EuraStudy
As mutações são alterações do material genético. Distinguem-se as mutações génicas (substituição, inserção, deleção) das cromossómicas (estruturais e numéricas), relacionam-se com a variabilidade e com doenças genéticas, caracterizam-se os agentes mutagénicos e os mecanismos de reparação, e discute-se o significado evolutivo das mutações como fonte primária de variabilidade. É um domínio de aprofundamento, sem Exame Nacional próprio (avaliação interna).
4 secções~12 min de leitura4 competênciasNível Padrão 2 · Aprofundamento 2
nível básico
Reconhecer que existem alterações do material genético que podem ser hereditárias.
nível avançado
Classificar mutações génicas e cromossómicas, prever efeitos na proteína, relacionar não-disjunção com aneuploidias e discutir o papel evolutivo — nível do 12.º ano de Ciências e Tecnologias.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Tipos de mutação génica
Mutação da anemia falciforme
A sequência normal de um gene dá o mRNA AUG-AAA-GGU-UAA. Numa versão mutada, o mRNA é AUG-AAA-GGU-UGA... e continua. Classifica a mutação e prevê o efeito.
O quarto codão passou de UAA (STOP) para UGA (STOP) — ambos são de finalização.
É uma substituição de base que mantém a função de STOP — uma mutação silenciosa (do ponto de vista funcional).
A proteína termina no mesmo ponto; a sequência de aminoácidos não se altera.
Resultado: É uma substituição sem consequência funcional (silenciosa): a troca de STOP UAA por STOP UGA não altera a proteína, ilustrando a redundância do código.
Erros frequentes
Revisão ativa
A sequência de mRNA normal é AUG-GAG-... e a mutada AUG-GUG-... Classifica a mutação e prevê a consequência para a proteína.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais — Biologia 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Não-disjunção meiótica
Explica como uma não-disjunção durante a oogénese pode originar uma criança com trissomia 21.
Na meiose da mãe, os dois cromossomas 21 (ou os cromatídeos) não se separam.
Forma-se um óvulo com dois cromossomas 21 (n+1 = 24 cromossomas).
Fecundado por um espermatozoide normal (n = 23, com um cromossoma 21), o zigoto fica com três cromossomas 21.
O indivíduo tem 47 cromossomas, com trissomia do 21 (síndrome de Down).
Resultado: A não-disjunção gera um óvulo com dois cromossomas 21; fecundado por um espermatozoide normal, origina um zigoto com três cromossomas 21 — trissomia 21.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica como uma não-disjunção na meiose materna pode originar uma criança com trissomia 21, indicando a constituição dos gâmetas envolvidos.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais — Biologia 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Agentes mutagénicos
Explica, em termos de mutações e reparação do DNA, por que a exposição solar prolongada sem proteção aumenta o risco de cancro de pele.
A radiação UV é um agente mutagénico que provoca lesões no DNA das células da pele (dímeros de timina).
A exposição prolongada gera muitas lesões, que podem exceder a capacidade dos mecanismos de reparação.
As lesões não reparadas fixam-se como mutações; se afetarem genes de controlo da divisão celular, podem originar cancro.
Resultado: A UV induz mutações que, se não forem reparadas, se acumulam e podem desencadear cancro de pele — daí a importância da proteção solar.
Erros frequentes
Revisão ativa
Justifica a recomendação de usar protetor solar e não fumar com base no conceito de agente mutagénico e no risco de cancro.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais — Biologia 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Mutação e seleção natural
Numa população de bactérias tratada repetidamente com um antibiótico, ao fim de algum tempo a maioria é resistente. Explica este resultado com base em mutação e seleção natural.
Por mutação aleatória, algumas bactérias já eram resistentes antes do tratamento — a mutação não foi causada pelo antibiótico.
O antibiótico elimina as bactérias sensíveis, mas não as resistentes.
As resistentes sobrevivem e multiplicam-se, transmitindo o alelo de resistência.
A frequência das resistentes aumenta até serem a maioria — evolução por seleção natural.
Resultado: A resistência resulta de mutações preexistentes selecionadas pelo antibiótico: as resistentes sobrevivem e proliferam, tornando-se dominantes — daí a importância do uso criterioso de antibióticos.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica, com base em mutação e seleção natural, por que o uso excessivo de antibióticos favorece o aparecimento de bactérias resistentes.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais — Biologia 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)