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A inferência estatística é o raciocínio que permite tirar conclusões sobre uma população inteira a partir de uma amostra — o fundamento matemático das sondagens. Este tema distingue parâmetro de estatística e estimador de estimativa, estuda a distribuição de amostragem da média e o Teorema Limite Central, e constrói intervalos de confiança para a média e para uma proporção, com a interpretação correta da margem de erro e do nível de confiança.
4 secções~15 min de leitura4 competênciasNível Padrão 1 · Aprofundamento 3
nível básico
Distinguir parâmetro de estatística e calcular um intervalo de confiança com as fórmulas do formulário.
nível avançado
Interpretar corretamente o nível de confiança e a margem de erro e relacioná-los com a dimensão da amostra.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
O raciocínio inferencial
Estimadores
A média amostral «x̄» estima o valor médio «μ» da população; a proporção amostral «p̂» estima a proporção «p». Parâmetros (grego) são desconhecidos; estatísticas (latim) calculam-se dos dados.
Para estimar a altura média dos alunos de uma escola (2000 alunos), mede-se uma amostra aleatória de 50 e obtém-se média 168 cm. Identifica a população, a amostra, o parâmetro, o estimador e a estimativa.
População: os 2000 alunos. Amostra: os 50 medidos.
A altura média «μ» de TODOS os alunos — desconhecida.
A média amostral «x̄», estatística que estima «μ».
O valor obtido: «x̄ = 168 cm» é a estimativa de «μ».
Resultado: Parâmetro μ (desconhecido); estimador x̄; estimativa x̄ = 168 cm para a altura média da escola.
Erros frequentes
Revisão ativa
Numa sondagem, 45 % de 800 inquiridos aprovam uma medida. Identifica a população, a amostra, o parâmetro de interesse, a estatística calculada e diz qual é a estimativa obtida.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de MACS — 11.º ano (Introdução à inferência estatística) (Direção-Geral da Educação (DGE))
A distribuição de amostragem estreita com n
Teorema Limite Central
Para n ≥ 30, a distribuição de amostragem da média aproxima-se de uma normal de valor médio μ e desvio-padrão (erro-padrão) σ/√n, seja qual for a forma da população. Consta do formulário do exame.
Uma população tem «μ = 100» e «σ = 20». Calcula o erro-padrão da média para «n = 25» e para «n = 100» e comenta o efeito de quadruplicar a amostra.
σ/√n = 20/√25 = 20/5 = 4.
σ/√n = 20/√100 = 20/10 = 2.
Quadruplicar a amostra (25 → 100) reduziu o erro-padrão para metade (4 → 2), porque √n duplicou.
Como n ≥ 30 em ambos, o TLC garante que «X̄» é aproximadamente normal, centrada em μ = 100.
Resultado: Erro-padrão: 4 (n = 25) e 2 (n = 100). Quadruplicar n reduz o erro a metade; X̄ é aproximadamente normal.
Erros frequentes
Revisão ativa
Uma população tem «μ = 50» e «σ = 12». Para amostras de dimensão «n = 36», indica o valor médio e o erro-padrão da distribuição de amostragem da média e diz que modelo a aproxima.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de MACS — 11.º ano (Distribuição de amostragem; TLC); Formulário da prova 835 (IAVE) (Instituto de Avaliação Educativa (IAVE))
Valores de z para os níveis de confiança usuais
Intervalo de confiança a 95 % para a média
IC para a média (σ conhecido)
Intervalo de confiança para μ; centrado em x̄, com margem de erro E = z·σ/√n. Se σ é desconhecido e n ≥ 30, substitui-se σ por s. Consta do formulário.
Uma amostra aleatória de «n = 100» dá «x̄ = 50» e «σ = 10». Constrói o intervalo de confiança a 95 % para «μ», indica a margem de erro e interpreta-o corretamente.
Para 95 % de confiança, z = 1,960 (formulário).
E = z·σ/√n = 1,960 × 10/√100 = 1,960 × 1 = 1,96.
[x̄ − E, x̄ + E] = [50 − 1,96, 50 + 1,96] = [48,04; 51,96].
Com 95 % de confiança, μ está entre 48,04 e 51,96. Os 95 % referem-se ao método: 95 % dos intervalos assim construídos conteriam μ (não é «95 % de probabilidade de μ estar aqui»).
Resultado: IC 95 %: [48,04; 51,96], margem de erro 1,96. A confiança é uma propriedade do método, não do intervalo concreto.
Erros frequentes
Revisão ativa
Uma amostra de «n = 64» tem «x̄ = 20» e «σ = 8». Constrói o intervalo de confiança a 95 % para «μ» e indica a margem de erro. Que aconteceria à amplitude se usasses 99 % de confiança?
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de MACS — 11.º ano (Intervalos de confiança); Formulário da prova 835 (IAVE) (Instituto de Avaliação Educativa (IAVE))
Intervalo de confiança para uma proporção
IC para uma proporção (n ≥ 30)
Intervalo de confiança para p; a margem de erro é E = z·√(p̂(1−p̂)/n). Consta do formulário do exame.
Numa sondagem, 52 % de «n = 400» inquiridos apoiam um candidato. Constrói o intervalo de confiança a 95 % para a proporção «p» e interpreta.
p̂ = 0,52; n = 400; para 95 %, z = 1,960.
E = 1,960·√(0,52×0,48/400) = 1,960·√(0,2496/400) = 1,960·√0,000624 ≈ 1,960×0,0250 ≈ 0,049.
[0,52 − 0,049; 0,52 + 0,049] = [0,471; 0,569], ou seja, [47,1 %; 56,9 %].
Com 95 % de confiança, o apoio real está entre 47,1 % e 56,9 %. Como o intervalo inclui 50 %, NÃO se pode afirmar que o candidato tem a maioria (empate técnico).
Resultado: IC 95 %: [47,1 %; 56,9 %], margem de erro ≈ 4,9 %. O intervalo inclui 50 %, logo há empate técnico.
Erros frequentes
Revisão ativa
Numa sondagem, «p̂ = 0,40» em «n = 600» inquiridos. Constrói o intervalo de confiança a 95 % para «p», indica a margem de erro e diz se se pode afirmar, com essa confiança, que menos de metade da população apoia a medida.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de MACS — 11.º ano (Intervalos de confiança; proporção); Formulário da prova 835 (IAVE) (Instituto de Avaliação Educativa (IAVE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)
Instituto de Avaliação Educativa (IAVE)