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Este tema analisa a nova ordem mundial policêntrica: a passagem de um mundo bipolar, dominado pela oposição entre os Estados Unidos e a União Soviética durante a Guerra Fria, a um mundo multipolar, com vários polos de poder. Estudam-se os polos e a tríade (Estados Unidos, União Europeia e Japão) e a ascensão da China, os atributos do poder — hard power e soft power, na leitura de Joseph Nye —, a hegemonia dos Estados Unidos e a sua contestação, e a « geometria variável » de um poder repartido. Geografia C é uma disciplina de opção com avaliação interna: não tem Exame Final Nacional.
5 secções~16 min de leitura4 competênciasNível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 2
nível básico
Distinguir mundo unipolar, bipolar e multipolar, identificar os principais polos de poder e separar hard power de soft power.
nível avançado
Relacionar a evolução da ordem mundial com a hegemonia dos EUA e a sua contestação e discutir a « geometria variável » e a governação de um mundo policêntrico.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Do mundo bipolar ao mundo multipolar
Evolução da ordem mundial (1945–2010)
Explica a passagem de um mundo bipolar a um mundo multipolar, identificando os marcos que assinalam essa transformação.
Entre 1945 e 1991, o poder concentrava-se em dois blocos rivais — os EUA e a URSS —, na chamada Guerra Fria.
A queda do Muro de Berlim (1989) e a dissolução da URSS (1991) puseram fim à Guerra Fria e deixaram os EUA como única superpotência.
Durante a década de 1990, os EUA surgem como potência sem rival — o « momento unipolar ».
No século XXI, a ascensão da China e de outras potências e a crise de 2008 compõem um mundo com vários polos: multipolar ou policêntrico.
Resultado: O mundo passou de bipolar (1945–1991) a um breve momento unipolar dos EUA e, no século XXI, a uma ordem multipolar com vários polos de poder.
Erros frequentes
Revisão ativa
Distingue mundo unipolar, bipolar e multipolar e explica, com marcos cronológicos, a passagem da ordem bipolar da Guerra Fria à atual ordem multipolar.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geografia C — 12.º ano (Um mundo policêntrico) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Os polos de poder mundiais e os seus atributos
Os fatores de poder de um Estado
Justifica, recorrendo aos fatores de poder, a afirmação da China como novo polo de poder mundial.
A China é um dos países mais populosos do mundo, o que lhe dá um enorme mercado interno e mão de obra abundante.
Tornou-se a segunda maior economia mundial e a « fábrica do mundo », com grande peso no comércio e no investimento internacionais.
Investe fortemente em ciência, tecnologia e nas suas forças armadas, reforçando o seu poder.
Ao reunir população, economia, tecnologia e capacidade militar, a China combina vários fatores de poder — por isso é um novo polo.
Resultado: A China combina peso demográfico, económico, tecnológico e militar, reunindo vários fatores de poder que a tornam um polo de poder mundial.
Erros frequentes
Revisão ativa
Identifica os polos da tríade e explica, com base nos fatores de poder, por que a China se afirmou como um novo polo de poder mundial.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geografia C — 12.º ano (Um mundo policêntrico) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Hard power, soft power e smart power
Classifica cada situação como hard power ou soft power e explica o que seria uma estratégia de smart power: (a) imposição de sanções económicas; (b) atração de estudantes estrangeiros pelas universidades de um país.
As sanções económicas são um instrumento de coação — pressionam pela força económica: é hard power.
A atração de estudantes pelas universidades resulta do prestígio e da cultura do país — seduz, não obriga: é soft power.
Uma estratégia de smart power combinaria as duas — por exemplo, aliar pressão económica a diplomacia e a atração cultural para alcançar um objetivo.
A situação (a) é hard power e a (b) é soft power; usá-las de forma articulada e hábil é smart power.
Resultado: Sanções económicas = hard power; atração universitária = soft power; combiná-las de modo hábil = smart power.
Erros frequentes
Revisão ativa
Distingue hard power de soft power, define smart power e classifica dois exemplos à tua escolha (por exemplo, sanções económicas e difusão cultural).
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geografia C — 12.º ano (Um mundo policêntrico) (Direção-Geral da Educação (DGE))
A hegemonia dos EUA e a sua contestação
Explica em que assentava a hegemonia dos EUA após a Guerra Fria e indica dois fatores que hoje a contestam.
Após 1991, os EUA lideravam sem rival, combinando poder militar, económico, tecnológico e cultural (soft power).
Presença militar global e alianças, peso do dólar, liderança tecnológica e enorme influência cultural.
A ascensão da China como rival económico e tecnológico desafia o predomínio norte-americano.
A reafirmação da Rússia e os fóruns alternativos (BRICS) reforçam um mundo de vários centros.
Resultado: A hegemonia dos EUA assentava em vários pilares de poder; a ascensão da China e o novo peso de outras potências contestam-na, empurrando o mundo para a multipolaridade.
Erros frequentes
Revisão ativa
Caracteriza a hegemonia dos EUA no pós-Guerra Fria e discute dois fatores que a contestam atualmente.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geografia C — 12.º ano (Um mundo policêntrico) (Direção-Geral da Educação (DGE))
A geometria variável do poder
Explica, com um exemplo, o que se entende por « geometria variável » do poder num mundo policêntrico.
Num mundo multipolar não há blocos fixos: as alianças mudam consoante o assunto em causa.
Um país pode cooperar com um parceiro em matéria comercial e, ao mesmo tempo, divergir dele em questões de segurança ou de ambiente.
Formam-se alianças em torno de objetivos concretos (comércio, clima, segurança), que se desfazem ou recompõem noutros temas.
O poder organiza-se « à la carte », por domínios — é a geometria variável de uma ordem sem um único centro.
Resultado: Na geometria variável, os Estados formam coligações que mudam consoante o assunto — parceiros num tema, rivais noutro —, próprio de um mundo policêntrico.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica o que é a « geometria variável » do poder e, com um exemplo, mostra como um mesmo Estado pode aliar-se a parceiros diferentes consoante o assunto.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geografia C — 12.º ano (Um mundo policêntrico) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)