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Este tema analisa a fragmentação política do Mundo contemporâneo: a multiplicação dos Estados (de cerca de 51 membros da ONU em 1945 para 193 na atualidade), os nacionalismos, as minorias e os movimentos separatistas e autonomistas, as fronteiras e a multiplicação de muros e barreiras, os Estados falhados e o paradoxo entre globalização e fragmentação (o « glocal »). Recorde-se que Geografia C é uma disciplina de opção com avaliação interna, sem Exame Final Nacional, pelo que « Foco de avaliação » remete para o que é habitualmente valorizado nessa avaliação da responsabilidade da escola, e não para qualquer prova nacional.
5 secções~15 min de leitura4 competênciasNível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 2
nível básico
Explicar a fragmentação política (a multiplicação dos Estados, de ~51 para 193 membros da ONU) e distinguir fronteiras naturais de artificiais.
nível avançado
Relacionar identidade e território, caracterizar os movimentos separatistas e os Estados falhados e discutir o paradoxo globalização–fragmentação (o « glocal »).
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Evolução do número de Estados-membros da ONU
As vagas da multiplicação dos Estados
A partir da Fig. 1, descreve a evolução do número de Estados-membros da ONU e identifica os dois grandes períodos de aceleração.
Em 1945, a ONU tinha cerca de 51 membros fundadores (valor aproximado).
Entre 1945 e 1975, o número quase triplica (~99 em 1960, ~144 em 1975), sobretudo por efeito da descolonização da Ásia e de África.
Entre 1990 (~159) e a atualidade (193), surgem mais de trinta Estados, associados ao fim da Guerra Fria (URSS, Jugoslávia, Checoslováquia).
A curva é sempre crescente, com dois patamares de aceleração: a descolonização e o colapso do mundo comunista.
Resultado: O número de membros da ONU cresce de ~51 (1945) para 193, com dois motores: a descolonização (1945–1975) e o fim da Guerra Fria (pós-1989).
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica, com dados aproximados, a evolução do número de Estados-membros da ONU entre 1945 e a atualidade e identifica os seus dois grandes motores.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geografia C — 12.º ano (Um mundo fragmentado) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Identidade e território
Casos de reivindicação separatista ou autonomista
Distingue autonomismo de separatismo e classifica, justificando, os casos da Flandres e da Catalunha.
É a exigência de mais poderes e autogoverno dentro do Estado, sem pretender criar um novo Estado.
É a vontade de secessão, isto é, de constituir um Estado independente.
Predominam reivindicações autonomistas de base linguística (comunidade flamenga) dentro da Bélgica.
Existem fortes correntes independentistas, que reivindicam a criação de um Estado catalão separado de Espanha.
Resultado: Autonomismo = mais poderes dentro do Estado (Flandres); separatismo = criar um novo Estado (independentismo catalão).
Erros frequentes
Revisão ativa
Relaciona identidade e território e distingue, com exemplos, um movimento autonomista de um movimento separatista.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geografia C — 12.º ano (Um mundo fragmentado) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Tipos de fronteira
Muros e barreiras fronteiriças
Classifica quanto ao tipo a fronteira entre Portugal e Espanha e as fronteiras retas de África e explica o paradoxo entre a globalização e a multiplicação dos muros.
É em grande parte uma fronteira natural (apoiada nos rios Minho, Douro e Guadiana) e uma das mais antigas e estáveis da Europa.
São sobretudo artificiais e geométricas (linhas retas), traçadas na partilha colonial, dividindo etnias e favorecendo conflitos.
A globalização abre fronteiras aos fluxos de mercadorias e capitais (ex.: Schengen), mas, ao mesmo tempo, os Estados erguem muros para travar as pessoas.
Coexistem, assim, a abertura económica e o fecho securitário: o Mundo é, ao mesmo tempo, mais aberto e mais murado.
Resultado: Portugal–Espanha: fronteira (em parte) natural e estável; África: fronteiras artificiais e conflituosas; e a globalização convive com a multiplicação dos muros.
Erros frequentes
Revisão ativa
Distingue fronteiras naturais de artificiais, dá um exemplo de cada e explica por que os muros se multiplicaram apesar da globalização.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geografia C — 12.º ano (Um mundo fragmentado) (Direção-Geral da Educação (DGE))
O círculo do Estado falhado
Explica por que a Somália é frequentemente apresentada como um Estado falhado e indica duas consequências à escala regional.
Um Estado falhado perdeu a capacidade de garantir a segurança, controlar o território e prestar serviços públicos.
Na Somália, o poder central foi, durante largos períodos, incapaz de controlar o território, ocupado por milícias e grupos armados, com surtos de pirataria ao largo da costa.
Geram-se fluxos de refugiados para os países vizinhos e ameaças à segurança (tráficos, terrorismo, pirataria) que se propagam à região — o efeito de contágio.
A perda das funções de soberania faz da Somália um exemplo clássico de Estado falhado, com impactos que ultrapassam as suas fronteiras.
Resultado: A Somália é um Estado falhado por não exercer a soberania efetiva; à escala regional, gera refugiados e ameaças de segurança que contagiam os vizinhos.
Erros frequentes
Revisão ativa
Define Estado falhado, indica duas causas e duas consequências e apresenta um exemplo.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geografia C — 12.º ano (Um mundo fragmentado) (Direção-Geral da Educação (DGE))
O paradoxo global–local (glocal)
Explica o paradoxo entre globalização e fragmentação, usando o conceito de glocalização e o exemplo da União Europeia.
O Mundo integra-se (economia, tecnologia, cultura) e, ao mesmo tempo, fragmenta-se, com a afirmação de identidades locais e regionais.
O global e o local articulam-se (« pensar global, agir local »): a homogeneização provoca reações de defesa identitária.
A UE é uma integração supranacional que convive com a « Europa das Regiões » e com movimentos independentistas (Catalunha, Escócia).
A UE mostra que integração e fragmentação coexistem: é possível ser, ao mesmo tempo, mais europeu e mais regional.
Resultado: A globalização e a fragmentação articulam-se no « glocal »; a UE ilustra-o, ao juntar integração supranacional e afirmação das regiões.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica, com um exemplo, o paradoxo entre globalização e fragmentação e o conceito de glocalização.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geografia C — 12.º ano (Um mundo fragmentado) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)