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Resumos/Latim A/Subordinação (relativas, circunstanciais, infinitivas, interrogativas indiretas) e ablativo absoluto
Resumos · Latim APT · Secundário

Subordinação (relativas, circunstanciais, infinitivas, interrogativas indiretas) e ablativo absoluto

A subordinação encaixa uma oração dentro de outra, construindo o período complexo. Estudam-se os grandes tipos de subordinada — relativas, completivas (com destaque para a oração infinitiva, acusativo + infinitivo), circunstanciais e interrogativas indiretas — e a construção mais característica do latim, o ablativo absoluto. É o ponto culminante da sintaxe e da tradução.

4 secções·~12 min de leitura·3 competências·Nível Aprofundamento 4

T·101010 / 17
Perfil de exame
Reconhecer e traduzir os grandes tipos de oração subordinadaAnalisar e traduzir a oração infinitiva (acusativo + infinitivo)Reconhecer e traduzir o ablativo absoluto
Operadores:reconheceanalisatraduzdistinguejustifica

nível básico

Reconhecer as orações subordinadas mais comuns e a oração infinitiva.

nível avançado

Dominar a análise e a tradução da oração infinitiva, do ablativo absoluto e das circunstanciais com conjuntivo.

Profundidade

Profundidade de leitura: Aprofundado

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Conteúdo · 4 secções▾
  1. Subordinação (relativas, circunstanciais, infinitivas, interrogativas indiretas) e ablativo absoluto
    • 01Os tipos de oração subordinada●
    • 02A oração infinitiva (acusativo + infinitivo)●
    • 03O ablativo absoluto●
    • 04As circunstanciais com conjuntivo e as interrogativas indiretas●
§ 01

Os tipos de oração subordinada#

●●●AprofundamentoLPAE-latim-a-subordinacao

Pontos-chave

Ao contrário da coordenação, que mantém as orações no mesmo plano, a subordinação encaixa uma oração dentro de outra: a oração subordinada desempenha uma função dentro da oração principal (de sujeito, de complemento, de adjetivo ou de circunstância). É a subordinação que constrói o período complexo, marca da grande prosa latina, em que várias orações se articulam numa arquitetura hierárquica (ver Fig. 1).

Os tipos de oração subordinada

A subordinaçãoGrafo, Subordinação → Relativas (qui, quae, quod), Subordinação → Completivas (oração infinitiva; ut, quod), Subordinação → Circunstanciais (cum, ut, sī, quod…), Subordinação → Interrogativas indiretas (+ conjuntivo)SubordinaçãoRelativas (qui,quae, quod)Completivas(oraçãoinfinitiva; ut,…Circunstanciais(cum, ut, sī,quod…)Interrogativasindiretas (+conjuntivo)
Fig. 1Fig. 1 — Os grandes tipos de oração subordinada, cada um com o seu elo e a sua função.
Os grandes tipos de subordinada são quatro. As relativas, introduzidas pelo relativo qui, quae, quod, funcionam como um adjetivo do antecedente (uir quī uenit, «o homem que vem»). As completivas (substantivas) desempenham a função de sujeito ou de complemento — a mais importante é a oração infinitiva, estudada a seguir. As circunstanciais exprimem tempo, causa, fim, consequência, condição ou concessão, introduzidas por conjunções como cum, ut, sī, quod, quia. As interrogativas indiretas reproduzem uma pergunta encaixada, sempre com o verbo no conjuntivo.
Um sinal precioso para identificar a subordinada é o modo do verbo. Muitas subordinadas exigem o conjuntivo (as finais, as consecutivas, o cum histórico, as interrogativas indiretas), enquanto outras usam o indicativo (a maior parte das temporais, as causais com quod/quia, as condicionais reais). Reconhecer que o verbo está no conjuntivo é, muitas vezes, o primeiro passo para identificar o tipo de subordinada.
O método de análise é sempre ordenado: identificar o elo de subordinação (a conjunção, o relativo ou a estrutura infinitiva), determinar o tipo de subordinada, verificar o modo e, por fim, traduzir. Duas construções merecem estudo à parte pela sua frequência e dificuldade, e por serem muito avaliadas no Exame Nacional: a oração infinitiva e o ablativo absoluto, tratadas nas secções seguintes.
Exemplo resolvido

Classificar orações subordinadas

Classifica a subordinada e indica o modo do verbo em «Uir quī uenit amīcus est» e «Venit ut uideat».

  1. 01Uir quī uenit…

    quī uenit é uma oração relativa (introduzida pelo relativo quī, antecedente uir), com o verbo no indicativo (uenit): funciona como adjetivo de uir.

  2. 02Venit ut uideat

    ut uideat é uma oração final (introduzida por ut, com o verbo no conjuntivo uideat): exprime o fim («para ver»).

  3. 03Contrastar

    A relativa usa o indicativo; a final usa o conjuntivo — o modo ajuda a identificar o tipo.

Resultado: «quī uenit» é relativa (indicativo, «que vem»); «ut uideat» é final (conjuntivo, «para ver»): o elo e o modo identificam cada subordinada.

Foco no Exame Nacional

  • Distinguir os grandes tipos de subordinada (relativa, completiva, circunstancial, interrogativa indireta).
  • Usar o modo do verbo (indicativo/conjuntivo) como sinal para identificar o tipo de subordinada.

Erros frequentes

  • Confundir uma subordinada (dependente) com uma coordenada (autónoma).
  • Não reconhecer o conjuntivo como marca de muitas subordinadas (finais, consecutivas, cum histórico).
  • Traduzir a subordinada sem identificar a sua função na oração principal.

Revisão ativa

Classifica a subordinada de cada frase e indica o modo do verbo: «Uir quī uenit amīcus est», «Rogō quid facias» e «Venit ut uideat».

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Latim A — 11.º ano (Subordinação) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

A oração infinitiva (acusativo + infinitivo)#

●●●AprofundamentoLPAE-latim-a-subordinacao

Pontos-chave

A oração infinitiva (ou construção de acusativo com infinitivo) é a completiva mais frequente do latim e uma das construções mais características e mais avaliadas. Aparece sobretudo depois dos verbos de dizer, pensar, saber e perceber (dīcō, putō, sciō, uideō, audiō, crēdō). A sua regra é clara e surpreendente para quem fala português: o sujeito da subordinada vai para o acusativo e o seu verbo vai para o infinitivo.
Vejamos: dīcō Rōmam magnam esse traduz-se «digo que Roma é grande». Aqui, Rōmam está no acusativo (é o sujeito da infinitiva, não um complemento direto) e esse é o infinitivo (o verbo da subordinada); magnam, predicativo, concorda com Rōmam no acusativo. Repare-se que não há nenhuma conjunção «que»: o próprio acusativo + infinitivo constitui a oração completiva. É esta ausência de «que» que mais desnorteia à primeira vista.
O tempo do infinitivo exprime, como nos particípios, um tempo relativo ao do verbo principal (ver Fig. 2): o infinitivo presente indica simultaneidade (esse, «que é / era»), o perfeito indica anterioridade (fuisse, «que foi / tinha sido») e o futuro indica posterioridade (futūrum esse, «que será / seria»). Traduzir corretamente o tempo do infinitivo, relativamente ao verbo que rege a construção, é parte essencial da análise.

Os tempos do infinitivo

Os tempos do infinitivoTabela com 3 colunas e 3 linhas, Dados: Infinitivo · Ativo · Passivo; Presente (simultaneidade) · amāre (amar) · amārī (ser amado); Perfeito (anterioridade) · amāuisse (ter amado) · amātum esse (ter sido amado); Futuro (posterioridade) · amātūrum esse (haver de amar) · amātum īrī (haver de ser amado), célula destacada: amāre (amar)INFINITIVOATIVOPASSIVOPRESENTE(SIMULTANEIDADE)amāre (amar)amārī (ser amado)PERFEITO(ANTERIORIDADE)amāuisse (ter amado)amātum esse (ter sido amado)FUTURO(POSTERIORIDADE)amātūrum esse (haver deamar)amātum īrī (haver de seramado)
Fig. 2Fig. 2 — Na oração infinitiva, o tempo do infinitivo exprime um tempo relativo ao do verbo principal.
O erro mais comum e mais grave é traduzir a oração infinitiva como se fosse uma oração principal, tomando o acusativo por complemento direto e o infinitivo por verbo principal. dīcō Rōmam magnam esse não é «digo Roma, ela é grande», mas «digo que Roma é grande». Reconhecer a construção — um acusativo que é sujeito, um infinitivo que é o seu verbo — e traduzi-la com uma oração introduzida por «que» é uma das competências centrais da tradução de latim.
Exemplo resolvido

Analisar e traduzir uma oração infinitiva

Analisa e traduz «Putō Marcum uenīre», identificando cada elemento.

  1. 01Analisar putō

    putō é o verbo principal («penso, julgo»), um verbo de opinião que rege a oração infinitiva.

  2. 02Analisar Marcum

    Marcum está no acusativo: é o sujeito da oração infinitiva (não um complemento direto de putō).

  3. 03Analisar uenīre

    uenīre é o infinitivo presente de uenīre («vir»): é o verbo da subordinada, com valor de simultaneidade.

  4. 04Traduzir

    Introduz-se «que»: «penso que Marco vem» — o acusativo Marcum passa a sujeito de uma oração com «que».

Resultado: A frase significa «Penso que Marco vem»: Marcum é o sujeito (acusativo) e uenīre o verbo (infinitivo) da oração infinitiva regida por putō — traduz-se com «que».

Foco no Exame Nacional

  • Reconhecer a oração infinitiva (sujeito no acusativo, verbo no infinitivo) depois dos verbos de dizer/pensar/saber.
  • Traduzir o tempo do infinitivo como relativo ao do verbo principal (presente = simultâneo, perfeito = anterior, futuro = posterior).

Erros frequentes

  • Traduzir a oração infinitiva como oração principal, tomando o acusativo-sujeito por complemento direto.
  • Procurar uma conjunção «que» que não existe (a construção é o próprio acusativo + infinitivo).
  • Traduzir o tempo do infinitivo de modo absoluto, ignorando a relação com o verbo principal.

Revisão ativa

Analisa e traduz a oração infinitiva «Putō Marcum uenīre», identificando o sujeito, o infinitivo e o valor temporal.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Latim A — 11.º ano (Oração infinitiva) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

O ablativo absoluto#

●●●AprofundamentoLPAE-latim-a-subordinacao

Pontos-chave

O ablativo absoluto é uma das construções mais características do latim. Consiste num nome (ou pronome) e num particípio, ambos no ablativo, formando um sintagma circunstancial que se diz «absoluto» porque está sintaticamente desligado (absolutus, «solto») da oração principal: não é sujeito, nem complemento, nem depende de nenhum caso da frase. Exprime uma circunstância — de tempo, causa, condição ou concessão — que acompanha a ação principal (ver Fig. 3).

O ablativo absoluto

O ablativo absolutoTabela com 3 colunas e 4 linhas, Dados: Ablativo absoluto · Análise · Tradução; urbe captā · nome (urbe) + particípio perfeito (captā), abl. · tomada a cidade / depois de a cidade ser tomada; sōle oriente · nome (sōle) + particípio presente (oriente), abl. · ao nascer o sol / quando o sol nasce; Caesare duce · nome (Caesare) + nome-predicativo (duce), abl. · sendo César general / sob o comando de César; hīs rēbus cognitīs · nome (rēbus) + particípio perfeito (cognitīs), abl. · conhecidas estas coisas / sabido isto, célula destacada: urbe captāABLATIVO ABSOLUTOANÁLISETRADUÇÃOurbe captānome (urbe) + particípioperfeito (captā), abl.tomada a cidade /depois de acidade ser tomadasōle orientenome (sōle) + particípiopresente (oriente), abl.ao nascer o sol /quando osol nasceCaesare ducenome (Caesare) + nome-predicativo (duce), abl.sendo César general /sob ocomando de Césarhīs rēbus cognitīsnome (rēbus) + particípioperfeito (cognitīs), abl.conhecidas estas coisas /sabido isto
Fig. 3Fig. 3 — O ablativo absoluto: um nome e um particípio no ablativo, desligados da sintaxe da principal.
A sua estrutura é um nome no ablativo mais um particípio no ablativo, que com ele concorda. O particípio é, na maioria dos casos, o perfeito passivo (urbe captā, «tomada a cidade»), mas pode ser o presente (sōle oriente, «ao nascer o sol»). Quando o sentido pediria o particípio do verbo esse — que o latim não possui —, empregam-se dois nomes (ou um nome e um adjetivo) no ablativo: Caesare duce, «sendo César general», isto é, «sob o comando de César».
A tradução do ablativo absoluto para português faz-se de vários modos, conforme a relação lógica que exprime: por uma oração subordinada temporal ou causal («depois de a cidade ser tomada», «quando o sol nasce»), por uma construção com particípio ou gerúndio («tomada a cidade», «ao nascer o sol») ou por um sintagma preposicional («sob o comando de César»). Cabe ao tradutor escolher a forma portuguesa que melhor exprime a circunstância.
O reconhecimento do ablativo absoluto é decisivo: dois elementos no ablativo, sem preposição que os reja, com valor participial e sem ligação de caso ao resto da frase — eis a sua assinatura. Quem não o reconhece tenta em vão encaixar o ablativo na sintaxe da principal e falha a tradução. É, por isso, uma das construções mais frequentemente avaliadas, e dominá-la é sinal de maturidade na leitura do latim.
Exemplo resolvido

Analisar e traduzir um ablativo absoluto

Analisa o ablativo absoluto de «Urbe captā, hostes discessērunt» e traduz a frase.

  1. 01Identificar o ablativo absoluto

    urbe captā são dois elementos no ablativo (urbe, nome; captā, particípio perfeito de capere, concordando): formam um ablativo absoluto, sem preposição.

  2. 02Determinar a circunstância

    O particípio perfeito exprime anterioridade: a circunstância é temporal/causal — «depois de a cidade ser tomada».

  3. 03Analisar a principal

    hostes (nom. pl., sujeito) discessērunt (perfeito, «retiraram-se»): a oração principal, à qual o ablativo absoluto acrescenta a circunstância.

Resultado: «Urbe captā» é um ablativo absoluto («tomada a cidade / depois de a cidade ser tomada»); a frase traduz-se «Tomada a cidade, os inimigos retiraram-se».

Foco no Exame Nacional

  • Reconhecer o ablativo absoluto (nome + particípio no ablativo, desligado da sintaxe da principal).
  • Traduzi-lo pela forma portuguesa adequada à circunstância (temporal, causal, condicional…).

Erros frequentes

  • Não reconhecer o ablativo absoluto e tentar ligar o ablativo à sintaxe da oração principal.
  • Traduzir sempre o ablativo absoluto do mesmo modo, ignorando a relação lógica (tempo, causa, condição).
  • Confundir o ablativo absoluto com um complemento circunstancial regido por preposição.

Revisão ativa

Analisa e traduz o ablativo absoluto na frase «Urbe captā, hostes discessērunt», identificando o nome, o particípio e a circunstância.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Latim A — 11.º ano (Ablativo absoluto) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

As circunstanciais com conjuntivo e as interrogativas indiretas#

●●●AprofundamentoLPAE-latim-a-subordinacao

Pontos-chave

Muitas orações circunstanciais constroem-se com o conjuntivo, e é esse o seu sinal mais seguro (ver Fig. 4). A oração final, introduzida por ut («para que») ou nē («para que não»), exprime o fim ou o propósito da ação principal: uēnit ut uideat, «vem para ver». A ação final é sempre apresentada como algo ainda a realizar-se, daí o conjuntivo.

As circunstanciais com conjuntivo

Circunstanciais com conjuntivoTabela com 4 colunas e 4 linhas, Dados: Tipo · Introduzida por · Modo · Exemplo e tradução; Final · ut / nē · conjuntivo · Venit ut uideat (Vem para ver); Consecutiva · ut (com tam, ita, tantus…) · conjuntivo · Tam fessus est ut dormiat (Está tão cansado que dorme); Cum histórico · cum · conjuntivo · Cum haec audīuisset, discessit (Tendo ouvido isto, retirou-se); Interrogativa indireta · quis, ubi, cūr, num… · conjuntivo · Rogō quis ueniat (Pergunto quem vem), célula destacada: ut (com tam, ita, tantus…)TIPOINTRODUZIDA PORMODOEXEMPLO E TRADUÇÃOFINALut / nēconjuntivoVenit ut uideat (Vem paraver)CONSECUTIVAut (com tam, ita, tantus…)conjuntivoTam fessus est ut dormiat(Está tão cansado que dorme)CUM HISTÓRICOcumconjuntivoCum haec audīuisset,discessit (Tendo ouvidoisto, retirou-se)INTERROGATIVAINDIRETAquis, ubi, cūr, num…conjuntivoRogō quis ueniat (Perguntoquem vem)
Fig. 4Fig. 4 — As circunstanciais com conjuntivo e a interrogativa indireta: o conjuntivo é o seu sinal.
A oração consecutiva, também introduzida por ut (mas nē com nōn), exprime a consequência ou o resultado, e é muitas vezes anunciada na principal por palavras como tam, ita, sīc, tantus, tālis («tão, de tal modo, tal»): tam fessus est ut dormiat, «está tão cansado que dorme». A distinção entre a final e a consecutiva — ambas com ut e conjuntivo — faz-se pelo sentido e pela presença, na consecutiva, destas palavras «anunciadoras» na oração principal.
A conjunção cum, seguida de conjuntivo (o chamado cum histórico ou narrativo), exprime as circunstâncias de uma ação passada, com valor temporal, causal ou concessivo: cum haec audīuisset, discessit, «tendo ouvido isto (quando/porque ouviu isto), retirou-se». Já a interrogativa indireta reproduz uma pergunta encaixada noutra oração, introduzida por um interrogativo (quis, ubi, cūr, num…) e sempre com o verbo no conjuntivo: rogō quis ueniat, «pergunto quem vem».
A escolha do tempo do conjuntivo nestas subordinadas obedece à consecutio temporum, a concordância dos tempos entre a principal e a subordinada, segundo o tempo do verbo principal e a relação temporal. Estas construções, juntamente com a oração infinitiva e o ablativo absoluto, formam o núcleo do período latino literário e dos itens de tradução mais exigentes do Exame Nacional. Dominá-las é atingir o topo da sintaxe latina.
Exemplo resolvido

Distinguir final e consecutiva

Distingue a subordinada e traduz «Legit ut discat» e «Tam clarus est ut ab omnibus laudetur».

  1. 01Legit ut discat

    ut discat é oração final (ut + conjuntivo, sem palavra anunciadora): exprime o fim — «lê para aprender».

  2. 02Tam clarus est ut…

    A presença de tam («tão») na principal anuncia uma consecutiva: ut … laudetur exprime a consequência — «que é elogiado por todos».

  3. 03A chave da distinção

    A palavra tam na oração principal identifica a consecutiva; sem ela, ut + conjuntivo lê-se como final.

Resultado: «Legit ut discat» = «Lê para aprender» (final); «Tam clarus est ut ab omnibus laudetur» = «É tão ilustre que é elogiado por todos» (consecutiva, anunciada por tam).

Foco no Exame Nacional

  • Distinguir a oração final (ut, «para que») da consecutiva (ut, «de modo que», com tam/ita/tantus na principal).
  • Reconhecer o cum histórico + conjuntivo e a interrogativa indireta (interrogativo + conjuntivo).

Erros frequentes

  • Confundir a oração final com a consecutiva (ambas com ut + conjuntivo) sem atender às palavras anunciadoras.
  • Traduzir cum + conjuntivo como um simples «com» (é conjunção temporal/causal, não a preposição cum).
  • Traduzir a interrogativa indireta como uma pergunta direta, esquecendo que está encaixada e no conjuntivo.

Revisão ativa

Distingue a subordinada (final ou consecutiva) e traduz: «Legit ut discat» e «Tam clarus est ut ab omnibus laudetur».

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Latim A — 11.º ano (Circunstanciais e interrogativas indiretas) (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01Os tipos de oração subordinada●
    • 02A oração infinitiva (acusativo + infinitivo)●
    • 03O ablativo absoluto●
    • 04As circunstanciais com conjuntivo e as interrogativas indiretas●

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Subordinação (relativas, circunstanciais, infinitivas, interrogativas indiretas) e ablativo absoluto

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Referências e fontes

Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Aprendizagens Essenciais de Latim A — 11.º ano (Subordinação)

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