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O Estado corrige falhas de mercado, redistribui rendimentos e procura estabilizar a economia. Este tema caracteriza as funções económicas do Estado, explica os bens públicos e as externalidades, analisa o Orçamento do Estado (receitas, despesas, saldo e dívida), estuda a política orçamental e discute a redistribuição, o Estado social e os limites da intervenção.
5 secções~15 min de leitura4 competênciasNível Padrão 2 · Aprofundamento 3
nível básico
Identificar as funções do Estado e ler o Orçamento do Estado (receitas, despesas, saldo).
nível avançado
Explicar externalidades, distinguir défice de dívida e analisar a política orçamental.
Profundidade de leitura: Aprofundado
Tamanho do texto: Padrão
As funções económicas do Estado
Associa cada medida a uma função económica do Estado: (a) construir e manter uma escola pública; (b) aumentar o subsídio de desemprego durante uma recessão; (c) cobrar uma taxa de IRS mais elevada a quem tem rendimentos mais altos.
Fornecimento de um serviço (bem semipúblico/mérito) que o mercado forneceria de forma insuficiente — função de afetação de recursos.
Sustenta o rendimento e a procura quando a atividade cai — função de estabilização (além de redistribuição).
Retira proporcionalmente mais a quem ganha mais, reduzindo a desigualdade — função de redistribuição.
Resultado: (a) afetação de recursos; (b) estabilização; (c) redistribuição.
Erros frequentes
Revisão ativa
Associa cada medida a uma função do Estado: (a) construir uma escola pública; (b) aumentar o subsídio de desemprego numa crise; (c) cobrar mais imposto a quem ganha mais.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Economia A — 11.º ano (Funções do Estado) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Falhas de mercado e resposta do Estado
Classifica a externalidade e indica uma resposta do Estado: (a) uma fábrica emite fumos que prejudicam a saúde da vizinhança; (b) um apicultor cujas abelhas polinizam gratuitamente os pomares vizinhos, aumentando a colheita alheia.
Impõe um custo a terceiros não compensado — externalidade NEGATIVA; o mercado produz demais. Resposta: imposto ambiental, limites de emissão ou regulação (poluidor-pagador).
Confere um benefício a terceiros (mais colheita nos pomares) não remunerado — externalidade POSITIVA; o mercado produz de menos. Resposta: subsídio ou apoio à atividade.
Em ambos os casos, o Estado aproxima o custo/benefício privado do social: tributa o que prejudica, apoia o que beneficia a coletividade.
Resultado: (a) externalidade negativa → tributar/regular; (b) externalidade positiva → subsidiar/apoiar.
Erros frequentes
Revisão ativa
Classifica a externalidade e indica uma resposta adequada do Estado: (a) uma fábrica que emite fumos tóxicos; (b) um apicultor cujas abelhas polinizam os pomares vizinhos.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Economia A — 11.º ano (Falhas de mercado) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Receitas e despesas públicas
Saldo do Orçamento do Estado (valores ilustrativos)
Saldo orçamental
Positivo: excedente; negativo: défice (a financiar por endividamento). O défice é um fluxo anual; a dívida pública é o stock acumulado dos défices por financiar.
Um Estado prevê receitas de 95 e despesas de 100 (mil milhões de €), tendo uma dívida pública acumulada de 240. Calcula o saldo orçamental, classifica-o e explica o efeito na dívida.
Saldo = Receitas − Despesas = 95 − 100 = −5 (mil milhões de €).
Como é negativo, há um DÉFICE orçamental de 5 nesse ano (um fluxo anual).
O défice de 5 tem de ser financiado por endividamento, acrescendo à dívida pública: 240 + 5 = 245 (o stock acumulado sobe).
O défice (5) é o desequilíbrio DESTE ano; a dívida (245) é o total acumulado — não confundir fluxo com stock.
Resultado: Saldo = −5 (défice); a dívida pública sobe de 240 para 245. Défice é fluxo; dívida é stock.
Erros frequentes
Revisão ativa
Um Estado prevê receitas de 95 e despesas de 100 (mil milhões de €). Calcula o saldo orçamental, classifica-o e explica como afeta a dívida pública, que era de 240.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Economia A — 11.º ano (Orçamento do Estado) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Política orçamental expansionista e restritiva
A economia está em recessão, com desemprego elevado e procura insuficiente. Indica a política orçamental adequada, duas medidas concretas e o efeito provável no saldo orçamental.
Recessão com desemprego e procura fraca: é preciso ESTIMULAR a procura agregada.
Política orçamental EXPANSIONISTA.
Aumentar a despesa pública (obras, apoios, investimento) e/ou baixar impostos, para injetar procura e criar emprego.
Ao gastar mais e/ou cobrar menos, o saldo orçamental piora — tende a agravar o défice no imediato, em nome da recuperação.
Resultado: Política expansionista (↑ despesa e/ou ↓ impostos): estimula procura e emprego, mas agrava o défice.
Erros frequentes
Revisão ativa
A economia está em recessão, com desemprego elevado. Indica a política orçamental adequada, as medidas concretas e o efeito provável no saldo orçamental.
Evocação ativa
Recorda os pontos-chave — depois revela.
Fontes: Aprendizagens Essenciais de Economia A — 11.º ano (Política orçamental) (Direção-Geral da Educação (DGE))
Referências e fontes
Direção-Geral da Educação (DGE)