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Estuda-se a explicação científica da diversidade e da mudança dos seres vivos ao longo do tempo. Contrapõem-se o fixismo e o evolucionismo, e as duas grandes teorias evolutivas: o Lamarckismo (uso e desuso; herança dos caracteres adquiridos) e o Darwinismo (seleção natural). Analisam-se os argumentos a favor da evolução e a teoria sintética (neodarwinismo), que integra a genética, culminando na especiação.
4 secções~12 min de leitura4 competênciasNível Padrão 2 · Aprofundamento 2
nível básico
Reconhecer a seleção natural e os argumentos da evolução.
nível avançado
Comparar rigorosamente Lamarckismo e Darwinismo e explicar a especiação no quadro do neodarwinismo.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
A explicação de Lamarck (girafa)
Explica como Lamarck justificaria o pescoço longo da girafa e por que a explicação está refutada.
Os ancestrais esticavam o pescoço para alcançar folhas altas, o que o iria alongando pelo uso.
Esse pescoço alongado seria transmitido à descendência, tornando-se cada vez mais longo ao longo das gerações.
Os caracteres adquiridos durante a vida não alteram os genes das células reprodutoras, pelo que não são hereditários.
Resultado: Para Lamarck, o uso alongava o pescoço e o caráter era herdado; a explicação está refutada porque os caracteres adquiridos não são hereditários.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica como Lamarck justificaria o pescoço longo da girafa e indica por que essa explicação está hoje refutada.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Biologia e Geologia — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
A seleção natural (girafa)
Lamarckismo vs Darwinismo
Explica, segundo o Darwinismo, como o pescoço longo se tornou predominante nas girafas, contrastando com Lamarck.
Na população havia girafas com pescoços de comprimentos diferentes, por variação ao acaso.
Onde o alimento estava em altura, as de pescoço mais longo alimentavam-se melhor, sobreviviam e reproduziam-se mais.
Ao longo das gerações, o pescoço longo (hereditário) tornou-se predominante. Ao contrário de Lamarck, a variação não foi criada pela necessidade, apenas selecionada.
Resultado: A variabilidade preexistia ao acaso e o ambiente selecionou as girafas de pescoço mais longo; nem o uso alongou o pescoço nem foi herdado um caráter adquirido.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica, segundo o Darwinismo, como o pescoço longo se tornou predominante na população de girafas, contrastando com a explicação de Lamarck.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Biologia e Geologia — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Argumentos a favor da evolução
Órgãos homólogos vs análogos
Classifica: (a) o braço humano e a asa do morcego; (b) a asa da ave e a asa do inseto. Justifica e indica o tipo de evolução.
Braço e asa de morcego têm a mesma origem e estrutura óssea (mesmo plano), mas funções diferentes — são homólogos.
A asa da ave e a do inseto têm origens e estruturas muito diferentes, mas a mesma função (voar) — são análogos.
(a) evolução divergente (a partir de ancestral comum); (b) evolução convergente (adaptação semelhante em linhagens distintas).
Resultado: (a) homólogos — evolução divergente; (b) análogos — evolução convergente.
Erros frequentes
Revisão ativa
Classifica como homólogos ou análogos: (a) o braço humano e a asa do morcego; (b) a asa da ave e a asa do inseto. Justifica e indica o tipo de evolução.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Biologia e Geologia — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Neodarwinismo — fontes de variação e fatores de evolução
Especiação alopátrica vs simpátrica
Uma população fica dividida por um novo rio; ao fim de muito tempo, os dois grupos já não se cruzam nem geram descendência fértil. Classifica a especiação e explica o papel do isolamento reprodutivo.
A separação começou por uma barreira geográfica (o rio) — trata-se de especiação alopátrica.
Sem fluxo de genes, cada população acumula mutações e sofre seleção e deriva próprias, divergindo geneticamente.
Quando as diferenças impedem o cruzamento com descendência fértil, o isolamento reprodutivo está completo — são duas espécies distintas.
Resultado: É especiação alopátrica: a barreira geográfica isolou as populações, que divergiram até ao isolamento reprodutivo, definindo novas espécies.
Erros frequentes
Revisão ativa
Uma barreira geográfica separa uma população em duas, que evoluem até deixarem de se cruzar. Classifica o tipo de especiação e explica o papel do isolamento reprodutivo.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Biologia e Geologia — 11.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)