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A hereditariedade explica como as características se transmitem de geração em geração. Relaciona-se a meiose e a fecundação com a variabilidade genética, aplicam-se as Leis de Mendel a cruzamentos mono e di-híbridos com quadros de Punnett, estudam-se as extensões (codominância, dominância incompleta, alelos múltiplos do sistema ABO) e a hereditariedade ligada ao sexo, com interpretação de árvores genealógicas. É um domínio de aprofundamento, sem Exame Nacional próprio (avaliação interna).
4 secções~13 min de leitura4 competênciasNível Aprofundamento 4
nível básico
Reconhecer que as características se herdam e que existem genes dominantes e recessivos.
nível avançado
Resolver problemas de genética com quadros de Punnett (mono e di-híbrido, ligada ao sexo), recalcular proporções fenotípicas e genotípicas e interpretar heredogramas — nível do 12.º ano de Ciências e Tecnologias.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Fontes de variabilidade na meiose e fecundação
Numa espécie hipotética com n = 3 pares de cromossomas, quantos tipos de gâmetas diferentes se podem formar apenas por segregação independente? E se considerarmos a fecundação entre dois destes indivíduos?
O número de combinações por segregação independente é 2^n, sendo n o número de pares de homólogos.
Com n = 3: 2^3 = 8 tipos de gâmetas diferentes por indivíduo.
Combinando dois indivíduos: 8 × 8 = 64 combinações possíveis na descendência.
Resultado: 8 tipos de gâmetas por segregação independente e 64 combinações possíveis na fecundação (sem contar o crossing-over, que aumenta ainda mais a diversidade).
Erros frequentes
Revisão ativa
Calcula o número de tipos de gâmetas gerados por segregação independente numa espécie com n = 4 e explica como o crossing-over aumenta ainda mais a variabilidade.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais — Biologia 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Quadro de Punnett — monoibridismo (Aa × Aa)
Quadro de Punnett — diibridismo (AaBb × AaBb)
Cruzam-se ervilhas AaBb × AaBb, em que A (amarelo) domina a (verde) e B (liso) domina b (rugoso). Determina a proporção fenotípica esperada e a probabilidade de um descendente ser verde e rugoso.
Cada progenitor forma AB, Ab, aB, ab em igual proporção.
O quadro 4 × 4 dá 9 amarelo-liso : 3 amarelo-rugoso : 3 verde-liso : 1 verde-rugoso (9:3:3:1).
Verde = aa (1/4) e rugoso = bb (1/4); pela regra do produto: 1/4 × 1/4 = 1/16.
Resultado: Proporção fenotípica 9:3:3:1; a probabilidade de um descendente ser verde e rugoso (aabb) é 1/16.
Erros frequentes
Revisão ativa
Cruza dois indivíduos AaBb e determina, pela regra do produto, a probabilidade de um descendente ser aabb e a de ser A_bb.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais — Biologia 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Sistema ABO — genótipos e fenótipos
Cruzam-se um indivíduo do grupo A heterozigótico (Iᴬ i) e um do grupo B heterozigótico (Iᴮ i). Determina os grupos sanguíneos possíveis na descendência e as proporções.
O grupo A (Iᴬ i) forma gâmetas Iᴬ e i; o grupo B (Iᴮ i) forma gâmetas Iᴮ e i.
Iᴬ×Iᴮ = Iᴬ Iᴮ (AB); Iᴬ×i = Iᴬ i (A); i×Iᴮ = Iᴮ i (B); i×i = i i (O).
1 AB : 1 A : 1 B : 1 O — os quatro grupos em igual proporção (1/4 cada).
Resultado: Descendência: 1/4 grupo AB, 1/4 grupo A, 1/4 grupo B e 1/4 grupo O — os quatro grupos sanguíneos são possíveis.
Erros frequentes
Revisão ativa
Um progenitor do grupo A (Iᴬ i) cruza com outro do grupo B (Iᴮ i). Determina os grupos sanguíneos possíveis na descendência e as respetivas proporções.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais — Biologia 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Árvore genealógica de uma doença recessiva ligada ao X
Quadro de Punnett — herança ligada ao X
Uma mulher portadora de daltonismo (Xᴬ Xᵃ) casa com um homem de visão normal (Xᴬ Y). Determina as proporções esperadas na descendência, separando por sexo.
A mãe forma Xᴬ e Xᵃ; o pai forma Xᴬ e Y.
Descendência: Xᴬ Xᴬ (filha não portadora), Xᴬ Y (filho normal), Xᴬ Xᵃ (filha portadora), Xᵃ Y (filho afetado).
As filhas são todas de visão normal: 1/2 não portadoras e 1/2 portadoras.
Os filhos são 1/2 de visão normal e 1/2 daltónicos.
Resultado: Filhas: 50% não portadoras, 50% portadoras (todas veem bem). Filhos: 50% normais, 50% daltónicos. No total, 1/4 da descendência é daltónica — e é sempre rapaz.
Erros frequentes
Revisão ativa
Uma mulher portadora de daltonismo (Xᴬ Xᵃ) casa com um homem de visão normal (Xᴬ Y). Determina a probabilidade de terem um filho (rapaz) daltónico e a de terem uma filha portadora.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais — Biologia 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)