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Estuda o suporte biológico da vida mental: o neurónio e o impulso nervoso, a sinapse e a comunicação química entre neurónios, a organização do sistema nervoso (central e periférico), a anatomia funcional do cérebro (lobos, áreas e especialização hemisférica) e a plasticidade cerebral. É a base para compreender como o cérebro torna possível o comportamento. Matéria de avaliação interna — Psicologia B não tem Exame Final Nacional.
5 secções~17 min de leitura3 competênciasNível Base 1 · Padrão 3 · Aprofundamento 1
nível básico
Conhecer a estrutura do neurónio, a ideia de sinapse e as grandes divisões do sistema nervoso e do cérebro.
nível avançado
Explicar com rigor a transmissão sináptica e a especialização funcional do córtex, e fundamentar a plasticidade cerebral.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Estrutura do neurónio
Explica por que um estímulo mais intenso (por exemplo, uma dor forte em vez de fraca) não produz impulsos nervosos «maiores», e como o sistema nervoso codifica então a intensidade.
O potencial de ação só ocorre se o estímulo ultrapassar um limiar; quando ocorre, tem sempre amplitude plena — não há impulsos «meios» nem «gigantes».
Se cada impulso é igual, como distinguir dor fraca de dor forte?
A intensidade codifica-se na frequência dos impulsos (mais impulsos por segundo) e no número de neurónios recrutados, não na amplitude de cada impulso.
Resultado: Como o impulso é «tudo ou nada», a intensidade do estímulo não altera a amplitude de cada impulso: é representada pela frequência dos disparos e pelo número de neurónios ativados. Assim se codifica uma dor forte face a uma dor fraca.
Erros frequentes
Revisão ativa
Descreve o percurso de um sinal num neurónio, nomeando as suas partes, e explica o papel da bainha de mielina.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (A Entrada na Vida) (Direção-Geral da Educação (DGE))
A transmissão sináptica
Um medicamento aumenta a quantidade de serotonina disponível na fenda sináptica. Explica, com o mecanismo da sinapse, como isso pode influenciar o estado da pessoa.
O fármaco atua na sinapse, aumentando o tempo ou a quantidade de serotonina presente na fenda.
Mais serotonina liga-se mais aos recetores pós-sinápticos, intensificando a transmissão nesse circuito.
Como a serotonina se associa à regulação do humor, reforçar a sua ação nesses circuitos pode influenciar o estado emocional.
Resultado: Aumentando a serotonina disponível na fenda, o fármaco intensifica a transmissão nos circuitos serotoninérgicos, o que pode alterar o humor. O exemplo mostra como muitos tratamentos e perturbações se jogam precisamente ao nível da sinapse.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica, passo a passo, como um impulso elétrico num neurónio consegue influenciar o neurónio seguinte através da sinapse.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (A Entrada na Vida) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Divisões do sistema nervoso
Uma pessoa leva um susto: o coração dispara e ela dá, sem pensar, um salto para trás; minutos depois, acalma-se. Identifica as partes do sistema nervoso envolvidas em cada momento.
O movimento de recuar mobiliza o sistema nervoso somático (e reflexos medulares), que comanda os músculos.
A aceleração cardíaca é involuntária: é o ramo simpático do sistema nervoso autónomo a preparar «luta ou fuga».
O regresso à calma é obra do ramo parassimpático, que restabelece o repouso.
Resultado: O salto envolve o sistema somático; o coração acelerado, o ramo simpático do autónomo; o acalmar, o ramo parassimpático. O mesmo episódio mobiliza, em segundos, várias divisões do sistema nervoso.
Erros frequentes
Revisão ativa
Constrói um esquema do sistema nervoso, das suas divisões até aos ramos simpático e parassimpático, e indica uma função de cada.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (A Entrada na Vida) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Os lobos do cérebro e as suas funções
Após um AVC, um doente compreende o que lhe dizem mas fala com muita dificuldade e esforço. Que área terá sido afetada e porquê?
A compreensão está preservada, mas a produção da fala está comprometida — o problema é na produção, não na receção da linguagem.
A produção da fala depende da área de Broca, no lobo frontal; a compreensão depende da área de Wernicke, no temporal, que aqui está intacta.
O padrão (compreende mas não fala com fluência) aponta para uma lesão na área de Broca (afasia de Broca).
Resultado: A lesão terá atingido a área de Broca, no lobo frontal, responsável pela produção da fala; a área de Wernicke, da compreensão, está preservada. O caso ilustra a especialização funcional do córtex e o valor do estudo de lesões.
Erros frequentes
Revisão ativa
Associa cada função a um lobo do cérebro (visão, movimento voluntário, sensações corporais, audição/memória) e explica o papel das áreas de Broca e de Wernicke.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (A Entrada na Vida) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Experiência e cérebro: um ciclo
Após uma lesão que afetou o controlo de uma mão, um doente recupera parte do movimento com meses de treino. Explica o resultado à luz da plasticidade cerebral.
A área que comandava a mão foi danificada, o que explica a perda inicial de movimento.
O treino intensivo e repetido estimula circuitos: regiões vizinhas e vias alternativas reforçam-se e assumem parte da função perdida.
É a plasticidade que permite esta reorganização; sem uso e treino, a recuperação seria muito menor.
Resultado: A recuperação deve-se à plasticidade cerebral: com treino repetido, o cérebro reorganiza-se e outras regiões assumem parte da função da área lesada. Isto fundamenta a reabilitação — o cérebro muda com o que se pratica.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica como a plasticidade cerebral fundamenta simultaneamente a aprendizagem, a reabilitação após lesão e a importância dos primeiros anos de vida.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Psicologia B — 12.º ano (A Entrada na Vida) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)