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Resumos/Materiais e Tecnologias/Maquetas, modelos e protótipos
Resumos · Materiais e TecnologiasPT · Secundário

Maquetas, modelos e protótipos

As maquetas, os modelos e os protótipos são representações físicas tridimensionais que materializam um projeto antes de o produzir: a maqueta estuda a forma e o volume à escala, o modelo comunica a aparência final e o protótipo testa o funcionamento. Dominá-los implica saber calcular dimensões à escala e selecionar materiais e técnicas de maquetização adequados, articulando saberes com o Desenho A e a Geometria Descritiva A. Enquanto disciplina de opção da formação específica do 12.º ano, Materiais e Tecnologias é avaliada exclusivamente por avaliação interna (sem Exame Final Nacional), com forte componente experimental e de projeto.

4 secções·~14 min de leitura·3 competências·Nível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 1

T·161616 / 17
Perfil de exame
Experimentação e Criação: realizar maquetas, modelos e protótipos com rigor técnicoInterpretação e Comunicação: escolher tipo de representação física, escala e materiais adequadosAplicar conhecimentos de materiais e processos num projeto real
Operadores:distinguecaracterizaselecionajustificacalcularelacionacomparaidentifica

nível básico

Distinguir maqueta, modelo e protótipo pela função, pela escala e pelo grau de fidelidade, e calcular as dimensões de uma peça a uma escala de redução dada (1:10, 1:20).

nível avançado

Selecionar criticamente a representação física, a escala e os materiais para um projeto real, executando a maqueta ou o protótipo com rigor técnico e segurança e articulando as cotas e as projeções com o Desenho A e a Geometria Descritiva A.

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Conteúdo · 4 secções▾
  1. Maquetas, modelos e protótipos
    • 01Maqueta, modelo e protótipo: o que distingue cada um○
    • 02Escala e representação física◐
    • 03Materiais e técnicas de maquetização◐
    • 04Do projeto ao protótipo: o trabalho experimental●
§ 01

Maqueta, modelo e protótipo: o que distingue cada um#

●○○BaseLPAE-materiais-e-tecnologias-maquetas-prototipos

Maqueta, modelo e protótipo em comparação

Maqueta, modelo e protótipoTabela com 4 colunas e 3 linhas, Dados: Tipo · Função · Escala típica · Grau de fidelidade; Maqueta · estudar a forma, o volume e a proporção · reduzida (1:10, 1:20, 1:50) · baixa a média (privilegia a forma); Modelo · comunicar a aparência final (cor, textura, acabamento) · geralmente 1:1 (natural) · alta (fidelidade estética); Protótipo · testar o funcionamento, a ergonomia e o fabrico · 1:1 (funcional) · alta (função e materiais próximos dos finais), célula destacada: comunicar a aparência final (cor, textura, acabamento)TIPOFUNÇÃOESCALA TÍPICAGRAU DE FIDELIDADEMAQUETAestudar a forma, o volume ea proporçãoreduzida (1:10, 1:20, 1:50)baixa a média (privilegia aforma)MODELOcomunicar a aparência final(cor, textura, acabamento)geralmente 1:1 (natural)alta (fidelidade estética)PROTÓTIPOtestar o funcionamento, aergonomia e o fabrico1:1 (funcional)alta (função e materiaispróximos dos finais)
Fig. 1Fig. — três representações físicas distinguidas pela função, pela escala e pelo grau de fidelidade.

Pontos-chave

A «maqueta» é uma representação física tridimensional, em geral à escala reduzida, que estuda a forma, o volume, a proporção e a relação com o espaço; privilegia a geometria, é muitas vezes monocromática (cartão, k-line) e não reproduz os materiais definitivos nem o funcionamento.
O «modelo» (modelo de aparência) reproduz o aspeto final do produto — cor, textura, brilho e acabamento — com elevada fidelidade estética, normalmente à escala 1:1, mas sem necessitar de funcionar; serve para avaliar e comunicar a aparência (apresentação ao cliente, decisão estética).
O «protótipo» é um exemplar funcional (total ou parcial) construído para testar o funcionamento, a ergonomia, a resistência e o fabrico antes da produção em série; aproxima-se do produto final e usa (ou simula) os materiais e processos definitivos.
As três distinguem-se pela intenção e pelo grau de fidelidade — forma (maqueta), aparência (modelo) e função (protótipo) — e não por fronteiras rígidas: em arquitetura domina o termo «maqueta»; no design de produto usam-se sobretudo «modelo» e «protótipo».
A «fidelidade» é o grau de semelhança da representação com o produto final; há maquetas de baixa fidelidade (rápidas, de estudo, descartáveis) e representações de alta fidelidade (modelos e protótipos), consoante a fase e o objetivo.
São instrumentos de simulação e experimentação: permitem ver e tocar o que ainda é projeto, comunicar ideias e detetar erros cedo, quando corrigi-los é muito mais barato — reduzem a incerteza da decisão.
Exemplo resolvido

Que representação física para cada momento do projeto?

Uma equipa desenvolve uma nova chaleira elétrica. Em três momentos precisa de: (i) comparar rapidamente três silhuetas e volumes diferentes; (ii) apresentar ao cliente o aspeto final, com cor e brilho, da opção escolhida; (iii) verificar se a pega não aquece e se o vazamento da água é correto. Indica a representação física adequada a cada momento e justifica.

  1. 01(i) Comparar volumes

    O objetivo é ler forma e proporção depressa e a baixo custo. Adequa-se uma maqueta de estudo, em cartão ou esferovite, sem cor nem função.

  2. 02(ii) Mostrar o aspeto final

    O objetivo é comunicar a aparência (cor, textura, brilho) sem necessidade de funcionar. Adequa-se um modelo de aparência, à escala 1:1, pintado e acabado.

  3. 03(iii) Testar o funcionamento

    O objetivo é ensaiar a temperatura da pega e o vazamento em condições reais. Adequa-se um protótipo funcional, com materiais e mecanismos próximos dos definitivos.

Resultado: Maqueta para a forma, modelo para a aparência e protótipo para a função — a representação acompanha a intenção de cada fase.

Foco no Exame Nacional

  • Distinguir maqueta, modelo e protótipo pela função (estudar a forma / comunicar a aparência / testar o funcionamento), pela escala e pelo grau de fidelidade, ilustrando com exemplos concretos.
  • Justificar, para uma dada fase de um projeto, qual a representação física adequada e porquê.

Erros frequentes

  • Chamar «protótipo» a um estudo de forma em cartão. Correção: se não testa o funcionamento nem usa materiais e processos próximos dos finais, é uma maqueta de estudo, não um protótipo.
  • Julgar que a maqueta tem de ser bonita e acabada. Correção: a maqueta de estudo vale pela rapidez e pela leitura do volume; a fidelidade estética é própria do modelo de aparência.
  • Confundir protótipo com produto final. Correção: o protótipo antecede e valida a produção em série e pode ainda originar alterações antes de se fabricar em massa.

Revisão ativa

No desenvolvimento de um comando de televisão, indica que representação física (maqueta, modelo ou protótipo) usarias para (a) estudar o volume e o encaixe na mão, (b) apresentar o aspeto final ao cliente e (c) testar os botões e o funcionamento. Justifica cada escolha.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Materiais e Tecnologias — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

Escala e representação física#

●●○PadrãoLPAE-materiais-e-tecnologias-maquetas-prototipos

Uma peça representada à escala 1:10

Peça à escala 1:10Figura geométrica, 1200 mm (real), 750 mm (real), 120 mm (1:10), 75 mmx1x21200 mm(real)750 mm(real)120 mm(1:10)75 mm
Fig. 2Fig. — a mesma peça em dimensões reais (1200 × 750 mm) e reduzida a 1:10 (120 × 75 mm); a maqueta tem, em cada dimensão, um décimo do objeto.

Pontos-chave

A «escala» é a relação constante entre uma dimensão na representação e a dimensão real correspondente; escreve-se 1:N (lê-se «um para N») e vale E = dimensão na maqueta ÷ dimensão real.
Há escala natural (1:1), escala de redução (1:N, com N maior que 1 — a maqueta é menor: 1:10, 1:20, 1:50, 1:100) e escala de ampliação (N:1 — a maqueta é maior, útil para peças muito pequenas, como uma joia ou um componente).
Dimensão à escala: d_maqueta = d_real × 1/N; o cálculo inverso é d_real = d_maqueta × N. Preferem-se escalas normalizadas (1:2, 1:5, 1:10, 1:20, 1:50) e a escala escolhe-se conforme o tamanho do objeto, o suporte disponível e a legibilidade pretendida.
Numa redução linear 1:N, as áreas reduzem N² vezes e os volumes N³ vezes: a 1:10, o comprimento fica ÷10, a área ÷100 e o volume ÷1000 — o que explica por que uma maqueta pequena consome tão pouco material.
É essencial uniformizar unidades (converter tudo para milímetros) antes de aplicar a escala e cotar com rigor; a escala, as projeções e a verdadeira grandeza articulam-se com a Geometria Descritiva A, e a proporção e a cotagem com o Desenho A.
E=dmaqdreal=1NE = \dfrac{d_{\text{maq}}}{d_{\text{real}}} = \dfrac{1}{N}E=dreal​dmaq​​=N1​

escala de redução

A escala relaciona a dimensão na maqueta com a dimensão real correspondente; numa redução escreve-se 1:N.

dmaq=dreal×1Nd_{\text{maq}} = d_{\text{real}} \times \dfrac{1}{N}dmaq​=dreal​×N1​

dimensão à escala

Cada dimensão real divide-se por N para obter a dimensão na maqueta; o inverso é d_real = d_maq × N.

Amaq=Areal×1N2Vmaq=Vreal×1N3A_{\text{maq}} = A_{\text{real}} \times \dfrac{1}{N^{2}} \qquad V_{\text{maq}} = V_{\text{real}} \times \dfrac{1}{N^{3}}Amaq​=Areal​×N21​Vmaq​=Vreal​×N31​

áreas e volumes à escala

Numa redução linear 1:N, as áreas reduzem N² vezes e os volumes N³ vezes.

Exemplo resolvido

Dimensões de uma maqueta às escalas 1:10 e 1:20

Uma secretária tem, em dimensões reais, 1200 mm de comprimento, 600 mm de profundidade e 750 mm de altura. (a) Calcula as dimensões da maqueta à escala 1:10. (b) Calcula-as à escala 1:20. (c) A 1:10, quantas vezes menor fica a área do tampo (1200 × 600 mm)?

  1. 01Fórmula

    Cada dimensão da maqueta obtém-se dividindo a dimensão real por N (na escala 1:N).

    dmaq=dreal×1Nd_{\text{maq}} = d_{\text{real}} \times \dfrac{1}{N}dmaq​=dreal​×N1​

    dimensão à escala

  2. 02(a) Escala 1:10 (N = 10)

    Comprimento: 1200 ÷ 10 = 120 mm; profundidade: 600 ÷ 10 = 60 mm; altura: 750 ÷ 10 = 75 mm. Maqueta: 120 × 60 × 75 mm.

  3. 03(b) Escala 1:20 (N = 20)

    Comprimento: 1200 ÷ 20 = 60 mm; profundidade: 600 ÷ 20 = 30 mm; altura: 750 ÷ 20 = 37,5 mm. Maqueta: 60 × 30 × 37,5 mm.

  4. 04(c) Área do tampo

    Numa redução 1:N a área reduz N² vezes; a 1:10, N² = 100. Verificação: real 1200 × 600 = 720 000 mm²; maqueta 120 × 60 = 7200 mm²; 720 000 ÷ 7200 = 100.

    Amaq=Areal×1N2A_{\text{maq}} = A_{\text{real}} \times \dfrac{1}{N^{2}}Amaq​=Areal​×N21​

    área à escala

Resultado: 1:10 → 120 × 60 × 75 mm; 1:20 → 60 × 30 × 37,5 mm; a área do tampo fica 100 vezes menor a 1:10.

Foco no Exame Nacional

  • Calcular as dimensões de uma maqueta a partir das dimensões reais e de uma escala dada, bem como efetuar o cálculo inverso (do objeto à maqueta e da maqueta ao objeto).
  • Selecionar uma escala adequada ao objeto e ao suporte, justificando a opção, e reconhecer o efeito de uma redução linear 1:N sobre as áreas (N²) e os volumes (N³).

Erros frequentes

  • Aplicar a escala linear às áreas ou aos volumes (dizer que a 1:10 o volume reduz 10 vezes). Correção: a área reduz N² e o volume N³; a 1:10, a área fica ÷100 e o volume ÷1000.
  • Inverter o sentido da escala numa redução, multiplicando por N em vez de dividir. Correção: em 1:N de redução, d_maqueta = d_real ÷ N (a maqueta é menor que o objeto).
  • Misturar unidades (metros com milímetros) sem converter. Correção: uniformizar as unidades antes de calcular.
  • Pensar que 1:20 é «maior» do que 1:10. Correção: quanto maior o N, menor a maqueta (1:100 é mais pequena do que 1:10).

Revisão ativa

Uma estante mede, em dimensões reais, 1800 mm de altura, 900 mm de largura e 300 mm de profundidade. Calcula as suas dimensões à escala 1:20 e indica quantas vezes menor fica o seu volume.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Materiais e Tecnologias — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

Materiais e técnicas de maquetização#

●●○PadrãoLPAE-materiais-e-tecnologias-maquetas-prototipos

Materiais e técnicas de maquetização

Materiais de maquetizaçãoTabela com 4 colunas e 7 linhas, Dados: Material · Finalidade típica · Corte / união · Custo / fidelidade; Cartão / cartolina · maquetas de estudo e planos · estilete e régua; cola branca (PVA) · muito baixo / baixa; K-line (foam board) · volumes e planos rígidos · estilete; cola branca ou de contacto · baixo / média; Esferovite (EPS/XPS) · estudo rápido de volume e massa · fio quente; cola sem solvente · baixo / baixa; Balsa / MDF · maquetas rigorosas e resistentes · x-ato ou serra; cola branca ou quente · médio / média a alta; Acrílico (PMMA) · superfícies lisas e transparências · corte laser; cola específica · médio-alto / alta; Resina / clay · modelos de aparência de forma livre · moldação ou desbaste; lixa e pintura · alto / alta; Impressão 3D / CNC · peças rigorosas e protótipos · fabrico digital (CAD–CAM) · variável / alta, célula destacada: volumes e planos rígidosMATERIALFINALIDADE TÍPICACORTE / UNIÃOCUSTO / FIDELIDADECARTÃO / CARTOLINAmaquetas de estudo e planosestilete e régua; colabranca (PVA)muito baixo / baixaK-LINE (FOAMBOARD)volumes e planos rígidosestilete; cola branca ou decontactobaixo / médiaESFEROVITE (EPS/XPS)estudo rápido de volume emassafio quente; cola semsolventebaixo / baixaBALSA / MDFmaquetas rigorosas eresistentesx-ato ou serra; cola brancaou quentemédio / média a altaACRÍLICO (PMMA)superfícies lisas etransparênciascorte laser; cola específicamédio-alto / altaRESINA / CLAYmodelos de aparência deforma livremoldação ou desbaste; lixa epinturaalto / altaIMPRESSÃO 3D / CNCpeças rigorosas e protótiposfabrico digital (CAD–CAM)variável / alta
Fig. 3Fig. — do estudo rápido ao modelo de aparência: cada material serve uma finalidade e uma técnica.

Pontos-chave

Materiais de estudo rápido e baixo custo: cartão e cartolina (planos e maquetas de estudo), k-line ou foam board (leve e rígido, para volumes e planos) e esferovite EPS/XPS (blocos e estudo de massa, cortada a fio quente).
Materiais de maior rigor e resistência: balsa e MDF ou contraplacado (maquetas trabalháveis e resistentes) e acrílico PMMA e poliestireno em placa (superfícies lisas e transparências, o acrílico cortado a laser).
Materiais de modelo de aparência e forma livre: resinas (poliuretano, epóxi) e massas de modelar (plasticina, clay industrial — clássico do design automóvel), acabados por lixagem, primário e pintura para reproduzir cor e brilho.
Fabrico digital: impressão 3D (FDM em PLA/ABS, SLA em resina), corte laser e fresagem CNC, ligados à cadeia CAD–CAM, para peças rigorosas, geometrias complexas e protótipos funcionais.
As técnicas de base são o corte (estilete e régua metálica sobre base de corte, fio quente, serra, corte laser), a colagem (cola branca PVA, cola quente, cola de contacto, colas específicas para acrílico) e o acabamento (lixa, primário, tinta, verniz); a escolha resulta de um compromisso custo–tempo–fidelidade.
A maquetização exige regras de segurança: lâminas afiadas e régua metálica com corte para fora do corpo, ventilação no fio quente e no corte laser (vapores), luvas com resinas e colas e máscara na lixagem do MDF (poeiras).

Camadas de uma placa de k-line

Estrutura do k-lineEsquema com 5 elementos, cartão (face), espuma (núcleo), cartão (face), leve, rígido e plano, corta-se com estilete e régua metálicacartão (face)espuma (núcleo)cartão (face)leve, rígido eplanocorta-se comestilete e régu…
Fig. 4Fig. — o k-line deve a leveza e a rigidez ao núcleo de espuma revestido por duas faces de cartão.
Exemplo resolvido

Selecionar materiais para dois fins diferentes

Precisas de (a) uma maqueta de estudo, rápida e descartável, do volume de uma coluna de som, e (b) um modelo de aparência à escala 1:1 para apresentar ao cliente. Para cada caso, indica um material e uma técnica de corte ou união adequados e justifica.

  1. 01(a) Maqueta de estudo

    Esferovite (EPS) ou cartão: baratos e rápidos de conformar. Corta-se a esferovite com fio quente e cola-se com cola sem solvente (as colas de contacto de solvente derretem o EPS).

  2. 02(b) Modelo de aparência

    Resina ou MDF pintado (ou impressão 3D): permitem forma rigorosa e bom acabamento. Desbaste ou lixagem, primário e pintura para reproduzir cor e brilho, à escala 1:1.

  3. 03Critério

    O estudo rápido pede baixo custo e rapidez (baixa fidelidade); a apresentação pede alta fidelidade estética, ainda que mais lenta e cara.

Resultado: Esferovite ou cartão (fio quente, cola sem solvente) para o estudo; resina ou MDF pintado (lixa e pintura) para o modelo de aparência.

Foco no Exame Nacional

  • Selecionar materiais e técnicas de maquetização em função da finalidade (estudo de forma, modelo de aparência ou protótipo), do custo, da rapidez e da fidelidade pretendida.
  • Executar com rigor e segurança as operações de corte, colagem e acabamento, escolhendo o adesivo compatível com cada material.

Erros frequentes

  • Esperar rigor dimensional e bom acabamento da esferovite. Correção: o EPS serve para estudos rápidos de volume; para rigor e acabamento usar MDF, acrílico, resina ou impressão 3D.
  • Colar com um adesivo incompatível (uma cola de contacto de solvente derrete a esferovite). Correção: escolher a cola conforme o material — PVA ou cola própria para EPS.
  • Cortar com lâmina romba e sem régua metálica nem base de corte. Correção: usar lâmina afiada, régua metálica e base própria, cortando sempre para fora do corpo.

Revisão ativa

Enumera três cuidados de segurança na bancada de maquetização — um para o corte, um para a colagem e um para a lixagem — e associa cada cuidado ao material ou à ferramenta correspondente.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Materiais e Tecnologias — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

Do projeto ao protótipo: o trabalho experimental#

●●●AprofundamentoLPAE-materiais-e-tecnologias-maquetas-prototipos

Do projeto ao produto

Projeto, maqueta, modelo, protótipo e produtoGrafo, Projeto (briefing e desenho) → Maqueta (forma e volume), Maqueta (forma e volume) → Modelo (aparência final), Modelo (aparência final) → Protótipo (teste funcional), Protótipo (teste funcional) → Produto (produção em série), Protótipo (teste funcional) → Projeto (briefing e desenho)Projeto(briefing edesenho)Maqueta (forma evolume)Modelo(aparênciafinal)Protótipo (testefuncional)Produto(produção emsérie)
Fig. 5Fig. — do projeto ao produto; a seta de retorno do protótipo ao projeto mostra que o desenvolvimento é iterativo.

Pontos-chave

O trabalho experimental — maquetas, modelos e protótipos — é a atividade privilegiada da disciplina: parte de projetos reais e materializa, com rigor técnico, o percurso do desenho ao objeto.
A sequência típica é projeto/desenho → maqueta de estudo → modelo de aparência → protótipo funcional → produto (produção em série); cada etapa responde a uma pergunta diferente (forma, aparência, função e viabilidade).
O processo é iterativo, e não linear: o ensaio do protótipo pode revelar falhas e obrigar a regressar ao projeto — corrigir cedo, na maqueta ou no protótipo, é muito mais barato do que corrigir na produção.
Articula-se com o Desenho A (esboço, proporção e cotagem) e com a Geometria Descritiva A (projeções e verdadeira grandeza), que fornecem as dimensões e as vistas rigorosas necessárias para maquetizar.
Por ser disciplina de opção do 12.º ano, a avaliação é interna e de forte componente prática: valoriza o rigor da execução, a adequação da representação, da escala e dos materiais e a fundamentação das opções (relatórios, exposição oral, portefólio).
Exemplo resolvido

Ordenar o trabalho experimental de um projeto

No desenvolvimento de um candeeiro de secretária, ordena as etapas seguintes e indica o que se avalia em cada uma: modelo de aparência; protótipo funcional; desenho e projeto; maqueta de estudo; produção. Refere ainda a articulação com o Desenho A e a Geometria Descritiva A.

  1. 011. Projeto e desenho

    Briefing, esboços e desenho rigoroso (cotas e projeções). Articula-se com o Desenho A (proporção e representação) e com a Geometria Descritiva A (projeções e verdadeira grandeza).

  2. 022. Maqueta de estudo

    Materializa a forma e o volume à escala; avalia-se a leitura da proporção e a coerência formal.

  3. 033. Modelo de aparência

    Reproduz o aspeto final; avalia-se a cor, a textura e o acabamento.

  4. 044. Protótipo funcional

    Testa o funcionamento e a ergonomia; avalia-se o desempenho e a exequibilidade do fabrico. Havendo falhas, itera-se — regressa-se ao projeto.

  5. 055. Produção

    Fabrico em série, depois de validado o protótipo.

Resultado: Projeto → maqueta → modelo → protótipo → produção, com iteração após o ensaio; a avaliação interna acompanha o rigor técnico e a fundamentação em cada etapa.

Foco no Exame Nacional

  • Planear e executar o trabalho experimental de um projeto real, do desenho ao protótipo, com rigor técnico e segurança, e reconhecer o papel da iteração.
  • Fundamentar as opções de representação física, de escala e de materiais e articular as dimensões e as vistas com o Desenho A e a Geometria Descritiva A.

Erros frequentes

  • Passar diretamente do desenho à produção, sem maqueta nem protótipo. Correção: as representações físicas intermédias detetam erros cedo, quando corrigi-los é mais barato.
  • Tratar o processo como linear e sem retorno. Correção: o desenvolvimento é iterativo — o ensaio do protótipo pode obrigar a rever o projeto antes de produzir.
  • Esquecer a articulação com o desenho. Correção: as cotas e as projeções vêm do Desenho A e da Geometria Descritiva A (verdadeira grandeza) e são a base para maquetizar com rigor.

Revisão ativa

Descreve, por palavras tuas, o percurso «projeto → maqueta → modelo → protótipo → produto» de um objeto à tua escolha, explicando o que se avalia em cada etapa e onde pode ocorrer iteração.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Materiais e Tecnologias — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01Maqueta, modelo e protótipo: o que distingue cada um○
    • 02Escala e representação física◐
    • 03Materiais e técnicas de maquetização◐
    • 04Do projeto ao protótipo: o trabalho experimental●

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Dos resumos à prática

Maquetas, modelos e protótipos

Consolida este tema com perguntas do banco de perguntas.

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Referências e fontes

Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Aprendizagens Essenciais de Materiais e Tecnologias — 12.º ano

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