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O atletismo reúne as três famílias de habilidades naturais — correr, saltar e lançar — em provas com regulamento próprio. Este tema descreve a técnica de corrida (velocidade, estafetas, barreiras, resistência), dos saltos (comprimento e altura, com a técnica de Fosbury) e do lançamento do peso, ligando o desempenho aos seus fatores mecânicos. Sem Exame Nacional, avalia-se internamente a execução técnica e o cumprimento do regulamento e das regras de segurança.
4 secções~15 min de leitura4 competênciasNível Base 1 · Padrão 3
nível básico
Comum a todos os cursos: correr com técnica em velocidade e em resistência, saltar em comprimento com chamada num pé e lançar o peso em segurança.
nível avançado
Aprofundamento: dominar a partida de blocos, a técnica de Fosbury no salto em altura e a translação no peso, e compreender os fatores mecânicos (ângulo e velocidade de saída).
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Famílias de corridas no atletismo
Numa estafeta 4x100 m, o recetor arranca cedo mas olha para trás e recebe o testemunho quase parado, deixando o companheiro alcançá-lo. Identifica os erros e indica como corrigir.
Olhar para trás durante a receção trava o recetor e desalinha a corrida; a passagem deve fazer-se com o recetor a olhar em frente, estendendo o braço para trás ao sinal combinado.
Receber quase parado anula a vantagem da estafeta; o recetor deve estar já em velocidade quando recebe, dentro da zona de transmissão.
Combinar uma marca de arranque e um sinal sonoro; o recetor acelera à passagem do dador pela marca e recebe em movimento, sem olhar para trás.
Resultado: Os erros são olhar para trás e receber parado. Corrige-se com uma marca de arranque e um sinal combinado, recebendo o testemunho em plena velocidade dentro da zona — assim a estafeta ganha o tempo que a corrida individual não daria.
Erros frequentes
Revisão ativa
Elabora um pequeno quadro que associe cada família de corridas ao tipo de partida e ao fator de desempenho dominante, e explica por que a corrida de velocidade usa blocos e a de fundo não.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Educação Física — Ensino Secundário (Atividades Físicas) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Trajetória parabólica no salto em comprimento
Modela o centro de massa de um saltador como um projétil que sai a 9,0 m/s com um ângulo de 20° sobre um plano horizontal (g = 9,8 m/s^2). Estima o alcance e a altura máxima da trajetória.
Para lançamento e queda ao mesmo nível, o alcance é R = v^2 x sin(2θ) / g. Com sin(40°) ~ 0,643: R = 81 x 0,643 / 9,8.
Alcance de um projétil lançado e recebido ao mesmo nível.
R = 81 x 0,643 / 9,8 = 52,1 / 9,8 ~ 5,31 m.
H = (v x sin θ)^2 / (2g). Com sin(20°) ~ 0,342: H = (9,0 x 0,342)^2 / (2 x 9,8) = (3,08)^2 / 19,6 = 9,49 / 19,6 ~ 0,48 m.
Altura máxima atingida pelo projétil.
Resultado: O alcance é R ~ 5,31 m e a altura máxima H ~ 0,48 m, exatamente os valores marcados na Fig. 2. No salto real, a distância medida é maior porque o centro de massa já parte a alguma altura e o atleta projeta os pés à frente na queda.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que, no salto em comprimento, um ângulo de saída de cerca de 20° é preferível a 45°, relacionando a resposta com a origem da velocidade (a corrida de balanço).
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Educação Física — Ensino Secundário (Atividades Físicas) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Fases do lançamento do peso
Um atleta empurra o peso, que cai claramente dentro do setor, mas, no impulso final, apoia o pé à frente do círculo, no solo, antes de recuperar. O ensaio é válido? Justifica.
A esfera caiu dentro do setor — esta condição está cumprida.
O atleta apoiou o pé à frente do círculo antes de o lançamento estar concluído e de sair por trás — o regulamento exige que se saia pela metade de trás do círculo e sem tocar fora.
Tocar o solo à frente do círculo (fora dele) invalida o ensaio, mesmo que a esfera tenha caído no setor.
Resultado: O ensaio é nulo: embora a esfera tenha caído no setor, o atleta tocou fora do círculo pela frente. A recuperação existe precisamente para travar o corpo e evitar esta falta — daí a sua importância técnica e regulamentar.
Erros frequentes
Revisão ativa
Descreve o protocolo de segurança que organizarias para uma aula de lançamento do peso, desde a formação da turma até à recolha das esferas.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Educação Física — Ensino Secundário (Atividades Físicas) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Como se mede e o que é nulo em cada prova
No salto em altura, um aluno transpõe 1,20 m, falha as três tentativas a 1,30 m mas tinha transposto 1,25 m antes. Qual é a sua marca? E se derrubasse a fasquia a 1,25 m na primeira tentativa mas a transpusesse na segunda?
A marca é a maior altura efetivamente transposta, independentemente das falhas posteriores; falhar 1,30 m não anula o 1,25 m já validado.
A maior altura transposta foi 1,25 m — essa é a marca, apesar das três falhas a 1,30 m.
Cada fasquia dá até 3 tentativas; transpor 1,25 m à segunda tentativa é válido — a fasquia foi vencida, a marca conta como 1,25 m.
Resultado: Nos dois casos a marca é 1,25 m: vale a maior altura transposta, e cada fasquia admite até três tentativas. As falhas a alturas superiores não apagam uma altura já vencida.
Erros frequentes
Revisão ativa
Elabora uma pequena grelha de juiz para uma prova de salto em comprimento, indicando como validar cada ensaio, onde medir e como registar a melhor marca.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Educação Física — Ensino Secundário (Atividades Físicas) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)