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As capacidades motoras são as condições internas que permitem realizar e aprender ações motoras. Distinguem-se as capacidades condicionais (força, resistência, velocidade e flexibilidade), que dependem sobretudo dos processos energéticos e do sistema muscular, das capacidades coordenativas, que dependem do sistema nervoso e do controlo do movimento. Este tema classifica-as, caracteriza cada uma e liga-as aos métodos de desenvolvimento. Sem Exame Nacional, avaliam-se internamente estes conhecimentos aplicados à prática.
4 secções~13 min de leitura4 competênciasNível Base 1 · Padrão 3
nível básico
Comum a todos os cursos: distinguir capacidades condicionais de coordenativas e reconhecê-las nas atividades praticadas.
nível avançado
Aprofundamento: caracterizar os tipos de cada capacidade condicional e relacionar cada capacidade com os métodos e princípios do seu desenvolvimento.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Classificação das capacidades motoras
Um jogador de basquetebol, numa transição rápida, arranca a correr, controla a bola em drible e finaliza com um lançamento na passada. Identifica capacidades condicionais e coordenativas em jogo.
O arranque explosivo mobiliza a força rápida e a velocidade (de reação e de deslocamento); manter o ritmo da corrida exige resistência.
Controlar a bola em drible enquanto corre exige combinação de movimentos e orientação espacial; ajustar os apoios ao ritmo do lançamento exige ritmo e equilíbrio.
A ação combina capacidades dos dois grupos — nenhuma atua sozinha: a velocidade sem coordenação não controla a bola, e a coordenação sem força não gera o arranque.
Resultado: A jogada combina capacidades condicionais (força rápida, velocidade, resistência) e coordenativas (combinação, orientação, ritmo, equilíbrio). O exemplo mostra que, na ação real, os dois grupos de capacidades atuam sempre em conjunto.
Erros frequentes
Revisão ativa
Faz um esquema que classifique as capacidades motoras em condicionais e coordenativas, colocando cada uma no grupo certo e indicando o fator de que depende cada grupo.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Educação Física — Ensino Secundário (Conhecimentos) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Capacidades condicionais e seus tipos
Classifica a capacidade dominante e o seu tipo em cada caso: (a) um velocista reage ao tiro de partida; (b) um atleta corre 5000 m; (c) um saltador impulsiona-se para o salto em altura.
Responder ao tiro de partida é responder a um estímulo o mais depressa possível: velocidade de reação.
Correr 5000 m é sustentar um esforço prolongado de intensidade moderada com fornecimento de oxigénio: resistência aeróbia.
Impulsionar-se num salto aplica muita força no menor tempo possível: força rápida/explosiva.
Resultado: (a) velocidade de reação; (b) resistência aeróbia; (c) força explosiva. Identificar a capacidade dominante e o seu tipo é o primeiro passo para escolher o método de treino adequado.
Erros frequentes
Revisão ativa
Para cada capacidade condicional (força, resistência, velocidade, flexibilidade), dá um exemplo de uma prova ou gesto desportivo que a exija de forma dominante e indica o tipo em causa.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Educação Física — Ensino Secundário (Conhecimentos) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Capacidades coordenativas
Uma ginasta executa uma roda seguida de um equilíbrio na trave, terminando com um salto ritmado ao som da música. Identifica as capacidades coordenativas envolvidas.
A roda exige orientação espacial (saber onde está o corpo enquanto gira) e combinação de movimentos (coordenar apoios e pernas em sequência).
Manter-se na trave estreita exige equilíbrio (controlar a projeção do centro de gravidade sobre uma base mínima).
Saltar ao som da música exige ritmo (ajustar o gesto à estrutura temporal) e diferenciação (dosear a força do salto).
Resultado: A sequência mobiliza orientação espacial e combinação (roda), equilíbrio (trave) e ritmo e diferenciação (salto ao som). A ginástica é uma das matérias que mais solicita as capacidades coordenativas.
Erros frequentes
Revisão ativa
Escolhe uma modalidade e identifica pelo menos três capacidades coordenativas que ela exige, indicando em que ação concreta cada uma se manifesta.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Educação Física — Ensino Secundário (Conhecimentos) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Capacidades e métodos de desenvolvimento
Um aluno quer ser mais rápido no sprint e treina correndo repetições de 100 m sem descanso, até já não conseguir manter o ritmo. Explica por que este método é inadequado e propõe a correção.
Correr repetições sem descanso leva à fadiga; com fadiga, o aluno já não corre à velocidade máxima, pelo que deixa de treinar velocidade.
O que este método treina é a resistência de força/resistência anaeróbia — capacidades úteis, mas diferentes da velocidade máxima que o aluno pretende.
Para treinar velocidade, fazer distâncias curtas (20-60 m) à intensidade máxima, com recuperação completa entre repetições, de modo a cada sprint ser realmente máximo.
Resultado: O método é inadequado porque a fadiga impede a execução máxima, treinando resistência em vez de velocidade. A correção é usar sprints curtos e máximos com recuperação completa — aplicar o método certo (intensidade máxima) à capacidade certa (velocidade).
Erros frequentes
Revisão ativa
Para um aluno que quer melhorar a força explosiva das pernas e a sua coordenação, indica um método adequado a cada objetivo, justificando a escolha pela natureza da capacidade.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Educação Física — Ensino Secundário (Conhecimentos) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)