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As atividades de exploração da natureza desenvolvem a autonomia e a segurança em ambiente natural; a orientação, a matéria nuclear, consiste em percorrer um trajeto o mais rápido possível, encontrando pontos de controlo com o auxílio de um mapa e de uma bússola. Este tema trata da leitura do mapa, do uso da bússola e do azimute, dos percursos de controlo e da segurança. Sem Exame Nacional, avalia-se internamente a leitura do mapa, a gestão do percurso e a segurança.
4 secções~14 min de leitura4 competênciasNível Base 2 · Padrão 2
nível básico
Comum a todos os cursos: ler os símbolos e a escala de um mapa, orientá-lo com a bússola e completar um percurso simples de controlo.
nível avançado
Aprofundamento: seguir azimutes, interpretar o relevo pelas curvas de nível e escolher a melhor rota entre controlos, gerindo o esforço.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Elementos de leitura do mapa de orientação
Num mapa à escala 1:15000, mede-se no papel uma distância de 4 cm entre dois pontos de controlo. Qual é a distância real no terreno?
1:15000 significa que 1 cm no mapa corresponde a 15000 cm no terreno, isto é, 150 m.
4 cm no mapa x 150 m/cm = 600 m no terreno.
A distância real obtém-se multiplicando a medida no mapa pelo fator de escala.
Os controlos estão a 600 m em linha reta; o percurso real será maior se houver obstáculos a contornar.
Resultado: A distância real é 600 m (4 cm x 150 m/cm). A escala permite estimar distâncias e, com o relevo, planear se compensa ir a direito ou contornar.
Erros frequentes
Revisão ativa
Num mapa à escala 1:10000, dois pontos de controlo estão a 6 cm um do outro. Calcula a distância real entre eles e explica como a escala te ajuda a planear o percurso.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Educação Física — Ensino Secundário (Atividades Físicas) (Direção-Geral da Educação (DGE))
A rosa dos ventos e os azimutes
Precisas de te deslocar exatamente para Sudoeste até um ponto de controlo que não vês por causa da vegetação. Qual é o azimute e como o segues com a bússola?
Sudoeste (SO) corresponde a um azimute de 225 graus (a meio caminho entre Sul, 180, e Oeste, 270).
Roda-se o limbo até 225 graus ficarem alinhados com a seta de direção; no mapa, alinha-se o norte do limbo com o norte do mapa.
Roda-se o corpo, com a bússola à frente, até a agulha magnética assentar no norte do limbo; a seta de direção aponta então para SO — segue-se em frente nessa direção.
Resultado: O azimute é 225 graus (Sudoeste). Regula-se o limbo nesse valor, alinha-se a agulha com o norte do limbo e segue-se a seta de direção — assim avança-se a direito para o controlo mesmo sem o ver.
Erros frequentes
Revisão ativa
Indica o azimute aproximado de cada uma das direções cardeais e colaterais (N, NE, E, SE, S, SW, W, NW) e explica como seguirias um azimute de 135 graus.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Educação Física — Ensino Secundário (Atividades Físicas) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Procedimento em cada ponto de controlo
Dois controlos distam 500 m em linha reta, mas entre eles há uma encosta muito íngreme (curvas de nível muito juntas). Um caminho contorna a encosta, com 700 m mas em terreno plano. Qual escolherias e porquê?
As curvas de nível muito juntas indicam um declive acentuado; subir a direito custa muito esforço e reduz a velocidade drasticamente.
A linha reta é mais curta (500 m) mas íngreme; o caminho é mais longo (700 m) mas plano e de piso definido, permitindo correr depressa.
Em geral, o caminho plano é mais rápido apesar de mais longo, porque a velocidade constante compensa a distância extra e poupa energia para o resto do percurso.
Resultado: Escolhe-se, em regra, o caminho que contorna (700 m planos): correr depressa em terreno fácil bate subir devagar uma encosta íngreme. A leitura das curvas de nível é o que fundamenta a decisão — a rota mais curta não é a mais rápida.
Erros frequentes
Revisão ativa
Entre dois controlos há uma colina íngreme. Descreve duas opções de rota (a direito por cima e a contornar) e explica que fatores (declive, distância, tipo de terreno) usarias para decidir.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Educação Física — Ensino Secundário (Atividades Físicas) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Segurança na natureza
A meio de um percurso de orientação, apercebes-te de que já não reconheces nada à tua volta e não sabes onde estás no mapa. Qual é a sequência de ações mais segura?
A primeira regra é parar de avançar: continuar a andar sem saber onde se está só aumenta a distância a um ponto conhecido.
Orientar o mapa com a bússola e procurar em redor elementos identificáveis (um caminho, um curso de água, uma linha de relevo) para relocalizar a posição.
Se não conseguir relocalizar-se, voltar sobre os próprios passos até um ponto que reconheça (um controlo já visitado, um caminho); em último caso, usar o apito e aguardar.
Resultado: A sequência segura é parar, orientar o mapa e procurar referências, e — se preciso — regressar ao último ponto conhecido ou sinalizar com o apito. O erro a evitar é continuar a avançar perdido, que agrava o problema.
Erros frequentes
Revisão ativa
Elabora uma lista de verificação de segurança para uma atividade de orientação, cobrindo o antes (preparação), o durante (regras no terreno) e o que fazer em caso de te perderes.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Educação Física — Ensino Secundário (Atividades Físicas) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)