EuraStudy
Este tópico desenvolve a competência intercultural: os saberes, atitudes e capacidades que permitem comunicar entre culturas (modelo de Byram), o conhecimento do universo diverso do mundo de língua inglesa (variedades britânica e americana, World Englishes) e as atitudes de empatia, descentração e mediação que superam os estereótipos. Liga-se à cidadania global e é uma das três competências avaliadas no Exame 550.
3 secções~10 min de leitura3 competênciasNível Base 1 · Padrão 1 · Aprofundamento 1
nível básico
Formação geral: reconhecer aspetos socioculturais do mundo de língua inglesa e adotar atitudes de respeito.
nível avançado
Aprofundamento: interpretar e mediar entre culturas com consciência crítica, relativizando estereótipos e a própria perspetiva.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
As componentes da competência intercultural
Um estudante estrangeiro comenta que os portugueses «chegam sempre atrasados». Como aplicarias a competência intercultural a esta afirmação?
A afirmação julga a partir da norma de pontualidade da cultura do próprio estudante, tomada como universal.
Diferentes culturas têm conceções distintas de tempo social; o que é «atraso» numa é «flexibilidade» noutra — descreve-se a diferença, não se condena.
Explicar a norma de cada lado permite compreender o mal-entendido e mediar: nem os portugueses são «desrespeitadores», nem o estudante é «rígido».
Resultado: A competência intercultural transforma um juízo («chegam atrasados») numa compreensão da diferença de normas culturais sobre o tempo. Descrever e relacionar, em vez de julgar a partir da própria cultura, é o cerne da atitude intercultural.
Erros frequentes
Revisão ativa
Escolhe um costume do mundo de língua inglesa que te pareça estranho (por exemplo, conduzir pela esquerda no Reino Unido) e explica-o primeiro descrevendo-o sem julgar e só depois relacionando-o com a tua própria cultura.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Inglês — Ensino Secundário (Continuação) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Inglês britânico e americano
Um aluno escreve: «My favorite colour is blue. I took the elevator to my flat and watched a programme on my mobile.» Que problema de coerência há e como o resolves?
«favorite» e «elevator» são americanos; «colour», «flat», «programme», «mobile» são britânicos: o texto mistura as duas.
Optando pelo britânico (a variante de redação do exame): «favourite» e «lift».
«My favourite colour is blue. I took the lift to my flat and watched a programme on my mobile.»
Resultado: Versão coerente (britânica): «My favourite colour is blue. I took the lift to my flat and watched a programme on my mobile.» O problema era a mistura incoerente de variedades; a solução é escolher uma e mantê-la.
Erros frequentes
Revisão ativa
Faz uma lista de dez pares de palavras que diferem entre o inglês britânico e o americano (ortografia ou vocabulário) e escolhe uma variedade para usares de forma coerente nos teus textos.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Informação-Prova do Exame Final Nacional de Inglês (550) — 2026 (IAVE)
Do estereótipo à mediação
Um português, ao pedir algo numa loja em Londres, diz apenas «Give me a coffee.» O empregado franze o sobrolho. O português acha-o antipático. Como medeias este mal-entendido?
Em português, um imperativo direto («dá-me um café») é comum e não descortês num contexto informal.
Em inglês, um pedido direto sem atenuação («Give me…») soa brusco; espera-se «Could I have a coffee, please?» — a cortesia marca-se com modais e «please».
O empregado não é antipático nem o português mal-educado: é uma diferença de norma pragmática. Explicar a cada lado a convenção do outro desfaz o mal-entendido.
Resultado: O mal-entendido é pragmático, não gramatical: «Give me a coffee» é correto, mas descortês em inglês, onde se espera «Could I have a coffee, please?». Mediar é explicar a norma de cada cultura, evitando atribuir má intenção à diferença.
Erros frequentes
Revisão ativa
Descreve um mal-entendido intercultural possível (por exemplo, um português que trata um estranho britânico com demasiada familiaridade) e explica como um mediador o resolveria, esclarecendo a norma de cada lado.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Inglês — Ensino Secundário (Continuação) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)