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O português é uma língua românica, filha do latim. Estudam-se a formação de palavras em latim (prefixação, sufixação, composição), os campos lexicais e semânticos, as leis regulares de evolução fonética do latim ao português e a distinção entre palavras populares (divergentes) e eruditas, que dão origem aos pares divergentes. Compreender a etimologia ilumina tanto o latim como o léxico português.
4 secções~12 min de leitura3 competênciasNível Padrão 2 · Aprofundamento 2
nível básico
Reconhecer a origem latina de palavras portuguesas e prefixos e sufixos comuns.
nível avançado
Aplicar as leis de evolução fonética e distinguir palavras populares de eruditas, incluindo os pares divergentes.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Prefixos e sufixos latinos
Decompõe e indica o processo de formação de prōdūcere, lībertas e agricola.
Prefixação: prefixo prō- («para a frente») + dūcere («conduzir») = «produzir, levar para a frente».
Sufixação: base līber- («livre») + sufixo -tas (nome abstrato) = «liberdade».
Composição: ager («campo») + colere («cultivar») = «o que cultiva o campo, o agricultor».
Resultado: prōdūcere = prefixação (prō- + dūcere); lībertas = sufixação (līber- + -tas); agricola = composição (ager + colere): três processos distintos de formação de palavras.
Erros frequentes
Revisão ativa
Decompõe e explica a formação das palavras prōdūcere, lībertas e agricola, indicando o processo (prefixação, sufixação ou composição) de cada uma.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Latim A — 10.º e 11.º anos (Formação de palavras) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Uma família de palavras: a raiz de dūcere
Indica três palavras da família da raiz de scrībere («escrever») e relaciona-as com o português.
A raiz é scrīb-/scrīpt- (do presente scrībere e do supino scrīptum), presente em todos os derivados.
scrīptor («o que escreve»), īnscrībere («inscrever»), dēscrībere («descrever»), praescrībere («prescrever»).
Deram, respetivamente, escritor, inscrever, descrever, prescrever — toda a família passou ao português.
Resultado: Da raiz scrīb-/scrīpt- vêm scrīptor, īnscrībere, dēscrībere (> escritor, inscrever, descrever): reconhecer a raiz comum revela toda a família, latina e portuguesa.
Erros frequentes
Revisão ativa
Indica três palavras da família (campo lexical) da raiz de scrībere («escrever») e três palavras do campo semântico da «cidade», relacionando-as com o português.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Latim A — 10.º e 11.º anos (Campos lexicais e semânticos) (Direção-Geral da Educação (DGE))
As leis de evolução fonética do latim ao português
Explica, pelas leis de evolução fonética, a passagem de uītam a «vida» e de noctem a «noite».
Do acusativo uītam: cai o -m final; o t intervocálico sonoriza-se em d (sonorização das surdas); a vogal final -a mantém-se. Resultado: vida.
Do acusativo noctem: o grupo -ct- palataliza-se em -it- (palatalização); cai o -m e evolui a terminação. Resultado: noite.
Em vida atua a sonorização (t > d); em noite atua a palatalização do grupo -ct- (ct > it) — duas leis regulares.
Resultado: uītam > vida (sonorização t > d) e noctem > noite (palatalização ct > it): partindo do acusativo, as leis regulares explicam cada transformação.
Erros frequentes
Revisão ativa
Aplica as leis de evolução fonética para explicar a passagem de uītam a «vida» e de noctem a «noite», identificando as leis em ação.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Latim A — 11.º ano (Evolução fonética) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Alguns pares divergentes
Um par divergente: plēnum
Para o étimo plēnum, indica a palavra popular e a erudita e explica a diferença entre as duas vias.
cheio: transmitida oralmente desde o latim, sofreu as leis de evolução (pl- palatalizou-se, a vogal alterou-se). É a forma divergente, muito transformada e quotidiana.
pleno: tomada mais tarde, diretamente do latim escrito, quase sem alterações. É a forma culta, próxima do étimo.
Ambas partem de plēnum, mas cheio veio pela via popular (oral, com todas as leis) e pleno pela via erudita (livresca, sem quase evolução).
Resultado: De plēnum vêm cheio (popular/divergente, muito evoluída) e pleno (erudita, próxima do latim): o mesmo étimo, duas vias — a oral e a livresca —, dois resultados.
Erros frequentes
Revisão ativa
Para os étimos plēnum e cathedram, indica a palavra popular (divergente) e a erudita, e explica a diferença entre as duas vias.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Latim A — 11.º ano (Palavras divergentes e eruditas) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)