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Este tema estuda o mar como recurso: a Zona Económica Exclusiva (ZEE) e a extensão da plataforma continental, as zonas marítimas e os direitos do Estado costeiro, a pesca e a aquicultura em Portugal e os seus problemas, os portos e o transporte marítimo, a economia do mar e a gestão sustentável e o ordenamento do espaço marítimo.
5 secções~13 min de leitura4 competênciasNível Padrão 4 · Aprofundamento 1
nível básico
Caracterizar a ZEE e distinguir as principais zonas marítimas.
nível avançado
Analisar os problemas da pesca e discutir a economia do mar e a gestão sustentável do espaço marítimo.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
ZEE e plataforma continental de Portugal
Explica por que os arquipélagos dos Açores e da Madeira são decisivos para a dimensão da ZEE portuguesa.
Cada parcela de território projeta uma ZEE até 200 milhas em seu redor.
Estando dispersos pelo Atlântico, os Açores e a Madeira geram, cada um, uma vasta ZEE própria, muito distante do Continente.
A soma das ZEE do Continente e dos dois arquipélagos produz uma das maiores áreas marítimas da Europa (mais de 1,7 M km²).
Resultado: Cada arquipélago projeta a sua ZEE de 200 milhas; a dispersão pelo Atlântico gera a enorme ZEE portuguesa.
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica o que é a ZEE e por que Portugal tem uma das maiores áreas marítimas da Europa.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geografia A — 10.º ano (Os recursos marítimos) (Direção-Geral da Educação (DGE))
As zonas marítimas
Um navio de pesca estrangeiro é encontrado a 100 milhas da costa portuguesa, a capturar peixe. Explica se Portugal pode agir e com que fundamento.
A 100 milhas, o navio está dentro da ZEE portuguesa (que vai até 200 milhas).
Na ZEE, Portugal tem direitos exclusivos sobre os recursos vivos (peixe): a pesca por estrangeiros carece de autorização.
Portugal pode fiscalizar e sancionar a pesca não autorizada, embora a mera navegação seja livre.
Pode agir quanto aos recursos (pesca), mas não impedir a livre passagem — a ZEE dá exclusividade económica, não soberania plena.
Resultado: A 100 milhas é ZEE: Portugal tem exclusividade sobre a pesca e pode sancionar a captura não autorizada.
Erros frequentes
Revisão ativa
Ordena as zonas marítimas da costa para o largo e indica o principal direito do Estado em cada uma.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geografia A — 10.º ano (Os recursos marítimos) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Da captura ao consumidor: o circuito da pesca
O stock de uma espécie muito pescada está a diminuir ano após ano. Explica o problema e como a aquicultura e a gestão de quotas podem responder.
A captura excede a capacidade de renovação do stock (sobrepesca): a população da espécie diminui e a pesca torna-se insustentável.
Fixar limites máximos de captura (quotas), no quadro da Política Comum das Pescas, permite ao stock recuperar.
Criar a espécie em cativeiro aumenta a oferta sem retirar mais indivíduos do mar, aliviando a pressão sobre o stock selvagem.
Combinar quotas (limitar a captura) com aquicultura (produzir sem esgotar) torna o abastecimento sustentável.
Resultado: A sobrepesca esgota o stock; quotas de captura e aquicultura permitem recuperá-lo e manter a oferta.
Erros frequentes
Revisão ativa
Distingue pesca de aquicultura e explica como a aquicultura pode ajudar a enfrentar a sobrepesca.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geografia A — 10.º ano (Os recursos marítimos) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Principais portos de Portugal
Explica a importância do porto de Sines e refere dois outros setores da economia do mar com potencial em Portugal.
É um porto de águas profundas, capaz de receber os maiores navios; movimenta contentores e energia e é o de maior tonelagem, funcionando como plataforma logística atlântica.
As energias renováveis offshore (eólica no mar), que aproveitam a vasta área marítima e o vento.
O turismo costeiro e a náutica de recreio, que valorizam a extensa costa e o clima.
O mar é via de transporte (portos) e plataforma de múltiplas atividades — a economia azul.
Resultado: Sines (águas profundas) é a grande porta atlântica; energias offshore e turismo costeiro são outros setores da economia do mar.
Erros frequentes
Revisão ativa
Indica dois setores da economia do mar, além da pesca, e explica o papel do porto de Sines.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geografia A — 10.º ano (Os recursos marítimos) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Gestão e ordenamento do espaço marítimo
No mesmo troço de mar pretendem instalar-se um parque eólico offshore, uma zona de pesca e uma área de conservação. Explica o problema e como o ordenamento do espaço marítimo o resolve.
As três atividades disputam o mesmo espaço: o parque eólico ocupa área, a pesca precisa de aceder aos pesqueiros e a conservação exige proteção.
Sem ordenamento, as atividades prejudicam-se entre si e podem degradar o ecossistema.
Planeia onde e como se localiza cada atividade, delimitando áreas para energia, pesca e conservação, tal como se ordena o território em terra.
Compatibilizam-se os usos, garantindo a exploração económica sem comprometer os recursos.
Resultado: Usos concorrentes exigem ordenamento do espaço marítimo, que delimita áreas para cada atividade e evita conflitos.
Erros frequentes
Revisão ativa
Indica dois problemas do espaço marítimo português e duas medidas de gestão sustentável e ordenamento.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geografia A — 10.º ano (Os recursos marítimos) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)