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A sociedade romana era fortemente hierarquizada, organizada em ordens e estatutos — da ordem senatorial aos escravos. O poder republicano repartia-se pelo Senado, as magistraturas e os comícios, e as carreiras políticas seguiam a escada fixa do cursus honorum. A vida ativa, dedicada aos afazeres e à res publica, era o negotium, contraposto ao otium.
4 secções~11 min de leitura3 competênciasNível Padrão 3 · Aprofundamento 1
nível básico
Conhecer as ordens sociais, os órgãos de poder e a ideia do cursus honorum.
nível avançado
Explicar a hierarquia social, o equilíbrio dos poderes e a escada das magistraturas.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Os órgãos de poder da República
Explica as funções do Senado, das magistraturas e dos comícios na República romana.
Assembleia dos antigos magistrados; não fazia leis, mas orientava a política externa, as finanças e a religião pela sua auctoritas — o centro de decisão.
O poder executivo: os magistrados eleitos governavam e comandavam, limitados pela anualidade e pela colegialidade.
As assembleias do povo elegiam os magistrados, votavam as leis e decidiam da guerra e da paz — a soberania formal.
Resultado: Na República, o Senado orientava (auctoritas), as magistraturas governavam (executivo) e os comícios elegiam e votavam (o povo): três órgãos que se equilibravam, resumidos na fórmula SPQR.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica as funções do Senado, das magistraturas e dos comícios na República e o significado da fórmula SPQR.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Latim A — Cultura e civilização (Órgãos de poder) (Direção-Geral da Educação (DGE))
O cursus honorum
Ordena as magistraturas do cursus honorum e indica a função de cada uma.
Começava-se no questor (finanças), a magistratura de entrada; seguia-se o edil (obras públicas, abastecimento e jogos), ocasião de ganhar popularidade.
Depois vinha o pretor (justiça) e, no topo, o cônsul (um dos dois chefes de Estado anuais, com o poder supremo).
O censor, que revia as listas de cidadãos e do Senado e velava pelos costumes, exercia-se após o consulado, como dignidade mais alta.
Resultado: A ordem é questor -> edil -> pretor -> cônsul, e depois o censor: uma escada de magistraturas com idades mínimas e intervalos, que garantia experiência e temperava a ambição.
Erros frequentes
Revisão ativa
Ordena as magistraturas do cursus honorum, do início ao topo, e explica a função de cada uma e as regras da carreira.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Latim A — Cultura e civilização (O cursus honorum) (Direção-Geral da Educação (DGE))
As atividades do negotium
Explica o que era o negotium, partindo da sua etimologia, e indica atividades que o integravam.
negotium forma-se de nec-otium, «não-lazer»: designa a ocupação, o dever, os afazeres — a vida ativa, por oposição ao otium (o lazer).
Integravam-no a agricultura (muito estimada), o comércio e as finanças, a política (magistraturas e Senado), o direito e o exército.
Prezava-se a vida ativa dedicada à res publica: servir o Estado pelas armas, pelo direito ou pelas magistraturas era o mais nobre uso do tempo.
Resultado: O negotium (nec-otium, «não-lazer») era a vida ativa e o dever público — agricultura, comércio, política, direito, exército —, o outro polo do par negotium/otium que organizava a conceção romana do tempo.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica a noção de negotium (a partir da sua etimologia nec-otium) e indica três atividades que o integravam.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Latim A — Cultura e civilização (Negotium) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)