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O conjuntivo é o modo do possível, do desejado e do irreal, e a chave das orações condicionais latinas. Estudam-se os seus quatro tempos e valores, os três tipos de condicional (realis, potentialis, irrealis) e a consecutio temporum, que rege a concordância dos tempos nas subordinadas. Sendo Latim B uma disciplina de avaliação interna (sem Exame Final Nacional), o foco vai para a análise morfossintática e a tradução fundamentada.
4 secções~14 min de leitura4 competênciasNível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 1
nível básico
Reconhecer os quatro tempos do conjuntivo e distinguir os três tipos de condicional pelo modo e tempo do verbo da prótase.
nível avançado
Formar com segurança o conjuntivo nas quatro conjugações, classificar e traduzir as condicionais e aplicar a consecutio temporum.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
O conjuntivo de amāre nos quatro tempos
O conjuntivo nas quatro conjugações e em sum
A partir de monēre (2.ª conjugação: moneō, monēre, monuī, monitum), forma a 1.ª pessoa do singular dos quatro tempos do conjuntivo e explica a regra de cada um.
A 2.ª conjugação forma o presente do conjuntivo acrescentando -ā- ao tema monē-: dá moneam («que eu avise»). Regra: a vogal característica muda por conjugação (1.ª -e-; 2.ª -eā-; 3.ª -ā-; 4.ª -iā-).
O imperfeito do conjuntivo é o infinitivo presente mais a desinência: monēre + -m = monērem («que eu avisasse»).
O perfeito do conjuntivo é o tema do perfeito mais -erim: de monuī, tema monu-, vem monuerim («que eu tenha avisado»).
O mais-que-perfeito é o tema do perfeito mais -issem (ou o infinitivo perfeito monuisse mais -m): monuissem («que eu tivesse avisado»).
Resultado: monēre dá moneam (pres.), monērem (imperf.), monuerim (perf.) e monuissem (m.-q.-perf.): cada tempo tem a sua regra — vogal característica, infinitivo presente, tema do perfeito + -erim e tema do perfeito + -issem (ver Fig. 1 e 2).
Erros frequentes
Revisão ativa
Forma, na 1.ª pessoa do singular, os quatro tempos do conjuntivo de audīre (4.ª conjugação) e do verbo sum, e enuncia a regra de formação de cada tempo.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Latim B — 12.º ano (Morfologia verbal: o conjuntivo) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Valores do conjuntivo na oração independente
Classifica o valor do conjuntivo e traduz: (a) «Amēmus patriam»; (b) «Utinam ueniat»; (c) «Quid faciam?».
amēmus é a 1.ª pessoa do plural do presente do conjuntivo de amāre. Na oração independente, a 1.ª pessoa do plural exprime exortação: valor exortativo (hortativo). Traduz-se «Amemos a pátria».
ueniat é o presente do conjuntivo de uenīre, precedido de utinam, marca do desejo: valor optativo (desiderativo). Traduz-se «Oxalá venha».
faciam é o presente do conjuntivo de facere, numa pergunta sobre o que fazer: valor dubitativo (deliberativo). Traduz-se «Que hei de fazer?».
Resultado: (a) exortativo — «Amemos a pátria»; (b) optativo — «Oxalá venha»; (c) dubitativo — «Que hei de fazer?»: o mesmo modo, o conjuntivo, exprime exortação, desejo ou deliberação conforme o contexto (ver Fig. 3).
Erros frequentes
Revisão ativa
Classifica o valor do conjuntivo e traduz: «Utinam pax sit», «Gaudeāmus» e «Quid dicam?».
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Latim B — 12.º ano (Valores do conjuntivo) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Os três tipos de oração condicional
Que tipo de condicional?
Classifica quanto ao tipo e traduz «Si hoc dixisses, errauisses»; compara depois com «Si hoc diceres, errares».
A prótase é «si hoc dixisses» (a condição); a apódose é «errauisses» (a consequência).
dixisses é o mais-que-perfeito do conjuntivo de dīcere. si + mais-que-perfeito do conjuntivo = condição irreal do passado (contrária a um facto passado).
errauisses é também mais-que-perfeito do conjuntivo (de errāre): a irrealidade estende-se às duas orações.
O irreal do passado verte-se pelo m.-q.-perf. do conjuntivo mais o condicional composto: «Se tivesses dito isto, terias errado».
«Si hoc diceres, errares» tem imperfeito do conjuntivo: é o irreal do presente — «Se dissesses isto (agora), errarias».
Resultado: «Si hoc dixisses, errauisses» é uma condicional irreal do passado — «Se tivesses dito isto, terias errado»; com o imperfeito do conjuntivo (diceres/errares) seria irreal do presente — «Se dissesses isto, errarias» (ver Fig. 4 e 5).
Erros frequentes
Revisão ativa
Classifica quanto ao tipo (realis, potentialis, irrealis) e traduz: «Si hoc dicis, erras»; «Si hoc dicas, erres»; «Si hoc dixisses, errauisses».
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Latim B — 12.º ano (Orações subordinadas condicionais) (Direção-Geral da Educação (DGE))
A consecutio temporum
Explica o tempo do conjuntivo em «Rogō quid faciās» e em «Rogābam quid fēcissēs» e traduz cada frase.
O verbo regente rogō está no presente (tempo principal); a ação de faciās é simultânea à dele. Principal + simultânea » presente do conjuntivo (faciās). Traduz-se «Pergunto o que fazes».
O verbo regente rogābam está no imperfeito (tempo histórico); a ação de fēcissēs é anterior à dele. Histórico + anterior » mais-que-perfeito do conjuntivo (fēcissēs). Traduz-se «Perguntava o que tinhas feito».
O tempo do verbo regente (principal ou histórico) e a relação temporal (simultânea/posterior ou anterior) determinam, em conjunto, o tempo do conjuntivo subordinado.
Resultado: Em «Rogō quid faciās» (principal + simultânea) usa-se o presente do conjuntivo — «Pergunto o que fazes»; em «Rogābam quid fēcissēs» (histórico + anterior) usa-se o mais-que-perfeito do conjuntivo — «Perguntava o que tinhas feito» (ver Fig. 6).
Erros frequentes
Revisão ativa
Indica o tempo do conjuntivo exigido e traduz: «Rogō quid ___» (facere, ação simultânea) e «Rogābam quid ___» (facere, ação anterior).
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Latim B — 12.º ano (Consecutio temporum) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)