. 01Observar a finalidade

    O texto não se limita a informar: defende que as escolas mudem os horários — pretende convencer.

  2. 02Localizar a tese

    A tese é «é urgente que as escolas repensem os horários», reforçada pela conclusão.

  3. 03Reconhecer marcas de subjetividade

    «é urgente», «não podemos continuar a ignorar» são modalizações que revelam o ponto de vista.

Resultado: É um texto argumentativo / artigo de opinião: tem tese explícita, intenção persuasiva e marcas de modalização; não é expositivo, pois toma posição em vez de apenas informar.

Foco no Exame Nacional

  • Identificar o género e a finalidade de um texto de leitura.
  • Distinguir o texto expositivo (informar) do argumentativo/de opinião (convencer).
  • Reconhecer marcas linguísticas de objetividade e de subjetividade.

Erros frequentes

  • Ler todos os textos da mesma maneira, sem atender ao género e à finalidade.
  • Confundir texto expositivo com argumentativo por não notar a ausência ou presença de tese.
  • Tomar a força retórica de um artigo de opinião como se fosse demonstração objetiva.

Revisão ativa

Perante dois textos breves sobre o mesmo tema — um expositivo e um de opinião —, identifica o género de cada um e justifica com duas marcas linguísticas por texto.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Português — Ensino Secundário (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

A estrutura da argumentação: tese, argumentos, conclusão#

●●○PadrãoLPAE-portugues-leitura

Pontos-chave

A argumentação é a defesa fundamentada de uma posição. A sua espinha dorsal é a tese: a ideia central que o autor defende e de que quer convencer o leitor. Tudo o resto no texto argumentativo existe para sustentar essa tese — pelo que, ao ler, a primeira operação é localizá-la, muitas vezes enunciada na introdução ou na conclusão, e por vezes apenas implícita, a reconstruir a partir do conjunto dos argumentos.
Os argumentos são as razões que sustentam a tese. Um argumento eficaz não é uma simples repetição da tese por outras palavras, mas uma razão autónoma, apoiada em evidência — dados, exemplos, autoridades, factos, princípios aceites. Distinguir o argumento (a razão) do exemplo (a ilustração concreta dessa razão) é essencial: o exemplo torna o argumento vívido e credível, mas não o substitui.
A argumentação madura antecipa a objeção. O contra-argumento é a razão contrária que o autor evoca para depois a refutar, mostrando a sua fragilidade e reforçando, por contraste, a própria tese. Este movimento de concessão e refutação (é certo que…, mas…) revela um raciocínio que considerou o outro lado, e por isso convence mais do que a defesa unilateral que ignora as objeções.
A conclusão fecha o texto retomando e reforçando a tese à luz dos argumentos apresentados, por vezes com um apelo à ação ou uma abertura para reflexão. A coesão de toda a estrutura é assegurada por conectores argumentativos que sinalizam as relações lógicas: de adição (além disso), de causa (visto que), de consequência (logo, portanto), de oposição (contudo, no entanto), de conclusão (em suma). Reconstruir esta arquitetura é o que permite compreender e avaliar um texto argumentativo (ver Fig. 2).

A arquitetura do texto argumentativo

Estrutura da argumentaçãoDiagrama em árvore, 4 caminhos, Dados: Argumento 1 → exemplo; Argumento 2 → exemplo; Contra-argumento → refutação; fechoexemploexemplorefutaçãoArgumento 1Argumento 2Contra-argumentofechoArgumento 1Argumento 2Contra-argume…TeseExemploExemploRefutaçãoConclusão
Fig. 2Fig. 2 — A tese sustenta-se em argumentos (com exemplos) e antecipa a objeção antes de concluir.
Exemplo resolvido

Distinguir tese, argumento e exemplo

«A bicicleta devia ser incentivada nas cidades. Reduz a poluição — em Copenhaga, onde 60% se deslocam de bicicleta, o ar é mais limpo. Dir-se-á que chove muito; mas o vestuário adequado resolve o problema.» Identifica tese, argumento, exemplo e contra-argumento.

  1. 01Tese

    «A bicicleta devia ser incentivada nas cidades» — é a posição defendida.

  2. 02Argumento e exemplo

    Argumento: reduz a poluição; exemplo (que o ilustra): Copenhaga, com 60% de utilizadores e ar mais limpo.

  3. 03Contra-argumento e refutação

    Contra-argumento evocado: «chove muito»; refutação: «o vestuário adequado resolve o problema».

Resultado: Tese: incentivar a bicicleta; argumento: redução da poluição, ilustrado pelo exemplo de Copenhaga; contra-argumento (a chuva) antecipado e refutado — uma estrutura argumentativa completa.

Foco no Exame Nacional

  • Localizar a tese de um texto argumentativo, mesmo quando apenas implícita.
  • Distinguir argumento (razão) de exemplo (ilustração).
  • Reconhecer o movimento de contra-argumentação e refutação.
  • Identificar os conectores que estruturam a argumentação.

Erros frequentes

  • Confundir a tese com o tema (o tema é o assunto; a tese é a posição sobre o assunto).
  • Tomar um exemplo por um argumento.
  • Não perceber que uma concessão («é certo que…») serve para depois refutar, e lê-la como contradição.

Revisão ativa

Num artigo de opinião, identifica a tese, dois argumentos e um contra-argumento refutado, e assinala os conectores que marcam essas relações.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Português — Ensino Secundário (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

Tipos de argumentos e falácias#

●●○PadrãoLPAE-portugues-leitura

Pontos-chave

Nem todos os argumentos têm a mesma natureza, e distingui-los ajuda a avaliar a sua força. O argumento de autoridade invoca a opinião de um especialista ou de uma instituição reconhecida; o argumento por exemplo ou por analogia generaliza a partir de casos ou de semelhanças; o argumento de causa-consequência liga um facto às suas consequências; o argumento de facto ou por dados apoia-se em evidência empírica e estatística. Um texto persuasivo forte combina vários tipos, reforçando-se mutuamente.
A força de um argumento depende da sua pertinência (relaciona-se realmente com a tese?), da sua suficiência (é bastante para sustentar a conclusão?) e da fiabilidade da evidência que o apoia (a fonte é credível? os dados são atuais e representativos?). Um único exemplo, por mais vívido, raramente é suficiente para uma generalização; uma autoridade só vale se for competente no domínio em causa. Avaliar argumentos é, pois, mais do que os identificar: é pesar a sua qualidade.
As falácias são argumentos que parecem válidos mas não o são — raciocínios que persuadem sem provar. O ataque à pessoa (ad hominem) desqualifica o adversário em vez de refutar a sua tese; o apelo à emoção substitui a razão pelo medo ou pela pena; a generalização abusiva conclui do particular para o geral sem base; o falso dilema reduz artificialmente as opções a duas; o apelo à maioria confunde popularidade com verdade. Reconhecer falácias protege o leitor da manipulação.
A leitura crítica culmina na avaliação da argumentação como um todo: a tese está claramente formulada? Os argumentos são pertinentes, suficientes e fiáveis? Há falácias? As objeções foram consideradas? Esta avaliação não exige concordar ou discordar da tese, mas julgar a qualidade do raciocínio com que ela é defendida — competência que o exame valoriza tanto na leitura de textos não literários como na produção do texto de opinião (ver Fig. 3).

Tipos de argumento e falácias

Tipos de argumento e faláciasTabela com 3 colunas e 5 linhas, Dados: Tipo de argumento · Exemplo · Falácia a evitar; Autoridade · «Segundo a OMS…» · Autoridade não competente no tema; Exemplo / analogia · «O caso de X mostra que…» · Generalização abusiva; Causa-consequência · «Se A, então B…» · Falsa causa (post hoc); Dados / facto · «Os números indicam…» · Dados não representativos; Emocional (legítimo) · «Pensemos nas vítimas…» · Apelo à emoção que substitui a razão, célula destacada: Generalização abusivaTIPO DE ARGUMENTOEXEMPLOFALÁCIA A EVITARAUTORIDADE«Segundo a OMS…»Autoridade não competente notemaEXEMPLO / ANALOGIA«O caso de X mostra que…»Generalização abusivaCAUSA-CONSEQUÊNCIA«Se A, então B…»Falsa causa (post hoc)DADOS / FACTO«Os números indicam…»Dados não representativosEMOCIONAL(LEGÍTIMO)«Pensemos nas vítimas…»Apelo à emoção que substituia razãoUm argumento vale pela pertinência, suficiência efiabilidade.
Fig. 3Fig. 3 — Os principais tipos de argumento e as falácias que os imitam.
Exemplo resolvido

Detetar uma falácia

«O deputado que propõe esta lei ambiental já foi multado por excesso de velocidade, portanto a sua proposta não tem valor.» Avalia este raciocínio.

  1. 01Identificar a estrutura

    Conclui-se que a proposta não vale a partir de um facto sobre a pessoa do proponente, não sobre o conteúdo da proposta.

  2. 02Testar a pertinência

    A multa por velocidade nada tem a ver com a qualidade da proposta ambiental — o argumento não é pertinente.

  3. 03Nomear a falácia

    É um ataque à pessoa (ad hominem): desqualifica-se o autor para desqualificar a ideia, o que não a refuta.

Resultado: O raciocínio é falacioso (ad hominem): a validade de uma proposta não depende dos defeitos do seu autor. A tese teria de ser avaliada pelo seu próprio mérito.

Foco no Exame Nacional

  • Classificar argumentos por tipo (autoridade, exemplo, analogia, causa-consequência, dados).
  • Avaliar a força de um argumento (pertinência, suficiência, fiabilidade).
  • Reconhecer falácias comuns (ad hominem, apelo à emoção, generalização abusiva, falso dilema).

Erros frequentes

  • Aceitar um argumento de autoridade sem verificar a competência da fonte no domínio.
  • Confundir a força emocional de um apelo com a sua validade lógica.
  • Não reconhecer o falso dilema, aceitando que só existem duas opções quando há mais.

Revisão ativa

Analisa três argumentos de um texto de opinião: classifica cada um por tipo, avalia a sua força e identifica se algum constitui uma falácia.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Português — Ensino Secundário (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

Inferência, implícito e leitura crítica#

●●●AprofundamentoLPAE-portugues-leitura

Pontos-chave

Nem tudo o que um texto comunica está dito de forma explícita. A inferência é a operação pela qual o leitor deduz informação não literal, combinando pistas do texto com o seu conhecimento do mundo. Quando um texto diz «pegou no guarda-chuva antes de sair», o leitor infere que provavelmente chove ou ameaça chuva: a informação não está escrita, mas é a conclusão razoável das pistas. A compreensão profunda de um texto depende, em grande medida, desta capacidade inferencial.
O implícito manifesta-se de várias formas. O pressuposto é uma informação que a frase dá como adquirida (em «O João deixou de fumar», pressupõe-se que fumava); o subentendido é um sentido sugerido que depende do contexto e da intenção (dizer «está frio aqui» pode subentender um pedido para fechar a janela). Um leitor crítico reconhece estes conteúdos implícitos, porque é neles que muitas vezes reside a verdadeira mensagem — e, por vezes, a estratégia persuasiva ou manipuladora do texto.
A ironia é o caso extremo do implícito: diz-se o contrário do que se quer significar, e o sentido verdadeiro constrói-se por contraste com a expressão literal, apoiado no tom e no contexto. Reconhecer a ironia exige sensibilidade às incongruências entre o que é dito e o que a situação sugere; não a reconhecer conduz a graves erros de interpretação. A ironia é um recurso frequente na crónica, na apreciação crítica e no discurso de opinião.
A leitura crítica integra tudo o anterior: compreender o explícito, inferir o implícito, reconstruir a argumentação, avaliar a sua validade e relacionar o texto com o seu contexto, autor e intenção. É uma leitura ativa e interrogativa, que não se contenta com a superfície e que distingue o que o texto diz, o que sugere e o que pretende. Esta competência é o coração do domínio da Leitura e é decisiva na resolução do Grupo I do Exame Nacional (ver Fig. 4).

Os níveis de sentido de um texto

Níveis de sentido do textoGrafo, Explícito (o que se diz) → Implícito (o que se sugere), Implícito (o que se sugere) → Avaliação crítica, Explícito (o que se diz) → Avaliação críticaExplícito (oque se diz)Implícito (oque se suger…Avaliaçãocríticainferirjulgarrelacionar
Fig. 4Fig. 4 — Ler criticamente: do dito ao sugerido e à avaliação do texto.
Exemplo resolvido

Explicitar um pressuposto e uma ironia

Num artigo, lê-se: «As nossas cidades, tão bem preparadas para os peões, obrigam-nos apenas a saltar entre carros estacionados nos passeios.» Explicita o sentido.

  1. 01Detetar a incongruência

    Elogia-se as cidades como «bem preparadas para os peões», mas o resto da frase descreve o oposto (saltar entre carros nos passeios).

  2. 02Reconhecer a ironia

    O contraste entre o elogio e a realidade descrita revela que a expressão «tão bem preparadas» é irónica: significa o contrário.

  3. 03Formular o sentido verdadeiro

    O autor critica, na verdade, cidades mal preparadas para os peões, onde os passeios estão ocupados por carros.

Resultado: A frase é irónica: sob a aparência de elogio, critica a falta de condições para os peões. O sentido verdadeiro constrói-se por contraste com a expressão literal e com a situação descrita.

Foco no Exame Nacional

  • Fazer inferências a partir de pistas textuais e do conhecimento do mundo.
  • Distinguir pressuposto de subentendido e reconhecer a ironia.
  • Interpretar o sentido implícito como parte essencial da mensagem.
  • Integrar compreensão, inferência e avaliação numa leitura crítica.

Erros frequentes

  • Ficar-se pelo sentido literal e não inferir o implícito.
  • Não reconhecer a ironia e interpretar ao pé da letra o contrário do que se quer dizer.
  • Confundir inferência fundamentada com invenção sem apoio no texto.

Revisão ativa

Num excerto com um enunciado irónico e um pressuposto, explicita o sentido verdadeiro da ironia e o conteúdo pressuposto, justificando com elementos do texto.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Português — Ensino Secundário (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01Géneros de leitura e a sua finalidade○
    • 02A estrutura da argumentação: tese, argumentos, conclusão◐
    • 03Tipos de argumentos e falácias◐
    • 04Inferência, implícito e leitura crítica●

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Dos resumos à prática

Leitura crítica de textos (relato, apreciação, argumentativos)

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Referências e fontes

Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Aprendizagens Essenciais de Português — Ensino Secundário

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