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Depois de 1945, o mundo torna-se global e digital, e a arte multiplica-se em linguagens novas. Do Expressionismo Abstrato à Pop Art, do Minimalismo à Arte Conceptual; da instalação e da performance à videoarte e à arte digital, a obra desmaterializa-se. A arquitetura contemporânea faz do museu um ícone (Gehry, Siza, Souto de Moura). Módulo final do Exame 724, que fecha o percurso das dez Culturas.
4 secções~15 min de leitura4 competênciasNível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 1
nível básico
Reconhecer a Pop Art e os novos suportes (instalação, performance, videoarte), e a arquitetura-ícone.
nível avançado
Aprofundamento para o Exame 724: analisar a desmaterialização da obra e relacionar a arte contemporânea portuguesa (Siza, Souto de Moura) com a mundial.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Do pós-guerra ao mundo digital
Explica por que o último módulo da disciplina se chama «Cultura do Espaço Virtual» e o que esse espaço tem de novo.
A revolução digital (computador, internet, World Wide Web, 1991) criou um espaço não físico — virtual — onde imagens, informação e pessoas circulam instantaneamente por todo o planeta.
Nesse espaço, a imagem é digital: cria-se, copia-se e difunde-se sem limite e sem original único, ao contrário da obra material tradicional.
O espaço virtual é o motor da globalização cultural: interliga o mundo, mistura as culturas e torna a arte global, desmaterializada e instantânea.
Resultado: O módulo chama-se «Cultura do Espaço Virtual» porque a sua marca é um espaço novo, digital e não físico (a internet), onde a imagem se desmaterializa e a cultura se torna global e instantânea — um mundo radicalmente diferente de todos os anteriores.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica como a sociedade de consumo e a revolução digital transformaram a natureza da obra de arte.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História da Cultura e das Artes — Cultura do Espaço Virtual (Direção-Geral da Educação (DGE))
Movimentos do pós-guerra
Uma obra repete, em série e em cores berrantes, a imagem de uma lata de sopa de supermercado. Identifica o movimento e explica a sua intenção.
A imagem de um produto de consumo comum, repetida em série com técnica quase industrial, identifica a Pop Art (Warhol).
Ao fazer da imagem comercial e banal matéria de arte, apaga a fronteira entre a «alta cultura» e a cultura de massas e de consumo.
Comenta, com ironia, uma sociedade saturada de imagens e mercadorias, em que tudo — incluindo a arte — se produz e consome em série.
Resultado: A obra é Pop Art: ao elevar a imagem do consumo em série à categoria de arte, apaga a fronteira entre alta e baixa cultura e comenta ironicamente a sociedade de consumo — uma rutura oposta à interioridade do Expressionismo Abstrato.
Erros frequentes
Revisão ativa
Compara o Expressionismo Abstrato com a Pop Art quanto ao tema, à técnica e à relação com a sociedade.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História da Cultura e das Artes — Cultura do Espaço Virtual (Direção-Geral da Educação (DGE))
Os novos suportes da arte contemporânea
Uma obra ocupa toda uma sala escura, que o visitante percorre entre objetos, luzes e sons, e que será desmontada no fim da exposição. Identifica o suporte e explica o que o distingue de um quadro.
A obra que ocupa e transforma todo um espaço, percorrido pelo espetador, é uma instalação.
Ao contrário do quadro, que se contempla de fora, a instalação envolve o visitante, que a habita e a completa com a sua presença — a obra é uma experiência no espaço e no tempo.
Sendo montada para a ocasião e depois desmontada, é efémera: não é um objeto durável e único, mas uma situação — exemplo da desmaterialização da obra.
Resultado: A obra é uma instalação: transforma um espaço que o espetador percorre e completa, e é efémera — distingue-se do quadro por ser experiência e situação, e não objeto contemplado de fora, exemplo maior da arte contemporânea desmaterializada e participativa.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica o que significa a «desmaterialização da obra de arte» e ilustra com dois novos suportes.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História da Cultura e das Artes — Cultura do Espaço Virtual (Direção-Geral da Educação (DGE))
Arte moderna e arte contemporânea
O Museu Guggenheim de Bilbau (Gehry, 1997) tem formas curvas e fragmentadas revestidas de titânio e transformou a economia da cidade. Identifica a corrente e explica o que representa na arquitetura contemporânea.
As formas fragmentadas, dinâmicas e não retilíneas identificam o Desconstrutivismo (Frank Gehry, 1997).
O próprio museu é uma obra de arte e um marco reconhecível, que atrai turistas e dá imagem à cidade — o «efeito Bilbau».
Opõe-se à arquitetura moderna, funcional e sem ornamento: aqui, a forma escultórica e espetacular é o essencial, sinal do «star-system» da arquitetura contemporânea.
Resultado: O Guggenheim de Bilbau é desconstrutivista e exemplo maior da arquitetura-ícone contemporânea: o edifício torna-se escultura e marca da cidade, revelando como a arquitetura de hoje valoriza a forma espetacular e simbólica — o oposto do funcionalismo moderno.
Erros frequentes
Revisão ativa
Distingue a arte moderna da arte contemporânea quanto ao suporte, à natureza da obra e ao alcance.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História da Cultura e das Artes — Cultura do Espaço Virtual (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)