EuraStudy
Resumos/Biologia/Poluição e degradação de recursos naturais
Resumos · BiologiaPT · Secundário

Poluição e degradação de recursos naturais

A atividade humana degrada os recursos naturais. Caracterizam-se os tipos de poluição (atmosférica, hídrica, do solo), explicam-se fenómenos de degradação (eutrofização, chuvas ácidas, efeito de estufa acrescido, bioacumulação e biomagnificação) e relaciona-se a degradação com a perda de biodiversidade e a perturbação dos ciclos biogeoquímicos. É um domínio de aprofundamento, sem Exame Nacional próprio (avaliação interna).

4 secções·~12 min de leitura·4 competências·Nível Padrão 1 · Aprofundamento 3

T·121212 / 14
Perfil de exame
Distinguir os tipos de poluição e identificar os seus principais poluentesExplicar o mecanismo da eutrofização e das chuvas ácidasExplicar a bioacumulação e a biomagnificação ao longo das cadeias tróficasRelacionar a poluição com alterações nos ciclos biogeoquímicos e a perda de biodiversidade
Operadores:distingueexplicarelacionainterpretaavalia

nível básico

Reconhecer os principais tipos de poluição e os seus efeitos.

nível avançado

Explicar os mecanismos da eutrofização, das chuvas ácidas e da biomagnificação e relacioná-los com a degradação dos ecossistemas — nível do 12.º ano de Ciências e Tecnologias.

Profundidade

Profundidade de leitura: Aprofundado

Texto

Tamanho do texto: Padrão

Conteúdo · 4 secções▾
  1. Poluição e degradação de recursos naturais
    • 01Tipos e fontes de poluição◐
    • 02Eutrofização e poluição da água●
    • 03Poluição atmosférica: chuvas ácidas e efeito de estufa●
    • 04Bioacumulação, biomagnificação e degradação dos recursos●
§ 01

Tipos e fontes de poluição#

●●○PadrãoLPAE-biologia-12-sustentabilidade-poluicao-degradacao

Pontos-chave

A «poluição» é a introdução no ambiente de substâncias ou formas de energia que provocam alterações prejudiciais aos ecossistemas e à saúde. Os «poluentes» podem ser matéria (gases, químicos, resíduos) ou energia (calor, ruído, luz). Classificam-se sobretudo pelo meio que afetam: ar, água e solo (ver Fig. 1).

Tipos de poluição

Tabela com 3 colunas e 4 linhasTabela com 3 colunas e 4 linhas, Dados: Tipo · Principais poluentes · Efeitos; Atmosférica · CO₂, SO₂, NOx, partículas · Efeito de estufa, chuvas ácidas, doenças respiratórias; Hídrica · Esgotos, nitratos, fosfatos, plásticos, metais · Eutrofização, contaminação, morte de espécies; Do solo · Pesticidas, metais pesados, resíduos · Perda de fertilidade, contaminação de culturas; Sonora / térmica / luminosa · Ruído, calor, luz artificial · Perturbação dos organismos e da saúdeTIPOPRINCIPAIS POLUENTESEFEITOSAtmosféricaCO₂, SO₂, NOx, partículasEfeito de estufa, chuvasácidas, doençasrespiratóriasHídricaEsgotos, nitratos, fosfatos,plásticos, metaisEutrofização, contaminação,morte de espéciesDo soloPesticidas, metais pesados,resíduosPerda de fertilidade,contaminação de culturasSonora / térmica / luminosaRuído, calor, luz artificialPerturbação dos organismos eda saúde
Fig. 1Fig. 1 — Tipos de poluição, principais poluentes e efeitos.
A «poluição atmosférica» resulta da libertação de gases e partículas, sobretudo pela «queima de combustíveis fósseis» (indústria, transportes, energia). Os principais poluentes são o «CO₂» (efeito de estufa), o «SO₂» e os «NOx» (chuvas ácidas), o monóxido de carbono e as «partículas» (problemas respiratórios). É uma das poluições com efeitos mais globais.
A «poluição hídrica» afeta rios, lagos, aquíferos e oceanos. As fontes incluem «esgotos domésticos» (matéria orgânica), «efluentes industriais» (metais pesados, químicos), a «agricultura» (nitratos e fosfatos dos fertilizantes, pesticidas) e os «plásticos». Causa eutrofização, contaminação da água potável e morte de espécies aquáticas.
A «poluição do solo» decorre da deposição de «resíduos», do uso excessivo de «pesticidas e fertilizantes» e da contaminação por «metais pesados» e hidrocarbonetos. Degrada a fertilidade, contamina as culturas e as águas subterrâneas, e pode entrar nas cadeias alimentares. Junta-se a poluição «sonora», «térmica» e «luminosa», que perturbam os organismos.
As fontes classificam-se ainda em «pontuais» (uma origem localizada e identificável, como uma conduta de esgoto ou uma chaminé) e «difusas» (dispersas por uma área ampla, como os nitratos de escorrência agrícola). As difusas são mais difíceis de controlar, precisamente por não terem uma origem única.
Distinguir os tipos e as fontes de poluição é o primeiro passo para a combater. As secções seguintes analisam em detalhe alguns fenómenos de degradação — a eutrofização, as chuvas ácidas, o efeito de estufa e a biomagnificação — que ilustram como os poluentes atuam nos ecossistemas.
Exemplo resolvido

Classificar situações de poluição

Classifica quanto ao tipo e à fonte: (a) nitratos que escorrem de um campo agrícola para um rio; (b) fumo emitido por uma chaminé industrial.

  1. 01Nitratos

    Afetam a água — poluição hídrica; provêm de uma área ampla (o campo) — fonte difusa.

  2. 02Fumo da chaminé

    Liberta gases e partículas no ar — poluição atmosférica; provém de um ponto identificável — fonte pontual.

Resultado: Nitratos = poluição hídrica de fonte difusa; fumo da chaminé = poluição atmosférica de fonte pontual.

Foco no Exame Nacional

  • Classificar os tipos de poluição (atmosférica, hídrica, do solo) e identificar os principais poluentes de cada um.
  • Distinguir fontes pontuais e difusas de poluição.

Erros frequentes

  • Reduzir a poluição a substâncias visíveis — o calor, o ruído e a luz também são formas de poluição.
  • Associar cada poluente ao meio errado (por exemplo, atribuir a eutrofização à poluição atmosférica em vez da hídrica).

Revisão ativa

Classifica as seguintes situações quanto ao tipo e à fonte de poluição: escorrência de nitratos de um campo agrícola; fumo de uma fábrica; derrame de petróleo no mar.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais — Biologia 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

Eutrofização e poluição da água#

●●●AprofundamentoLPAE-biologia-12-sustentabilidade-poluicao-degradacao

Pontos-chave

A «eutrofização» é o enriquecimento excessivo de uma massa de água em «nutrientes», sobretudo «nitratos e fosfatos», provenientes de fertilizantes agrícolas, esgotos e detergentes. Embora os nutrientes sejam, em si, benéficos, o seu «excesso» desencadeia uma cascata de acontecimentos que degrada gravemente o ecossistema aquático (ver Fig. 2).

Eutrofização de uma massa de água

EutrofizaçãoGrafo, Excesso de nutrientes (nitratos, fosfatos) → Proliferação de algas (bloom), Proliferação de algas (bloom) → Bloqueio da luz; plantas do fundo morrem, Proliferação de algas (bloom) → Decomposição bacteriana da matéria morta, Decomposição bacteriana da matéria morta → Consumo de O₂ (anóxia), Consumo de O₂ (anóxia) → Morte dos peixes e outros seresExcesso denutrientes(nitratos, fosf…Proliferação dealgas (bloom)Bloqueio da luz;plantas do fundomorremDecomposiçãobacteriana damatéria mortaConsumo de O₂(anóxia)Morte dos peixese outros seresalgas morrem
Fig. 2Fig. 2 — Eutrofização: excesso de nutrientes -> proliferação de algas -> falta de luz e decomposição -> consumo de O₂ (anóxia) -> morte dos peixes.
A cascata começa com uma «proliferação explosiva de algas» e cianobactérias à superfície — o chamado «bloom» ou florescência. A camada superficial fica densamente coberta, o que «impede a passagem da luz» para as camadas mais profundas, onde as plantas aquáticas deixam de fotossintetizar e morrem.
As algas têm vida curta e, ao morrerem em massa, fornecem enorme quantidade de matéria orgânica. Esta é «decomposta por bactérias aeróbias», que se multiplicam e «consomem o oxigénio» dissolvido na água. O consumo intenso de O₂ leva à «anóxia» (falta de oxigénio), sobretudo no fundo (ver Fig. 2).
A consequência final é a «morte por asfixia» dos peixes e de outros seres aquáticos que dependem do oxigénio dissolvido. A água torna-se turva, mal cheirosa e pobre em vida — o ecossistema empobrece drasticamente. Algumas cianobactérias produzem ainda «toxinas» perigosas para animais e humanos.
A eutrofização ilustra bem como um poluente aparentemente inócuo (um nutriente) pode ser devastador em «excesso». A relação de causa-efeito — nutrientes -> algas -> falta de luz e decomposição -> falta de O₂ -> morte — é frequentemente pedida e deve ser explicada como uma «cadeia» de acontecimentos.
A prevenção passa por reduzir a chegada de nutrientes: tratamento adequado dos esgotos (remoção de fósforo e azoto), uso criterioso de fertilizantes, faixas de vegetação junto aos cursos de água e detergentes sem fosfatos. A recuperação de uma massa de água eutrofizada é lenta e difícil, o que reforça a importância da prevenção.
Exemplo resolvido

Do fertilizante à morte dos peixes

Explica a sequência de acontecimentos que liga a descarga de fertilizantes num lago à morte dos peixes.

  1. 01Nutrientes

    Os fertilizantes trazem nitratos e fosfatos em excesso para a água.

  2. 02Proliferação de algas

    O excesso de nutrientes provoca uma proliferação explosiva de algas à superfície.

  3. 03Falta de luz e morte das algas

    A camada de algas bloqueia a luz; as plantas do fundo e depois as próprias algas morrem.

  4. 04Decomposição e anóxia

    As bactérias decompõem a matéria morta e consomem o oxigénio; a água fica sem O₂.

  5. 05Morte dos peixes

    Sem oxigénio, os peixes e outros seres aeróbios morrem por asfixia.

Resultado: Nutrientes -> algas -> bloqueio da luz e morte das algas -> decomposição bacteriana -> consumo de O₂ (anóxia) -> morte dos peixes: é a eutrofização.

Foco no Exame Nacional

  • Explicar a eutrofização como cadeia de acontecimentos (nutrientes -> algas -> falta de luz/decomposição -> anóxia -> morte).
  • Identificar as fontes de nutrientes e as medidas de prevenção.

Erros frequentes

  • Dizer que as algas 'consomem' o oxigénio que mata os peixes — é a decomposição das algas mortas pelas bactérias que consome o O₂.
  • Julgar que os nutrientes são sempre poluentes — o problema é o seu excesso.

Revisão ativa

Explica, passo a passo, por que a descarga de fertilizantes num lago pode levar à morte dos peixes.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais — Biologia 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

Poluição atmosférica: chuvas ácidas e efeito de estufa#

●●●AprofundamentoLPAE-biologia-12-sustentabilidade-poluicao-degradacao

Pontos-chave

A poluição atmosférica gera fenómenos de degradação à escala regional e global. Dois dos mais importantes são as «chuvas ácidas» e o «efeito de estufa acrescido», ambos ligados à queima de combustíveis fósseis (ver Fig. 3).

Formação das chuvas ácidas

Chuvas ácidasGrafo, Queima de combustíveis fósseis → Emissão de SO₂ e NOx, Emissão de SO₂ e NOx → Reação com vapor de água, Reação com vapor de água → Ácido sulfúrico e nítrico (chuva ácida), Ácido sulfúrico e nítrico (chuva ácida) → Acidificação de solos, águas e danos nas florestasQueima decombustíveisfósseisEmissão de SO₂ eNOxReação com vaporde águaÁcido sulfúricoe nítrico (chuvaácida)Acidificação desolos, águas edanos nas flore…
Fig. 3Fig. 3 — Chuvas ácidas: SO₂ e NOx da queima de combustíveis reagem com a água atmosférica, formando ácidos que acidificam solos e águas.
As «chuvas ácidas» resultam da emissão de «dióxido de enxofre (SO₂)» e «óxidos de azoto (NOx)», sobretudo pela indústria e pelos transportes. Na atmosfera, estes gases reagem com o vapor de água formando «ácido sulfúrico» e «ácido nítrico», que caem com a chuva. A precipitação torna-se anormalmente «ácida» (pH baixo) (ver Fig. 3).
As consequências das chuvas ácidas são graves: «acidificam solos e águas» (lagos e rios, matando peixes e outros seres), «danificam as florestas» (lesões nas folhas, mobilização de metais tóxicos do solo), corroem edifícios e monumentos (calcário) e reduzem a fertilidade dos solos. Muitos ecossistemas de água doce foram gravemente afetados por este fenómeno.
O «efeito de estufa» é, em si, um fenómeno «natural e essencial»: gases como o CO₂, o vapor de água e o metano retêm parte do calor irradiado pela Terra, mantendo uma temperatura compatível com a vida. Sem ele, a Terra seria demasiado fria. O problema é o efeito de estufa «acrescido» pela atividade humana.
A queima maciça de combustíveis fósseis e a desflorestação aumentaram a concentração de «CO₂» e de outros gases com efeito de estufa, «intensificando» a retenção de calor. O resultado é o «aquecimento global» e as «alterações climáticas» — subida das temperaturas médias, degelo, subida do nível do mar, eventos extremos mais frequentes e alterações nos ecossistemas.
É importante distinguir os «dois fenómenos» (têm poluentes e mecanismos diferentes): as chuvas ácidas devem-se ao SO₂/NOx e acidificam o ambiente; o efeito de estufa acrescido deve-se sobretudo ao CO₂ e aquece o planeta. Ambos, porém, partilham a mesma origem principal — a queima de combustíveis fósseis — e a mesma solução: reduzir essas emissões.
Exemplo resolvido

Chuvas ácidas vs efeito de estufa

Um aluno confunde chuvas ácidas com efeito de estufa. Distingue os dois fenómenos quanto ao poluente principal e ao efeito.

  1. 01Chuvas ácidas

    Devem-se ao SO₂ e aos NOx, que formam ácidos; o efeito é a acidificação de solos e águas e danos nas florestas.

  2. 02Efeito de estufa acrescido

    Deve-se sobretudo ao aumento do CO₂; o efeito é a retenção de calor e o aquecimento global.

  3. 03Origem comum

    Ambos derivam sobretudo da queima de combustíveis fósseis, mas por poluentes e mecanismos diferentes.

Resultado: Chuvas ácidas: SO₂/NOx -> acidificação; efeito de estufa acrescido: CO₂ -> aquecimento global. São fenómenos distintos com origem comum (combustíveis fósseis).

Foco no Exame Nacional

  • Explicar a formação das chuvas ácidas (SO₂/NOx -> ácidos) e as suas consequências.
  • Distinguir o efeito de estufa natural do acrescido e relacionar o CO₂ com o aquecimento global.

Erros frequentes

  • Confundir chuvas ácidas (SO₂/NOx, acidificação) com efeito de estufa (CO₂, aquecimento) — têm poluentes e efeitos diferentes.
  • Apresentar o efeito de estufa como sempre prejudicial — é natural e essencial; o problema é o seu agravamento pela ação humana.

Revisão ativa

Distingue, quanto aos poluentes e aos efeitos, as chuvas ácidas e o efeito de estufa acrescido.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais — Biologia 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

Bioacumulação, biomagnificação e degradação dos recursos#

●●●AprofundamentoLPAE-biologia-12-sustentabilidade-poluicao-degradacao

Pontos-chave

Alguns poluentes — como certos «pesticidas» (DDT), «metais pesados» (mercúrio, chumbo) e outros compostos «persistentes» — não são degradados nem eliminados facilmente pelos organismos, acumulando-se nos tecidos. Este fenómeno, ao longo do tempo num organismo, chama-se «bioacumulação» (ver Fig. 4).

Biomagnificação ao longo da cadeia trófica

Concentração de poluente por nível trófico (relativa)Gráfico de linhas: Concentração (relativa) por Nível trófico, Dados: Concentração do poluente · Água: 0.003; Concentração do poluente · Produtores: 0.04; Concentração do poluente · Herbívoros: 0.5; Concentração do poluente · Peixes: 2; Concentração do poluente · Aves predadoras: 250510152025ÁguaProdutoresHerbívorosPeixesAves pred…Concentração (relativa)Nível trófico
Fig. 4Fig. 4 — Biomagnificação: a concentração do poluente aumenta ao longo dos níveis tróficos, sendo máxima nos predadores de topo.
Quando o poluente passa ao longo da «cadeia alimentar», ocorre a «biomagnificação» (ou bioampliação): a sua concentração «aumenta» de nível trófico para nível trófico. Como cada predador consome muitas presas contaminadas e não elimina o poluente, este concentra-se progressivamente — os organismos do «topo» da cadeia acumulam as maiores concentrações (ver Fig. 4).
O exemplo histórico é o «DDT»: presente em concentrações mínimas na água, ampliava-se ao longo da cadeia (plâncton -> peixes pequenos -> peixes grandes -> aves), atingindo nas aves predadoras concentrações milhares de vezes superiores às da água. Isto causou o adelgaçamento das cascas dos ovos e o declínio de várias aves de rapina. O «mercúrio» provoca fenómenos semelhantes em peixes.
A biomagnificação tem uma implicação direta para a saúde humana: como estamos frequentemente no «topo» de cadeias alimentares (ao consumir peixes grandes, por exemplo), podemos ingerir concentrações elevadas destes poluentes — daí as recomendações de limitar o consumo de certas espécies que acumulam mercúrio.
A degradação dos recursos vai além da poluição química. A perda de solo por «erosão» e «desertificação» (agravada por más práticas agrícolas e desflorestação), a «perda de biodiversidade» (extinção de espécies, destruição de habitats) e a perturbação dos «ciclos biogeoquímicos» (carbono, azoto, água) resultam da pressão humana sobre a biosfera.
Todos estes fenómenos mostram que a poluição e a degradação estão «interligadas» e afetam o funcionamento global dos ecossistemas. Compreender mecanismos como a biomagnificação é essencial para justificar medidas de proibição de poluentes persistentes e fundamenta a gestão e recuperação ambiental dos domínios seguintes.
Exemplo resolvido

Interpretar a biomagnificação

A concentração de um pesticida é de 0,003 na água, 0,5 nos peixes pequenos e 25 nas aves predadoras (unidades relativas). Explica o fenómeno e o risco para as aves.

  1. 01Aumento ao longo da cadeia

    A concentração aumenta a cada nível trófico: água < peixes < aves — é biomagnificação.

  2. 02Causa

    O poluente é persistente e não é eliminado; cada predador acumula o de todas as presas que consome.

  3. 03Risco

    As aves predadoras, no topo, atingem concentrações milhares de vezes superiores às da água, com efeitos tóxicos (ex.: cascas de ovos finas).

Resultado: É biomagnificação: o poluente persistente concentra-se ao longo da cadeia, atingindo o máximo nas aves de topo, que sofrem os maiores efeitos tóxicos.

Foco no Exame Nacional

  • Distinguir bioacumulação (num organismo) de biomagnificação (ao longo da cadeia trófica) e interpretar dados de concentração.
  • Relacionar a biomagnificação com riscos para os predadores de topo, incluindo o ser humano.

Erros frequentes

  • Confundir bioacumulação (acumulação num só organismo ao longo do tempo) com biomagnificação (aumento ao longo dos níveis tróficos).
  • Julgar que a maior concentração está nos produtores — está nos consumidores de topo da cadeia.

Revisão ativa

A partir de dados de concentração de um poluente em vários níveis tróficos, explica o fenómeno da biomagnificação e o risco para os predadores de topo.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais — Biologia 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01Tipos e fontes de poluição◐
    • 02Eutrofização e poluição da água●
    • 03Poluição atmosférica: chuvas ácidas e efeito de estufa●
    • 04Bioacumulação, biomagnificação e degradação dos recursos●

0/4 Lidos

Dos resumos à prática

Poluição e degradação de recursos naturais

Consolida este tema com perguntas do banco de perguntas.

~12
min
4
Competências
Praticar

Referências e fontes

Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Aprendizagens Essenciais — Biologia 12.º ano

Tópico anterior

Exploração das potencialidades da biosfera

Tópico seguinte

Gestão de recursos e desenvolvimento sustentável

EuraStudy·Resumos T·12·MMXXVI

Continua com o tópico seguinte: o teu percurso é mantido.