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Um grafo é um conjunto de pontos (vértices) ligados por linhas (arestas) que modela relações e redes — estradas, circuitos de recolha, rotas de distribuição. Este tema estuda os conceitos de grafo, os grafos de Euler (percorrer todas as arestas, com o teorema de Euler e a eulerização) e os grafos de Hamilton (visitar todos os vértices, com o problema do caixeiro-viajante e os seus algoritmos). É um tema de raciocínio dedutivo e de otimização com aplicações reais.
4 secções~15 min de leitura4 competênciasNível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 1
nível básico
Reconhecer e usar os conceitos de grafo e aplicar o teorema de Euler para decidir se existe circuito ou caminho euleriano.
nível avançado
Modelar problemas de otimização, aplicar heurísticas ao caixeiro-viajante e discutir criticamente a sua não-otimalidade e viabilidade económica.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Um grafo com 5 vértices e 6 arestas
Teorema dos apertos de mão
A soma dos graus de todos os vértices é o dobro do número de arestas |A|. Consequência: o número de vértices de grau ímpar é sempre par.
No grafo da Fig. 1 (arestas AB, BC, AD, DE, EC, BE), determina o grau de cada vértice, a soma dos graus e verifica o teorema dos apertos de mão. Quantos vértices têm grau ímpar?
A: {AB, AD} → 2. B: {AB, BC, BE} → 3. C: {BC, EC} → 2. D: {AD, DE} → 2. E: {DE, EC, BE} → 3.
2 + 3 + 2 + 2 + 3 = 12.
Há 6 arestas, e 2 × 6 = 12: confirma o teorema dos apertos de mão.
De grau ímpar são apenas B e E: dois vértices (um número par, como o teorema garante).
Resultado: Graus 2, 3, 2, 2, 3; soma 12 = 2 × 6; dois vértices de grau ímpar (B e E).
Erros frequentes
Revisão ativa
Desenha um grafo com vértices A, B, C, D e arestas AB, BC, CD, DA e AC. Indica a ordem, o grau de cada vértice, verifica o teorema dos apertos de mão e diz se o grafo é conexo.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de MACS — 11.º ano (Introdução aos grafos) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Grafo com circuito de Euler
Grafo com dois vértices de grau ímpar
Para o grafo da Fig. 3 (quadrado ABCD com a diagonal AC), decide se existe circuito de Euler, caminho de Euler, ou nenhum, e indica como eulerizá-lo.
A: {AB, AD, AC} → 3; B: {AB, BC} → 2; C: {BC, CD, AC} → 3; D: {CD, AD} → 2.
Há exatamente DOIS vértices de grau ímpar: A e C.
Pelo teorema de Euler, não há circuito (nem todos os graus são pares), mas há caminho de Euler, que começa em A e termina em C (ou vice-versa).
Para obter um circuito, duplicam-se arestas de um caminho entre os ímpares A e C, por exemplo AB e BC: A e C passam a grau 4 e B a grau 4 — todos pares.
Resultado: Sem circuito de Euler; há caminho de Euler de A a C. Euleriza-se duplicando AB e BC (todos os graus ficam pares).
Erros frequentes
Revisão ativa
Um grafo conexo tem os graus dos vértices iguais a 2, 4, 2, 3 e 3. Justifica se admite circuito de Euler, caminho de Euler, ou nenhum, e explica como o eulerizarias para admitir um circuito.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de MACS — 11.º ano (Grafos de Euler) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Grafo ponderado do caixeiro-viajante
Número de circuitos de Hamilton
Num grafo completo com n vértices, há (n−1)!/2 circuitos de Hamilton distintos. Ex.: n = 4 dá 3 circuitos; n = 6 já dá 60; n = 10 dá 181 440.
Para as quatro cidades da Fig. 4 (AB=8, AC=9, AD=25, BC=10, BD=12, CD=11), determina o circuito de Hamilton de menor custo a partir de A.
8 + 10 + 11 + 25 = 54 €.
8 + 12 + 11 + 9 = 40 €.
9 + 10 + 12 + 25 = 56 €.
Dos três, o de menor custo é A–B–D–C–A, com 40 €.
Resultado: O circuito ótimo é A–B–D–C–A, com um custo total de 40 €.
Erros frequentes
Revisão ativa
Para as quatro cidades da Fig. 4 (custos AB=8, AC=9, AD=25, BC=10, BD=12, CD=11), lista os três circuitos de Hamilton a partir de A, calcula o peso de cada um e indica o circuito ótimo.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de MACS — 11.º ano (Grafos de Hamilton) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Comparação de algoritmos para o caixeiro-viajante
Aplica o algoritmo do vizinho mais próximo, a partir de A, ao grafo da Fig. 4 (AB=8, AC=9, AD=25, BC=10, BD=12, CD=11) e compara com o circuito ótimo (40 €).
As ligações a partir de A: AB=8, AC=9, AD=25. A mais barata é AB (8). Vai para B.
Cidades novas a partir de B: C (BC=10) e D (BD=12). A mais barata é BC (10). Vai para C.
Só falta D: CD=11. Vai para D. De D regressa a A: DA=25 (única forma de fechar).
A–B–C–D–A = 8+10+11+25 = 54 €. É maior do que o ótimo (40 €): a heurística falhou, encurralada pela ligação cara D–A.
Resultado: Vizinho mais próximo: A–B–C–D–A, 54 € — pior do que o ótimo (40 €). A heurística não garante a melhor solução.
Erros frequentes
Revisão ativa
Para o grafo da Fig. 4, aplica o algoritmo do vizinho mais próximo a partir de B e compara o custo obtido com o circuito ótimo (40 €), comentando se a heurística acertou.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de MACS — 11.º ano (Grafos de Hamilton; algoritmos e otimização) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)