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O latim é uma língua flexiva: o nome não muda de posição para mudar de função, muda de terminação. Cada nome distribui-se por uma das cinco declinações, reconhecível pela terminação do genitivo singular, e assume seis casos, cada um com funções sintáticas próprias. Dominar as declinações e a função dos casos é a chave de toda a leitura e tradução.
5 secções~17 min de leitura3 competênciasNível Base 1 · Padrão 3 · Aprofundamento 1
nível básico
Reconhecer a declinação de um nome pelo genitivo e associar cada caso à sua função básica.
nível avançado
Declinar com segurança as cinco declinações, incluindo os temas em -i e os neutros da 3.ª, e analisar a função dos casos num texto.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
As cinco declinações
A partir do enunciado «ciuitas, ciuitatis (f.)» (= cidade, comunidade de cidadãos), determina a declinação e o que mais te diz o enunciado.
A primeira forma (ciuitas) é o nominativo singular; a segunda (ciuitatis) é o genitivo singular; f. indica o género feminino.
O genitivo singular termina em -is: logo, a palavra é da 3.ª declinação (a das terminações em -is).
Retirando o -is do genitivo (ciuitat-is) obtém-se o tema ciuitat-, ao qual se juntam as desinências dos vários casos.
Resultado: ciuitas, ciuitatis é um nome feminino da 3.ª declinação, de tema ciuitat-: a terminação -is do genitivo é a chave que identifica a declinação e dá o tema.
Erros frequentes
Revisão ativa
Dado o enunciado «ciuitas, ciuitatis (f.)», indica a declinação a que a palavra pertence, justifica pela terminação do genitivo e diz que informação te dá ainda o enunciado.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Latim A — 10.º ano (Morfologia do nome) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Os seis casos e as suas funções
Cada caso e a sua função
Analisa o caso e a função de cada palavra da frase «Puella rosam agricolae dat» e traduz.
Nominativo singular da 1.ª declinação: é o sujeito («a menina»).
Acusativo singular da 1.ª declinação: é o complemento direto («a rosa»).
Dativo singular da 1.ª declinação: é o complemento indireto, o destinatário («ao agricultor»).
Verbo dare na 3.ª pessoa do singular do presente: «dá». O sujeito (puella) concorda com ele.
Resultado: A frase significa «A menina dá a rosa ao agricultor»: puella (nom., sujeito), rosam (acus., compl. direto), agricolae (dat., compl. indireto) — cada caso indica a função.
Erros frequentes
Revisão ativa
Na frase «Puella rosam agricolae dat», indica o caso e a função de cada palavra (puella, rosam, agricolae) e traduz a frase.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Latim A — 10.º ano (Funções dos casos) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Paradigma da 1.ª declinação: rosa
Paradigma da 2.ª declinação: dominus e bellum
Na frase «Serui dominō parent», analisa a forma dominō (indicando caso e função) e traduz a frase (parere = obedecer, rege dativo).
dominō é uma forma da 2.ª declinação que serve de dativo e de ablativo singulares. É preciso decidir pela sintaxe.
O verbo parere (obedecer) rege complemento no dativo. Logo, dominō é aqui dativo, complemento do verbo («ao senhor»).
serui é nominativo plural de seruus (= os escravos), o sujeito; parent é a 3.ª pessoa do plural («obedecem»).
Resultado: A frase significa «Os escravos obedecem ao senhor»: dominō é dativo (não ablativo), porque o verbo parere rege dativo — a sintaxe desfaz a ambiguidade da forma.
Erros frequentes
Revisão ativa
Declina por inteiro, nos dois números, o nome puella (1.ª decl.) e o nome templum (2.ª decl., neutro), e assinala as formas em que o neutro tem nominativo, vocativo e acusativo iguais.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Latim A — 10.º ano (1.ª e 2.ª declinações) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Paradigma da 3.ª declinação: consul e corpus
A partir do enunciado «rex, regis (m.)» (= rei), obtém o tema e declina o singular.
Do genitivo regis retira-se o -is: fica o tema reg-.
Nominativo rex (irregular); ao tema reg- juntam-se: acusativo regem, genitivo regis, dativo regī, ablativo rege; o vocativo é igual ao nominativo (rex).
Nominativo/acusativo regēs, genitivo regum, dativo/ablativo regibus — desinências regulares sobre o tema reg-.
Resultado: Do genitivo regis obtém-se o tema reg-, e o singular declina-se rex, rex, regem, regis, regī, rege: o nominativo é a única forma irregular, tudo o resto assenta no tema.
Erros frequentes
Revisão ativa
A partir do enunciado «rex, regis (m.)», obtém o tema e declina o nome por inteiro nos dois números, sublinhando o acusativo singular e o genitivo plural.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Latim A — 10.º e 11.º anos (3.ª declinação) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Paradigmas da 4.ª e da 5.ª declinações: fructus e rēs
Na frase «Fructūs terrae dulcēs sunt», analisa a forma fructūs (caso, número, função) e traduz (dulcis = doce; terra, terrae = terra).
fructūs pode ser genitivo singular ou nominativo/acusativo plural da 4.ª declinação. É preciso decidir pelo contexto.
O predicativo dulcēs está no nominativo plural e o verbo sunt («são») é plural: logo o sujeito fructūs está no nominativo plural («os frutos»).
terrae é genitivo singular da 1.ª declinação, complemento do nome («da terra»).
Resultado: fructūs é aqui nominativo plural (sujeito), não genitivo singular, porque concorda com dulcēs e sunt: a frase significa «Os frutos da terra são doces».
Erros frequentes
Revisão ativa
Declina no singular fructus (4.ª decl.) e rēs (5.ª decl.), e explica por que fructūs pode ser genitivo singular ou nominativo/acusativo plural.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Latim A — 10.º e 11.º anos (4.ª e 5.ª declinações) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)