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Exploração das potencialidades da biosfera

A biosfera fornece recursos e serviços indispensáveis à humanidade. Estudam-se os serviços dos ecossistemas, a exploração de recursos biológicos (agricultura, pecuária, pesca, aquacultura, floresta), a produtividade dos ecossistemas e as pirâmides ecológicas (com a regra dos 10%), e a diferença entre exploração sustentável e sobre-exploração. É um domínio de aprofundamento, sem Exame Nacional próprio (avaliação interna).

4 secções·~12 min de leitura·4 competências·Nível Padrão 3 · Aprofundamento 1

T·111111 / 14
Perfil de exame
Identificar recursos e serviços prestados pela biosferaRelacionar a produção de alimentos com o fluxo de energia e a produtividadeInterpretar pirâmides ecológicas (de energia, biomassa e números)Distinguir exploração sustentável e sobre-exploração
Operadores:identificarelacionainterpretadistingueexplica

nível básico

Reconhecer que a natureza fornece alimentos e outros recursos que é preciso preservar.

nível avançado

Relacionar produtividade e fluxo de energia, interpretar pirâmides ecológicas e fundamentar a exploração sustentável — nível do 12.º ano de Ciências e Tecnologias.

Profundidade

Profundidade de leitura: Aprofundado

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Conteúdo · 4 secções▾
  1. Exploração das potencialidades da biosfera
    • 01A biosfera como fonte de recursos e serviços◐
    • 02Exploração de recursos biológicos◐
    • 03Produtividade e pirâmides ecológicas●
    • 04Exploração sustentável dos recursos vivos◐
§ 01

A biosfera como fonte de recursos e serviços#

●●○PadrãoLPAE-biologia-12-sustentabilidade-exploracao-biosfera

Pontos-chave

A «biosfera» — o conjunto de todos os seres vivos e dos ambientes que habitam — é a base da sobrevivência humana. Dela obtemos «recursos» (matérias e energia) e «serviços» (processos naturais benéficos). Compreender esta dependência é o ponto de partida para uma exploração responsável (ver Fig. 1).

Serviços dos ecossistemas

Tabela com 2 colunas e 4 linhasTabela com 2 colunas e 4 linhas, Dados: Categoria · Exemplos; Provisão · Alimentos, água, madeira, fibras, medicamentos; Regulação · Clima, qualidade do ar e da água, polinização; Culturais · Recreio, valor estético, turismo, identidade; Suporte · Formação do solo, ciclos de nutrientes, produção de O₂CATEGORIAEXEMPLOSProvisãoAlimentos, água, madeira,fibras, medicamentosRegulaçãoClima, qualidade do ar e daágua, polinizaçãoCulturaisRecreio, valor estético,turismo, identidadeSuporteFormação do solo, ciclos denutrientes, produção de O₂
Fig. 1Fig. 1 — Serviços dos ecossistemas: provisão, regulação, culturais e de suporte.
Os «recursos biológicos» incluem os alimentos (de origem vegetal e animal), a madeira e as fibras, os medicamentos (muitos derivados de plantas e microrganismos), os combustíveis (biomassa) e o material genético das espécies. São a matéria-prima da alimentação, da saúde e de grande parte da economia.
Os «serviços dos ecossistemas» costumam classificar-se em quatro categorias (ver Fig. 1): de «provisão» (fornecimento de alimentos, água, madeira), de «regulação» (do clima, da qualidade do ar e da água, polinização das culturas), «culturais» (recreio, valor estético, turismo) e de «suporte» (formação do solo, ciclos de nutrientes, produção de oxigénio pela fotossíntese) — que sustentam todos os outros.
Muitos destes serviços são «invisíveis» mas insubstituíveis. A polinização por insetos assegura grande parte da produção agrícola; as florestas e os oceanos regulam o clima e absorvem CO₂; os microrganismos do solo reciclam os nutrientes. A sua perda teria custos enormes — se tivessem de ser substituídos artificialmente, seriam economicamente incomportáveis.
Uma distinção importante é entre recursos «renováveis» (que se regeneram naturalmente, como as florestas ou os stocks de peixe, «desde que» não sejam explorados acima da sua capacidade de renovação) e «não renováveis» (que se esgotam à escala humana). Mesmo os recursos renováveis se tornam «esgotáveis» se a exploração exceder a regeneração.
Reconhecer a biosfera como fonte finita de recursos e serviços fundamenta toda a temática da sustentabilidade. A questão central desta unidade é: como explorar as potencialidades da biosfera «sem» comprometer a sua capacidade de continuar a fornecer esses recursos e serviços às gerações futuras?
Exemplo resolvido

Classificar serviços dos ecossistemas

Classifica cada serviço na categoria correta: (a) polinização das culturas; (b) madeira; (c) turismo de natureza; (d) reciclagem de nutrientes no solo.

  1. 01Polinização

    Processo natural que mantém a produção — serviço de regulação.

  2. 02Madeira

    Recurso material fornecido — serviço de provisão.

  3. 03Turismo de natureza

    Benefício não material (recreio, estética) — serviço cultural.

  4. 04Reciclagem de nutrientes

    Processo que sustenta os restantes — serviço de suporte.

Resultado: Polinização = regulação; madeira = provisão; turismo de natureza = cultural; reciclagem de nutrientes = suporte.

Foco no Exame Nacional

  • Classificar os serviços dos ecossistemas (provisão, regulação, culturais, suporte) e dar exemplos.
  • Distinguir recursos renováveis e não renováveis e reconhecer que os renováveis se esgotam se sobre-explorados.

Erros frequentes

  • Considerar os recursos renováveis inesgotáveis — esgotam-se se a exploração exceder a capacidade de renovação.
  • Reduzir o valor da biosfera aos recursos materiais, ignorando os serviços de regulação e de suporte.

Revisão ativa

Classifica os seguintes serviços por categoria: polinização das culturas, produção de madeira, turismo de natureza e formação do solo.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais — Biologia 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

Exploração de recursos biológicos#

●●○PadrãoLPAE-biologia-12-sustentabilidade-exploracao-biosfera

Pontos-chave

A humanidade explora os recursos biológicos por várias atividades — agricultura, pecuária, pesca, aquacultura e exploração florestal — que fornecem alimento, matérias-primas e emprego. Cada uma tem potencialidades e «riscos» de degradação quando mal geridas (ver Fig. 2).

Exploração de recursos biológicos

Tabela com 3 colunas e 5 linhasTabela com 3 colunas e 5 linhas, Dados: Atividade · Fornece · Risco de degradação; Agricultura · Cereais, hortícolas, fruta · Erosão e esgotamento do solo; Pecuária · Carne, leite, ovos · Sobrepastoreio, emissões; Pesca · Peixe, marisco · Colapso de stocks; Aquacultura · Peixe e moluscos de cultivo · Poluição e doenças; Exploração florestal · Madeira, cortiça, papel · DesflorestaçãoATIVIDADEFORNECERISCO DE DEGRADAÇÃOAgriculturaCereais, hortícolas, frutaErosão e esgotamento do soloPecuáriaCarne, leite, ovosSobrepastoreio, emissõesPescaPeixe, mariscoColapso de stocksAquaculturaPeixe e moluscos de cultivoPoluição e doençasExploração florestalMadeira, cortiça, papelDesflorestação
Fig. 2Fig. 2 — Atividades de exploração de recursos biológicos e os respetivos riscos de degradação.
A «agricultura» é a base da alimentação humana. A sua intensificação (mecanização, fertilizantes, pesticidas, regadio) aumentou muito a produção, mas pode causar «erosão e esgotamento do solo», poluição por agroquímicos e perda de biodiversidade. A agricultura sustentável (rotação de culturas, agricultura biológica) procura conciliar produção e conservação.
A «pecuária» fornece carne, leite e ovos. É exigente em recursos (água, alimento, solo) e, em excesso, provoca «sobrepastoreio» (degradação dos pastos), desflorestação (para abrir pastagens) e emissões de gases com efeito de estufa. A sua gestão eficiente é hoje um tema central da sustentabilidade alimentar.
A «pesca» explora um recurso renovável — os stocks de peixe — mas altamente vulnerável à «sobre-exploração». A captura acima da capacidade de renovação leva ao «colapso» de stocks (como sucedeu com o bacalhau em várias regiões). A «aquacultura» (produção em cativeiro) alivia a pressão sobre os stocks selvagens, mas pode gerar poluição e propagação de doenças.
A «exploração florestal» fornece madeira, cortiça, papel e outros produtos. A gestão sustentável (corte seletivo, reflorestação) permite explorar mantendo a floresta; a exploração excessiva conduz à «desflorestação», com perda de biodiversidade, erosão e libertação de CO₂. Em Portugal, o eucaliptal e o montado ilustram diferentes modelos de exploração florestal.
O fio condutor é que todos estes recursos são «renováveis dentro de limites». A chave está em não ultrapassar a capacidade de renovação — explorar ao ritmo a que a natureza repõe. Quando esse limite é excedido, o recurso degrada-se e pode tornar-se irrecuperável, com prejuízos ecológicos e económicos duradouros.
Exemplo resolvido

O colapso de um stock de pesca

Explica por que a pesca de um recurso renovável (peixe) pode conduzir ao colapso do stock, se não for gerida.

  1. 01Renovação

    O stock renova-se pela reprodução; há uma taxa a que se pode capturar sem o reduzir (rendimento sustentável).

  2. 02Sobre-exploração

    Se a captura exceder a renovação, o stock diminui ano após ano.

  3. 03Colapso

    Abaixo de um limiar, ficam poucos reprodutores, a renovação cai drasticamente e o stock pode colapsar, mesmo que se pare a pesca.

Resultado: Pescar acima da capacidade de renovação reduz progressivamente o stock; abaixo de um limiar crítico, a reprodução já não o repõe e o recurso pode colapsar.

Foco no Exame Nacional

  • Associar cada atividade de exploração (agricultura, pecuária, pesca, floresta) aos seus riscos de degradação.
  • Explicar por que os recursos renováveis se esgotam quando a exploração excede a capacidade de renovação.

Erros frequentes

  • Julgar que a aquacultura não tem impactos ambientais — pode causar poluição e doenças.
  • Confundir intensificação (mais produção) com sustentabilidade (produção sem degradar o recurso).

Revisão ativa

Explica por que a pesca, embora explore um recurso renovável, pode levar ao colapso de um stock de peixe.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais — Biologia 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

Produtividade e pirâmides ecológicas#

●●●AprofundamentoLPAE-biologia-12-sustentabilidade-exploracao-biosfera

Pontos-chave

A capacidade de um ecossistema fornecer alimento depende da sua «produtividade» — a quantidade de matéria orgânica (biomassa) que produz por unidade de tempo. A «produtividade primária» é a produzida pelos «produtores» (plantas e algas, por fotossíntese); a «secundária» é a acumulada pelos consumidores. É a base de toda a cadeia alimentar (ver Fig. 3 e Fig. 4).

Pirâmide de energia (regra dos 10%)

Pirâmide de energiapirâmide, 4 níveis, Dados: Produtores, Consumidores 1.ª ordem (herbívoros), Consumidores 2.ª ordem, Consumidores 3.ª ordemProdutores10 000 kJConsumidores 1.ª ordem (herbívoros)1 000 kJConsumidores 2.ª ordem100 kJConsumidores 3.ª ordem10 kJ
Fig. 3Fig. 3 — Pirâmide de energia: a cada nível trófico transfere-se apenas ~10% da energia (regra dos 10%).

Fluxo de energia num ecossistema

Fluxo de energiaGrafo, Sol → Produtores (fotossíntese), Produtores (fotossíntese) → Herbívoros (~10%), Herbívoros (~10%) → Carnívoros (~1%), Produtores (fotossíntese) → Energia dissipada (calor), Herbívoros (~10%) → Energia dissipada (calor), Carnívoros (~1%) → Energia dissipada (calor)SolProdutores(fotossíntese)Herbívoros(~10%)Carnívoros (~1%)Energiadissipada(calor)
Fig. 4Fig. 4 — Fluxo unidirecional de energia: a cada nível dissipa-se energia (respiração, calor); só ~10% passa ao nível seguinte.
A energia entra no ecossistema pela «fotossíntese» e flui ao longo dos «níveis tróficos»: produtores -> consumidores de 1.ª ordem (herbívoros) -> consumidores de 2.ª ordem -> etc. A cada passagem de nível, «perde-se» a maior parte da energia (na respiração, no calor, em partes não consumidas) — o fluxo de energia é «unidirecional» e decrescente (ver Fig. 4).
Uma regra aproximada quantifica esta perda: a «regra dos 10%». Em média, apenas cerca de «10%» da energia de um nível trófico é transferida para o nível seguinte; os restantes 90% dissipam-se. Assim, se os produtores fixam 10 000 unidades de energia, os herbívoros recebem ≈ 1000, os carnívoros de 2.ª ordem ≈ 100 e os de 3.ª ordem ≈ 10 (ver Fig. 3).
As «pirâmides ecológicas» representam esta estrutura por níveis, com a base (produtores) mais larga e o topo mais estreito. Há três tipos: a «pirâmide de energia» (sempre decrescente da base para o topo, por causa da regra dos 10%), a de «biomassa» (massa de seres em cada nível) e a de «números» (quantidade de indivíduos). A de energia é a mais fiável, pois nunca é invertida.
A regra dos 10% tem uma consequência prática importante: as cadeias alimentares têm «poucos níveis» (geralmente 3 a 5), porque a energia disponível esgota-se. E explica por que é «energeticamente mais eficiente» alimentarmo-nos de produtores (dieta vegetal) do que de animais situados em níveis tróficos elevados — cada nível adicional desperdiça 90% da energia.
Estes conceitos ligam a ecologia à produção de alimentos: a produtividade e a estrutura trófica determinam quanto alimento um ecossistema pode fornecer de forma sustentável. Uma gestão informada respeita estes limites energéticos, em vez de sobrecarregar o sistema para além da sua produtividade.
Exemplo resolvido

Aplicar a regra dos 10%

Num ecossistema, os produtores fixam 20 000 kJ. Estima a energia disponível para os consumidores de 1.ª, 2.ª e 3.ª ordem.

  1. 011.ª ordem

    10% de 20 000 = 2000 kJ para os herbívoros.

  2. 022.ª ordem

    10% de 2000 = 200 kJ para os consumidores de 2.ª ordem.

  3. 033.ª ordem

    10% de 200 = 20 kJ para os consumidores de 3.ª ordem.

Resultado: Consumidores de 1.ª ordem ≈ 2000 kJ, de 2.ª ordem ≈ 200 kJ e de 3.ª ordem ≈ 20 kJ — a energia decresce a 10% por nível.

Foco no Exame Nacional

  • Aplicar a regra dos 10% ao fluxo de energia entre níveis tróficos e interpretar pirâmides de energia.
  • Explicar por que as cadeias alimentares têm poucos níveis e por que uma dieta vegetal é energeticamente mais eficiente.

Erros frequentes

  • Pensar que a energia se conserva entre níveis tróficos — cerca de 90% dissipa-se em cada passagem.
  • Confundir pirâmide de energia (nunca invertida) com a de números/biomassa (que podem ser invertidas).

Revisão ativa

Se os produtores de um ecossistema fixam 20 000 kJ, estima a energia disponível para os consumidores de 1.ª, 2.ª e 3.ª ordem, aplicando a regra dos 10%.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais — Biologia 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

Exploração sustentável dos recursos vivos#

●●○PadrãoLPAE-biologia-12-sustentabilidade-exploracao-biosfera

Pontos-chave

A «exploração sustentável» é aquela que retira recursos «ao ritmo a que a natureza os repõe», sem comprometer a sua disponibilidade futura. Opõe-se à «sobre-exploração», em que a extração excede a capacidade de renovação e o recurso se degrada progressivamente (ver Fig. 5).

Exploração sustentável vs sobre-exploração

Evolução de um stock de pescaGráfico de linhas: Stock (relativo) por Tempo (anos), Dados: Exploração sustentável · Ano 1: 100; Exploração sustentável · Ano 2: 98; Exploração sustentável · Ano 3: 100; Exploração sustentável · Ano 4: 99; Exploração sustentável · Ano 5: 101; Exploração sustentável · Ano 6: 100; Sobre-exploração · Ano 1: 100; Sobre-exploração · Ano 2: 80; Sobre-exploração · Ano 3: 60; Sobre-exploração · Ano 4: 40; Sobre-exploração · Ano 5: 22; Sobre-exploração · Ano 6: 8020406080100Ano 1Ano 2Ano 3Ano 4Ano 5Ano 6Stock (relativo)Tempo (anos)Exploração sustentá…Sobre-exploração
Fig. 5Fig. 5 — Evolução de um stock: estável sob exploração sustentável; em colapso sob sobre-exploração.
Um conceito-chave é a «capacidade de carga»: o número máximo de indivíduos (ou a quantidade de recurso) que um ecossistema consegue sustentar de forma duradoura. Explorar dentro da capacidade de carga é sustentável; ultrapassá-la conduz à degradação. Ligado a este está o «rendimento máximo sustentável» — a maior captura possível sem reduzir o stock a longo prazo.
A diferença entre os dois modelos vê-se bem num «stock de pesca» (ver Fig. 5). Na exploração sustentável, a captura iguala a renovação e o stock mantém-se estável ano após ano. Na sobre-exploração, a captura excede a renovação, e o stock «declina» progressivamente, podendo colapsar — como aconteceu, historicamente, com várias pescarias.
A sustentabilidade exige «gestão»: definir quotas de captura, épocas de defeso (proibição durante a reprodução), tamanhos mínimos, artes de pesca seletivas e áreas protegidas. Na agricultura e floresta, corresponde à rotação de culturas, ao corte seletivo e à reflorestação. O objetivo é sempre «não ultrapassar» a capacidade de renovação.
A sobre-exploração tem custos que vão além do recurso em si: perda de biodiversidade, desequilíbrio dos ecossistemas (a remoção de uma espécie afeta as outras) e prejuízos económicos e sociais (o colapso de uma pescaria arruína comunidades). Por isso a exploração sustentável é simultaneamente uma exigência ecológica e económica.
Este princípio prepara os domínios seguintes: a gestão sustentável dos recursos e o desenvolvimento sustentável. A ideia central — «explorar sem esgotar», respeitando os limites da biosfera — é o fio condutor de toda esta unidade e da relação entre ciência, tecnologia, sociedade e ambiente.
Exemplo resolvido

Comparar dois modelos de exploração

Dois modelos de pesca de um mesmo stock são acompanhados durante seis anos. Num, o stock mantém-se estável; noutro, cai de 100 para menos de 10. Explica a diferença.

  1. 01Modelo sustentável

    A captura iguala a renovação (dentro da capacidade de carga), pelo que o stock se mantém estável.

  2. 02Modelo de sobre-exploração

    A captura excede a renovação, reduzindo o stock ano após ano.

  3. 03Consequência

    No segundo modelo, o stock aproxima-se do colapso; com poucos reprodutores, a recuperação torna-se muito difícil.

Resultado: A exploração sustentável mantém o stock (captura = renovação); a sobre-exploração (captura > renovação) leva-o ao colapso — daí a necessidade de quotas e defesos.

Foco no Exame Nacional

  • Distinguir exploração sustentável de sobre-exploração e relacioná-las com a capacidade de carga.
  • Interpretar gráficos de evolução de um stock sob exploração sustentável vs sobre-exploração.

Erros frequentes

  • Confundir capacidade de carga (limite que o ecossistema sustenta) com a quantidade atualmente explorada.
  • Julgar que a sobre-exploração só afeta o recurso explorado — desequilibra todo o ecossistema.

Revisão ativa

Compara a evolução de um stock de peixe sob exploração sustentável e sob sobre-exploração e explica a diferença.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais — Biologia 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01A biosfera como fonte de recursos e serviços◐
    • 02Exploração de recursos biológicos◐
    • 03Produtividade e pirâmides ecológicas●
    • 04Exploração sustentável dos recursos vivos◐

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Exploração das potencialidades da biosfera

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Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Aprendizagens Essenciais — Biologia 12.º ano

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