EuraStudy
A infografia é o desenho e a imagem produzidos por meios digitais. Este tópico apresenta a imagem digital (píxel, resolução, profundidade de cor), a distinção fundamental entre imagem raster e vetorial, os modelos de cor e os formatos de ficheiro, e o papel do software no processo de desenho. Nota honesta: o Exame 706 é uma prova prática executada com meios manuais, pelo que a infografia entra na prova sobretudo como conceito e vocabulário, e não como tarefa de computador.
4 secções~15 min de leitura2 competênciasNível Base 1 · Padrão 2 · Aprofundamento 1
nível básico
Saber o que é um píxel, distinguir raster de vetorial e reconhecer os formatos e modelos de cor mais comuns.
nível avançado
Compreender a resolução, a profundidade de cor e as implicações de cada formato, e integrar a infografia no processo de desenho.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
A grelha de píxeis e a pixelização
Uma imagem tem 600 × 400 píxeis. Quantos píxeis tem no total? Se a imprimires a 300 dpi, que dimensão física (em polegadas) terá, e o que sucede se a ampliares para o dobro dessa dimensão?
Multiplica-se largura por altura: 600 × 400 = 240 000 píxeis.
A 300 píxeis por polegada, a largura dá 600 ÷ 300 = 2 polegadas e a altura 400 ÷ 300 ≈ 1,33 polegadas.
Ao dobro (4 × 2,67 pol), a densidade cai para 150 dpi: cada píxel passa a ocupar o dobro do lado, tornando-se visível.
A imagem pixeliza: os contornos oblíquos e curvos aparecem «aos degraus», porque não há píxeis novos — os existentes apenas ficam maiores.
Resultado: A imagem tem 240 000 píxeis e imprime-se nítida a 2 × 1,33 polegadas (300 dpi); ao dobro dessa dimensão a densidade cai para 150 dpi e surge a pixelização, porque a imagem raster não ganha pormenor ao ser ampliada.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que uma fotografia pequena, ao ser muito ampliada para um cartaz, fica «aos quadrados», recorrendo às noções de píxel e resolução.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Desenho A — Materiais (imagem digital) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Raster vs vetorial
Vais criar um logótipo que será usado num cartão de visita (pequeno) e num outdoor (enorme). Que tipo de imagem escolhes e porquê? Que problema evitas?
O mesmo logótipo tem de ficar perfeito em tamanhos muito diferentes, do minúsculo ao gigante.
Um logótipo raster (JPEG/PNG) pixelizaria ao ser ampliado para o outdoor, a menos que fosse criado numa resolução absurda.
Uma imagem vetorial (SVG/AI), sendo uma fórmula, é recalculada para cada tamanho sem perder qualidade.
O ficheiro vetorial é leve e permite editar cores e formas com facilidade.
Resultado: Deve entregar-se o logótipo em formato vetorial (SVG/AI), porque é independente da resolução e mantém-se nítido do cartão ao outdoor — evitando a pixelização própria do raster.
Erros frequentes
Revisão ativa
Um cliente pede o logótipo da sua marca «para usar desde um cartão de visita até um outdoor». Que tipo de imagem deves entregar e porquê?
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Desenho A — Materiais (raster e vetorial) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Modelos de cor: RGB e CMYK
Formatos de ficheiro de imagem
Criaste um cartaz muito colorido no computador. Vais publicá-lo online e também mandá-lo imprimir. Como preparas a cor e o ficheiro em cada caso?
Mantém-se em RGB (o modelo dos ecrãs) e exporta-se em JPEG ou PNG, otimizado para a web.
Converte-se para CMYK (o modelo da impressão) e exporta-se em PDF ou TIFF de alta resolução (300 dpi).
Algumas cores vivas do ecrã (RGB) não existem em tinta (CMYK) e sairão mais apagadas; convém verificar antes de imprimir.
A escolha do modelo e do formato depende do meio de saída: luz (ecrã) ou tinta (papel).
Resultado: Para o ecrã: RGB em JPEG/PNG; para a gráfica: CMYK em PDF/TIFF a 300 dpi. A cor e o formato preparam-se em função do meio de saída, porque ecrã e impressão obedecem a sínteses de cor diferentes.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que preparas uma imagem em RGB para publicar num site e em CMYK para enviar a uma gráfica, e que formato usarias em cada caso.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Desenho A — Materiais (modelos de cor e formatos) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Fluxo de trabalho da infografia
Queres transformar um esboço a lápis num ícone vetorial limpo para uma aplicação. Descreve o fluxo de trabalho e as ferramentas em cada fase.
Faz-se o esboço a lápis, explorando a forma com a expressividade do traço manual.
Digitaliza-se o esboço com um scanner ou fotografa-se, obtendo uma imagem raster do desenho.
Em software vetorial (Illustrator/Inkscape), redesenha-se por cima com curvas de Bézier, obtendo um ícone limpo e escalável.
Exporta-se em SVG (escalável) e/ou PNG, prontos para a aplicação.
Resultado: O fluxo combina a mão (esboço a lápis) com o digital (digitalização e vetorização em software vetorial), terminando num ícone SVG escalável — um exemplo típico de como a infografia complementa o desenho tradicional.
Erros frequentes
Revisão ativa
Descreve um fluxo de trabalho em que um desenho começa à mão e termina no computador, indicando em que fase usarias software raster ou vetorial.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Desenho A — Materiais (software e desenho digital) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)