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O fim da Guerra Fria — a queda do Muro de Berlim (1989) e o fim da URSS (1991) — redesenhou o mapa do mundo e abriu a era da globalização e da sociedade da informação. Aprofundou-se a construção europeia (da CEE à União Europeia), na qual Portugal se integra, ao mesmo tempo que emergem novas tensões e grandes desafios globais. Módulo final e integrador do Exame Final Nacional de História A (Prova 623).
4 secções~15 min de leitura3 competênciasNível Padrão 3 · Aprofundamento 1
nível básico
Situar a queda do Muro (1989), o fim da URSS (1991), a globalização e a construção europeia (Maastricht, 1992).
nível avançado
Explicar o fim da Guerra Fria e a globalização e analisar criticamente as tensões e desafios do mundo atual (competência exigida na Prova 623).
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Do fim da Guerra Fria ao mundo atual
As causas do fim da URSS
Uma fonte de 1989 descreve multidões a atravessar livremente o Muro de Berlim e a derrubá-lo. Explica o significado histórico deste acontecimento.
O Muro de Berlim, erguido em 1961, dividia a cidade e simbolizava a divisão da Europa e do mundo em dois blocos (Guerra Fria).
A sua queda (1989) simbolizou o fim da divisão da Europa e o colapso dos regimes comunistas de leste — o fim da Guerra Fria.
Abriu caminho à reunificação da Alemanha (1990) e ao fim da URSS (1991), pondo termo à ordem bipolar.
Resultado: A queda do Muro de Berlim (1989) é o símbolo do fim da Guerra Fria: marca o colapso da divisão da Europa e dos regimes comunistas de leste, anunciando a reunificação alemã e o fim da URSS — e o início de uma nova ordem mundial.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica, mobilizando várias causas, por que a União Soviética se desagregou entre 1989 e 1991.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História A — Módulo 9 (Direção-Geral da Educação (DGE))
As dimensões da globalização
Uma fonte afirma: «Graças à internet e ao comércio mundial, vivemos numa aldeia global; mas metade da humanidade nunca usou um computador e as diferenças entre ricos e pobres aumentaram.» Analisa criticamente a fonte.
«Aldeia global», internet e comércio mundial exprimem a interdependência e a aproximação trazidas pela globalização e pela sociedade da informação.
«Metade nunca usou um computador» e «as diferenças aumentaram» apontam o fosso digital e as assimetrias Norte-Sul.
A fonte é equilibrada: mostra que a globalização é ambivalente — aproxima e enriquece, mas de forma desigual, aprofundando exclusões.
Resultado: A fonte capta a ambivalência da globalização: a interdependência e a «aldeia global» convivem com o fosso digital e as assimetrias Norte-Sul — pelo que a globalização deve ser analisada criticamente, nas suas luzes e nas suas sombras.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica o que é a globalização, indicando duas das suas dimensões e um problema que ela levanta.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História A — Módulo 9 (Direção-Geral da Educação (DGE))
As etapas da construção europeia
Explica, nos planos político e económico, o que a adesão à CEE/UE significou para Portugal.
Consolidou a jovem democracia, ancorando Portugal a um espaço de países democráticos e pondo fim ao isolamento do Estado Novo.
Abriu mercados e trouxe fundos e investimentos que modernizaram as infraestruturas, a economia e as condições de vida.
Portugal participou também na moeda única (euro), integrando-se plenamente no projeto europeu.
Resultado: A adesão à CEE/UE (1986) foi decisiva para Portugal: no plano político, consolidou a democracia e acabou com o isolamento; no económico, financiou a modernização e aproximou o país da Europa — fazendo da integração europeia um eixo central da vida nacional.
Erros frequentes
Revisão ativa
Distingue a CEE da União Europeia e explica o significado da adesão de Portugal (1986) e da moeda única.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História A — Módulo 9 (Direção-Geral da Educação (DGE))
Mundo bipolar e mundo multipolar
Os grandes desafios globais
Explica por que os grandes desafios do mundo atual (como o clima, as migrações e as desigualdades) só podem ser enfrentados com cooperação internacional, relacionando-os com a globalização.
O clima, as migrações e as desigualdades são problemas de dimensão planetária: não respeitam fronteiras e afetam todos os países.
A globalização tornou o mundo interdependente: uma crise ambiental, migratória ou económica repercute-se por todo o lado.
Sendo mundiais, estes problemas não podem ser resolvidos por um só Estado; exigem respostas cooperadas (acordos, organizações internacionais).
Resultado: Os grandes desafios atuais são globais porque a globalização tornou o mundo interdependente: o clima, as migrações e as desigualdades ultrapassam as fronteiras e só podem ser enfrentados com cooperação internacional — o que revela o desfasamento entre problemas mundiais e um poder político ainda sobretudo nacional.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que o mundo atual se descreve como «multipolar» e indica dois grandes desafios globais que ele enfrenta.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de História A — Módulo 9 (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)