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Resumos/Matemática A/Números complexos (forma algébrica e trigonométrica)
Resumos · Matemática APT · Secundário

Números complexos (forma algébrica e trigonométrica)

Introduzem-se os números complexos a partir da unidade imaginária i, com a forma algébrica e as suas operações, o plano de Argand, o módulo e o argumento e a forma trigonométrica. Estudam-se a fórmula de De Moivre, as potências, as raízes de índice n (com a sua elegante representação geométrica) e conjuntos de pontos definidos por condições. É tema obrigatório do 12.º ano, avaliado no Exame Nacional.

5 secções·~13 min de leitura·4 competências·Nível Padrão 1 · Aprofundamento 4

T·141414 / 17
Perfil de exame
Operar com números complexos na forma algébrica e usar o conjugadoConverter entre a forma algébrica e a forma trigonométricaAplicar a fórmula de De Moivre a potênciasDeterminar raízes de índice n e interpretar condições no plano complexo
Operadores:calculaconvertedeterminarepresentajustificaresolve

nível básico

Operar na forma algébrica, calcular módulo e argumento e converter para a forma trigonométrica.

nível avançado

Aplicar De Moivre a potências e raízes e caracterizar conjuntos de pontos definidos por condições em ℂ.

Profundidade

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Conteúdo · 5 secções▾
  1. Números complexos (forma algébrica e trigonométrica)
    • 01Unidade imaginária e forma algébrica◐
    • 02Plano de Argand, módulo e forma trigonométrica●
    • 03Fórmula de De Moivre e potências●
    • 04Raízes de índice n e representação geométrica●
    • 05Conjuntos de pontos definidos por condições●
§ 01

Unidade imaginária e forma algébrica#

●●○PadrãoLPAE-matematica-a-12-numeros-complexos

Pontos-chave

Os números reais não bastam para resolver todas as equações: «x² + 1 = 0» não tem solução real. Define-se então a unidade imaginária «i», com a propriedade «i² = −1». Um número complexo escreve-se na forma algébrica «z = a + bi», onde «a» é a parte real «Re(z)» e «b» a parte imaginária «Im(z)». Os reais são os complexos com «b = 0»; os imaginários puros têm «a = 0».
As operações fazem-se como com binómios, usando «i² = −1». Soma e subtração: somam-se partes reais e imaginárias separadamente. Multiplicação: aplica-se a distributiva e substitui-se «i²» por «−1». Para dividir, multiplica-se numerador e denominador pelo conjugado do denominador, tornando-o real.
O conjugado de «z = a + bi» é «z̄ = a − bi» (reflexão em relação ao eixo real — ver Fig. 1). O produto de um complexo pelo seu conjugado é real e não negativo: «z·z̄ = a² + b² = |z|²». O conjugado é a ferramenta que «racionaliza» divisões e que permite recuperar a parte real e imaginária: «Re(z) = (z + z̄)/2».

Um complexo e o seu conjugado no plano de Argand

Plano de ArgandFigura geométrica, O, z = 3 + 2i, z̄ = 3 − 2iOz = 3 + 2iz̄ = 3 − 2iReIm
Fig. 1Fig. 1 — z = 3 + 2i e o conjugado z̄ = 3 − 2i, simétricos em relação ao eixo real (Re).
A Fig. 1 representa «z = 3 + 2i» e o seu conjugado «z̄ = 3 − 2i» no plano de Argand, simétricos em relação ao eixo real. A cada complexo corresponde um ponto (ou vetor) do plano — a representação geométrica que, nas secções seguintes, dá sentido ao módulo, ao argumento e às operações.
i2=−1,z=a+bi,zˉ=a−bi,zzˉ=a2+b2i^2 = -1, \qquad z = a + bi, \qquad \bar{z} = a - bi, \qquad z\bar{z} = a^2 + b^2i2=−1,z=a+bi,zˉ=a−bi,zzˉ=a2+b2

Forma algébrica e conjugado

A unidade imaginária verifica i² = −1; o conjugado reflete z no eixo real e z·z̄ = |z|².

Exemplo resolvido

Operações na forma algébrica

Sendo z = 3 + 2i e w = 1 − i, calcula z + w, z·w e z̄.

  1. 01Soma

    z + w = (3 + 1) + (2 − 1)i = 4 + i.

  2. 02Produto

    z·w = (3 + 2i)(1 − i) = 3 − 3i + 2i − 2i² = 3 − i + 2 = 5 − i (usando i² = −1).

  3. 03Conjugado

    z̄ = 3 − 2i.

Resultado: z + w = 4 + i; z·w = 5 − i; z̄ = 3 − 2i.

Foco no Exame Nacional

  • Operar (somar, multiplicar, dividir) na forma algébrica usando i² = −1.
  • Usar o conjugado para dividir complexos e para calcular |z|².

Erros frequentes

  • Esquecer que i² = −1 (tratar i como uma variável qualquer).
  • Ao dividir, não multiplicar pelo conjugado do denominador.

Revisão ativa

Sendo z = 3 + 2i e w = 1 − i, calcula z + w, z·w e o conjugado de z.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Matemática A — 12.º ano (Despacho 702/2023) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

Plano de Argand, módulo e forma trigonométrica#

●●●AprofundamentoLPAE-matematica-a-12-numeros-complexos

Pontos-chave

No plano de Argand, o complexo «z = a + bi» é o ponto (ou vetor) de coordenadas «(a, b)». O módulo «|z| = √(a² + b²)» é o comprimento desse vetor — a distância à origem. O argumento «θ = arg(z)» é o ângulo que o vetor faz com o semieixo real positivo, medido no sentido positivo (ver Fig. 2). O argumento não é único: fica definido a menos de múltiplos de «2π».

Módulo e argumento no plano de Argand

Módulo e argumentoFigura geométrica, O, z = 1 + √3 i, |z| = 2Oz = 1 + √3 iReIm, z, = 2θ = π/3
Fig. 2Fig. 2 — z = 1 + √3 i: módulo |z| = 2 e argumento θ = π/3, logo z = 2 cis(π/3).
Módulo e argumento dão a forma trigonométrica (ou polar) de um complexo: «z = |z|·(cos θ + i sin θ)», por vezes escrita «z = |z| cis θ». A passagem da forma algébrica à trigonométrica faz-se calculando «|z|» e determinando «θ» a partir de «cos θ = a/|z|» e «sin θ = b/|z|» (atendendo ao quadrante). A passagem inversa faz-se com «a = |z| cos θ» e «b = |z| sin θ».
A Fig. 2 mostra «z = 1 + √3 i»: o módulo é «|z| = √(1 + 3) = 2» e o argumento é «θ = π/3» (pois «cos θ = 1/2» e «sin θ = √3/2»). Logo «z = 2·(cos π/3 + i sin π/3) = 2 cis(π/3)». A forma trigonométrica é natural para multiplicar, dividir e elevar a potências.
A grande vantagem da forma trigonométrica revela-se nas operações multiplicativas: multiplicar complexos multiplica os módulos e soma os argumentos; dividir divide os módulos e subtrai os argumentos. Geometricamente, multiplicar por um complexo de módulo «r» e argumento «α» é «esticar» por «r» e «rodar» por «α» — uma interpretação que ilumina toda a aritmética complexa.
∣z∣=a2+b2,z=∣z∣ (cos⁡θ+isin⁡θ),tan⁡θ=ba|z| = \sqrt{a^2 + b^2}, \qquad z = |z|\,(\cos\theta + i\sin\theta), \quad \tan\theta = \dfrac{b}{a}∣z∣=a2+b2​,z=∣z∣(cosθ+isinθ),tanθ=ab​

Módulo e forma trigonométrica

O módulo é o comprimento do vetor; o argumento é o ângulo com o semieixo real positivo (com atenção ao quadrante).

Exemplo resolvido

Converter para a forma trigonométrica

Escreve z = 1 + √3 i na forma trigonométrica.

  1. 01Módulo

    |z| = √(1² + (√3)²) = √(1 + 3) = √4 = 2.

  2. 02Argumento

    cos θ = 1/2 e sin θ = √3/2; como a parte real e a imaginária são positivas (1.º quadrante), θ = π/3.

  3. 03Forma trigonométrica

    z = 2·(cos π/3 + i sin π/3) = 2 cis(π/3).

Resultado: z = 2 cis(π/3), com módulo 2 e argumento π/3.

Foco no Exame Nacional

  • Calcular o módulo e o argumento e escrever a forma trigonométrica de um complexo.
  • Converter entre a forma algébrica e a trigonométrica atendendo ao quadrante.

Erros frequentes

  • Determinar o argumento apenas pela tangente, esquecendo o quadrante do complexo.
  • Trocar seno com cosseno ao passar da forma trigonométrica à algébrica.

Revisão ativa

Escreve o complexo z = 1 + √3 i na forma trigonométrica (módulo e argumento).

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Matemática A — 12.º ano (Despacho 702/2023) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

Fórmula de De Moivre e potências#

●●●AprofundamentoLPAE-matematica-a-12-numeros-complexos

Pontos-chave

A fórmula de De Moivre eleva um complexo a uma potência inteira de forma imediata na forma trigonométrica: «zⁿ = |z|ⁿ·(cos(nθ) + i sin(nθ))». Ou seja, eleva-se o módulo à potência «n» e multiplica-se o argumento por «n». É a consequência direta da regra do produto (multiplicar complexos multiplica módulos e soma argumentos), aplicada «n» vezes.
A vantagem é enorme: calcular «(1 + √3 i)⁶» na forma algébrica seria moroso e propenso a erros; na forma trigonométrica é imediato. Geometricamente, elevar «z» a potências sucessivas gera pontos que giram em torno da origem (o argumento cresce em progressão aritmética) e cujo módulo cresce (ou decresce) em progressão geométrica — ver Fig. 3.

Potências de z = cis(30°)

Potências e rotaçãoFigura geométrica, O, z, z², z³ = iOzz²z³ = iReIm
Fig. 3Fig. 3 — Potências de z = cis(30°): cada potência roda o argumento em 30°; z³ = cis(90°) = i.
A Fig. 3 mostra as potências de «z = cis(30°)» (módulo 1): «z, z², z³» situam-se sobre a circunferência de raio 1, rodando 30° a cada potência — «z³ = cis(90°) = i». Quando o módulo é 1, as potências apenas rodam; quando é diferente de 1, além de rodarem, aproximam-se ou afastam-se da origem.
De Moivre resolve também equações do tipo «zⁿ = w» (as raízes de índice n, secção seguinte) e permite deduzir identidades trigonométricas (por exemplo, exprimir «cos 3θ» e «sin 3θ» em função de «cos θ» e «sin θ», desenvolvendo «(cos θ + i sin θ)³»). É uma das fórmulas mais poderosas do tema.
zn=∣z∣n (cos⁡(nθ)+isin⁡(nθ))z^n = |z|^n\,\big(\cos(n\theta) + i\sin(n\theta)\big)zn=∣z∣n(cos(nθ)+isin(nθ))

Fórmula de De Moivre

Eleva-se o módulo a n e multiplica-se o argumento por n; potências correspondem a rotações e dilatações.

Exemplo resolvido

Potência por De Moivre

Calcula (1 + √3 i)³ usando a fórmula de De Moivre.

  1. 01Forma trigonométrica

    1 + √3 i = 2 cis(π/3) (módulo 2, argumento π/3).

  2. 02Aplicar De Moivre

    z³ = 2³·cis(3·π/3) = 8·cis(π).

  3. 03Voltar à forma algébrica

    8·cis(π) = 8·(cos π + i sin π) = 8·(−1 + 0i) = −8.

Resultado: (1 + √3 i)³ = −8 (módulo 8, argumento π).

Foco no Exame Nacional

  • Aplicar a fórmula de De Moivre para calcular potências de complexos.
  • Interpretar geometricamente as potências como rotações (e dilatações).

Erros frequentes

  • Elevar o módulo mas esquecer de multiplicar o argumento por n (ou vice-versa).
  • Aplicar De Moivre na forma algébrica (é uma fórmula da forma trigonométrica).

Revisão ativa

Usando a fórmula de De Moivre, calcula (1 + √3 i)³.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Matemática A — 12.º ano (Despacho 702/2023) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

Raízes de índice n e representação geométrica#

●●●AprofundamentoLPAE-matematica-a-12-numeros-complexos

Pontos-chave

As raízes de índice «n» de um complexo «w» são os complexos «z» tais que «zⁿ = w». Ao contrário dos reais, um complexo não nulo tem exatamente «n» raízes de índice «n», todas com o mesmo módulo «ⁿ√|w|» e com argumentos igualmente espaçados de «2π/n». Obtêm-se pela fórmula das raízes, aplicando De Moivre «ao contrário».
A consequência geométrica é notável: as «n» raízes de índice «n» dispõem-se nos vértices de um polígono regular de «n» lados, inscrito na circunferência de raio «ⁿ√|w|» centrada na origem (ver Fig. 4). É uma das imagens mais bonitas da Matemática — a álgebra de uma equação traduz-se numa figura perfeitamente simétrica.

As três raízes cúbicas de 8

Raízes cúbicas de 8Figura geométrica, O, w₀ = 2, w₁ = −1 + √3 i, w₂ = −1 − √3 i, triângulo equiláteroOw₀ = 2w₁ = −1 + √3iw₂ = −1 − √3iReImtriânguloequilátero
Fig. 4Fig. 4 — Raízes cúbicas de 8: módulo 2 e argumentos 0°, 120°, 240° — vértices de um triângulo equilátero.
A Fig. 4 mostra as três raízes cúbicas de 8: têm módulo «³√8 = 2» e argumentos «0, 2π/3, 4π/3» (isto é, 0°, 120°, 240°), logo «2», «−1 + √3 i» e «−1 − √3 i». Formam um triângulo equilátero inscrito na circunferência de raio 2. A primeira raiz (argumento 0) é a raiz «principal».
O procedimento é sistemático: escreve-se «w» na forma trigonométrica, calcula-se o módulo comum das raízes («ⁿ√|w|») e geram-se os «n» argumentos «(arg w + 2kπ)/n» para «k = 0, 1, …, n − 1». Estas raízes resolvem equações do tipo «zⁿ = w» — frequentes no Exame — e a sua leitura geométrica (polígono regular) fornece uma verificação imediata.
zk=∣w∣n cis⁡ ⁣(arg⁡w+2kπn),k=0,1,…,n−1z_k = \sqrt[n]{|w|}\,\operatorname{cis}\!\left(\dfrac{\arg w + 2k\pi}{n}\right), \quad k = 0, 1, \dots, n-1zk​=n∣w∣​cis(nargw+2kπ​),k=0,1,…,n−1

Raízes de índice n

As n raízes têm módulo comum ⁿ√|w| e argumentos espaçados de 2π/n; formam um polígono regular.

Exemplo resolvido

Raízes cúbicas de 8

Determina as três raízes cúbicas de 8.

  1. 01Forma trigonométrica de w

    8 = 8·cis(0) (módulo 8, argumento 0).

  2. 02Módulo comum

    Cada raiz tem módulo ³√8 = 2.

  3. 03Argumentos

    θ_k = (0 + 2kπ)/3, k = 0, 1, 2: θ = 0, 2π/3 (120°), 4π/3 (240°).

  4. 04As três raízes

    z₀ = 2·cis(0) = 2; z₁ = 2·cis(120°) = −1 + √3 i; z₂ = 2·cis(240°) = −1 − √3 i.

Resultado: As raízes cúbicas de 8 são 2, −1 + √3 i e −1 − √3 i (vértices de um triângulo equilátero de raio 2).

Foco no Exame Nacional

  • Determinar as n raízes de índice n de um complexo e representá-las.
  • Reconhecer que as raízes formam um polígono regular inscrito numa circunferência.

Erros frequentes

  • Encontrar só uma raiz (esquecer que há n, com argumentos espaçados de 2π/n).
  • Errar o módulo comum das raízes (é ⁿ√|w|, não |w|).

Revisão ativa

Determina as três raízes cúbicas de 8 e representa-as no plano de Argand.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Matemática A — 12.º ano (Despacho 702/2023) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 05

Conjuntos de pontos definidos por condições#

●●●AprofundamentoLPAE-matematica-a-12-numeros-complexos

Pontos-chave

As condições sobre complexos definem lugares geométricos no plano de Argand, interpretando o módulo como distância. A condição «|z − z₀| = r» descreve a circunferência de centro «z₀» e raio «r» (os pontos à distância «r» de «z₀»); «|z − z₀| ≤ r» descreve o círculo (a região); «|z − z₀| = |z − z₁|» descreve a mediatriz do segmento que une «z₀» e «z₁» (os pontos equidistantes) — ver Fig. 5.

Condição |z − 1| = |z − i| (mediatriz)

Lugar geométrico em ℂFigura geométrica, 1, i, M1iMReIm, z−1, = , z−i, (…
Fig. 5Fig. 5 — |z − 1| = |z − i|: pontos equidistantes de 1 e de i — a mediatriz do segmento, a reta y = x.
Também o argumento define lugares: «arg(z) = α» descreve uma semirreta com origem na origem, fazendo o ângulo «α» com o semieixo real positivo. Combinando condições de módulo e de argumento (com «e», «ou») obtêm-se regiões mais ricas — setores, coroas, arcos —, cuja representação exige traduzir cada condição na sua figura e depois interpretar a combinação.
A Fig. 5 mostra a condição «|z − 1| = |z − i|»: os pontos equidistantes de «1» (ou seja, «1 + 0i») e de «i» (ou seja, «0 + i»). É a mediatriz do segmento que une esses dois pontos, a reta de equação «y = x». Reconhecer a estrutura geométrica por detrás de uma condição algébrica evita cálculos desnecessários.
A estratégia geral: traduzir cada símbolo — «|z − z₀|» é distância a «z₀», «arg(z)» é ângulo, «Re(z)», «Im(z)» são as coordenadas — e reconhecer o lugar geométrico (circunferência, mediatriz, reta, semirreta, região). Quando necessário, escreve-se «z = x + yi» e obtém-se a equação cartesiana. Esta ligação entre a álgebra dos complexos e a geometria do plano é uma síntese elegante de todo o tema.
Exemplo resolvido

Caracterizar um conjunto de pontos

Caracteriza o conjunto dos z ∈ ℂ tais que |z − 1| = |z − i|.

  1. 01Interpretar

    |z − 1| é a distância de z ao ponto 1 (= (1, 0)); |z − i| é a distância de z ao ponto i (= (0, 1)).

  2. 02Condição de equidistância

    |z − 1| = |z − i| significa que z é equidistante de (1, 0) e de (0, 1): é a mediatriz desse segmento.

  3. 03Equação cartesiana

    Com z = x + yi: (x − 1)² + y² = x² + (y − 1)². Desenvolvendo: −2x + 1 = −2y + 1, donde x = y.

Resultado: O conjunto é a mediatriz do segmento de extremos 1 e i — a reta y = x.

Foco no Exame Nacional

  • Interpretar condições de módulo e de argumento como lugares geométricos.
  • Traduzir uma condição em ℂ na sua figura (circunferência, mediatriz, semirreta, região).

Erros frequentes

  • Confundir |z − z₀| = r (circunferência) com |z − z₀| ≤ r (círculo/região).
  • Interpretar «|z − 1| = |z − i|» como uma circunferência em vez de uma mediatriz (reta).

Revisão ativa

Caracteriza geometricamente o conjunto dos pontos z que verificam |z − 1| = |z − i|.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Matemática A — 12.º ano (Despacho 702/2023) (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 05

    • 01Unidade imaginária e forma algébrica◐
    • 02Plano de Argand, módulo e forma trigonométrica●
    • 03Fórmula de De Moivre e potências●
    • 04Raízes de índice n e representação geométrica●
    • 05Conjuntos de pontos definidos por condições●

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Dos resumos à prática

Números complexos (forma algébrica e trigonométrica)

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Referências e fontes

Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Aprendizagens Essenciais de Matemática A — 12.º ano (Despacho 702/2023)

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