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Este tema estuda a dinâmica da população portuguesa: os indicadores que a medem (taxas de natalidade, mortalidade e fecundidade, crescimento natural e efetivo, saldos natural e migratório), a evolução ao longo do tempo à luz da transição demográfica, a estrutura etária lida em pirâmides, o envelhecimento e os seus índices, e os fatores e políticas que condicionam os comportamentos demográficos.
5 secções~15 min de leitura4 competênciasNível Padrão 4 · Aprofundamento 1
nível básico
Calcular as taxas de natalidade e mortalidade e o crescimento natural e ler uma pirâmide etária.
nível avançado
Relacionar crescimento natural e efetivo, interpretar a transição demográfica e discutir o envelhecimento e as políticas demográficas.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
Os principais indicadores demográficos
Taxa bruta de natalidade (‰)
Nados-vivos por cada mil habitantes num ano.
Taxa bruta de mortalidade (‰)
Óbitos por cada mil habitantes num ano.
Taxa de crescimento natural
Diferença entre a natalidade e a mortalidade; somando o saldo migratório obtém-se o crescimento efetivo.
Numa população de 200 000 habitantes registaram-se, num ano, 1 600 nascimentos e 2 000 óbitos. Calcula a TBN, a TBM e o crescimento natural e comenta.
TBN = (1 600 / 200 000) × 1000 = 8 ‰.
TBM = (2 000 / 200 000) × 1000 = 10 ‰.
TCN = TBN − TBM = 8 − 10 = −2 ‰.
O crescimento natural é negativo: morrem mais pessoas do que nascem. Só um saldo migratório positivo superior a 2 ‰ permitiria um crescimento efetivo positivo.
Resultado: TBN = 8 ‰; TBM = 10 ‰; crescimento natural = −2 ‰ (negativo).
Erros frequentes
Revisão ativa
Numa população de 200 000 habitantes registaram-se, num ano, 1 600 nascimentos e 2 000 óbitos. Calcula a TBN, a TBM e o crescimento natural.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geografia A — 10.º ano (A população) (Direção-Geral da Educação (DGE))
As fases da transição demográfica
Numa dada fase, a mortalidade já desceu para valores baixos mas a natalidade permanece elevada. Identifica a fase e explica o efeito na população.
Mortalidade baixa com natalidade ainda alta corresponde à fase 2 (arranque/expansão).
O grande fosso entre uma natalidade alta e uma mortalidade em queda gera um crescimento natural muito elevado — a chamada explosão demográfica.
Melhorias na alimentação, na higiene, no saneamento e nos cuidados médicos.
Resultado: É a fase 2: mortalidade baixa e natalidade alta produzem forte crescimento natural (explosão demográfica).
Erros frequentes
Revisão ativa
Explica por que razão, na fase 2 da transição demográfica, se regista um forte crescimento natural.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geografia A — 10.º ano (A população) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Duas estruturas etárias (valores ilustrativos, % da população)
A pirâmide A tem base larga e topo muito estreito; a pirâmide B tem base estreita e topo largo, com predomínio feminino no topo. Caracteriza cada população.
Base larga = muitos jovens = natalidade alta; topo estreito = poucos idosos. É uma população jovem, típica de fases iniciais da transição demográfica.
Base estreita = poucos jovens = natalidade baixa; topo largo = muitos idosos = maior longevidade. É uma população envelhecida (perfil de Portugal).
Nas idades avançadas há mais mulheres do que homens, devido à maior esperança de vida feminina (sobremortalidade masculina).
Resultado: A = população jovem (natalidade alta); B = população envelhecida (natalidade baixa e maior longevidade, com predomínio feminino no topo).
Erros frequentes
Revisão ativa
Compara uma pirâmide de base larga com uma de base estreita e topo largo, indicando o regime demográfico de cada uma.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geografia A — 10.º ano (A população) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Os índices do envelhecimento
Índice de envelhecimento
Número de idosos por cada 100 jovens; acima de 100, há mais idosos do que jovens.
Índice de dependência total
Peso da população dependente por idade (jovens + idosos) sobre cada 100 pessoas em idade ativa.
Numa população: jovens (0–14) = 90 000; ativos (15–64) = 620 000; idosos (65+) = 180 000. Calcula o índice de envelhecimento e o índice de dependência total e comenta.
(180 000 / 90 000) × 100 = 200. Há 200 idosos por cada 100 jovens.
((90 000 + 180 000) / 620 000) × 100 = (270 000 / 620 000) × 100 ≈ 43,5.
Um índice de envelhecimento de 200 revela uma população muito envelhecida (o dobro de idosos face a jovens); a dependência de ≈ 43,5 significa cerca de 44 dependentes por 100 ativos, com pressão sobre pensões e saúde.
Resultado: Índice de envelhecimento = 200; dependência total ≈ 43,5 — população fortemente envelhecida.
Erros frequentes
Revisão ativa
Numa população há 90 000 jovens (0–14), 620 000 ativos (15–64) e 180 000 idosos (65+). Calcula o índice de envelhecimento e o índice de dependência total.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geografia A — 10.º ano (A população) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Fatores da baixa natalidade
Explica, com três fatores, a baixa natalidade portuguesa e propõe uma medida de política natalista, avaliando a sua eficácia.
O custo elevado de criar filhos e a precariedade laboral dos jovens adiam ou reduzem a decisão de ter filhos.
A dificuldade de conciliar o trabalho (em especial das mulheres) com a vida familiar, agravada pela falta de apoios.
A mudança de valores e o adiamento do casamento e da maternidade em favor de projetos individuais e profissionais.
Alargar a rede de creches e as licenças de parentalidade reduz o custo e facilita a conciliação; contudo, a experiência mostra que estas medidas, isoladas, têm efeitos limitados na natalidade.
Resultado: Baixa natalidade explicada por fatores económicos, sociais e culturais; políticas de apoio à família ajudam, mas com eficácia limitada.
Erros frequentes
Revisão ativa
Indica três fatores que explicam a baixa natalidade em Portugal e refere uma política demográfica que procure contrariá-la.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Geografia A — 10.º ano (A população) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)