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Resumos/História A/Módulo 9 — Alterações Geoestratégicas, Tensões Políticas e Transformações Socioculturais no Mundo Atual
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Módulo 9 — Alterações Geoestratégicas, Tensões Políticas e Transformações Socioculturais no Mundo Atual

O fim da Guerra Fria — a queda do Muro de Berlim (1989) e o fim da URSS (1991) — redesenhou o mapa do mundo e abriu a era da globalização e da sociedade da informação. Aprofundou-se a construção europeia (da CEE à União Europeia), na qual Portugal se integra, ao mesmo tempo que emergem novas tensões e grandes desafios globais. Módulo final e integrador do Exame Final Nacional de História A (Prova 623).

4 secções·~15 min de leitura·3 competências·Nível Padrão 3 · Aprofundamento 1

T·101010 / 10
Perfil de exame
Explicar o fim da Guerra Fria e a nova ordem mundialCaracterizar a globalização e a sociedade da informaçãoCaracterizar a construção europeia e as tensões do mundo atual
Operadores:explicacaracterizarelacionadistingueinterpretaanalisajustifica

nível básico

Situar a queda do Muro (1989), o fim da URSS (1991), a globalização e a construção europeia (Maastricht, 1992).

nível avançado

Explicar o fim da Guerra Fria e a globalização e analisar criticamente as tensões e desafios do mundo atual (competência exigida na Prova 623).

Profundidade

Profundidade de leitura: Aprofundado

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Conteúdo · 4 secções▾
  1. Módulo 9 — Alterações Geoestratégicas, Tensões Políticas e Transformações Socioculturais no Mundo Atual
    • 01O fim da Guerra Fria e o novo mapa mundial◐
    • 02A globalização e a sociedade da informação◐
    • 03A construção europeia e Portugal na UE◐
    • 04As tensões e os desafios do mundo atual●
§ 01

O fim da Guerra Fria e o novo mapa mundial#

●●○PadrãoLPAE-hist-a-modulo-9

Pontos-chave

O mundo atual nasce, em boa medida, do fim da Guerra Fria, um dos acontecimentos decisivos do século XX (ver Fig. 1). Ao longo dos anos 80, o bloco de leste entrou em crise profunda: a economia planificada soviética estagnava, incapaz de acompanhar o Ocidente e de suportar a corrida ao armamento. Para tentar salvar o sistema, o dirigente soviético Mikhail Gorbatchov lançou, a partir de 1985, reformas — a perestroika (reestruturação económica) e a glasnost (abertura e transparência) —, mas estas, ao afrouxarem o controlo, acabaram por acelerar o desmoronamento do próprio regime.

Do fim da Guerra Fria ao mundo atual

1980-2005Linha do tempo de 1980 a 2005, 1985: Reformas de Gorbatchov, 1989: Queda do Muro de Berlim, 1990: Reunificação da Alemanha, 1991: Fim da URSS, 1980–1991: Fim da Guerra Fria, 1991–2005: Mundo pós-Guerra Fria19802005anoFim da Guerra FriaMundo pós-GuerraFria1985Reformas deGorbatchov1989Queda do Muro deBerlim1990Reunificação daAlemanha1991Fim da URSS
Fig. 1Fig. 1 — O fim da Guerra Fria: das reformas de Gorbatchov ao fim da URSS.
O ano de 1989 foi o da grande viragem. Um após outro, os regimes comunistas da Europa de leste caíram, de forma quase pacífica, sob a pressão dos seus povos. O símbolo maior foi a queda do Muro de Berlim (9 de novembro de 1989), que durante décadas dividira a cidade e a Europa: a sua queda representou o fim da divisão do continente e o fim da Guerra Fria. No ano seguinte deu-se a reunificação da Alemanha (1990), e em 1991 a própria União Soviética se desagregou, dividindo-se em repúblicas independentes. O comunismo soviético chegava ao fim.
O fim da URSS explica-se, também ele, por várias causas que se combinaram (ver Fig. 2): o fracasso económico do modelo planificado, o custo insustentável da corrida aos armamentos, o efeito não previsto das reformas de Gorbatchov, a aspiração dos povos à liberdade e a atração do modelo ocidental. Não houve uma causa única: foi a convergência de fatores económicos, políticos e sociais que fez ruir, em poucos anos e sem uma grande guerra, um dos dois pilares da ordem mundial.

As causas do fim da URSS

Causas do fim da URSSGrafo, Fracasso da economia planificada → Fim da URSS (1991), Custo da corrida aos armamentos → Fim da URSS (1991), Reformas de Gorbatchov (efeito não previsto) → Fim da URSS (1991), Aspiração dos povos à liberdade → Fim da URSS (1991)Fracasso daeconomiaplanificadaCusto da corridaaos armamentosReformas deGorbatchov(efeito não pre…Aspiração dospovos àliberdadeFim da URSS(1991)
Fig. 2Fig. 2 — O fim da URSS resulta da convergência de várias causas.
O desaparecimento de um dos blocos pôs fim à bipolaridade que organizara o mundo desde 1945. Os Estados Unidos ficaram, por um tempo, como única superpotência, e falou-se de uma nova ordem mundial. Mas o novo mapa trazia também incertezas: novos Estados, novas fronteiras e novos conflitos, antes contidos pela lógica dos blocos, vieram à superfície. O mundo tornava-se, ao mesmo tempo, mais aberto e mais imprevisível — o mundo atual, cujas grandes tendências este módulo procura compreender.
Exemplo resolvido

Interpretar o significado da queda do Muro

Uma fonte de 1989 descreve multidões a atravessar livremente o Muro de Berlim e a derrubá-lo. Explica o significado histórico deste acontecimento.

  1. 01O que representava o Muro

    O Muro de Berlim, erguido em 1961, dividia a cidade e simbolizava a divisão da Europa e do mundo em dois blocos (Guerra Fria).

  2. 02O significado da queda

    A sua queda (1989) simbolizou o fim da divisão da Europa e o colapso dos regimes comunistas de leste — o fim da Guerra Fria.

  3. 03As consequências

    Abriu caminho à reunificação da Alemanha (1990) e ao fim da URSS (1991), pondo termo à ordem bipolar.

Resultado: A queda do Muro de Berlim (1989) é o símbolo do fim da Guerra Fria: marca o colapso da divisão da Europa e dos regimes comunistas de leste, anunciando a reunificação alemã e o fim da URSS — e o início de uma nova ordem mundial.

Foco no Exame Nacional

  • Explicar a crise do bloco de leste e as reformas de Gorbatchov (perestroika, glasnost).
  • Situar a queda do Muro de Berlim (1989) e o fim da URSS (1991) e o seu significado (fim da Guerra Fria e da bipolaridade).
  • Explicar, de forma multicausal, o fim da União Soviética.

Erros frequentes

  • Confundir a queda do Muro de Berlim (1989) com o fim da URSS (1991) — são acontecimentos distintos e sucessivos.
  • Atribuir o fim da URSS a uma só causa (esquecendo a combinação de fatores económicos, políticos e sociais).
  • Julgar que o fim da Guerra Fria trouxe apenas paz, ignorando os novos conflitos e incertezas.

Revisão ativa

Explica, mobilizando várias causas, por que a União Soviética se desagregou entre 1989 e 1991.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de História A — Módulo 9 (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

A globalização e a sociedade da informação#

●●○PadrãoLPAE-hist-a-modulo-9

Pontos-chave

O mundo pós-Guerra Fria é, sobretudo, o mundo da globalização: a intensificação sem precedentes da interdependência à escala planetária (ver Fig. 3). No plano económico, os mercados, as empresas e os capitais tornaram-se mundiais: as grandes empresas multinacionais operam em vários continentes, os produtos e o dinheiro circulam com uma liberdade e uma rapidez nunca vistas, e as economias dos diferentes países ficaram profundamente ligadas entre si. Uma crise ou uma decisão num ponto do globo repercute-se, quase instantaneamente, em todos os outros.

As dimensões da globalização

Dimensões da globalizaçãoroda segmentada, 5 segmentos, Dados: Globalização, Económica, Financeira, Tecnológica, Cultural, MigratóriaEconómicamercados mundiaisFinanceiracapitaisTecnológicainternet, informaçãoCulturalMigratóriaGlobalização
Fig. 3Fig. 3 — A globalização é um processo multidimensional, movido pela revolução da informação.
O motor desta globalização foi a revolução tecnológica e da informação. Os computadores, as telecomunicações e, sobretudo, a internet permitiram comunicar, informar-se e transacionar em tempo real, de qualquer parte do mundo. Nasceu a sociedade da informação (ou do conhecimento): um mundo em que a informação e a comunicação instantâneas são um recurso central, e em que o saber e a tecnologia se tornaram fatores decisivos de riqueza e de poder. A distância e o tempo, que sempre tinham limitado as relações humanas, quase deixaram de contar.
A globalização é um processo ambivalente, de luzes e de sombras. Por um lado, aproximou povos e culturas, difundiu conhecimento e tecnologia, e gerou riqueza e oportunidades. Por outro, aprofundou desigualdades: os seus benefícios repartem-se de forma muito desigual entre um Norte desenvolvido e rico e um Sul em desenvolvimento e mais pobre — as chamadas assimetrias Norte-Sul —, e nem todos têm acesso à tecnologia (o «fosso digital»). A interdependência também torna o mundo mais vulnerável a crises globais, sejam elas financeiras, sanitárias ou ambientais.
A globalização levanta, por isso, grandes questões ao mundo atual. Como conciliar a abertura e a interdependência com a redução das desigualdades? Como preservar as identidades culturais face a uma cultura global tendencialmente uniformizadora? Como governar problemas que são mundiais — o clima, as migrações, as pandemias, os mercados financeiros — quando o poder político continua, sobretudo, nacional? Compreender a globalização é, assim, compreender o quadro em que se colocam as tensões e os desafios do mundo contemporâneo.
Exemplo resolvido

Analisar criticamente uma fonte sobre a globalização

Uma fonte afirma: «Graças à internet e ao comércio mundial, vivemos numa aldeia global; mas metade da humanidade nunca usou um computador e as diferenças entre ricos e pobres aumentaram.» Analisa criticamente a fonte.

  1. 01A face positiva

    «Aldeia global», internet e comércio mundial exprimem a interdependência e a aproximação trazidas pela globalização e pela sociedade da informação.

  2. 02A face negativa

    «Metade nunca usou um computador» e «as diferenças aumentaram» apontam o fosso digital e as assimetrias Norte-Sul.

  3. 03Avaliar

    A fonte é equilibrada: mostra que a globalização é ambivalente — aproxima e enriquece, mas de forma desigual, aprofundando exclusões.

Resultado: A fonte capta a ambivalência da globalização: a interdependência e a «aldeia global» convivem com o fosso digital e as assimetrias Norte-Sul — pelo que a globalização deve ser analisada criticamente, nas suas luzes e nas suas sombras.

Foco no Exame Nacional

  • Definir globalização e caracterizar as suas dimensões (económica, financeira, tecnológica, cultural).
  • Caracterizar a sociedade da informação e o papel da revolução tecnológica (computadores, internet).
  • Analisar criticamente a globalização (interdependência vs assimetrias Norte-Sul e fosso digital).

Erros frequentes

  • Reduzir a globalização à economia, esquecendo as dimensões tecnológica, cultural e da informação.
  • Apresentar a globalização apenas como positiva, ignorando as desigualdades e as assimetrias Norte-Sul.
  • Confundir «sociedade da informação» com um simples aumento do número de computadores (é uma transformação de fundo).

Revisão ativa

Explica o que é a globalização, indicando duas das suas dimensões e um problema que ela levanta.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de História A — Módulo 9 (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

A construção europeia e Portugal na UE#

●●○PadrãoLPAE-hist-a-modulo-9

Pontos-chave

Uma das grandes tendências do mundo atual, e a que mais diretamente diz respeito a Portugal, é a construção europeia (ver Fig. 4). Iniciada após a Segunda Guerra Mundial para garantir a paz e a prosperidade entre povos que se tinham feito guerra, a integração europeia avançou por etapas. Da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (1951) passou-se à Comunidade Económica Europeia (CEE), criada pelo Tratado de Roma (1957) entre seis países, que instituiu um mercado comum. Ao longo das décadas, a Comunidade alargou-se a novos membros — entre eles Portugal, em 1986 — e aprofundou a sua integração.

As etapas da construção europeia

A construção europeiaLinha do tempo de 1950 a 2008, 1957: Tratado de Roma (CEE), 1986: Adesão de Portugal, 1992: Maastricht (União Europeia), 2002: Euro (moeda única)19502008ano1957Tratado de Roma(CEE)1986Adesão dePortugal1992Maastricht(União Europeia)2002Euro (moedaúnica)
Fig. 4Fig. 4 — Da CEE (1957) ao euro (2002): as etapas da construção europeia e a adesão de Portugal.
O passo decisivo no aprofundamento foi o Tratado de Maastricht (1992), que criou a União Europeia (UE). A UE acrescentou ao mercado comum novas dimensões — políticas, de cidadania e de cooperação — e abriu caminho à União Económica e Monetária, isto é, a uma moeda única, o euro, que entrou em circulação em 2002. Com o fim da Guerra Fria, a União alargou-se também aos países da Europa de leste, antes do outro lado da «cortina de ferro». A Europa construía, assim, um espaço de paz, de livre circulação e de integração sem paralelo na história.
Portugal é parte integrante deste projeto desde 1986 e um dos países que dele mais se beneficiou. A adesão à CEE/UE consolidou a democracia, abriu mercados e trouxe fundos e investimentos que apoiaram a modernização das infraestruturas, da economia e das condições de vida, aproximando o país dos padrões europeus. Portugal aderiu igualmente à moeda única, adotando o euro. A integração europeia tornou-se, a partir dos anos 80, um dos eixos estruturantes da vida nacional, ligando o destino de Portugal ao da União.
A construção europeia é, no entanto, um processo em curso e não isento de dificuldades. A União debate-se com questões como o equilíbrio entre a integração e a soberania dos Estados, a coesão entre países mais e menos ricos, a resposta comum a crises (financeiras, migratórias, sanitárias) e o lugar da Europa num mundo cada vez mais multipolar. Estudar a construção europeia é, assim, refletir sobre um dos maiores projetos políticos contemporâneos — e sobre o próprio lugar de Portugal no mundo atual.
Exemplo resolvido

Explicar o alcance da integração europeia para Portugal

Explica, nos planos político e económico, o que a adesão à CEE/UE significou para Portugal.

  1. 01Plano político

    Consolidou a jovem democracia, ancorando Portugal a um espaço de países democráticos e pondo fim ao isolamento do Estado Novo.

  2. 02Plano económico

    Abriu mercados e trouxe fundos e investimentos que modernizaram as infraestruturas, a economia e as condições de vida.

  3. 03Aprofundamento

    Portugal participou também na moeda única (euro), integrando-se plenamente no projeto europeu.

Resultado: A adesão à CEE/UE (1986) foi decisiva para Portugal: no plano político, consolidou a democracia e acabou com o isolamento; no económico, financiou a modernização e aproximou o país da Europa — fazendo da integração europeia um eixo central da vida nacional.

Foco no Exame Nacional

  • Situar as etapas da construção europeia (Tratado de Roma/CEE 1957; Maastricht/UE 1992; euro 2002).
  • Explicar o alcance da adesão de Portugal (1986) e da integração europeia para o país.
  • Relacionar a construção europeia com o fim da Guerra Fria (alargamento a leste) e com os desafios atuais.

Erros frequentes

  • Confundir a CEE (mercado comum, 1957) com a União Europeia (Maastricht, 1992).
  • Situar mal a adesão de Portugal (1986) ou a introdução do euro (2002).
  • Reduzir a integração europeia a uma questão económica, esquecendo a sua dimensão política e de paz.

Revisão ativa

Distingue a CEE da União Europeia e explica o significado da adesão de Portugal (1986) e da moeda única.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de História A — Módulo 9 (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

As tensões e os desafios do mundo atual#

●●●AprofundamentoLPAE-hist-a-modulo-9

Pontos-chave

O fim da Guerra Fria não trouxe o fim da história nem uma paz perpétua. Pelo contrário, o mundo atual é atravessado por novas tensões políticas. Com o desaparecimento da ordem bipolar, ressurgiram conflitos regionais e étnicos antes contidos pela lógica dos blocos — como as guerras nos Balcãs, na década de 90 —, e afirmou-se o terrorismo como ameaça global, de que os atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, foram o marco mais impressionante. Renasceram também nacionalismos e fundamentalismos (políticos e religiosos), que contestam a ordem estabelecida.
Alterou-se, ao mesmo tempo, a geoestratégia mundial. A curta fase em que os Estados Unidos foram a única superpotência deu lugar a um mundo tendencialmente multipolar (ver Fig. 5): a par dos EUA, afirmaram-se novos centros de poder — a União Europeia, e sobretudo a ascensão económica e política de potências como a China, além do papel da Índia, da Rússia e de outros. O poder mundial repartiu-se por vários polos, tornando as relações internacionais mais complexas e o equilíbrio mais instável do que na simples oposição de dois blocos.

Mundo bipolar e mundo multipolar

Bipolar vs multipolarTabela com 3 colunas e 3 linhas, Dados: Aspeto · Mundo bipolar (Guerra Fria) · Mundo multipolar (atual); Centros de poder · Dois blocos (EUA e URSS) · Vários (EUA, UE, China, Índia, Rússia...); Ordem · Rígida e previsível · Complexa e instável; Conflitos · Contidos pela lógica dos blocos · Regionais, étnicos, terrorismo, célula destacada: Vários (EUA, UE, China, Índia, Rússia...)ASPETOMUNDO BIPOLAR (GUERRAFRIA)MUNDO MULTIPOLAR(ATUAL)CENTROS DE PODERDois blocos (EUA e URSS)Vários (EUA, UE, China,Índia, Rússia...)ORDEMRígida e previsívelComplexa e instávelCONFLITOSContidos pela lógica dosblocosRegionais, étnicos,terrorismo
Fig. 5Fig. 5 — Do mundo bipolar da Guerra Fria ao mundo multipolar de hoje.
Sobre este mundo pesam grandes desafios globais, que nenhum país pode resolver sozinho (ver Fig. 6). Entre os principais contam-se: as alterações climáticas e a degradação do ambiente, que ameaçam o planeta; as grandes migrações, movidas pela guerra, pela pobreza e pela procura de melhores condições de vida; as desigualdades e a pobreza, que persistem à escala mundial (as assimetrias Norte-Sul); e as ameaças à segurança e à saúde, como o terrorismo e as pandemias. São problemas de dimensão planetária, que exigem respostas cooperadas.

Os grandes desafios globais

Desafios do mundo atualroda segmentada, 5 segmentos, Dados: Desafios, Ambiente, Migrações, Desigualdades, Terrorismo, Conflitos regionaisAmbienteclimaMigraçõesDesigualdadesNorte-SulTerrorismoConflitos regionaisDesafios
Fig. 6Fig. 6 — Os grandes desafios globais exigem respostas cooperadas à escala mundial.
O mundo atual é, assim, um mundo de grandes transformações e de grandes contradições: mais interligado do que nunca, mas também mais desigual e conflituoso; cheio de possibilidades abertas pela tecnologia, mas confrontado com ameaças à sua própria sobrevivência. Compreendê-lo exige tudo o que a História ensina — situar no tempo, explicar pela multicausalidade, distinguir continuidades de ruturas e relacionar o local com o global. Este módulo final mostra, mais do que qualquer outro, para que serve estudar História: para compreender criticamente o mundo em que vivemos e participar nele como cidadãos informados e conscientes.
Exemplo resolvido

Relacionar globalização e desafios globais

Explica por que os grandes desafios do mundo atual (como o clima, as migrações e as desigualdades) só podem ser enfrentados com cooperação internacional, relacionando-os com a globalização.

  1. 01A natureza dos desafios

    O clima, as migrações e as desigualdades são problemas de dimensão planetária: não respeitam fronteiras e afetam todos os países.

  2. 02Relacionar com a globalização

    A globalização tornou o mundo interdependente: uma crise ambiental, migratória ou económica repercute-se por todo o lado.

  3. 03A necessidade de cooperação

    Sendo mundiais, estes problemas não podem ser resolvidos por um só Estado; exigem respostas cooperadas (acordos, organizações internacionais).

Resultado: Os grandes desafios atuais são globais porque a globalização tornou o mundo interdependente: o clima, as migrações e as desigualdades ultrapassam as fronteiras e só podem ser enfrentados com cooperação internacional — o que revela o desfasamento entre problemas mundiais e um poder político ainda sobretudo nacional.

Foco no Exame Nacional

  • Caracterizar as tensões do mundo atual (conflitos regionais, terrorismo — 11 de setembro de 2001, fundamentalismos).
  • Explicar a passagem de um mundo bipolar a um mundo multipolar (novos centros de poder).
  • Identificar os grandes desafios globais (ambiente, migrações, desigualdades) e a necessidade de respostas cooperadas.

Erros frequentes

  • Julgar que o fim da Guerra Fria trouxe paz e estabilidade (surgiram novos conflitos e ameaças).
  • Confundir mundo bipolar (dois blocos) com mundo multipolar (vários centros de poder).
  • Enumerar desafios globais sem os relacionar com a globalização e com a necessidade de cooperação internacional.

Revisão ativa

Explica por que o mundo atual se descreve como «multipolar» e indica dois grandes desafios globais que ele enfrenta.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de História A — Módulo 9 (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01O fim da Guerra Fria e o novo mapa mundial◐
    • 02A globalização e a sociedade da informação◐
    • 03A construção europeia e Portugal na UE◐
    • 04As tensões e os desafios do mundo atual●

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Dos resumos à prática

Módulo 9 — Alterações Geoestratégicas, Tensões Políticas e Transformações Socioculturais no Mundo Atual

Consolida este tema com perguntas do banco de perguntas.

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Referências e fontes

Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Aprendizagens Essenciais de História A — Módulo 9

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