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Estuda as desigualdades sociais e as identidades: a distinção entre desigualdade, diferença e discriminação, a estratificação social e as classes (Marx e Weber), a mobilidade social e a ação coletiva, o género (sexo e género, socialização e desigualdade de género), e a pobreza, a exclusão social, as migrações e o Estado Social. Matéria de avaliação interna — Sociologia não tem Exame Final Nacional.
4 secções~16 min de leitura3 competênciasNível Padrão 2 · Aprofundamento 2
nível básico
Distinguir desigualdade, diferença e discriminação, e sexo de género, e conhecer a mobilidade social.
nível avançado
Caracterizar a estratificação e as classes (Marx, Weber), problematizar a desigualdade de género e distinguir pobreza de exclusão social, com o Estado Social.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Diferença, desigualdade e discriminação
A estratificação social
As classes segundo Marx e segundo Weber
Um professor tem um rendimento médio, um estatuto social relativamente elevado e pouco poder político; um empresário rico tem grande poder económico mas pouco prestígio cultural. Analisa os dois casos com Marx e com Weber.
Marx centrar-se-ia na relação com os meios de produção: o empresário possui-os (burguesia); o professor vende a sua força de trabalho (assalariado). A posição económica é o essencial.
Weber distinguiria dimensões: o professor tem estatuto elevado mas rendimento médio e pouco poder; o empresário tem muita classe económica e poder, mas menos prestígio cultural.
Marx capta o fundamento económico e o conflito; Weber mostra que classe, estatuto e poder não coincidem — o professor e o empresário ocupam posições diferentes em cada dimensão.
Resultado: Os dois casos mostram a utilidade das duas teorias: Marx revela a base económica das posições; Weber, a sua multidimensionalidade (classe, estatuto, poder). A estratificação real capta-se melhor combinando ambas do que com uma só dimensão.
Erros frequentes
Revisão ativa
Distingue, com um exemplo de cada, diferença, desigualdade e discriminação, e mostra como uma diferença pode ser transformada em discriminação.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Sociologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
As formas de mobilidade social
A Maria, filha de pais com a 4.ª classe e empregos pouco qualificados, licenciou-se e é hoje engenheira. Classifica esta mobilidade segundo os três critérios e discute o papel da educação.
É mobilidade vertical ascendente: a Maria subiu na hierarquia social relativamente à posição de partida.
É intergeracional (compara-se com os pais) e, se for um caso individual, individual; se muitos filhos de operários ascendem por via da expansão do ensino, há também mobilidade estrutural.
A educação foi a via da ascensão — mas o caso da Maria não anula o facto de, em média, a origem social continuar a pesar: a mobilidade existe, mas é limitada.
Resultado: O percurso da Maria é mobilidade vertical ascendente e intergeracional, viabilizada pela educação. Ilustra que a mobilidade é possível, sobretudo pela escola, mas não deve fazer esquecer o peso persistente da origem social no conjunto da sociedade.
Erros frequentes
Revisão ativa
Classifica a seguinte situação segundo as formas de mobilidade: filho de operários que se torna médico. Justifica e distingue-a de um caso de mobilidade horizontal.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Sociologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Sexo e género
Afirma-se que «as mulheres lideram menos porque são, por natureza, menos ambiciosas». Critica a afirmação distinguindo sexo de género e mobilizando a socialização de género.
A afirmação atribui a «natureza» (sexo) uma diferença de comportamento (a ambição/liderança) que é, na verdade, do domínio do género — socialmente construída.
Desde cedo, meninas e meninos são socializados para papéis diferentes; as expectativas, os modelos e os obstáculos (o «teto de vidro») desencorajam a liderança feminina.
A proporção de mulheres em lugares de liderança varia muito entre países e épocas e tem aumentado — o que uma causa «natural» não explicaria, mas a mudança social, sim.
A menor presença em cargos de liderança resulta de estruturas e socializações, não da biologia; é uma desigualdade de género, transformável.
Resultado: A afirmação naturaliza uma desigualdade de género: confunde género (construído) com sexo (biológico). A socialização de género e as barreiras estruturais explicam a sub-representação — que varia e diminui, prova de que é social e não natural.
Erros frequentes
Revisão ativa
Mostra como a socialização de género pode explicar a sub-representação das mulheres em cargos de liderança, distinguindo o que é sexo do que é género.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Sociologia — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)