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Este tema estuda o papel das organizações internacionais na regulação de um Mundo globalizado e interdependente: a Organização das Nações Unidas (ONU), a sua estrutura e as suas agências especializadas; as grandes instituições económicas mundiais (FMI, Banco Mundial e OMC); os blocos regionais de integração económica (União Europeia, USMCA, Mercosul, ASEAN e União Africana) e os diferentes graus de integração; e, por fim, o alcance e os limites da governação global. Geografia C é uma disciplina de opção do 12.º ano com avaliação interna, sem Exame Final Nacional, pelo que « Foco de avaliação » remete para o que é habitualmente valorizado na avaliação interna da disciplina, e não para qualquer prova nacional.
5 secções~17 min de leitura4 competênciasNível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 2
nível básico
Identificar a ONU e os seus órgãos principais, as instituições económicas mundiais (FMI, Banco Mundial, OMC) e os principais blocos regionais.
nível avançado
Comparar os graus de integração económica e discutir, de forma argumentada, o alcance e os limites da governação global.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
A estrutura da ONU
As agências especializadas da ONU
Explica por que uma resolução do Conselho de Segurança destinada a travar um conflito pode não ser aprovada, mesmo que a maioria dos membros a apoie.
O Conselho tem 15 membros, cinco dos quais permanentes — Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido.
Cada um dos cinco permanentes dispõe do direito de veto: o seu voto contra chumba a resolução, independentemente do apoio dos restantes.
Se um permanente tiver interesses no conflito, tende a vetar; o Conselho fica bloqueado e não age.
O veto explica a paralisia frequente da ONU perante conflitos que envolvem, direta ou indiretamente, uma das grandes potências.
Resultado: Basta o veto de um dos cinco membros permanentes para bloquear a decisão, o que paralisa o Conselho de Segurança perante muitos conflitos.
Erros frequentes
Revisão ativa
Caracteriza a estrutura da ONU, distinguindo a Assembleia Geral do Conselho de Segurança, e explica o papel das agências especializadas.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geografia C — 12.º ano (O papel das organizações internacionais) (Direção-Geral da Educação (DGE))
As instituições económicas mundiais
Indica a que instituição económica mundial se dirigiria um país em cada uma destas situações: (a) precisa de um empréstimo urgente por ter esgotado as reservas e não conseguir pagar as importações; (b) quer financiar uma grande rede de escolas e hospitais; (c) considera-se prejudicado por tarifas ilegais impostas por outro país.
Um desequilíbrio agudo na balança de pagamentos é matéria do FMI, que apoia a estabilidade monetária, com condicionalidade.
O financiamento de projetos de desenvolvimento de longo prazo (escolas, hospitais) é a missão do Banco Mundial.
Um litígio comercial entre Estados resolve-se no âmbito da OMC, que arbitra disputas e faz cumprir as regras do comércio.
Cada instituição tem uma função própria: FMI (moeda/estabilidade), Banco Mundial (desenvolvimento), OMC (comércio).
Resultado: (a) FMI; (b) Banco Mundial; (c) OMC — três funções distintas na regulação da economia mundial.
Erros frequentes
Revisão ativa
Distingue as funções do FMI, do Banco Mundial e da OMC e explica o papel do FMI no apoio a um país com dificuldades financeiras.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geografia C — 12.º ano (O papel das organizações internacionais) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Os blocos regionais de integração
Compara a União Europeia com o USMCA quanto ao grau de integração económica.
É uma zona de comércio livre: os três países (Estados Unidos, México e Canadá) eliminam barreiras entre si, mas cada um mantém a sua política comercial externa.
Vai muito além: criou um mercado único, com livre circulação de pessoas, bens, serviços e capitais, e uma união económica e monetária, com moeda comum (o euro).
A UE implica uma partilha de soberania muito maior — políticas comuns e moeda única —, enquanto o USMCA se limita ao comércio de mercadorias.
A UE é o bloco de integração mais profunda; o USMCA situa-se no grau mais elementar, a zona de comércio livre.
Resultado: O USMCA é uma zona de comércio livre; a UE atingiu a união económica e monetária — um grau de integração muito superior.
Erros frequentes
Revisão ativa
Compara os principais blocos regionais de integração económica quanto à sua localização e ao seu grau de integração.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geografia C — 12.º ano (O papel das organizações internacionais) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Os graus de integração económica
Um bloco de países eliminou as tarifas entre si e adotou uma tarifa externa comum, mas ainda não permite a livre circulação de trabalhadores nem partilha uma moeda. A que grau de integração corresponde?
Eliminar tarifas entre os membros corresponde, no mínimo, a uma zona de comércio livre.
Adotar uma pauta aduaneira externa comum acrescenta à ZCL a característica que define a união aduaneira.
Como ainda não há livre circulação de fatores nem moeda única, não se atingiu o mercado comum nem a UEM.
O bloco situa-se no grau de união aduaneira — acima da ZCL, mas abaixo do mercado comum.
Resultado: Corresponde a uma união aduaneira: zona de comércio livre com pauta aduaneira externa comum, mas sem circulação de fatores nem moeda única.
Erros frequentes
Revisão ativa
Ordena os graus de integração económica, do mais simples ao mais profundo, indicando o que cada um acrescenta ao anterior e um exemplo de cada.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geografia C — 12.º ano (O papel das organizações internacionais) (Direção-Geral da Educação (DGE))
O alcance e os limites da governação global
Faz um balanço da governação global, apresentando um domínio em que revela alcance e dois fatores que a limitam.
Permite cooperar em problemas globais: por exemplo, a coordenação sanitária pela OMS ou a ação climática nas cimeiras internacionais, que nenhum Estado resolve sozinho.
A soberania dos Estados: sem um poder acima deles, só cumprem o que aceitam, e os interesses nacionais sobrepõem-se muitas vezes ao interesse comum.
O direito de veto paralisa o Conselho de Segurança em muitos conflitos, e as instituições, herdadas de 1945, sofrem de assimetrias de representatividade.
A governação global é indispensável para gerir a interdependência, mas insuficiente — daí os apelos à sua reforma.
Resultado: A governação global permite cooperar (ex.: saúde, clima), mas é limitada pela soberania dos Estados e pelo veto e assimetrias das instituições — indispensável, porém insuficiente.
Erros frequentes
Revisão ativa
Discute o alcance e os limites da governação global, relacionando o multilateralismo com a soberania dos Estados e os conflitos de interesses.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geografia C — 12.º ano (O papel das organizações internacionais) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)