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As maquetas, os modelos e os protótipos são representações físicas tridimensionais que materializam um projeto antes de o produzir: a maqueta estuda a forma e o volume à escala, o modelo comunica a aparência final e o protótipo testa o funcionamento. Dominá-los implica saber calcular dimensões à escala e selecionar materiais e técnicas de maquetização adequados, articulando saberes com o Desenho A e a Geometria Descritiva A. Enquanto disciplina de opção da formação específica do 12.º ano, Materiais e Tecnologias é avaliada exclusivamente por avaliação interna (sem Exame Final Nacional), com forte componente experimental e de projeto.
4 secções~14 min de leitura3 competênciasNível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 1
nível básico
Distinguir maqueta, modelo e protótipo pela função, pela escala e pelo grau de fidelidade, e calcular as dimensões de uma peça a uma escala de redução dada (1:10, 1:20).
nível avançado
Selecionar criticamente a representação física, a escala e os materiais para um projeto real, executando a maqueta ou o protótipo com rigor técnico e segurança e articulando as cotas e as projeções com o Desenho A e a Geometria Descritiva A.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Maqueta, modelo e protótipo em comparação
Uma equipa desenvolve uma nova chaleira elétrica. Em três momentos precisa de: (i) comparar rapidamente três silhuetas e volumes diferentes; (ii) apresentar ao cliente o aspeto final, com cor e brilho, da opção escolhida; (iii) verificar se a pega não aquece e se o vazamento da água é correto. Indica a representação física adequada a cada momento e justifica.
O objetivo é ler forma e proporção depressa e a baixo custo. Adequa-se uma maqueta de estudo, em cartão ou esferovite, sem cor nem função.
O objetivo é comunicar a aparência (cor, textura, brilho) sem necessidade de funcionar. Adequa-se um modelo de aparência, à escala 1:1, pintado e acabado.
O objetivo é ensaiar a temperatura da pega e o vazamento em condições reais. Adequa-se um protótipo funcional, com materiais e mecanismos próximos dos definitivos.
Resultado: Maqueta para a forma, modelo para a aparência e protótipo para a função — a representação acompanha a intenção de cada fase.
Erros frequentes
Revisão ativa
No desenvolvimento de um comando de televisão, indica que representação física (maqueta, modelo ou protótipo) usarias para (a) estudar o volume e o encaixe na mão, (b) apresentar o aspeto final ao cliente e (c) testar os botões e o funcionamento. Justifica cada escolha.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Materiais e Tecnologias — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Uma peça representada à escala 1:10
escala de redução
A escala relaciona a dimensão na maqueta com a dimensão real correspondente; numa redução escreve-se 1:N.
dimensão à escala
Cada dimensão real divide-se por N para obter a dimensão na maqueta; o inverso é d_real = d_maq × N.
áreas e volumes à escala
Numa redução linear 1:N, as áreas reduzem N² vezes e os volumes N³ vezes.
Uma secretária tem, em dimensões reais, 1200 mm de comprimento, 600 mm de profundidade e 750 mm de altura. (a) Calcula as dimensões da maqueta à escala 1:10. (b) Calcula-as à escala 1:20. (c) A 1:10, quantas vezes menor fica a área do tampo (1200 × 600 mm)?
Cada dimensão da maqueta obtém-se dividindo a dimensão real por N (na escala 1:N).
dimensão à escala
Comprimento: 1200 ÷ 10 = 120 mm; profundidade: 600 ÷ 10 = 60 mm; altura: 750 ÷ 10 = 75 mm. Maqueta: 120 × 60 × 75 mm.
Comprimento: 1200 ÷ 20 = 60 mm; profundidade: 600 ÷ 20 = 30 mm; altura: 750 ÷ 20 = 37,5 mm. Maqueta: 60 × 30 × 37,5 mm.
Numa redução 1:N a área reduz N² vezes; a 1:10, N² = 100. Verificação: real 1200 × 600 = 720 000 mm²; maqueta 120 × 60 = 7200 mm²; 720 000 ÷ 7200 = 100.
área à escala
Resultado: 1:10 → 120 × 60 × 75 mm; 1:20 → 60 × 30 × 37,5 mm; a área do tampo fica 100 vezes menor a 1:10.
Erros frequentes
Revisão ativa
Uma estante mede, em dimensões reais, 1800 mm de altura, 900 mm de largura e 300 mm de profundidade. Calcula as suas dimensões à escala 1:20 e indica quantas vezes menor fica o seu volume.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Materiais e Tecnologias — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Materiais e técnicas de maquetização
Camadas de uma placa de k-line
Precisas de (a) uma maqueta de estudo, rápida e descartável, do volume de uma coluna de som, e (b) um modelo de aparência à escala 1:1 para apresentar ao cliente. Para cada caso, indica um material e uma técnica de corte ou união adequados e justifica.
Esferovite (EPS) ou cartão: baratos e rápidos de conformar. Corta-se a esferovite com fio quente e cola-se com cola sem solvente (as colas de contacto de solvente derretem o EPS).
Resina ou MDF pintado (ou impressão 3D): permitem forma rigorosa e bom acabamento. Desbaste ou lixagem, primário e pintura para reproduzir cor e brilho, à escala 1:1.
O estudo rápido pede baixo custo e rapidez (baixa fidelidade); a apresentação pede alta fidelidade estética, ainda que mais lenta e cara.
Resultado: Esferovite ou cartão (fio quente, cola sem solvente) para o estudo; resina ou MDF pintado (lixa e pintura) para o modelo de aparência.
Erros frequentes
Revisão ativa
Enumera três cuidados de segurança na bancada de maquetização — um para o corte, um para a colagem e um para a lixagem — e associa cada cuidado ao material ou à ferramenta correspondente.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Materiais e Tecnologias — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Do projeto ao produto
No desenvolvimento de um candeeiro de secretária, ordena as etapas seguintes e indica o que se avalia em cada uma: modelo de aparência; protótipo funcional; desenho e projeto; maqueta de estudo; produção. Refere ainda a articulação com o Desenho A e a Geometria Descritiva A.
Briefing, esboços e desenho rigoroso (cotas e projeções). Articula-se com o Desenho A (proporção e representação) e com a Geometria Descritiva A (projeções e verdadeira grandeza).
Materializa a forma e o volume à escala; avalia-se a leitura da proporção e a coerência formal.
Reproduz o aspeto final; avalia-se a cor, a textura e o acabamento.
Testa o funcionamento e a ergonomia; avalia-se o desempenho e a exequibilidade do fabrico. Havendo falhas, itera-se — regressa-se ao projeto.
Fabrico em série, depois de validado o protótipo.
Resultado: Projeto → maqueta → modelo → protótipo → produção, com iteração após o ensaio; a avaliação interna acompanha o rigor técnico e a fundamentação em cada etapa.
Erros frequentes
Revisão ativa
Descreve, por palavras tuas, o percurso «projeto → maqueta → modelo → protótipo → produto» de um objeto à tua escolha, explicando o que se avalia em cada etapa e onde pode ocorrer iteração.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Materiais e Tecnologias — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)