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Resumos/Aplicações Informáticas B/Tipos de media estáticos: imagem
Resumos · Aplicações Informáticas BPT · Secundário

Tipos de media estáticos: imagem

Estuda-se a imagem digital: a distinção entre imagem raster (mapa de pixels) e vetorial, a resolução e a dimensão, a profundidade de cor e os modelos de cor RGB e CMYK, o cálculo do tamanho de ficheiro e a compressão com e sem perdas, e os principais formatos (JPEG, PNG, GIF, SVG). Tópico central da unidade de Multimédia de Aplicações Informáticas B (12.º ano), disciplina de opção sem Exame Nacional, avaliada internamente.

5 secções·~16 min de leitura·5 competências·Nível Padrão 3 · Aprofundamento 2

T·0555 / 9
Perfil de exame
Distinguir imagem raster de vetorial e escolher a adequadaRelacionar resolução, dimensão e profundidade de corAplicar os modelos de cor RGB (aditivo) e CMYK (subtrativo)Calcular o tamanho de uma imagem e distinguir compressão com/sem perdasSelecionar o formato de imagem adequado
Operadores:distinguerelacionacalculaaplicacomparaselecionajustifica

nível básico

Distinguir raster de vetorial e reconhecer resolução, profundidade de cor e formatos comuns.

nível avançado

Calcular o tamanho de ficheiros de imagem e fundamentar escolhas de modelo de cor, compressão e formato.

Profundidade

Profundidade de leitura: Aprofundado

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Conteúdo · 5 secções▾
  1. Tipos de media estáticos: imagem
    • 01Imagem raster e imagem vetorial◐
    • 02Pixel, resolução e dimensão◐
    • 03Profundidade de cor e modelos RGB e CMYK●
    • 04Tamanho de ficheiro e compressão●
    • 05Formatos de imagem◐
§ 01

Imagem raster e imagem vetorial#

●●○PadrãoLPAE-aplicacoes-informaticas-b-12-media-imagem

Pontos-chave

Há duas formas fundamentalmente diferentes de representar uma imagem digital (Fig. 1). A imagem raster (ou bitmap, mapa de bits) descreve a imagem como uma grelha retangular de pontos coloridos — os pixels (picture elements) —, cada um com a sua cor. É a representação natural das fotografias e de tudo o que tem detalhe contínuo e gradações subtis. A imagem vetorial descreve a imagem por objetos geométricos (pontos, linhas, curvas, polígonos) definidos por fórmulas matemáticas e atributos (cor, espessura).

Raster vs vetorial

Raster vs vetorialTabela com 3 colunas e 4 linhas, Dados: Aspeto · Raster (bitmap) · Vetorial; Representação · grelha de pixels · objetos geométricos (fórmulas); Ampliação · pixeliza (perde qualidade) · nítida em qualquer escala; Conteúdo ideal · fotografias, detalhe contínuo · logótipos, ícones, diagramas; Depende do tamanho? · sim (mais pixels = mais dados) · não (depende da complexidade)ASPETORASTER (BITMAP)VETORIALRepresentaçãogrelha de pixelsobjetos geométricos(fórmulas)Ampliaçãopixeliza (perde qualidade)nítida em qualquer escalaConteúdo idealfotografias, detalhecontínuologótipos, ícones, diagramasDepende do tamanho?sim (mais pixels = maisdados)não (depende dacomplexidade)
Fig. 1Fig. 1 — Imagem raster (grelha de pixels) vs vetorial (objetos geométricos): representação, escalabilidade e uso.
A diferença decisiva é o comportamento na ampliação (escalabilidade). Ampliar uma imagem raster é esticar a grelha: os pixels tornam-se visíveis e a imagem «pixeliza» (fica com blocos), pois não há mais informação do que os pixels originais. Ampliar uma imagem vetorial é recalcular as fórmulas para o novo tamanho: as linhas e curvas mantêm-se perfeitamente nítidas em qualquer escala, sem perda. Um logótipo vetorial fica igualmente nítido num cartão de visita ou num outdoor.
Cada representação serve melhor certos conteúdos. O raster é indicado para fotografias e imagens com textura, gradações e detalhe fotográfico, que não se descrevem por poucas formas geométricas. O vetorial é indicado para logótipos, ícones, tipografia, ilustrações planas, diagramas e mapas — conteúdo de formas bem definidas que beneficia da nitidez e da escalabilidade. O tamanho do ficheiro vetorial depende da complexidade (número de objetos), não das dimensões da imagem.
Na prática combinam-se: um cartaz pode ter uma fotografia (raster) com um logótipo e texto (vetoriais) por cima. É possível converter vetorial → raster (rasterização, sempre possível, fixando uma resolução) mas a conversão inversa (vetorização) é difícil e aproximada. Saber escolher a representação certa para cada elemento é uma decisão de fundo do trabalho com imagem.
Exemplo resolvido

Raster ou vetorial?

Uma empresa quer o seu logótipo e uma fotografia da equipa para usar em vários tamanhos (cartão, sítio web, outdoor). Que representação escolhes para cada um?

  1. 01Logótipo

    Formas bem definidas usadas em muitos tamanhos → vetorial: nítido do cartão ao outdoor, um único ficheiro escalável.

  2. 02Fotografia

    Detalhe fotográfico contínuo → raster: nenhuma descrição geométrica capta a textura da imagem.

  3. 03Cuidado

    A fotografia raster deve ter resolução suficiente para o maior uso (o outdoor); ampliá-la muito pixelizaria.

Resultado: Logótipo em vetorial (escalável); fotografia em raster de alta resolução — cada conteúdo na representação que o serve.

Foco no Exame Nacional

  • Distinguir imagem raster de vetorial pela forma de representação e pelo comportamento na ampliação.
  • Escolher raster ou vetorial consoante o conteúdo (fotografia vs logótipo/ícone) e justificar.

Erros frequentes

  • Pensar que uma imagem vetorial pixeliza ao ampliar — quem pixeliza é a raster; a vetorial recalcula-se e mantém-se nítida.
  • Guardar um logótipo apenas em raster de baixa resolução e depois não o conseguir ampliar sem perda de qualidade.

Revisão ativa

Para cada elemento, indica se o representarias em raster ou vetorial e porquê: (a) uma fotografia de paisagem; (b) o símbolo de uma marca; (c) um mapa de metro; (d) um retrato com muito detalhe de pele.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Aplicações Informáticas B — 12.º ano (DGE) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

Pixel, resolução e dimensão#

●●○PadrãoLPAE-aplicacoes-informaticas-b-12-media-imagem

Pontos-chave

Numa imagem raster, o pixel é o elemento mínimo: um pequeno quadrado de cor uniforme. A resolução da imagem é o número de pixels que a compõem, dado como largura × altura (por exemplo, 1920 × 1080). O produto é o número total de pixels, muitas vezes expresso em megapíxeis (milhões de pixels): uma imagem de 1920 × 1080 tem cerca de 2,1 megapíxeis (Fig. 2). Mais pixels = mais detalhe possível, mas também mais dados.

Resoluções de ecrã comuns

Resoluções de ecrãTabela com 4 colunas e 4 linhas, Dados: Designação · Resolução (px) · Total de pixels · Megapíxeis; VGA · 640 × 480 · 307 200 · ≈ 0,3 MP; HD (720p) · 1280 × 720 · 921 600 · ≈ 0,9 MP; Full HD (1080p) · 1920 × 1080 · 2 073 600 · ≈ 2,1 MP; 4K UHD · 3840 × 2160 · 8 294 400 · ≈ 8,3 MPDESIGNAÇÃORESOLUÇÃO (PX)TOTAL DE PIXELSMEGAPÍXEISVGA640 × 480307 200≈ 0,3 MPHD (720p)1280 × 720921 600≈ 0,9 MPFull HD (1080p)1920 × 10802 073 600≈ 2,1 MP4K UHD3840 × 21608 294 400≈ 8,3 MP
Fig. 2Fig. 2 — Resoluções comuns e o total de pixels (megapíxeis); «HD»/«4K» são contagens de pixels, não tamanhos.
Há que separar a resolução (em pixels) da dimensão física (em cm ou polegadas), que só faz sentido quando a imagem é apresentada num suporte concreto. A ligação entre as duas é a densidade de pixels, medida em PPI (pixels por polegada) — na impressão, muitas vezes chamada DPI (pontos por polegada). A relação é: número de pixels numa dimensão = dimensão física (polegadas) × PPI. Assim, a mesma imagem impressa a maior densidade sai mais pequena (e mais nítida); a menor densidade sai maior (e mais «grosseira»).
Para impressão de qualidade usam-se densidades altas (tipicamente 300 ppi); para ecrã, a densidade depende do dispositivo. É por isso que uma imagem que fica ótima no ecrã pode sair «pixelizada» quando impressa grande: ao aumentar o tamanho físico sem aumentar os pixels, a densidade cai. Planear a resolução em função do maior uso previsto evita este problema.
As resoluções de ecrã têm nomes conhecidos (Fig. 2): VGA (640 × 480), HD (1280 × 720), Full HD (1080p, 1920 × 1080), 4K UHD (3840 × 2160). Note-se que «HD», «Full HD» e «4K» designam contagens de pixels, não tamanhos físicos — um ecrã de telemóvel e um televisor podem ambos ser Full HD, com a mesma resolução em densidades muito diferentes.
pixels=dimensa˜o (polegadas)×PPI\text{pixels} = \text{dimensão (polegadas)} \times \text{PPI}pixels=dimensa˜o (polegadas)×PPI

Pixels, dimensão e densidade

O número de pixels numa dimensão é o tamanho físico em polegadas vezes a densidade (pixels por polegada).

Exemplo resolvido

Resolução para uma impressão

Que resolução em pixels precisa uma imagem para ser impressa a 6 × 4 polegadas com densidade de 300 ppi?

  1. 01Largura

    6 polegadas × 300 ppi = 1800 pixels.

  2. 02Altura

    4 polegadas × 300 ppi = 1200 pixels.

  3. 03Total

    1800 × 1200 = 2 160 000 pixels ≈ 2,16 megapíxeis.

Resultado: A imagem precisa de 1800 × 1200 pixels (≈ 2,2 MP). Com menos pixels, ou baixaria a densidade, ou reduziria o tamanho impresso.

Foco no Exame Nacional

  • Calcular o número de pixels a partir de dimensão física e PPI (pixels = polegadas × PPI).
  • Distinguir resolução (pixels) de dimensão física (cm/polegadas) e o papel da densidade (PPI/DPI).

Erros frequentes

  • Confundir resolução (número de pixels) com dimensão física (tamanho em cm) — só ligadas pela densidade (PPI).
  • Ampliar o tamanho físico de impressão sem aumentar os pixels, baixando a densidade e pixelizando a imagem.

Revisão ativa

Queres imprimir uma fotografia com 15 × 10 cm a 300 ppi (1 polegada = 2,54 cm). Que resolução em pixels precisa a imagem de ter?

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Aplicações Informáticas B — 12.º ano (DGE) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

Profundidade de cor e modelos RGB e CMYK#

●●●AprofundamentoLPAE-aplicacoes-informaticas-b-12-media-imagem

Pontos-chave

A profundidade de cor (bits por pixel, bpp) é o número de bits usados para representar a cor de cada pixel; determina quantas cores diferentes um pixel pode ter, pela agora familiar fórmula «Nº de cores = 2^n» (Fig. 3). Com 1 bit há 2 cores (imagem monocromática); com 8 bits há 2⁸ = 256 cores (paleta indexada ou 256 tons de cinza); com 24 bits há 2²⁴ = 16 777 216 cores — cerca de 16,7 milhões, o chamado true color, que cobre todas as cores que o olho distingue com facilidade.

Profundidade de cor e número de cores

Profundidade de corTabela com 3 colunas e 4 linhas, Dados: Profundidade · Nº de cores (2^n) · Designação; 1 bit · 2 · monocromático; 8 bit · 256 · paleta / tons de cinza; 16 bit · 65 536 · high color; 24 bit · 16 777 216 · true color (8 bits por canal RGB)PROFUNDIDADENº DE CORES (2^N)DESIGNAÇÃO1 bit2monocromático8 bit256paleta / tons de cinza16 bit65 536high color24 bit16 777 216true color (8 bits por canalRGB)
Fig. 3Fig. 3 — Profundidade de cor (bits por pixel) e número de cores resultante (2^n).
As cores compõem-se por modelos de cor. O modelo RGB é aditivo: parte do preto (ausência de luz) e soma luz vermelha (R), verde (G) e azul (B); somando as três ao máximo obtém-se o branco. É o modelo dos ecrãs, que emitem luz. Na profundidade de 24 bits, cada canal R, G e B usa 8 bits (256 níveis, 0–255), e 3 × 8 = 24 bits por pixel: daí os 16,7 milhões de cores. As misturas aditivas produzem: vermelho + verde = amarelo, vermelho + azul = magenta, verde + azul = ciano (Fig. 4).

Modelo aditivo RGB

Síntese aditiva RGBDiagrama de Venn com 3 conjuntos, Vermelho (R), Verde (G), Azul (B)Vermelho (R)Verde (G)Azul (B)RGBAmareloMagentaCianoBranco
Fig. 4Fig. 4 — Síntese aditiva RGB: R+G = amarelo, R+B = magenta, G+B = ciano, R+G+B = branco.
O modelo CMYK é subtrativo e destina-se à impressão: parte do branco do papel e subtrai luz com tintas ciano (C), magenta (M) e amarelo (Y, yellow); em teoria as três dariam preto, mas na prática junta-se uma tinta preta (K, «key») para obter pretos densos e poupar tinta. Ecrãs trabalham em RGB (emitem luz, aditivo); impressoras em CMYK (refletem luz, subtrativo). Converter entre os dois altera ligeiramente as cores, porque as gamas (gamuts) não coincidem — daí certas cores vivas de ecrã não se reproduzirem tal e qual no papel.
Ligando as duas ideias: a profundidade de cor decide quantas cores estão disponíveis (2^n), e o modelo decide como se especifica cada cor (por componentes R, G, B ou C, M, Y, K). Uma paleta de 8 bits (256 cores) chega para gráficos simples e reduz muito o tamanho; o true color de 24 bits é o padrão para fotografia. Escolher a profundidade adequada é um compromisso entre fidelidade de cor e tamanho de ficheiro.
Ncores=2 pN_{\text{cores}} = 2^{\,p}Ncores​=2p

Cores em função da profundidade p (bits por pixel)

8 bpp → 256 cores; 24 bpp → 2²⁴ = 16 777 216 cores (true color); em RGB de 24 bits cada canal tem 8 bits.

Exemplo resolvido

Cores do true color de 24 bits

Mostra que uma imagem de 24 bits por pixel, com 8 bits por canal RGB, tem cerca de 16,7 milhões de cores.

  1. 01Por canal

    Cada canal (R, G, B) tem 8 bits → 2⁸ = 256 níveis (0 a 255).

  2. 02Combinar canais

    As combinações são 256 × 256 × 256 = 2²⁴.

    2563=(28)3=224=16 777 216256^{3} = (2^{8})^{3} = 2^{24} = 16\,777\,2162563=(28)3=224=16777216
  3. 03Leitura

    2²⁴ = 16 777 216 ≈ 16,7 milhões de cores.

Resultado: 24 bpp (8 por canal RGB) = 2²⁴ = 16 777 216 cores ≈ 16,7 milhões — o «true color». Com 16 bpp seriam 2¹⁶ = 65 536 cores.

Foco no Exame Nacional

  • Calcular o número de cores a partir da profundidade (2^n) e relacionar 24 bits com 8 bits por canal RGB.
  • Distinguir o modelo aditivo RGB (ecrã) do subtrativo CMYK (impressão) e prever as misturas de cor.

Erros frequentes

  • Trocar aditivo e subtrativo: RGB (luz, ecrã) é aditivo e soma para branco; CMYK (tinta, papel) é subtrativo e soma para (quase) preto.
  • Confundir profundidade de cor (bits por pixel, quantas cores) com resolução (número de pixels) — são independentes.

Revisão ativa

Uma imagem usa 16 bits por pixel. Quantas cores pode ter? E se cada canal RGB tivesse 8 bits, qual seria a profundidade total e o número de cores?

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Aplicações Informáticas B — 12.º ano (DGE) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

Tamanho de ficheiro e compressão#

●●●AprofundamentoLPAE-aplicacoes-informaticas-b-12-media-imagem

Pontos-chave

O tamanho de uma imagem raster não comprimida obtém-se multiplicando o número de pixels pela profundidade de cor: «tamanho (bits) = largura × altura × profundidade». Dividindo por 8 passa-se a bytes. É um cálculo direto e muito pedido: uma imagem grande em true color ocupa vários megabytes por si só (Fig. 5). É precisamente esta dimensão que torna a compressão indispensável.

Tamanho de uma imagem 1024×768 por profundidade

Tamanho por profundidade (1024×768)Gráfico de barras: profundidade por MiB, Dados: Tamanho (MiB) · 8 bit: 0.75; Tamanho (MiB) · 16 bit: 1.5; Tamanho (MiB) · 24 bit: 2.2500.511.528 bit16 bit24 bit0.751.52.25profundidadeMiB
Fig. 5Fig. 5 — Tamanho não comprimido de uma imagem 1024 × 768 conforme a profundidade de cor (em MiB).
A compressão reduz o tamanho do ficheiro e divide-se em dois grandes tipos. A compressão sem perdas (lossless) reduz o tamanho sem perder qualquer informação — a imagem reconstruída é idêntica à original, bit a bit. Usa técnicas como o RLE (run-length encoding, que resume sequências de pixels iguais) e o LZW. É a compressão dos formatos PNG e GIF, ideal para gráficos com áreas de cor uniforme e quando não se pode perder detalhe.
A compressão com perdas (lossy) consegue reduções muito maiores ao descartar informação pouco percetível ao olho humano — a imagem reconstruída é uma aproximação da original. É a compressão do JPEG, extraordinariamente eficaz em fotografias, mas que introduz artefactos (blocos, halos) quanto mais se comprime. É irreversível: a informação descartada não se recupera, e recomprimir várias vezes vai degradando a imagem («geração»).
Mede-se a eficácia pela taxa de compressão = tamanho original ÷ tamanho comprimido (por exemplo, 10:1 significa que ficou 10 vezes menor). A escolha do tipo é um compromisso: sem perdas quando a fidelidade é essencial (gráficos, arquivo, edição) mesmo que comprima menos; com perdas quando o ganho de espaço compensa uma perda de qualidade impercetível (fotografias para a Web). Classificar corretamente os formatos (JPEG com perdas; PNG e GIF sem perdas) é matéria de avaliação frequente.
Tbits=L×A×pT_{\text{bits}} = L \times A \times pTbits​=L×A×p

Tamanho de um bitmap não comprimido

L = largura (px), A = altura (px), p = profundidade (bits por pixel). Divide-se por 8 para obter bytes.

Exemplo resolvido

Tamanho de um bitmap em true color

Calcula o tamanho, não comprimido, de uma imagem de 1024 × 768 pixels com 24 bits de profundidade, em bits, bytes e MiB.

  1. 01Número de pixels

    1024 × 768 = 786 432 pixels.

  2. 02Bits e bytes

    786 432 × 24 = 18 874 368 bits; ÷ 8 = 2 359 296 bytes.

    T=1024×768×24=18 874 368 bitsT = 1024 \times 768 \times 24 = 18\,874\,368\ \text{bits}T=1024×768×24=18874368 bits
  3. 03Para MiB

    2 359 296 ÷ 1 048 576 = 2,25 MiB (equivalente a ≈ 2,36 MB em base 10).

Resultado: ≈ 18,87 milhões de bits = 2 359 296 bytes = 2,25 MiB. Uma única imagem — daí a importância da compressão (um JPEG reduziria isto para uma fração).

Foco no Exame Nacional

  • Calcular o tamanho de uma imagem raster não comprimida (largura × altura × profundidade) em bits e bytes.
  • Distinguir compressão com perdas de sem perdas e classificar corretamente os formatos (JPEG lossy; PNG/GIF lossless).

Erros frequentes

  • Esquecer de dividir por 8 ao passar de bits para bytes no cálculo do tamanho, ou não incluir a profundidade de cor.
  • Classificar mal os formatos: o JPEG é com perdas; o PNG e o GIF são sem perdas — trocá-los é erro clássico.

Revisão ativa

Calcula, em MiB, o tamanho de uma imagem não comprimida de 2000 × 1500 pixels com 24 bits de profundidade. Se o JPEG a reduzir para 1,1 MiB, qual é a taxa de compressão aproximada?

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Aplicações Informáticas B — 12.º ano (DGE) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 05

Formatos de imagem#

●●○PadrãoLPAE-aplicacoes-informaticas-b-12-media-imagem

Pontos-chave

Os formatos de imagem materializam as escolhas anteriores — raster ou vetorial, profundidade de cor, tipo de compressão (Fig. 6). O JPEG (.jpg) é raster, com compressão com perdas, e suporta true color (24 bits): é o formato por excelência das fotografias, oferecendo ficheiros pequenos, mas não suporta transparência e degrada-se com recompressões. É a escolha para publicar fotografias na Web.

Formatos de imagem

Formatos de imagemTabela com 4 colunas e 5 linhas, Dados: Formato · Tipo · Compressão · Uso típico; JPEG · Raster · Com perdas · fotografia (Web); PNG · Raster · Sem perdas · gráficos, transparência; GIF · Raster (256 cores) · Sem perdas · animações simples; SVG · Vetorial · Sem perdas · logótipos, ícones, escalável; TIFF / RAW · Raster · Sem perdas / sem compressão · arquivo, edição, máxima qualidadeFORMATOTIPOCOMPRESSÃOUSO TÍPICOJPEGRasterCom perdasfotografia (Web)PNGRasterSem perdasgráficos, transparênciaGIFRaster (256 cores)Sem perdasanimações simplesSVGVetorialSem perdaslogótipos, ícones, escalávelTIFF / RAWRasterSem perdas / sem compressãoarquivo, edição, máximaqualidade
Fig. 6Fig. 6 — Principais formatos de imagem e as suas características (tipo, compressão, uso).
O PNG é raster, com compressão sem perdas, suporta true color e transparência (canal alfa): ideal para gráficos, capturas de ecrã, logótipos rasterizados e imagens que precisam de fundo transparente sem perder qualidade. O GIF é raster, sem perdas, mas limitado a uma paleta de 256 cores (8 bits); a sua particularidade é suportar animação simples e transparência de 1 bit — daí a sua persistência para pequenas animações e memes.
O SVG (Scalable Vector Graphics) é vetorial: descreve a imagem por objetos geométricos em texto (XML), pelo que é escalável sem perda e costuma ser leve para conteúdo geométrico. É o formato dos logótipos, ícones e ilustrações da Web moderna. Há ainda formatos de arquivo/edição sem perdas e sem compressão como o TIFF e os RAW das câmaras (máxima qualidade, ficheiros enormes) e formatos web mais recentes como o WebP (que combina modos com e sem perdas).
A regra de escolha resume tudo o que se estudou: fotografia para a Web → JPEG (ou WebP); imagem com transparência ou gráfico sem perdas → PNG; animação simples → GIF (ou vídeo); logótipo/ícone escalável → SVG; arquivo/edição de máxima qualidade → TIFF/RAW. A decisão pondera a natureza do conteúdo (fotográfico vs geométrico), a necessidade de transparência ou animação e o compromisso entre qualidade e tamanho.
Exemplo resolvido

Escolher o formato certo

Escolhe o formato para: (a) fotografia de um produto para a loja online; (b) logótipo da marca; (c) ícone com fundo transparente; (d) animação curta de uma reação.

  1. 01(a) Fotografia

    Conteúdo fotográfico para a Web, tamanho reduzido aceitando ligeira perda → JPEG (ou WebP).

  2. 02(b) Logótipo

    Formas geométricas usadas em muitos tamanhos → SVG (vetorial, escalável).

  3. 03(c) Ícone com transparência

    Precisa de canal alfa sem perdas → PNG.

  4. 04(d) Animação curta

    Animação simples e leve → GIF (ou, se complexa, vídeo).

Resultado: (a) JPEG; (b) SVG; (c) PNG; (d) GIF — cada formato escolhido pela natureza do conteúdo e pelos requisitos (transparência, animação, escalabilidade).

Foco no Exame Nacional

  • Classificar cada formato (raster/vetorial, com/sem perdas, cores, transparência, animação).
  • Escolher o formato de imagem adequado a um dado conteúdo e justificar a escolha.

Erros frequentes

  • Guardar um logótipo ou ícone em JPEG (raster com perdas, sem transparência) em vez de SVG ou PNG.
  • Usar GIF para uma fotografia — o limite de 256 cores destrói as gradações; a fotografia pede JPEG (ou PNG).

Revisão ativa

Indica o formato mais adequado para: (a) uma fotografia para o sítio web; (b) um logótipo que será usado em vários tamanhos; (c) um ícone com fundo transparente; (d) uma pequena animação de reação. Justifica cada escolha.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Aplicações Informáticas B — 12.º ano (DGE) (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 05

    • 01Imagem raster e imagem vetorial◐
    • 02Pixel, resolução e dimensão◐
    • 03Profundidade de cor e modelos RGB e CMYK●
    • 04Tamanho de ficheiro e compressão●
    • 05Formatos de imagem◐

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Dos resumos à prática

Tipos de media estáticos: imagem

Consolida este tema com perguntas do banco de perguntas.

~16
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Competências
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Referências e fontes

Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Aprendizagens Essenciais de Aplicações Informáticas B — 12.º ano (DGE)

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