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Atletismo: corridas, saltos e lançamentos

O atletismo reúne as três famílias de habilidades naturais — correr, saltar e lançar — em provas com regulamento próprio. Este tema descreve a técnica de corrida (velocidade, estafetas, barreiras, resistência), dos saltos (comprimento e altura, com a técnica de Fosbury) e do lançamento do peso, ligando o desempenho aos seus fatores mecânicos. Sem Exame Nacional, avalia-se internamente a execução técnica e o cumprimento do regulamento e das regras de segurança.

4 secções·~15 min de leitura·4 competências·Nível Base 1 · Padrão 3

T·0333 / 12
Perfil de exame
Executar as técnicas fundamentais de corrida, salto e lançamentoAplicar o regulamento das provas (partidas, ensaios, nulos, medição)Compreender os fatores mecânicos do desempenho (velocidade, ângulo, impulsão)Cumprir as regras de segurança nos lançamentos
Operadores:executadescreveaplicarelacionacalculainterpreta

nível básico

Comum a todos os cursos: correr com técnica em velocidade e em resistência, saltar em comprimento com chamada num pé e lançar o peso em segurança.

nível avançado

Aprofundamento: dominar a partida de blocos, a técnica de Fosbury no salto em altura e a translação no peso, e compreender os fatores mecânicos (ângulo e velocidade de saída).

Profundidade

Profundidade de leitura: Aprofundado

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Conteúdo · 4 secções▾
  1. Atletismo: corridas, saltos e lançamentos
    • 01Corridas: velocidade, estafetas, barreiras e resistência○
    • 02Saltos: comprimento e altura◐
    • 03Lançamentos: o peso e a segurança do setor◐
    • 04Regulamento, medição e foco de avaliação◐
§ 01

Corridas: velocidade, estafetas, barreiras e resistência#

●○○BaseLPAE-educacao-fisica-atividades-fisicas-atletismo

Pontos-chave

As corridas dividem-se em famílias segundo a distância e a exigência, cada uma com uma técnica de partida e um fator dominante (ver Fig. 1). Nas corridas de velocidade (100, 200 e 400 m) usa-se a partida de blocos, com o comando «às suas marcas, prontos» seguido do tiro; o desempenho depende do tempo de reação, da aceleração e da velocidade máxima. Nas corridas de meio-fundo e fundo (800 m e acima, corta-mato) a partida faz-se de pé e o determinante é a gestão do ritmo e do esforço ao longo da prova.

Famílias de corridas no atletismo

Famílias de corridasTabela com 4 colunas e 4 linhas, Dados: Família · Exemplos · Partida · Aspeto-chave; Velocidade · 100, 200, 400 m · Blocos (às marcas, prontos, tiro) · Reação, aceleração, velocidade máxima; Barreiras · 110/100 m e 400 m barreiras · Blocos · Ritmo de passadas e ataque rasante; Meio-fundo / fundo · 800, 1500, 3000 m, corta-mato · De pé · Gestão do ritmo e do esforço; Estafetas · 4 x 100 m, 4 x 400 m · Blocos (1.º atleta) · Testemunho na zona de transmissão, célula destacada: Reação, aceleração, velocidade máximaFAMÍLIAEXEMPLOSPARTIDAASPETO-CHAVEVELOCIDADE100, 200, 400 mBlocos (às marcas, prontos,tiro)Reação, aceleração,velocidade máximaBARREIRAS110/100 m e 400 m barreirasBlocosRitmo de passadas e ataquerasanteMEIO-FUNDO / FUNDO800, 1500, 3000 m, corta-matoDe péGestão do ritmo e do esforçoESTAFETAS4 x 100 m, 4 x 400 mBlocos (1.º atleta)Testemunho na zona detransmissão
Fig. 1Fig. 1 — As corridas organizam-se por famílias, cada uma com partida e fator dominante próprios.
A técnica de corrida de velocidade assenta numa ação coordenada de pernas e braços. As pernas fazem um apoio ativo e breve sob o centro de gravidade (não à frente, que trava), com boa extensão do apoio e elevação do joelho; os braços oscilam fletidos a ~90°, no plano sagital, em oposição às pernas, dando ritmo e equilíbrio. O tronco mantém-se ligeiramente inclinado à frente na aceleração e ereto na fase de velocidade máxima. Correr «relaxado» — sem crispação de ombros e mãos — é mais eficiente.
As barreiras acrescentam à corrida um obstáculo rítmico: entre barreiras corre-se com um número fixo de passadas, e a passagem faz-se por «ataque» (perna de ataque estendida à frente, tronco inclinado) e não por salto — quanto mais rasante a passagem, menos se perde velocidade. As estafetas introduzem a cooperação: quatro atletas revezam-se passando um testemunho, que tem de mudar de mãos dentro de uma zona de transmissão marcada; a passagem faz-se em movimento, sem olhar para trás no recetor, para não perder velocidade.
Cada família treina-se de modo próprio. A velocidade melhora com repetições curtas e máximas e recuperação completa; a resistência, com corridas prolongadas em ritmo controlado. Mesmo na escola, compreender que 100 m e 3000 m exigem sistemas energéticos diferentes (o primeiro sobretudo anaeróbio, o segundo aeróbio) ajuda a dosear o esforço — uma ideia retomada no tema dos processos energéticos.
Exemplo resolvido

Analisar uma passagem de testemunho

Numa estafeta 4x100 m, o recetor arranca cedo mas olha para trás e recebe o testemunho quase parado, deixando o companheiro alcançá-lo. Identifica os erros e indica como corrigir.

  1. 01Erro no olhar

    Olhar para trás durante a receção trava o recetor e desalinha a corrida; a passagem deve fazer-se com o recetor a olhar em frente, estendendo o braço para trás ao sinal combinado.

  2. 02Erro no ritmo

    Receber quase parado anula a vantagem da estafeta; o recetor deve estar já em velocidade quando recebe, dentro da zona de transmissão.

  3. 03Correção

    Combinar uma marca de arranque e um sinal sonoro; o recetor acelera à passagem do dador pela marca e recebe em movimento, sem olhar para trás.

Resultado: Os erros são olhar para trás e receber parado. Corrige-se com uma marca de arranque e um sinal combinado, recebendo o testemunho em plena velocidade dentro da zona — assim a estafeta ganha o tempo que a corrida individual não daria.

Foco no Exame Nacional

  • Distinguir as famílias de corridas (velocidade, meio-fundo/fundo, barreiras, estafetas) e a sua partida.
  • Descrever a ação técnica de braços e pernas na corrida de velocidade.
  • Explicar a passagem do testemunho na zona de transmissão (em movimento, sem olhar para trás).

Erros frequentes

  • Apoiar o pé muito à frente do corpo na corrida de velocidade, o que trava em vez de propulsionar.
  • Saltar por cima da barreira (em vez de a atacar rasante), perdendo velocidade.
  • Passar o testemunho parado ou a olhar para trás, quebrando o ritmo da estafeta.

Revisão ativa

Elabora um pequeno quadro que associe cada família de corridas ao tipo de partida e ao fator de desempenho dominante, e explica por que a corrida de velocidade usa blocos e a de fundo não.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Educação Física — Ensino Secundário (Atividades Físicas) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

Saltos: comprimento e altura#

●●○PadrãoLPAE-educacao-fisica-atividades-fisicas-atletismo

Pontos-chave

Nos saltos, o objetivo é transformar a velocidade da corrida de balanço em distância (comprimento) ou em altura (altura). O salto em comprimento tem quatro fases: a corrida de balanço (progressivamente acelerada), a chamada (impulsão num só pé sobre a tábua, sem ultrapassar a linha, sob pena de nulo), o voo e a queda na caixa de areia. Durante o voo, o centro de massa descreve uma trajetória parabólica que já não pode ser alterada — está determinada pela velocidade e pelo ângulo de saída na chamada (ver Fig. 2).

Trajetória parabólica no salto em comprimento

Voo do centro de massa (modelo de projétil)Gráfico de trajetória do centro de massa, zeros em x = 0, 5.313, máximo em (2.656, 0.483), ordenada na origem y = 0, no intervalo x de 0 a 5.5123450.10.20.30.40.50.6altura máx. ~0,48malcance ~5,3 mtrajetória docentro de massaaltura (m)distância horizontal (m)
Fig. 2Fig. 2 — Trajetória do centro de massa modelado como projétil (velocidade de saída 9 m/s, ângulo 20°, sem resistência do ar). No salto real o alcance é maior, porque o centro de massa parte a alguma altura e o atleta estende as pernas na queda.
A física do voo explica as prioridades técnicas. Modelando o centro de massa como um projétil sem resistência do ar, o seu alcance depende da velocidade de saída (que vem da corrida) e do ângulo de saída. Como a velocidade horizontal é o fator que mais pesa, o saltador procura chegar rápido à tábua e imprimir uma impulsão vigorosa, com um ângulo de saída relativamente baixo (na ordem dos 18°-22°, e não os 45° do alcance teórico máximo de um projétil, porque acelerar a subida custaria velocidade horizontal). No ar, técnicas como a extensão ou a «passada no ar» servem para manter o equilíbrio e preparar a queda; na queda, projetam-se os pés à frente para ganhar distância sem cair para trás.
O salto em altura moderno usa a técnica de Fosbury (flop): uma corrida de balanço em curva (em J), uma chamada com o pé exterior à curva, e a transposição da fasquia de costas, com o corpo arqueado, seguida de queda de costas sobre o colchão. A curva final permite inclinar o corpo e converter a velocidade em elevação; o arqueamento faz com que o centro de massa possa passar por baixo da fasquia enquanto o corpo passa por cima — uma subtileza mecânica que torna o Fosbury mais eficiente do que as técnicas antigas.
É a compreensão destes fatores que distingue um salto eficiente de um salto forçado. No comprimento, mais vale uma corrida rápida e uma chamada precisa do que uma impulsão exageradamente para cima; na altura, mais vale uma curva e um arqueamento corretos do que a pura força de salto. A avaliação valoriza a coordenação corrida-chamada e a segurança da queda, mais do que a marca em si.
Exemplo resolvido

Estimar o alcance de um projétil

Modela o centro de massa de um saltador como um projétil que sai a 9,0 m/s com um ângulo de 20° sobre um plano horizontal (g = 9,8 m/s^2). Estima o alcance e a altura máxima da trajetória.

  1. 01Alcance

    Para lançamento e queda ao mesmo nível, o alcance é R = v^2 x sin(2θ) / g. Com sin(40°) ~ 0,643: R = 81 x 0,643 / 9,8.

    R=v2sin⁡(2θ)gR = \dfrac{v^2 \sin(2\theta)}{g}R=gv2sin(2θ)​

    Alcance de um projétil lançado e recebido ao mesmo nível.

  2. 02Calcular R

    R = 81 x 0,643 / 9,8 = 52,1 / 9,8 ~ 5,31 m.

  3. 03Altura máxima

    H = (v x sin θ)^2 / (2g). Com sin(20°) ~ 0,342: H = (9,0 x 0,342)^2 / (2 x 9,8) = (3,08)^2 / 19,6 = 9,49 / 19,6 ~ 0,48 m.

    H=(vsin⁡θ)22gH = \dfrac{(v \sin\theta)^2}{2g}H=2g(vsinθ)2​

    Altura máxima atingida pelo projétil.

Resultado: O alcance é R ~ 5,31 m e a altura máxima H ~ 0,48 m, exatamente os valores marcados na Fig. 2. No salto real, a distância medida é maior porque o centro de massa já parte a alguma altura e o atleta projeta os pés à frente na queda.

Foco no Exame Nacional

  • Enumerar as quatro fases do salto em comprimento e identificar o que causa nulo (pisar a linha de chamada).
  • Relacionar o alcance do salto com a velocidade e o ângulo de saída do centro de massa.
  • Descrever a técnica de Fosbury no salto em altura (curva, chamada exterior, transposição de costas).

Erros frequentes

  • Ultrapassar a linha de chamada no comprimento (salto nulo) por não ajustar a corrida de balanço.
  • Procurar saltar muito para cima no comprimento, sacrificando a velocidade horizontal que dá o alcance.
  • Fazer a chamada com o pé interior à curva no Fosbury (deve ser o pé exterior).

Revisão ativa

Explica por que, no salto em comprimento, um ângulo de saída de cerca de 20° é preferível a 45°, relacionando a resposta com a origem da velocidade (a corrida de balanço).

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Educação Física — Ensino Secundário (Atividades Físicas) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

Lançamentos: o peso e a segurança do setor#

●●○PadrãoLPAE-educacao-fisica-atividades-fisicas-atletismo

Pontos-chave

O lançamento do peso não é, tecnicamente, um «lançamento» mas um empurrão: a esfera parte junto ao pescoço, empurrada em linha reta pela extensão do braço, e nunca «atirada» com o braço atrás (o que seria falta e causaria lesão). O gesto executa-se dentro de um círculo, com projeção para um setor delimitado. Convém decompô-lo em fases (ver Fig. 3): a pega e o apoio da esfera no pescoço, a posição inicial de costas para o setor, o deslize (translação) ou a rotação para ganhar velocidade, a posição de força e o empurrão final, e a recuperação sem sair pela frente do círculo.

Fases do lançamento do peso

Fases do pesoGrafo, Pega e apoio da esfera no pescoço → Posição inicial (de costas para o setor), Posição inicial (de costas para o setor) → Deslize / rotação (ganho de velocidade), Deslize / rotação (ganho de velocidade) → Posição de força e empurrão final, Posição de força e empurrão final → Recuperação (sem sair pela frente)Pega e apoio daesfera nopescoçoPosição inicial(de costas parao setor)Deslize /rotação(ganho develocidade)Posição de forçae empurrão finalRecuperação (semsair pelafrente)
Fig. 3Fig. 3 — O empurrão do peso, fase a fase, dentro do círculo.
A pega faz-se com a esfera assente na base dos dedos (não na palma) e apoiada no pescoço, por baixo do queixo, com o cotovelo elevado e afastado do corpo. A partir da posição inicial, o atleta ganha velocidade com um deslize para trás (técnica de translação) ou uma rotação, e chega a uma posição de força com o tronco a rodar de frente para o setor; o empurrão final combina a extensão das pernas, a rotação do tronco e a extensão do braço, libertando a esfera acima do ombro, num ângulo próximo dos 40°. A recuperação (troca de apoios) impede o atleta de sair pela frente do círculo, o que anularia o ensaio.
A segurança é absolutamente prioritária nos lançamentos e faz parte da avaliação. Só se lança quando o setor está completamente livre; nunca se atravessa o setor de queda; e não se vai buscar a esfera antes de dada a ordem. O peso transporta-se com as duas mãos e pousa-se — nunca se atira. Numa aula, o material lançado (peso, vórtex, dardo escolar) exige uma organização rígida: uma linha de lançamento, uma ordem para lançar e uma ordem para recolher, com todos atrás da linha durante os lançamentos.
O regulamento fixa ainda o que conta e o que é nulo: mede-se a distância do bordo interior do círculo até à primeira marca de queda dentro do setor; é nulo se a esfera cair fora do setor ou se o atleta tocar fora do círculo/sair pela frente. Cada atleta dispõe de vários ensaios, contando o melhor. Compreender estas regras é indispensável tanto para lançar como para desempenhar o papel de juiz/organizador.
Exemplo resolvido

Decidir a validade de um ensaio

Um atleta empurra o peso, que cai claramente dentro do setor, mas, no impulso final, apoia o pé à frente do círculo, no solo, antes de recuperar. O ensaio é válido? Justifica.

  1. 01Verificar a queda

    A esfera caiu dentro do setor — esta condição está cumprida.

  2. 02Verificar a saída do círculo

    O atleta apoiou o pé à frente do círculo antes de o lançamento estar concluído e de sair por trás — o regulamento exige que se saia pela metade de trás do círculo e sem tocar fora.

  3. 03Decidir

    Tocar o solo à frente do círculo (fora dele) invalida o ensaio, mesmo que a esfera tenha caído no setor.

Resultado: O ensaio é nulo: embora a esfera tenha caído no setor, o atleta tocou fora do círculo pela frente. A recuperação existe precisamente para travar o corpo e evitar esta falta — daí a sua importância técnica e regulamentar.

Foco no Exame Nacional

  • Explicar por que o peso se empurra (e não se lança) e descrever as fases do gesto.
  • Enumerar as regras de segurança do setor de lançamentos.
  • Indicar o que é nulo no lançamento do peso (sair pela frente, esfera fora do setor).

Erros frequentes

  • Atirar o peso com o braço atrás (como uma bola), em vez de o empurrar do pescoço — falta e risco de lesão.
  • Sair pela frente do círculo após o lançamento (ensaio nulo).
  • Ir buscar a esfera ou atravessar o setor antes da ordem de recolha — falha grave de segurança.

Revisão ativa

Descreve o protocolo de segurança que organizarias para uma aula de lançamento do peso, desde a formação da turma até à recolha das esferas.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Educação Física — Ensino Secundário (Atividades Físicas) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

Regulamento, medição e foco de avaliação#

●●○PadrãoLPAE-educacao-fisica-atividades-fisicas-atletismo

Pontos-chave

Cada prova de atletismo tem uma forma própria de determinar o vencedor e de definir o nulo (ver Fig. 4). Nas corridas, vence o menor tempo, medido por cronómetro ou foto-finish, e comete falta quem faz falsa partida ou abandona a sua pista. Nos saltos e lançamentos, conta a melhor de várias tentativas (ensaios): no comprimento mede-se a marca de queda mais recuada, na altura a maior altura transposta em três tentativas por fasquia, e no peso a maior distância do lançamento válido.

Como se mede e o que é nulo em cada prova

Medição e nulosTabela com 3 colunas e 4 linhas, Dados: Prova · Como se vence / mede · O que é nulo / falta; Corridas · Menor tempo (cronómetro / foto-finish) · Falsa partida; sair da sua pista; Salto em comprimento · Melhor de vários ensaios; marca de queda mais recuada · Pisar ou ultrapassar a linha de chamada; Salto em altura · Maior altura transposta; 3 tentativas por fasquia · Derrubar a fasquia; passar por baixo; Lançamento do peso · Melhor de vários ensaios; maior distância · Sair pela frente do círculo; esfera fora do setor, célula destacada: Pisar ou ultrapassar a linha de chamadaPROVACOMO SE VENCE / MEDEO QUE É NULO / FALTACORRIDASMenor tempo (cronómetro /foto-finish)Falsa partida; sair da suapistaSALTO EMCOMPRIMENTOMelhor de vários ensaios;marca de queda mais recuadaPisar ou ultrapassar a linhade chamadaSALTO EM ALTURAMaior altura transposta; 3tentativas por fasquiaDerrubar a fasquia; passarpor baixoLANÇAMENTO DO PESOMelhor de vários ensaios;maior distânciaSair pela frente do círculo;esfera fora do setor
Fig. 4Fig. 4 — Regras de medição e de nulo nas principais provas.
As regras de nulo protegem a equidade da medição. No comprimento, é nulo pisar ou ultrapassar a linha de chamada (por isso a corrida de balanço deve estar calibrada); na altura, é nulo derrubar a fasquia ou passar por baixo dela; no peso, é nulo sair pela frente do círculo ou a esfera cair fora do setor. Conhecer estas regras é indispensável para o papel de juiz, que a Educação Física também valoriza.
A medição é ela própria uma competência. Medir um salto em comprimento exige colocar a fita perpendicular à linha de chamada e ler na marca mais recuada; cronometrar uma corrida exige rigor no arranque e na chegada; validar uma altura exige confirmar que a fasquia não caiu. Estas tarefas de organização e arbitragem — montar, medir, registar — fazem parte da avaliação e ensinam responsabilidade e rigor.
Em síntese, o foco de avaliação no atletismo combina a execução técnica (a correção do gesto em cada prova), a compreensão dos fatores de desempenho (velocidade, ângulo, ritmo) e o desempenho dos papéis de juiz e organizador (medir, registar, garantir a segurança). Um aluno pode não ter as melhores marcas e, ainda assim, ser bem avaliado se executar com correção, compreender o que faz e organizar as provas com rigor e segurança.
Exemplo resolvido

Registar e comparar marcas

No salto em altura, um aluno transpõe 1,20 m, falha as três tentativas a 1,30 m mas tinha transposto 1,25 m antes. Qual é a sua marca? E se derrubasse a fasquia a 1,25 m na primeira tentativa mas a transpusesse na segunda?

  1. 01Aplicar a regra da melhor altura

    A marca é a maior altura efetivamente transposta, independentemente das falhas posteriores; falhar 1,30 m não anula o 1,25 m já validado.

  2. 02Resolver o primeiro caso

    A maior altura transposta foi 1,25 m — essa é a marca, apesar das três falhas a 1,30 m.

  3. 03Resolver o segundo caso

    Cada fasquia dá até 3 tentativas; transpor 1,25 m à segunda tentativa é válido — a fasquia foi vencida, a marca conta como 1,25 m.

Resultado: Nos dois casos a marca é 1,25 m: vale a maior altura transposta, e cada fasquia admite até três tentativas. As falhas a alturas superiores não apagam uma altura já vencida.

Foco no Exame Nacional

  • Indicar como se determina o vencedor em cada prova (tempo; melhor de vários ensaios).
  • Reconhecer as situações de nulo em corrida, salto e lançamento.
  • Descrever tarefas de medição/arbitragem e a sua importância na avaliação.

Erros frequentes

  • Pensar que o salto em altura vale pela última altura tentada e não pela maior efetivamente transposta.
  • Medir o comprimento a partir do ponto de chamada real e não da linha de chamada (a medição parte da linha).
  • Descurar o rigor no cronómetro (arranque/chegada), invalidando a comparação de tempos.

Revisão ativa

Elabora uma pequena grelha de juiz para uma prova de salto em comprimento, indicando como validar cada ensaio, onde medir e como registar a melhor marca.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Educação Física — Ensino Secundário (Atividades Físicas) (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01Corridas: velocidade, estafetas, barreiras e resistência○
    • 02Saltos: comprimento e altura◐
    • 03Lançamentos: o peso e a segurança do setor◐
    • 04Regulamento, medição e foco de avaliação◐

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Dos resumos à prática

Atletismo: corridas, saltos e lançamentos

Consolida este tema com perguntas do banco de perguntas.

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Competências
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Referências e fontes

Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Aprendizagens Essenciais de Educação Física — Ensino Secundário (Atividades Físicas)

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