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A reprodução humana é sexuada e assenta na produção de gâmetas por gametogénese, na sua união por fecundação e no desenvolvimento do novo ser. Estuda-se a morfofisiologia dos sistemas reprodutores, a espermatogénese e a oogénese, a regulação hormonal da atividade reprodutora (eixo hipotálamo-hipófise-gónadas) e o ciclo sexual feminino, terminando na fecundação, na nidação e no papel da placenta. É um domínio de aprofundamento, sem Exame Nacional próprio (avaliação interna).
4 secções~16 min de leitura4 competênciasNível Padrão 2 · Aprofundamento 2
nível básico
Reconhecer os órgãos reprodutores e as etapas gerais da reprodução, já introduzidas no ensino básico.
nível avançado
Aprofundar a gametogénese ao nível celular e a regulação hormonal por retroação, com interpretação quantitativa de gráficos hormonais — nível do 12.º ano de Ciências e Tecnologias.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Corte de um tubo seminífero e do tecido intersticial
Um corte histológico de testículo mostra tubos seminíferos e, entre eles, aglomerados de células no tecido intersticial. Indica onde se produz a testosterona e justifica a importância desta hormona para a espermatogénese.
As células do tecido intersticial (entre os tubos) são as células de Leydig; as células que revestem o interior do tubo são as de Sertoli e as germinativas.
As células de Leydig produzem testosterona; as de Sertoli sustentam e nutrem as células germinativas em meiose.
A testosterona produzida no interstício difunde-se para o interior do tubo e é indispensável ao desenvolvimento das células germinativas em espermatozoides.
Resultado: A testosterona é produzida pelas células de Leydig (interstício) e estimula a espermatogénese que decorre nos tubos seminíferos, junto às células de Sertoli.
Erros frequentes
Revisão ativa
Elabora um quadro que associe cada estrutura (tubo seminífero, células de Leydig, folículo ovárico, endométrio) à sua função na reprodução.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais — Biologia 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Da célula germinativa aos gâmetas
Espermatogénese vs oogénese
A partir de 100 espermatócitos I e de 100 oócitos I que completam a meiose, quantos gâmetas funcionais se obtêm em cada caso? Justifica a diferença.
Cada espermatócito I (2n) origina 4 espermatozoides (n): 100 × 4 = 400 espermatozoides.
Cada oócito I (2n) origina 1 óvulo funcional (n) e glóbulos polares que degeneram: 100 × 1 = 100 óvulos.
As divisões da oogénese são desiguais, concentrando as reservas citoplasmáticas num só gâmeta — o óvulo — para sustentar o desenvolvimento inicial do embrião.
Resultado: 400 espermatozoides e 100 óvulos: a diferença resulta da assimetria das divisões meióticas na oogénese.
Erros frequentes
Revisão ativa
Constrói um esquema que acompanhe uma espermatogónia e uma oogónia ao longo da gametogénese, indicando a ploidia (2n/n) em cada etapa e o número de células obtidas.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais — Biologia 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Eixo hipotálamo-hipófise-ovário
Variações hormonais no ciclo de 28 dias
Um gráfico do ciclo mostra os estrogénios a subir até um máximo por volta do dia 13, seguido de um pico acentuado de LH no dia 14. Explica a relação causal entre estes dois factos e a sua consequência.
O folículo maduro produz estrogénios em concentração elevada e sustentada.
Acima de um limiar, os estrogénios deixam de exercer retroação negativa e passam a exercer retroação POSITIVA sobre o hipotálamo e a hipófise.
A retroação positiva provoca uma descarga maciça de LH (e FSH) — o pico de LH.
O pico de LH desencadeia a ovulação (rutura do folículo e libertação do oócito II) cerca de 24–36 h depois.
Resultado: Os estrogénios elevados provocam, por retroação positiva, o pico de LH, que desencadeia a ovulação por volta do dia 14.
Erros frequentes
Revisão ativa
Num gráfico do ciclo de 28 dias, assinala o pico de LH, a ovulação, a formação do corpo lúteo e a menstruação, indicando o tipo de retroação dominante em cada fase.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais — Biologia 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Da fecundação à nidação
Explica, em termos hormonais, por que uma mulher grávida não menstrua, referindo o papel da hCG.
Na ausência de fecundação, o corpo lúteo degenera, a progesterona cai e o endométrio descama-se (menstruação).
O trofoblasto do blastocisto produz hCG, que mantém o corpo lúteo ativo.
O corpo lúteo continua a produzir progesterona, que mantém o endométrio íntegro; não havendo queda hormonal, não há descamação.
Resultado: A hCG mantém o corpo lúteo e, com ele, a progesterona que conserva o endométrio — por isso não ocorre menstruação durante a gravidez.
Erros frequentes
Revisão ativa
Ordena cronologicamente e explica: ovulação, fecundação, segmentação, formação do blastocisto, nidação e produção de hCG.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais — Biologia 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)