- Estrutura geral — Exame Final Nacional de Espanhol (547), Iniciação (bienal), 11.º ano
- A prova tem por referência o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, o Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas (QECR) e o respetivo Volume Complementar (2020) e as Aprendizagens Essenciais de Espanhol (Iniciação). Avalia as competências comunicativa, intercultural e estratégica através das atividades de compreensão do oral, uso da língua, leitura, interação e produção escritas e interação e produção orais. Realiza-se em dois momentos distintos — a componente escrita e a componente oral — e é cotada de 0 a 200 pontos, distribuídos por 160 pontos para a componente escrita e 40 pontos para a componente oral. Corresponde ao 11.º ano do nível de Iniciação (formação bienal, iniciada no 10.º ano), ao abrigo dos Decretos-Leis n.º 55/2018 e n.º 62/2023; o nível de desempenho esperado situa-se em torno de A2.2 do QECR, dada a proximidade entre o português e o espanhol (os alunos são «falsos principiantes»). Não é permitida a consulta de dicionários. A classificação serve também de prova de ingresso no acesso ao ensino superior.
- Componente escrita (160 pontos) — Partes A, B e C
- Reúne as competências com registo escrito e organiza-se em três partes, iniciando-se pela compreensão do oral. A Parte A avalia a compreensão do oral, a partir de um ou mais textos áudio reproduzidos um número fixo de vezes nos primeiros minutos da prova. A Parte B avalia o uso da língua e a leitura, com um ou mais textos escritos. A Parte C avalia a interação e a produção escritas em duas atividades: a primeira, um texto funcional curto (responder a uma mensagem, cerca de 30 a 40 palavras); a segunda, um texto mais desenvolvido (mínimo de cerca de 100 palavras) sobre um tema dos domínios de referência. Combina itens de seleção (escolha múltipla, associação, completamento, ordenação) com itens de construção (resposta curta e resposta extensa). Uma parte dos itens é obrigatória e um pequeno conjunto é de resposta opcional, contando os de melhor pontuação. A duração é de 105 minutos, acrescida de 30 minutos de tolerância.
- Componente oral (40 pontos) — Parte D
- Avalia a interação e a produção orais (Parte D) a partir de um guião comum que os professores interlocutores seguem, com suportes orais, escritos e/ou visuais. Realiza-se num momento distinto da componente escrita, em período próprio do calendário de exames, com a duração máxima de cerca de 15 minutos, frequentemente a pares. Vale 40 dos 200 pontos totais, pelo que a expressão oral é parte integrante do Exame Nacional e não apenas da classificação interna. A prestação é classificada por níveis de desempenho, atendendo ao âmbito e à correção linguísticos, à fluência, à interação e à adequação da mensagem à situação e ao registo.
- Critérios de classificação e níveis de desempenho
- As respostas fechadas são classificadas segundo uma chave; as respostas extensas (a produção escrita e a prestação oral) são classificadas por níveis de desempenho, segundo parâmetros que, na informação-prova das línguas estrangeiras, cobrem o cumprimento da tarefa e o desenvolvimento temático (relevância e pertinência das ideias face ao pedido), a coerência e a coesão (organização, progressão e articulação com conectores), a eficácia e a adequação comunicativas (adequação ao género, ao registo e ao destinatário) e o âmbito e a correção linguísticos (amplitude e correção do vocabulário e das estruturas, ortografia e pontuação). A um nível A2.2, um texto simples, claro e correto é mais valorizado do que um texto ambicioso mas confuso; conhecer estes parâmetros orienta a planificação e a revisão.