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Resumos/Economia A/A Contabilidade Nacional
Resumos · Economia APT · Secundário

A Contabilidade Nacional

A Contabilidade Nacional mede a atividade económica de um país. Este tema define os agregados e o valor acrescentado bruto, calcula o PIB pelas três óticas (produção, despesa e rendimento), distingue PIB nominal de PIB real com o deflator, relaciona o PIB com o PNB e o RND e discute criticamente as limitações do PIB como medida de bem-estar.

5 secções·~16 min de leitura·4 competências·Nível Padrão 2 · Aprofundamento 3

T·0999 / 12
Perfil de exame
Calcular o valor acrescentado bruto e o PIB pelas três óticasDistinguir PIB nominal de PIB real e utilizar o deflatorRelacionar PIB, PNB e RNDDiscutir criticamente as limitações do PIB
Operadores:calculadistinguerelacionainterpretacriticajustifica

nível básico

Calcular o VAB e o PIB pela ótica da despesa e distinguir PIB nominal de real.

nível avançado

Calcular o PIB pelas três óticas, aplicar o deflator e relacionar PIB, PNB e RND.

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Conteúdo · 5 secções▾
  1. A Contabilidade Nacional
    • 01Objeto da Contabilidade Nacional e o VAB◐
    • 02O PIB pelas três óticas●
    • 03PIB nominal, PIB real e deflator●
    • 04Do PIB ao PNB e ao RND●
    • 05As limitações do PIB◐
§ 01

Objeto da Contabilidade Nacional e o VAB#

●●○PadrãoLPAE-economia-a-contabilidade-nacional

Pontos-chave

A Contabilidade Nacional é o sistema que mede, de forma organizada e comparável, a atividade económica de um país num período (em regra, um ano). Traduz a economia num conjunto de agregados — grandezas que resumem a atividade, como o PIB, o rendimento nacional ou a despesa nacional. É a Contabilidade Nacional que fornece os números com que se avalia o desempenho da economia e se comparam países e anos.
O conceito-chave para medir a produção sem erros é o valor acrescentado bruto (VAB). O VAB de uma unidade produtiva é o valor da sua produção menos o valor dos consumos intermédios — os bens e serviços comprados a outras empresas e incorporados na produção: VAB = valor da produção − consumos intermédios. O VAB mede o valor efetivamente CRIADO em cada fase, e não o que foi apenas comprado e revendido.
Usar o VAB evita a dupla contagem. Se somássemos o valor da produção de todas as empresas, contaríamos várias vezes os mesmos bens: o trigo entraria no valor da farinha, e a farinha no valor do pão (ver Fig. 1). Somando antes os VAB de cada fase, cada valor é contado uma só vez, e o total iguala exatamente o valor dos bens FINAIS. É por isso que o PIB se obtém somando os valores acrescentados, não os valores de produção.

Valor acrescentado e dupla contagem

Valor acrescentado brutoTabela com 4 colunas e 4 linhas, Dados: Fase de produção · Valor da produção · Consumos intermédios · VAB; Agricultor (trigo) · 100 · 0 · 100; Moageira (farinha) · 180 · 100 · 80; Padaria (pão) · 250 · 180 · 70; Total (soma dos VAB) · — · — · 250FASE DE PRODUÇÃOVALOR DA PRODUÇÃOCONSUMOS INTERMÉDIOSVABAgricultor (trigo)1000100Moageira (farinha)18010080Padaria (pão)25018070Total (soma dos VAB)——250Soma dos VAB = valor do bem final
Fig. 1Fig. 1 — A soma dos VAB (100 + 80 + 70 = 250) iguala o valor do bem final (o pão, 250), evitando a dupla contagem do trigo e da farinha.
A distinção «bruto/líquido» percorre a Contabilidade Nacional: uma grandeza bruta inclui a depreciação (o desgaste do capital); deduzindo-a, obtém-se a grandeza líquida. Assim, do produto interno BRUTO obtém-se o produto interno LÍQUIDO subtraindo a depreciação (ou consumo de capital fixo). O PIB é, por convenção, a medida mais usada, apesar de incluir a mera reposição do capital gasto.
Exemplo resolvido

Calcular o VAB por fase

Um agricultor vende trigo por 100 (sem consumos intermédios); a moageira compra o trigo e vende farinha por 180; a padaria compra a farinha e vende pão por 250. Calcula o VAB de cada fase e o valor total criado.

  1. 01Agricultor

    VAB = 100 − 0 = 100.

  2. 02Moageira

    VAB = 180 − 100 = 80 (valor da farinha menos o trigo comprado).

  3. 03Padaria

    VAB = 250 − 180 = 70 (valor do pão menos a farinha comprada).

  4. 04Total

    Soma dos VAB = 100 + 80 + 70 = 250, exatamente o valor do bem final (o pão). Somar os valores de produção (100 + 180 + 250 = 530) seria dupla contagem.

Resultado: VAB: 100, 80, 70; total = 250 = valor do bem final (o pão).

Foco no Exame Nacional

  • Calcular o VAB (produção − consumos intermédios) e explicar por que evita a dupla contagem.
  • Relacionar a soma dos VAB com o valor dos bens finais e distinguir grandezas brutas de líquidas.

Erros frequentes

  • Somar os valores de produção de todas as empresas (dupla contagem) em vez dos valores acrescentados.
  • Confundir consumos intermédios (incorporados na produção) com bens de capital (investimento).

Revisão ativa

Um agricultor vende trigo por 100; a moageira transforma-o em farinha que vende por 180; a padaria faz pão que vende por 250. Calcula o VAB de cada fase e o valor total criado.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Economia A — 11.º ano (Contabilidade Nacional e VAB) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02

O PIB pelas três óticas#

●●●AprofundamentoLPAE-economia-a-contabilidade-nacional

Pontos-chave

O Produto Interno Bruto (PIB) é o valor de todos os bens e serviços finais produzidos DENTRO do território de um país num período. É «interno» porque conta a produção realizada no território (independentemente da nacionalidade de quem produz) e «bruto» porque inclui a depreciação. Por resultar do circuito económico, o PIB pode calcular-se por três caminhos equivalentes — as três óticas — que dão, por construção, o mesmo valor (ver Fig. 2).

As três óticas do PIB

As três óticas do PIBTabela com 3 colunas e 3 linhas, Dados: Ótica · Como se calcula · Mede; Produção · Soma dos VAB + impostos líquidos sobre os produtos · O valor criado na produção; Despesa · C + I + G + (X − M) · O que se gasta na produção final; Rendimento · Remunerações + excedente/rend. misto + impostos líq. sobre produção · Como o valor se reparte pelos fatoresÓTICACOMO SE CALCULAMEDEProduçãoSoma dos VAB + impostoslíquidos sobre os produtosO valor criado na produçãoDespesaC + I + G + (X − M)O que se gasta na produçãofinalRendimentoRemunerações + excedente/rend. misto + impostos líq.sobre produçãoComo o valor se repartepelos fatoresTrês óticas, um só PIB
Fig. 2Fig. 2 — O PIB calcula-se por três caminhos equivalentes: produção (VAB), despesa (C+I+G+X−M) e rendimento (remunerações + excedente + impostos líquidos).
Pela ótica da produção, o PIB é a soma dos valores acrescentados brutos de todos os setores, acrescida dos impostos líquidos sobre os produtos (impostos menos subsídios). Mede o valor criado na produção. Pela ótica da despesa, o PIB é a soma de tudo o que se gasta na aquisição da produção final: PIB = C + I + G + (X − M), ou seja, consumo das famílias, investimento, despesa pública e exportações líquidas (exportações menos importações). Ver fórmula.
Pela ótica do rendimento, o PIB é a soma dos rendimentos gerados na produção e distribuídos pelos fatores: as remunerações do trabalho, o excedente bruto de exploração e o rendimento misto (rendimentos do capital e da empresa), acrescidos dos impostos líquidos sobre a produção e a importação. Mede como o valor criado se reparte pelos fatores. As três óticas correspondem, afinal, aos três momentos do circuito — produzir, gastar, repartir.
A equivalência das três óticas não é coincidência: decorre diretamente do circuito económico. Tudo o que se produz gera um rendimento igual (ótica do rendimento) e é adquirido por uma despesa igual (ótica da despesa). Por isso, produção = rendimento = despesa. Esta identidade é a pedra angular da Contabilidade Nacional e uma das ideias mais avaliadas do tema: saber calcular o PIB por qualquer das óticas e verificar que coincidem.
PIB=C+I+G+(X−M)\text{PIB} = C + I + G + (X - M)PIB=C+I+G+(X−M)

PIB — ótica da despesa

Consumo das famílias (C) + investimento (I) + despesa pública (G) + exportações líquidas (exportações X menos importações M).

Exemplo resolvido

Calcular o PIB pelas três óticas

Numa economia hipotética: consumo C = 120, investimento I = 40, despesa pública G = 50, exportações X = 40, importações M = 50. Pela ótica do rendimento: remunerações do trabalho = 110, excedente bruto e rendimento misto = 70, impostos líquidos sobre a produção = 20. Verifica que o PIB é o mesmo.

  1. 01Ótica da despesa

    PIB = C + I + G + (X − M) = 120 + 40 + 50 + (40 − 50) = 210 − 10 = 200.

  2. 02Ótica do rendimento

    PIB = 110 + 70 + 20 = 200.

  3. 03Ótica da produção

    Coerente: se os VAB somam 180 e os impostos líquidos sobre os produtos são 20, PIB = 180 + 20 = 200.

  4. 04Conclusão

    As três óticas dão 200: produção = despesa = rendimento, como garante o circuito económico.

Resultado: PIB = 200 pelas três óticas (despesa, rendimento e produção coincidem).

Foco no Exame Nacional

  • Calcular o PIB pela ótica da despesa (C + I + G + (X − M)) e pelas óticas da produção e do rendimento.
  • Verificar a equivalência das três óticas e relacioná-las com o circuito económico.

Erros frequentes

  • Esquecer de subtrair as importações na ótica da despesa (as exportações entram LÍQUIDAS: X − M).
  • Confundir bens finais com bens intermédios ao calcular o PIB pela produção (só os finais/VAB contam).

Revisão ativa

Numa economia, C = 120, I = 40, G = 50, X = 40 e M = 50. Calcula o PIB pela ótica da despesa.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Economia A — 11.º ano (PIB e as três óticas) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03

PIB nominal, PIB real e deflator#

●●●AprofundamentoLPAE-economia-a-contabilidade-nacional

Pontos-chave

O PIB nominal (ou a preços correntes) mede a produção aos preços do próprio ano; o PIB real (ou a preços constantes) mede-a aos preços de um ano-base fixo. A distinção é crucial porque o PIB nominal pode aumentar por duas razões muito diferentes: porque se produziu MAIS (crescimento real) ou porque os PREÇOS subiram (inflação). Só o PIB real, que fixa os preços, mede a variação efetiva da quantidade produzida (ver Fig. 3).

PIB nominal e PIB real (valores ilustrativos)

PIB nominal vs PIB realGráfico de colunas: PIB, Dados: PIB nominal · Ano 0: 200; PIB nominal · Ano 1: 224; PIB nominal · Ano 2: 252; PIB real (base ano 0) · Ano 0: 200; PIB real (base ano 0) · Ano 1: 200; PIB real (base ano 0) · Ano 2: 210050100150200250Ano 0Ano 1Ano 2200200224200252210PIBPIB nominalPIB real (base ano …
Fig. 3Fig. 3 — PIB nominal e real (base ano 0). Do ano 0 ao 1, o nominal sobe (200 → 224) só por efeito dos preços (deflator 112); o real mantém-se em 200. No ano 2 há crescimento real (210).
A ponte entre os dois é o deflator do PIB — um índice de preços (base 100 no ano-base) que mede a variação dos preços de TODOS os bens incluídos no PIB. A relação é PIB real = PIB nominal / deflator × 100 (ver fórmula). Conhecendo dois dos três valores, obtém-se o terceiro. O deflator do PIB é, assim, o «tradutor» que converte valores nominais em reais e vice-versa.
Para avaliar o crescimento económico, usa-se sempre a taxa de crescimento REAL do PIB — a variação percentual do PIB real entre dois anos —, porque é ela que reflete o aumento efetivo da produção e do rendimento. Uma economia cujo PIB nominal cresce 5 % num ano de inflação de 5 % NÃO cresceu realmente: produziu o mesmo a preços mais altos. Confundir crescimento nominal com real é um erro grave de leitura económica.
O procedimento típico do exame é: dados o PIB nominal e o deflator, calcular o PIB real; ou, dados os PIB reais de dois anos, calcular a taxa de crescimento real. Convém dominar as duas operações e interpretar o resultado — distinguir o efeito quantidade (crescimento real) do efeito preço (inflação). Esta é a aplicação macroeconómica da distinção nominal/real já vista no consumo e na moeda.
PIB real=PIB nominaldeflator×100\text{PIB real} = \dfrac{\text{PIB nominal}}{\text{deflator}} \times 100PIB real=deflatorPIB nominal​×100

PIB real e deflator

Converte o PIB nominal (a preços correntes) em PIB real (a preços do ano-base), usando o deflator do PIB (índice de preços, base 100).

Exemplo resolvido

PIB real, deflator e crescimento

No ano 0, o PIB (nominal e real) é 200 (deflator 100). No ano 1, o PIB nominal é 224 e o deflator 112. Calcula o PIB real do ano 1 e a taxa de crescimento real, comparando-a com a nominal.

  1. 01PIB real do ano 1

    PIB real = 224/112 × 100 = 200.

  2. 02Crescimento nominal

    (224 − 200)/200 × 100 = 12 %.

  3. 03Crescimento real

    (200 − 200)/200 × 100 = 0 %.

  4. 04Conclusão

    O PIB nominal subiu 12 %, mas o PIB real ficou igual: todo o aumento foi de PREÇOS (deflator 112, ou seja, inflação de 12 %), não de produção. A economia não cresceu realmente.

Resultado: PIB real = 200; crescimento real = 0 % (nominal = 12 %): o aumento foi só de preços.

Foco no Exame Nacional

  • Distinguir PIB nominal de PIB real e calcular o PIB real com o deflator (PIB real = nominal/deflator ×100).
  • Calcular a taxa de crescimento real do PIB e distingui-la do crescimento nominal.

Erros frequentes

  • Avaliar o crescimento pelo PIB nominal, confundindo aumento de produção com aumento de preços.
  • Inverter a fórmula do deflator (o PIB real é o nominal a dividir pelo deflator, multiplicado por 100).

Revisão ativa

O PIB nominal de um ano é 224 e o deflator é 112 (base 100 no ano anterior, cujo PIB era 200). Calcula o PIB real e a taxa de crescimento real, e comenta.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Economia A — 11.º ano (PIB nominal, real e deflator) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04

Do PIB ao PNB e ao RND#

●●●AprofundamentoLPAE-economia-a-contabilidade-nacional

Pontos-chave

O PIB é um conceito INTERNO/territorial: mede a produção realizada no território, independentemente de quem a realiza. Mas parte dessa produção gera rendimentos que saem para o exterior (rendimentos de empresas e trabalhadores estrangeiros), enquanto residentes recebem rendimentos produzidos noutros países. Para passar de uma medida territorial a uma medida NACIONAL, corrige-se o PIB por estes fluxos (ver Fig. 4).

Do PIB ao RND

Do PIB ao RNDGrafo, PIB (interno) → PNB / RNB (nacional), PNB / RNB (nacional) → RND (disponível)PIB (interno)PNB /RNB(nacional)RND (disponível)+ rendimentosprimários líq…+transferência…
Fig. 4Fig. 4 — Do produto interno (PIB) ao rendimento nacional disponível (RND): somam-se os rendimentos primários líquidos e as transferências líquidas do exterior.
O Produto Nacional Bruto (PNB), hoje também designado Rendimento Nacional Bruto (RNB), obtém-se somando ao PIB os rendimentos primários recebidos do exterior pelos residentes e subtraindo os rendimentos primários enviados para o exterior: PNB = PIB + rendimentos primários líquidos do exterior. Se um país tem muitos residentes a receber rendimentos do estrangeiro, o seu PNB é superior ao PIB; se muitos rendimentos saem para o exterior, é inferior.
Do PNB (RNB) chega-se ao Rendimento Nacional Disponível (RND) somando as transferências correntes líquidas do exterior (remessas de emigrantes, ajudas, fundos). O RND mede o rendimento efetivamente à disposição dos residentes para consumo e poupança — é o mais próximo do bem-estar material da população. A cadeia PIB → PNB/RNB → RND traduz a passagem do território para a nação e do produto para o rendimento disponível.
Estas distinções importam na prática. Um país com forte investimento estrangeiro pode ter um PIB elevado mas um PNB menor (muitos lucros saem para as casas-mãe no exterior); um país com muitos emigrantes pode ter um RND reforçado pelas remessas. Por isso, para avaliar o rendimento dos RESIDENTES, o RND é mais adequado do que o PIB. Saber ordenar e relacionar estes agregados é objetivo do tema.
PNB=PIB+rendimentos primaˊrios lıˊquidos do exterior\text{PNB} = \text{PIB} + \text{rendimentos primários líquidos do exterior}PNB=PIB+rendimentos primaˊrios lıˊquidos do exterior

Do PIB ao PNB

Soma-se ao PIB o saldo entre rendimentos recebidos do exterior e rendimentos enviados para o exterior. Somando as transferências correntes líquidas obtém-se o RND.

Exemplo resolvido

Calcular o PNB

O PIB de um país é 200. Os seus residentes receberam 15 de rendimentos do exterior e pagaram 25 de rendimentos a não residentes. Calcula o PNB e comenta.

  1. 01Rendimentos primários líquidos

    Recebidos − enviados = 15 − 25 = −10.

  2. 02PNB

    PNB = PIB + rendimentos primários líquidos = 200 + (−10) = 190.

  3. 03Comentário

    O PNB (190) é INFERIOR ao PIB (200): saem para o exterior mais rendimentos do que entram (por exemplo, lucros de empresas estrangeiras a operar no país).

Resultado: PNB = 190, inferior ao PIB (200), porque os rendimentos enviados ao exterior superam os recebidos.

Foco no Exame Nacional

  • Relacionar PIB, PNB (RNB) e RND e calcular um a partir do outro.
  • Distinguir a ótica territorial (PIB) da nacional (PNB) e identificar quando PNB é maior ou menor que o PIB.

Erros frequentes

  • Confundir PIB (interno/territorial) com PNB (nacional) — diferem pelos rendimentos primários com o exterior.
  • Somar (em vez de subtrair) os rendimentos enviados para o exterior ao passar do PIB ao PNB.

Revisão ativa

O PIB de um país é 200. Os residentes receberam 15 de rendimentos do exterior e enviaram 25 para o exterior. Calcula o PNB e indica se é maior ou menor que o PIB.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Economia A — 11.º ano (PIB, PNB e RND) (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 05

As limitações do PIB#

●●○PadrãoLPAE-economia-a-contabilidade-nacional

Pontos-chave

O PIB é o indicador mais usado para medir a dimensão e o crescimento de uma economia, mas é uma medida imperfeita do bem-estar e do desenvolvimento. Convém conhecer as suas limitações para o interpretar com espírito crítico (ver Fig. 5). A primeira é que o PIB mede o VALOR da produção, não a forma como o rendimento se distribui: um PIB elevado pode coexistir com grande desigualdade e pobreza.

Limitações do PIB

Limitações do PIBTabela com 2 colunas e 5 linhas, Dados: Limitação do PIB · Explicação; Não mede a distribuição · Um PIB elevado pode coexistir com grande desigualdade; Ignora a economia não mercantil · Trabalho doméstico, voluntariado e autoconsumo não contam; Ignora a economia informal · Atividades não declaradas escapam à medição; Não desconta danos ambientais · Poluição e exaustão de recursos não são deduzidas; Não mede a qualidade de vida · Saúde, educação, lazer e ambiente não se refletem no PIBLIMITAÇÃO DO PIBEXPLICAÇÃONão mede a distribuiçãoUm PIB elevado podecoexistir com grandedesigualdadeIgnora a economia nãomercantilTrabalho doméstico,voluntariado e autoconsumonão contamIgnora a economia informalAtividades não declaradasescapam à mediçãoNão desconta danosambientaisPoluição e exaustão derecursos não são deduzidasNão mede a qualidade de vidaSaúde, educação, lazer eambiente não se refletem noPIBO que o PIB não mede
Fig. 5Fig. 5 — O PIB mede a produção, não o bem-estar: ignora a distribuição, a economia não mercantil e informal, o ambiente e a qualidade de vida.
O PIB ignora atividades que não passam pelo mercado. O trabalho doméstico não remunerado, o voluntariado e o autoconsumo criam bem-estar mas não entram no PIB; a economia informal e ilegal (atividades não declaradas) escapa igualmente à medição, subestimando a atividade real. Assim, dois países com o mesmo PIB podem ter níveis de vida diferentes conforme o peso destas atividades.
O PIB também não desconta os «males» que acompanham a produção. A poluição, a exaustão de recursos naturais e a degradação ambiental não são deduzidas — pelo contrário, a despesa em reparar danos (limpar uma maré negra) até AUMENTA o PIB. Nem o PIB capta a qualidade de vida: saúde, educação, segurança, lazer, coesão social e felicidade não se refletem diretamente num número de produção.
Por estas razões, o PIB deve ser complementado por outros indicadores. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), das Nações Unidas, combina rendimento, esperança de vida e educação; existem ainda indicadores de desigualdade (Gini), de pobreza, ambientais e de bem-estar subjetivo. A mensagem para o exame é clara: o PIB é útil e insubstituível como medida de atividade, mas é preciso saber o que ele NÃO mede.
Exemplo resolvido

Ler criticamente o PIB

O PIB de um país cresceu 3 % num ano. Indica três razões pelas quais isto pode não significar que a população viva melhor e um indicador que ajude a completar o retrato.

  1. 01Distribuição

    O crescimento pode ter beneficiado sobretudo os mais ricos; a desigualdade pode ter aumentado, deixando muitos sem melhoria.

  2. 02Ambiente e qualidade de vida

    O crescimento pode ter aumentado a poluição e a exaustão de recursos, ou vir acompanhado de mais horas de trabalho e menos lazer — o PIB não o capta.

  3. 03Economia não mercantil

    Se o crescimento resultou da mercantilização de atividades antes não pagas (por exemplo, serviços domésticos), o bem-estar pode não ter aumentado tanto quanto o PIB sugere.

  4. 04Indicador complementar

    O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) combina rendimento, esperança de vida e educação, dando um retrato mais completo do desenvolvimento.

Resultado: Crescimento do PIB ≠ mais bem-estar: pode esconder desigualdade, danos ambientais e outras dimensões; o IDH ajuda a completar a leitura.

Foco no Exame Nacional

  • Enunciar e explicar as principais limitações do PIB como medida de bem-estar.
  • Identificar indicadores complementares (IDH e outros) e justificar a sua utilidade.

Erros frequentes

  • Tomar o PIB (ou o PIB per capita) como medida direta de bem-estar ou de felicidade.
  • Esquecer que a economia não mercantil e informal não é captada pelo PIB, subestimando a atividade real.

Revisão ativa

Indica três razões pelas quais um aumento do PIB pode não significar uma melhoria do bem-estar da população e refere um indicador que complemente o PIB.

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Economia A — 11.º ano (Limitações do PIB) (Direção-Geral da Educação (DGE))

Conteúdo

Secção -- / 05

    • 01Objeto da Contabilidade Nacional e o VAB◐
    • 02O PIB pelas três óticas●
    • 03PIB nominal, PIB real e deflator●
    • 04Do PIB ao PNB e ao RND●
    • 05As limitações do PIB◐

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Dos resumos à prática

A Contabilidade Nacional

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Referências e fontes

Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Aprendizagens Essenciais de Economia A — 11.º ano (Contabilidade Nacional e VAB)

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