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Verbos irregulares (uolo, eo, fero, fio) e depoentes/semidepoentes

Alguns verbos de altíssima frequência fogem às conjugações regulares: o verbo esse e os seus compostos (possum, adsum, absum…) e os irregulares uolo, eo, fero e fio. A par deles, os verbos depoentes têm forma passiva mas sentido ativo, e os semidepoentes combinam formas ativas no infectum com formas passivas no perfectum. Reconhecê-los é indispensável para não os traduzir mal.

4 secções·~11 min de leitura·3 competências·Nível Padrão 2 · Aprofundamento 2

T·0777 / 17
Perfil de exame
Reconhecer e conjugar os verbos irregulares de alta frequência e os compostos de esseReconhecer e traduzir os verbos depoentes (forma passiva, sentido ativo)Distinguir os semidepoentes e o comportamento dos seus temas
Operadores:conjugareconhecedistinguetraduzidentifica

nível básico

Reconhecer possum, uolo, eo, fero, fio e os depoentes mais comuns.

nível avançado

Conjugar os irregulares e os compostos de esse e dominar depoentes e semidepoentes na tradução.

Profundidade

Profundidade de leitura: Aprofundado

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Conteúdo · 4 secções▾
  1. Verbos irregulares (uolo, eo, fero, fio) e depoentes/semidepoentes
    • 01possum e os compostos de esse◐
    • 02uolo, eo, fero e fio●
    • 03Os verbos depoentes●
    • 04Os semidepoentes◐
§ 01

possum e os compostos de esse#

●●○PadrãoLPAE-latim-a-verbos-irregulares

Pontos-chave

Alguns verbos de uso constante não seguem as conjugações regulares: dizem-se irregulares. A família mais importante é a de esse e dos seus compostos. O mais frequente é possum («poder»), formado por pot- (do adjetivo potis, «capaz») mais esse. A sua conjugação resulta da junção deste prefixo ao verbo esse, com uma regra de assimilação: quando esse começa por s, o t do prefixo assimila-se (pot- + sum → possum; pot- + sunt → possunt); quando começa por vogal, mantém-se (pot- + est → potest). Assim se obtém possum, potes, potest, possumus, potestis, possunt (ver Fig. 1).

O verbo possum (infectum)

O verbo possumTabela com 4 colunas e 6 linhas, Dados: Pessoa · Presente · Imperfeito · Futuro; 1.ª singular · possum · poteram · poterō; 2.ª singular · potes · poterās · poteris; 3.ª singular · potest · poterat · poterit; 1.ª plural · possumus · poterāmus · poterimus; 2.ª plural · potestis · poterātis · poteritis; 3.ª plural · possunt · poterant · poterunt, célula destacada: possumPESSOAPRESENTEIMPERFEITOFUTURO1.ª SINGULARpossumpoterampoterō2.ª SINGULARpotespoterāspoteris3.ª SINGULARpotestpoteratpoterit1.ª PLURALpossumuspoterāmuspoterimus2.ª PLURALpotestispoterātispoteritis3.ª PLURALpossuntpoterantpoterunt
Fig. 1Fig. 1 — possum = pot- + esse: repare-se na assimilação (possum, possumus, possunt) e no t mantido diante de vogal (potest).
possum rege sempre um infinitivo que completa o seu sentido (o infinitivo complementar): possum uidēre («posso ver»), non poterat uenīre («não podia vir»). É, portanto, o verbo que exprime a capacidade ou a possibilidade, equivalente ao nosso «poder», e ocorre a cada passo nos textos. A sua flexão, uma vez compreendida como pot- + esse, deixa de ter mistério.
De esse formam-se muitos outros compostos, juntando-lhe um prefixo (ver Fig. 2): adsum («estar presente»), absum («estar ausente»), prōsum («ser útil», que insere um d antes de vogal: prōdest), dēsum («faltar»), supersum («sobreviver, restar») e intersum («participar, tomar parte»). Todos se conjugam como esse, com o prefixo à frente, pelo que quem domina esse domina, de uma só vez, toda esta família.

A família de esse

A família de esseGrafo, esse (ser, estar) → possum (poder), esse (ser, estar) → adsum (estar presente), esse (ser, estar) → absum (estar ausente), esse (ser, estar) → prōsum (ser útil), esse (ser, estar) → dēsum (faltar), esse (ser, estar) → supersum (sobreviver)esse (ser,estar)possum (poder)adsum (estarpresente)absum (estarausente)prōsum (serútil)dēsum (faltar)supersum(sobreviver)
Fig. 2Fig. 2 — De esse formam-se, por prefixação, numerosos compostos, todos conjugados como esse.
Estes verbos são de enorme frequência e cobrem noções fundamentais — poder, estar presente ou ausente, ser útil, faltar, sobreviver. Muitos regem casos particulares (adsum e dēsum regem dativo: dēest mihi, «falta-me»), que se aprendem com o uso. Reconhecer nestas formas o verbo esse por baixo do prefixo é a chave para as analisar e traduzir sem hesitação, e evita confundi-las com verbos regulares.
Exemplo resolvido

Analisar possum e o seu infinitivo

Analisa e traduz a frase «Discipulī legere possunt».

  1. 01Analisar possunt

    possunt é a 3.ª pessoa do plural do presente de possum (pot- + sunt): «podem».

  2. 02Analisar legere

    legere é o infinitivo presente de legere: é o infinitivo complementar que completa o sentido de possunt («ler»).

  3. 03Analisar discipulī

    discipulī é o nominativo plural de discipulus, o sujeito («os alunos»).

Resultado: A frase significa «Os alunos podem ler»: possunt é o presente de possum e legere o seu infinitivo complementar — possum pede sempre um infinitivo.

Foco no Exame Nacional

  • Conjugar possum entendendo-o como pot- + esse (com a assimilação pot+s → poss).
  • Reconhecer os compostos de esse (adsum, absum, prōsum, dēsum…) e o infinitivo complementar de possum.

Erros frequentes

  • Conjugar possum como um verbo regular, ignorando a sua estrutura pot- + esse.
  • Esquecer que possum rege um infinitivo complementar (possum uidēre, «posso ver»).
  • Não reconhecer o verbo esse por baixo do prefixo nos compostos (potest, adest, abest).

Revisão ativa

Conjuga o presente do indicativo de possum, traduz a frase «Discipulī legere possunt» e indica o infinitivo complementar.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Latim A — 11.º ano (Verbos irregulares: esse e compostos) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

uolo, eo, fero e fio#

●●●AprofundamentoLPAE-latim-a-verbos-irregulares

Pontos-chave

Quatro verbos irregulares de altíssima frequência merecem estudo à parte (ver Fig. 3). O primeiro é uolō («querer»): uolō, uīs, uult, uolumus, uultis, uolunt. Tem dois compostos igualmente irregulares e muito usados: nōlō («não querer», de nē + uolō) e mālō («preferir», de magis + uolō, «querer mais»). É o verbo da vontade, presente em inúmeras frases.

Os irregulares uolo, eo, fero, fio (presente)

Verbos irregularesTabela com 5 colunas e 6 linhas, Dados: Pessoa · uolō (querer) · eō (ir) · ferō (levar) · fīō (tornar-se); 1.ª singular · uolō · eō · ferō · fīō; 2.ª singular · uīs · īs · fers · fīs; 3.ª singular · uult · it · fert · fit; 1.ª plural · uolumus · īmus · ferimus · fīmus; 2.ª plural · uultis · ītis · fertis · fītis; 3.ª plural · uolunt · eunt · ferunt · fīunt, célula destacada: fersPESSOAUOLŌ (QUERER)EŌ (IR)FERŌ (LEVAR)FĪŌ (TORNAR-SE)1.ª SINGULARuolōeōferōfīō2.ª SINGULARuīsīsfersfīs3.ª SINGULARuultitfertfit1.ª PLURALuolumusīmusferimusfīmus2.ª PLURALuultisītisfertisfītis3.ª PLURALuolunteuntferuntfīunt
Fig. 3Fig. 3 — O presente dos quatro grandes irregulares; fīō serve também de passiva de faciō.
O segundo é eō («ir»), um verbo de tema muito curto e por isso muito irregular: eō, īs, it, īmus, ītis, eunt. Serve de base a numerosos compostos de movimento, que se conjugam como ele: exeō («sair»), redeō («voltar»), pereō («perecer»), transeō («atravessar»), ineō («entrar»). Reconhecer a raiz i-/e- por baixo do prefixo é a chave para os analisar.
O terceiro é ferō («levar, trazer, suportar»), irregular sobretudo por perder a vogal temática em certas formas (fers, fert, fertis, em vez de feris, ferit). Também gera muitos compostos (afferō «trazer para», cōnferō «reunir», referō «relatar», offerō «oferecer»). O quarto é fīō («tornar-se, ser feito»): fīō, fīs, fit, fīmus, fītis, fīunt; serve, além disso, de voz passiva do verbo faciō («fazer»), de modo que «é feito» se diz fit, e não *facitur.
Estes quatro verbos, com os seus compostos, são de tal modo frequentes que a sua memorização é obrigatória: quase não há texto latino em que não ocorram. Muitos deixaram descendência no português — de eō e ire vêm «ir», «transeunte», «êxito» (de exitus); de ferō vêm «conferir», «referir», «oferecer». Dominá-los é, por isso, útil tanto para traduzir como para a etimologia.
Exemplo resolvido

Reconhecer fīō como passiva de faciō

Analisa a forma fit na frase «Nihil sine causā fit» e traduz.

  1. 01Identificar fit

    fit é a 3.ª pessoa do singular do presente de fīō: significa «torna-se» ou «é feito / acontece».

  2. 02Relacionar com faciō

    fīō serve de voz passiva de faciō («fazer»): «é feito» diz-se fit, e não facitur.

  3. 03Analisar o resto

    nihil (nom., «nada»), sine causā (ablativo com sine, «sem causa»): complemento circunstancial.

Resultado: A frase significa «Nada acontece / se faz sem causa»: fit é o presente de fīō, que funciona como passiva de faciō — daí «é feito / acontece».

Foco no Exame Nacional

  • Reconhecer e conjugar uolō (e nōlō, mālō), eō, ferō e fīō no presente.
  • Identificar a raiz destes verbos nos seus compostos (exeō, referō…) e saber que fīō é a passiva de faciō.

Erros frequentes

  • Regularizar ferō nas formas sem vogal temática (feris, ferit em vez de fers, fert).
  • Formar a passiva de faciō de modo regular (facitur em vez de fit).
  • Não reconhecer a raiz de eō nos compostos (não ver ire em exit, redit, transit).

Revisão ativa

Conjuga o presente de eō e de uolō, e analisa a forma fit na frase «Nihil sine causā fit» (= nada se faz/acontece sem causa).

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Latim A — 11.º ano (Verbos irregulares uolo, eo, fero, fio) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

Os verbos depoentes#

●●●AprofundamentoLPAE-latim-a-verbos-irregulares

Pontos-chave

Os verbos depoentes são uma classe curiosa e de reconhecimento indispensável: têm forma passiva mas sentido ativo. Diz-se que «depuseram» (dēpōnō, «pôr de lado») as formas ativas e conservaram apenas as passivas, que usam com significado ativo. Assim, hortor não significa «sou exortado», mas «exorto»; sequor não é «sou seguido», mas «sigo» (ver Fig. 4). No dicionário, reconhecem-se de imediato porque o enunciado só apresenta formas passivas: hortor, hortārī, hortātus sum.

Um verbo depoente: sequor (seguir)

O depoente sequorTabela com 3 colunas e 6 linhas, Dados: Pessoa · Forma (passiva) · Significado (ativo); 1.ª singular · sequor · sigo; 2.ª singular · sequeris · segues; 3.ª singular · sequitur · segue; 1.ª plural · sequimur · seguimos; 2.ª plural · sequiminī · seguis; 3.ª plural · sequuntur · seguem, célula destacada: seguePESSOAFORMA (PASSIVA)SIGNIFICADO (ATIVO)1.ª SINGULARsequorsigo2.ª SINGULARsequerissegues3.ª SINGULARsequitursegue1.ª PLURALsequimurseguimos2.ª PLURALsequiminīseguis3.ª PLURALsequunturseguem
Fig. 4Fig. 4 — O depoente sequor tem forma passiva mas sentido ativo («sigo», não «sou seguido»).
Há verbos depoentes nas quatro conjugações: na 1.ª, hortor, hortārī («exortar»); na 2.ª, uereor, uerērī («recear»); na 3.ª, sequor, sequī («seguir»), loquor, loquī («falar»), patior, patī («sofrer, permitir»); na 4.ª, orior, orīrī («nascer, levantar-se»). São muitíssimo frequentes e exprimem noções centrais, pelo que a sua identificação é constante na leitura.
Um ponto exige especial atenção: os particípios dos depoentes. Como o verbo tem sentido ativo, o seu particípio perfeito conserva sentido ativo (ao contrário do que acontece nos verbos comuns, cujo particípio perfeito é passivo): secūtus não é «tendo sido seguido», mas «tendo seguido». Do mesmo modo, locūtus é «tendo falado», profectus «tendo partido». Esta é uma das exceções mais importantes a ter presente na tradução.
Reconhecer os depoentes evita um erro grosseiro mas comum: traduzir hortātur («exorta») por «é exortado», ou sequuntur («seguem») por «são seguidos». Como a forma é passiva mas o sentido é ativo, quem não conhecer a classe inverte completamente o sentido da frase. Os depoentes são, por isso, um ponto de atenção obrigatório, e a sua marca no dicionário (só formas passivas) é o sinal que os denuncia.
Exemplo resolvido

Traduzir um verbo depoente

Analisa e traduz a frase «Milites hostes sequuntur».

  1. 01Identificar sequuntur

    sequuntur tem forma passiva (desinência -ntur), mas sequor é depoente: o sentido é ativo — «seguem».

  2. 02Analisar os casos

    milites é nominativo plural (sujeito, «os soldados»); hostes é acusativo plural (complemento direto, «os inimigos»).

  3. 03Evitar o erro

    Se se ignorasse que sequor é depoente, traduzir-se-ia «os soldados são seguidos pelos inimigos» — sentido inverso e errado.

Resultado: A frase significa «Os soldados seguem os inimigos»: sequuntur, embora de forma passiva, é depoente e traduz-se com sentido ativo, com hostes como complemento direto.

Foco no Exame Nacional

  • Reconhecer um verbo depoente (forma passiva, sentido ativo) pelo seu enunciado.
  • Traduzir os depoentes com sentido ativo, incluindo o particípio perfeito ativo (secūtus = «tendo seguido»).

Erros frequentes

  • Traduzir um depoente pelo sentido passivo da sua forma (hortātur = «é exortado» em vez de «exorta»).
  • Dar sentido passivo ao particípio perfeito de um depoente (secūtus = «tendo sido seguido» em vez de «tendo seguido»).
  • Não identificar o verbo como depoente porque só se conhece o presente (é o enunciado que o revela).

Revisão ativa

Analisa e traduz a frase «Milites hostes sequuntur», explicando por que sequuntur, apesar da forma passiva, se traduz com sentido ativo.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Latim A — 11.º ano (Verbos depoentes) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

Os semidepoentes#

●●○PadrãoLPAE-latim-a-verbos-irregulares

Pontos-chave

Os verbos semidepoentes são uma pequena classe híbrida, a meio caminho entre os verbos normais e os depoentes: têm formas ativas no infectum (presente, imperfeito, futuro), mas comportam-se como depoentes no perfectum (perfeito, mais-que-perfeito, futuro perfeito), onde usam formas passivas com sentido ativo (ver Fig. 5). O exemplo típico é audeō, audēre, ausus sum («ousar»): no infectum é ativo (audeō, «ouso»), mas no perfeito passa a passivo na forma (ausus sum, «ousei»).

Os verbos semidepoentes

Os semidepoentesTabela com 4 colunas e 4 linhas, Dados: Verbo · Infectum (forma ativa) · Perfectum (forma passiva) · Significado; audēre · audeō · ausus sum · ousar; gaudēre · gaudeō · gāuīsus sum · alegrar-se; solēre · soleō · solitus sum · costumar; fīdere · fīdō · fīsus sum · confiar, célula destacada: ausus sumVERBOINFECTUM (FORMA ATIVA)PERFECTUM (FORMAPASSIVA)SIGNIFICADOAUDĒREaudeōausus sumousarGAUDĒREgaudeōgāuīsus sumalegrar-seSOLĒREsoleōsolitus sumcostumarFĪDEREfīdōfīsus sumconfiar
Fig. 5Fig. 5 — Os semidepoentes são ativos no infectum e depoentes (forma passiva, sentido ativo) no perfectum.
Os principais semidepoentes são quatro, todos de altíssima frequência: audēre («ousar», audeō / ausus sum), gaudēre («alegrar-se», gaudeō / gāuīsus sum), solēre («costumar», soleō / solitus sum) e fīdere («confiar», fīdō / fīsus sum), com os seus compostos cōnfīdō e diffīdō. Basta olhar para o enunciado — infectum ativo, perfeito em -sus sum — para reconhecer a classe.
A tradução dos semidepoentes é sempre ativa, apesar da forma passiva do perfectum: ausus sum é «ousei» (e não «fui ousado»), solitus est é «costumou» (e não «foi costumado»). É o mesmo princípio dos depoentes, mas restrito ao perfectum. Convém, pois, não estranhar a forma passiva do perfeito destes verbos e traduzi-la com sentido ativo.
No conjunto, os verbos irregulares, os depoentes e os semidepoentes são relativamente poucos, mas de tal frequência que constituem alguns dos obstáculos mais comuns da leitura. Dominá-los remove esses obstáculos de uma vez. E, mais uma vez, é o enunciado dicionarizado que revela a classe de cada verbo — razão pela qual o hábito de aprender sempre os tempos primitivos é o melhor investimento de quem estuda latim.
Exemplo resolvido

Traduzir um semidepoente no perfeito

Analisa a forma solitus est na frase «Caesar bellum gerere solitus est» e traduz.

  1. 01Identificar solitus est

    solitus est é o perfeito de solēre («costumar»), semidepoente: forma passiva (solitus + est), mas sentido ativo — «costumou».

  2. 02Analisar gerere

    gerere é o infinitivo complementar («fazer, travar»): solēre pede um infinitivo, como possum.

  3. 03Analisar o resto

    Caesar (nom., sujeito), bellum (acus., complemento direto de gerere, «a guerra»).

Resultado: A frase significa «César costumava fazer/travar a guerra»: solitus est é o perfeito do semidepoente solēre — forma passiva, mas sentido ativo («costumou»).

Foco no Exame Nacional

  • Reconhecer um semidepoente pelo enunciado (infectum ativo, perfectum em -sus sum).
  • Traduzir com sentido ativo o perfectum de forma passiva dos semidepoentes (ausus sum = «ousei»).

Erros frequentes

  • Traduzir o perfeito dos semidepoentes com sentido passivo (ausus sum = «fui ousado»).
  • Esperar formas passivas também no infectum dos semidepoentes (só o perfectum é «depoente»).
  • Confundir semidepoentes com depoentes puros (estes têm forma passiva em todos os tempos).

Revisão ativa

Indica o infectum e o perfectum de audēre e de solēre, e traduz a frase «Caesar bellum gerere solitus est».

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Latim A — 11.º ano (Semidepoentes) (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01possum e os compostos de esse◐
    • 02uolo, eo, fero e fio●
    • 03Os verbos depoentes●
    • 04Os semidepoentes◐

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Verbos irregulares (uolo, eo, fero, fio) e depoentes/semidepoentes

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Referências e fontes

Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Aprendizagens Essenciais de Latim A — 11.º ano (Verbos irregulares: esse e compostos)

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